Uma vistoria de técnicos do Crea (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) maranhense apontou graves problemas em três barragens do Estado. O estudo relatou que há falta de manutenção e falhas administrativas.

Neste ano, dois Estados registraram acidentes com o rompimento de barragens. Em abril, no município de Altamira (PA), 300 famílias ficaram desabrigadas. No mês passado, o rompimento da represa de Algodões, na cidade de Cocal (PI), matou oito pessoas.

O engenheiro Francisco Albuquerque, assessor do conselho de engenharia, afirmou que, caso as chuvas voltem a aumentar, há a possibilidade de rupturas surgirem nas barragens do Maranhão. Albuquerque disse que "não existe um trabalho de manutenção" nas obras visitadas.

A barragem de Bacanga, construída há 35 anos e localizada na região metropolitana de São Luís, está, segundo afirmações do conselho, com suas comportas comprometidas devido ao acúmulo de lixo e à falta de manutenção.

Na barragem do rio Flores, em Joselândia (385 km de São Luís), um possível rompimento causaria danos a 12 municípios da região. Já no município de Pinheiro (179 km de São Luís), a barragem de Pericumã passou apenas por reformas paliativas, conforme informações da Secretaria de Estado da Infraestrutura.

A secretaria, apesar de descartar o risco de rompimento iminente, reconhece problemas e danos estruturais nas três barragens. Diz ainda que a estrutura das obras é muito antiga e que não passou por reformas gerais, apenas por pequenos reparos.

Técnicos do Estado já foram enviados às três regiões a fim de realizar um laudo próprio e apontar falhas e que medidas devem ser tomadas.