Centenas de seguidores do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, fizeram ato nesta segunda-feira (27) em Tegucigalpa, para exigir novamente sua restituição no poder e pediram ao governo interino que busque uma saída política, democrática e pacífica para a crise política do país.
Rafael Alegria, dirigente camponês e membro do Movimento de Resistência Popular, que exige o retorno de Zelaya ao país e ao poder, disse à agência Efe que "a mobilização do povo é indefinida".
Ele disse que, como resistência, "podemos protestar o quanto for necessário até que o país volte à normalidade, com o presidente Zelaya no poder".
Em Tegucigalpa, os manifestantes que apoiam Zelaya realizaram duas mobilizações, que fazem parte de "novas estratégias", disse Israel Salinas, secretário-geral da Confederação Unitária de Trabalhadores de Honduras (CUTH).
Salinas reiterou que a resistência "se mantém firme em que Manuel Zelaya deve retornar ao poder e em que o país precisa de uma nova Constituição que seja para todos os hondurenhos, não só para os ricos".
Uma das manifestações foi realizada nas proximidades da Suprema Corte de Justiça, em uma avenida que liga as saídas para o norte, o sul e o leste de Honduras.
"Há um mês estamos em resistência e não nos deteremos até que o presidente retorne ao poder", disse Alegria.
Segundo ele, a situação em Honduras pode impedir a realização de eleições gerais, previstas pelo governo provisório para o dia 29 de novembro.
"Nossa mensagem aos empresários, aos militares, à classe política tradicional, aos mesmos golpistas é que se convençam de que é preciso buscar uma saída política, democrática e pacífica para o país, que já não suporta tanta injustiça", disse Alegria.
Salinas também advertiu, em declarações à Efe, que se "os golpistas não cederem, vamos paralisar todo o país".