O desembargador Orlando Manso determinou, na tarde de ontem, 19, o afastamento do deputado estadual Cícero Ferro (PMN). A decisão é baseada no pedido do Ministério Público Estadual de Alagoas – MPE.

Ferro esteve afastado da ALE por mais de um ano, após ter sido indiciado pela Polícia Federal, na Operação Taturana, que investigou o desvio de cerca de R$ 300 milhões da Assembléia Legislativa de Alagoas - ALE. O deputado voltou ao cargo após decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes.

Após a comunicação por meio de um oficial de Justiça, que entregou ao 2º vice-presidente da Assembléia, deputado Sergio Toledo a decisão do afastamento de Ferro, foi marcada uma sessão especial para a noite de ontem, onde foram convocados os deputados faltosos.

A intenção era decidir como seria tratada a determinação do desembargador Orlando Manso. Os trabalhos foram presididos pelo deputado Sérgio Toledo (PMN), que após cerca de 3 horas de discussão anunciou que a sessão foi suspensa e todos os deputados presentes decidirão aguardar o retorno do presidente do Poder Legislativo, deputado Fernando Toledo (PSDB) e do vice-presidente Alberto Sextafeira (PSB), a Maceió, os quais devem analisar juridicamente juntos com a Procuradoria da ALE e a Mesa Diretora, o futuro do deputado Cícero Ferro (PMN).

Segundo a assessoria de comunicação da ALE, Fernando Toledo e Alberto Sextafeira (PSB), estavam no Rio de Janeiro, onde discutirão a possibilidade de instalação de uma usina nuclear no Sertão alagoano.

Cícero Ferro esteve presente da discussão junto com os demais colegas deputados, que ficaram reunidos no prédio da própria Assembléia.

Com o afastamento de Cícero Ferro, assume em seu lugar o radialista Jéferson Moraes (DEM), primeiro suplente da coligação.

A decisão do desembargador teria como base o suposto envolvimento do parlamentar na morte do vereador da cidade de Delmiro Gouveia, Sertão de Alagoas, Fernando Aldo. Ferro é acusado de ser um dos mandantes do crime, ocorrido em Mata Grande – também no Sertão alagoano -, em outubro de 2007.

Já o advogado do parlamentar, Welton Roberto, por telefone confirmou ao Cada Minuto que o 2º vice-presidente da Casa até a noite de ontem, não tinha lhe entregue a decisão do afastamento de seu cliente, mas considerada a conclusão do desembargador como um equivoco, lembrando uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal – STF, que afirmou que o Poder Judiciário Estadual não pode afastar um parlamentar.

Atualizado às 00h19.