Morreu na madrugada desta terça-feira (1º/9) o ministro do Supremo Tribunal Federal, Carlos Alberto Menezes Direito, no Rio de Janeiro, aos 66 anos. O ministro, que chegou em 2007 à corte, lutava contra um câncer de pâncreas. Não resistiu. Ele faria 67 anos na próxima terça-feira (8/9). Estava de licença médica do Supremo desde maio, quando fez uma cirurgia. Deixa mulher, três filhos e netos.

Direito chegou ao STF em 2007. Foi indicado à corte depois de julgar por 11 anos no Superior Tribunal de Justiça. Sua indicação ao STF veio acompanhada de rótulos políticos, ideológicos e religiosos que pretendiam colocar sob suspeição sua atuação. O tempo mostrou que os rótulos viriam por água abaixo.

Católico declarado, surpreendeu ao votar a favor das pesquisas com células-tronco embrionárias, apesar de fazer uma série de restrições. O ministro mostrou, ainda, senso prático no julgamento da demarcação da reserva indígena da Raposa Serra do Sol. Ele usou em parte de seu voto os fundamentos do relator, Carlos Britto. Assim, o Supremo estabeleceu um verdadeiro código que deve nortear as demarcações futuras.

Menezes Direito nasceu em Belém do Pará mas, ainda jovem, escolheu morar no Rio de Janeiro. Tornou-se bacharel em Direito pela PUC do Rio em 1965. Obteve o título de doutor na mesma universidade. Em 27 de junho de 1996, tomou posse no Superior Tribunal de Justiça. Em 5 de setembro de 2007 tomou posse no Supremo com a vaga deixada por Sepúlveda Pertence