Vencido o primeiro round da luta para segurar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), acossado por uma série de denúncias de irregularidades, o governo vai politizar o debate sobre o pré-sal para esvaziar a CPI da Petrobrás, que será instalada na terça-feira.
Com o argumento de que a CPI e a discussão sobre o marco regulatório do pré-sal estarão "intimamente ligados" a partir de agosto, quando os senadores voltarem das férias, o Palácio do Planalto prepara estratégia sob medida para carimbar a oposição como "impatriótica".
A crise política e o novo regime de exploração do petróleo - que prevê uma estatal para representar os interesses da União nos contratos, destinando parte do dinheiro das reservas a um fundo de educação - são os principais temas da reunião ministerial convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para amanhã, na Granja do Torto.
Para desidratar a CPI da Petrobrás, o governo ressuscitou o lema "O Petróleo é Nosso" - que embalou a campanha nacionalista dos anos 50 - e pretende jogar a opinião pública contra os adversários do PSDB e do DEM