A Petrobras divulgou nesta terça-feira um comunicado, em resposta a uma matéria do jornal Valor Econômico, afirmando que na região do pré-sal da Bacia de Santos, a taxa de sucesso em descobertas é de 100% até agora. Considerada também a Bacia de Campos, a taxa é de 87%.

O jornal havia publicado uma matéria em que dizia que na área do pré-sal, 32% dos poços abertos eram pouco viáveis.

- A partir de 2006, quando as rochas carbonáticas do pré-sal foram efetivamente comprovadas como potenciais reservatórios para acumulações de petróleo, a Petrobras perfurou 11 poços na área central da Bacia de Santos, tendo estes reservatórios como objetivos principais. Todos estes poços resultaram em descobertas (taxa de sucesso de 100%), cujos planos de avaliação estão sendo realizados, conforme aprovado junto à ANP e amplamente divulgado pela companhia - disse a Petrobras.

Ainda segundo a empresa, até o final de 2008 foram perfurados 30 poços na região do pré-sal, que se estende da Bacia de Campos até a Bacia de Santos, tendo sido obtida uma taxa de sucesso de 87% na comprovação de presença de hidrocarbonetos.

- É entendimento da Petrobras que são improváveis as ocorrências de poços secos, fora dos padrões normais da indústria de petróleo, na área do pré-sal da Bacia de Santos, devido ao conhecimento dos modelos geológicos, da quantidade de dados sísmicos e do número de poços já perfurados com sucesso.

A petrolífera italiana Eni informou na segunda-feira à Agência Nacional de Petróleo (ANP) que descobriu novos indícios de gás natural no bloco BM-S-4, na bacia de Santos, próximo ao campo de Mexilhão. A empresa vendeu metade do bloco em janeiro para a mineradora Vale.

No início do mês, a Hess Corp comunicou que não relatou ao governo brasileiro qualquer descoberta de petróleo depois de perfurar um poço no bloco BM-S-22, no pré-sal da bacia de Santos.

O comunicado da Hess não dizia se a empresa encontrou petróleo no poço batizado de Guarani, perfurado no bloco BM-S-22. Uma autoridade da ANP não pôde comentar a questão.