A morte de uma garota de 17 anos nesta segunda-feira (31) durante uma troca de tiros entre criminosos e a Guarda Civil de São Caetano do Sul dentro da Favela de Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo, levanta uma discussão: como podemos nos defender quando estivermos no meio de um tiroteio? O consultor em segurança Igor Pipolo dá dicas que podem ajudar nos momentos de violência.

Segundo testemunhas, a jovem tentou se proteger atrás de um carro durante a troca de tiros. “De preferência, fique atrás de um poste. Por mais que ele seja fino e estreito, você fica de lado e protege sua silhueta. Atrás de um carro não é um local seguro, por exemplo. Você pode ficar atrás de uma árvore, que pode conter muito mais facilmente um tiro do que a lataria de um carro”, sugere o consultor.

E, de jeito nenhum, tente ver o que está acontecendo. “Se ouvir um tiro, esqueça a curiosidade”, diz o consultor. Ele sugere que a pessoa espere pelo menos 10 minutos após ouvir o último disparo para sair do local seguro.

Morte de adolescente

Os moradores da maior favela de São Paulo bloquearam as ruas na noite de segunda-feira. Era um protesto contra a morte de uma adolescente de 17 anos, atingida por uma bala durante perseguição de guardas-civis de São Caetano a suspeitos de roubo. Os manifestantes teriam atacado pedras nos policiais, que usaram balas de borracha e bombas de efeito moral.

“É bem provável que eles confundiram com algum dos caras e atiraram na criança. Pegou na cabeça, foi fatal”, conta o garçom Iraildo Carlos da Silva. Ana Cristina de Macedo tinha um filha de 1 ano e 10 meses com o namorado Bruno. “A gente tinha planos e hoje vou enterrar ela”, disse o servente de pedreiro Bruno de Souza Alves.

Os guardas-civis envolvidos na ação foram afastados das ruas e vão exercer funções administrativas.