Ele também confirmou que os senador João Pedro (PT-AM) será indicado para a presidência da CPI. Jucá disse que vai pedir à oposição que aguarde a conclusão do seu plano de trabalho, na CPI, antes de apresentar requerimentos. "Acho que os requerimentos devem esperar pelo meu plano de trabalho. Antes disso, acho que é açodamento", afirmou.
O senador Paulo Duque (PMDB-RJ) abriu a sessão de instalação da CPI da Petrobras. Por ser o senador com mais idade na comissão, ele preside a sessão que deverá eleger o presidente e vice-presidente da CPI.
A instalação da CPI foi adiada por três vezes. O governo vinha fazendo manobras para evitar a investigação política. A base aliada, com maioria da comissão, não dava quórum à sessão que formalizaria o início do inquérito parlamentar.
Os tucanos, então, pediram a José Sarney (PMDB-Ap) que resolvesse o problema e garantisse a instalação. Do contrário, iria ao Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, Sarney determinou na semana passada que a CPI fosse instalada.
Integrantes
Com
maioria expressiva na CPI (oito do total de 11 votos), os líderes
governistas vão pôr em campo a tropa de choque para dificultar as
investigações. Uma das estratégias da base aliada para embaralhar o
trabalho da comissão é propor que as apurações sobre a Petrobras
retrocedam ao governo de Fernando Henrique Cardoso.
A oposição, por sua vez, indicou para presidente o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) e chegou a indicar o senador Romero Jucá (PMDB-RR) para ser vice na chapa de Dias, mas Jucá recusou o convite, pois deverá ser indicado para a relatoria pela base governista.
O senador Fernando Collor (PTB-AL), que nos últimos dias chegou a ser cotado para disputar uma vaga, não comparece à sessão de abertura. Ele deixou um documento, lido pelo senador Paulo Duque, no qual alega que não pode comparecer porque está em viagem oficial a Alagoas.
A votação para presidente e vice-presidente da CPI será secreta e, depois, será indicado o relator da comissão.