Os funcionários da GCM (Guarda Civil Metropolitana) de São Paulo decidiram nesta terça-feira suspender, temporariamente, a greve da categoria, iniciada na última terça-feira (25). De acordo com Carlos Augusto Sousa Silva, presidente do Sindguardas (Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos de São Paulo) a decisão ocorreu após audiência no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), realizada na tarde de hoje.
Segundo Silva, a paralisação está suspensa até, pelo menos, o próximo dia 22, quando os funcionários da GCM deverão realizar nova assembleia para definir os rumos greve. Os guardas metropolitanos voltam ao trabalho a partir das 6h desta quarta-feira (2).
"O Tribunal [TRT] fez um apelo para que nós voltássemos ao trabalho e decidimos atender à solicitação deles. No final do mês, teremos uma nova assembleia para definir o que será feito", disse o sindicalista.
Os guardas e a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, da Prefeitura de São Paulo, decidiram criar uma mesa de negociação para discutir as reivindicações.
A categoria reivindica, entre outros pontos, reajustes salariais e melhores condições de trabalhos, segundo o sindicato. Os guardas pedem reajuste de 60% para 140% sobre o Regime Especial do Trabalho Policial. Com isso, o salário inicial subiria de R$ 855 para R$ 1.300. Além disso, os guardas querem equiparação de padrão de vencimentos com as demais carreiras de nível médio da Prefeitura.
Na semana passada, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) determinou o fim da greve, e estabeleceu em R$ 100 mil a multa diária caso a categoria não retornasse ao trabalho.