Mesmo contando as horas para o recesso parlamentar que começa nesta sexta-feira e poderia esfriar a crise no Senado, o presidente Lula, a base do governo e o presidente do Senado, José Sarney, terão jogar pesado para assumir o comando da CPI da Petrobras e do Conselho de Ética, frentes onde a oposição se articula para tentar levar adiante alguma investigação sobre os sucessivos escândalos envolvendo a estatal e fundações, parentes e empresas ligadas a Sarney.

A estratégia da oposição é apoiar um presidente para a CPI que, mesmo da base, não seja ligado ao Planalto. A alternativa para disputar com o petista João Pedro (AM) é o ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL), e para isso, contam com a divisão da base do governo, mostra reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal O GLOBO.

- PMDB e PT são partidos irmãos. Como a relatoria da CPI está encaminhada para Romero Jucá (PMDB-RR), pode ser que a presidência, que cabe ao PMDB, fique com o PT - afirmou o líder do PTB, Gim Argello (DF) .