A chegada de grupos estrangeiros está mudando o perfil do controle econômico do ensino superior em Salvador. Nos três últimos anos, dois grupos norte-americanos (a rede texana Whitney University, dona do Centro Universitário Jorge Amado, Unijorge; e a DeVry Inc, das faculdades Ruy Barbosa, Área 1 e de Tecnologia e Educação, FTE), além do general angolano Fernando Vasques Araújo e do empresário português Armênio Venceslau Brandão Ramos, investidores do Instituto de Educação e Tecnologias (Inet), passaram a dirigir instituições com aproximadamente 17 mil estudantes universitários na capital.
O investimento de fora do País aquece um mercado atualmente com, pelo menos, 15 instituições (28,3% do total) nas mãos de grupos empresariais originários de estados como São Paulo, Rio Janeiro, Goiás e Mato Grosso. Segundo levantamento de mercado, em relação às sete maiores entidades mantenedoras, o setor movimenta, por ano, valor superior a R$ 760 milhões.
A tendência é bem recebida pela Associação Baiana de Mantenedoras do Ensino Superior (Abames), mas gera preocupação a alunos das faculdades adquiridas, em relação à qualidade dos cursos, e do Sindicato dos Professores da Rede Particular (Sinpro), quanto ao comportamento do mercado: segundo registros da entidade, entre dezembro de 2008 e agosto deste ano, 114 professores foram demitidos.