A médica mineira Flávia Rodrigues, irmã de Amanda, acredita na inocência dela e diz que a polícia não tinha provas para prendê-la em flagrante. Ela e o pai chegaram neste domingo de Ipatinga (MG). Os dois acompanharam a acusada no DHPP e no IML, para o exame de corpo de delito.

“Ela está muito nervosa. Perdeu o marido e tem um bebê de 10 meses para cuidar. Amanda nos contou que não matou Arturo. E acreditamos nela. Minha irmã, assim como nós, é muito religiosa e seria incapaz de matar alguém. Ela o encontrou morto. Cabe à polícia descobrir o que aconteceu no flat.”

Flávia e o pai ainda não sabem com quem ficará o menino, Arturo Gatti Junior. “Vou cuidar dele por enquanto, mas ainda não sabemos se voltará conosco para Ipatinga.”
A  família afirma que não contratou advogado, embora tenha mantido contato, hoje (domingo), com o criminalista Célio Avelino. Sobre o relacionamento do casal, Flávia preferiu não comentar.

Os dois moravam em Montreal, Canadá, e viajaram ao Brasil para a formatura de Flávia. De Ipatinga, seguiram para Porto de Galinhas, onde chegaram quinta-feira e passariam 30 dias em segunda lua de mel.

Arturo Gatti nasceu na Itália. Aos 7 anos, se mudou para o Canadá com os pais. O boxeador e a brasileira se conheceram em Nova Jérsei (EUA), quando ele seguia a carreira de pugilista e Amanda estudava relações internacionais. Estavam juntos há três anos, mas haviam se casado há dois.