A moradora Edma Soares, proprietária de um dos apartamentos no edifício Leme, onde o ex-ministro do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela foi assassinado a facadas, informou nesta terça-feira que a porta de acesso aos elevadores está com defeito e, em alguns casos, não pode ser travada. A falha técnica pode ter facilitado a entrada do criminoso na portaria que dá acesso aos apartamentos 601 e 602, onde morava Villela, a mulher, Maria de Carvalho Mendes Villela, e a empregada do casal, Francisca Nascimento da Silva.

Os corpos dos três foram encontrados em avançado estado de decomposição e com sinais de facadas. O magistrado teve o corpo perfurado por 32 vezes. O ex-ministro, sua mulher e a empregada do casal há mais de 30 anos foram mortos a facadas na sexta-feira à noite. Os corpos dos três, com sinais de violência e diversas perfurações, foram encontrados após, a pedido da neta do casal, um chaveiro ter aberto a porta do apartamento em que viviam.

A delegada-chefe do caso, Martha Vargas, acredita que o crime tenha sido latrocínio (roubo seguido de morte). "Constatou-se que existiam diversas joias de famílias que foram roubadas pelos meliantes. Portanto, a hipótese sai de homicídio para latrocínio", disse.

A Polícia Civil já está em busca de pelo menos dois suspeitos, que acredita serem pessoas próximas à família. De acordo com a delegada, ainda não se sabe a motivação do crime.

Segundo investigação autoridades policiais, a primeira a ser morta foi Francisca pouco depois das 19h de sexta. As investigações apontaram que um familiar de José Villela telefonou para o apartamento do casal por volta das 19h e foi atendido pela empregada doméstica. Aproximadamente meia hora depois, ninguém na casa do ex-ministro atendia a telefonemas.

Dois porteiros que faziam plantão entre sexta-feira e sábado e outras cinco pessoas, entre familiares e vizinhos, prestaram depoimento. Outras cinco foram intimadas para serem ouvidas.