O ex-governador do Rio Anthony Garotinho admitiu que poderá apoiar a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na disputa pela Presidência da República no ano que vem e lembrou que ambos já militaram juntos, como integrantes do PDT.
"Não sei se ela é a (candidata) mais forte, mas tenho uma boa relação com ela, que vem da época do PDT, quando militamos juntos. E (Dilma) tem tudo para ser a minha candidata", disse Garotinho, que se filiou ontem (22) ao Partido da República (PR).
No último dia 10, ao deixar o PMDB, ele já havia anunciado apoio à ministra da Casa Civil.
"Desde que ela deseje, o nosso palanque no Rio será o palanque dela", acrescentou.
Garotinho minimizou desavenças passadas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltou que os dois foram aliados no passado e afirmou que nunca teve um "antagonismo radical" com o presidente.
"Eu e Lula já fomos grandes amigos, tivemos problemas políticos e nos separamos. Eu acredito que tudo pode mudar e tudo vai mudar", garantiu o ex-governador, que entra em um partido que faz parte da base aliada do governo Lula.
Os sinais de fumaça para uma trégua com o governo Lula não impediram Garotinho de questionar a administração do atual governador, Sérgio Cabral (PMDB), aliado do presidente. Depois de questionar a administração Cabral, Garotinho alfinetou o desempenho do adversário nas pesquisas e lembrou que, até o momento, o governador é o único candidato "colocado" na disputa.
"É o único candidato colocado e não consegue sair de 30%, 35%. Eu, nessa época, tinha 60%", destacou Garotinho, lembrando os índices das pesquisas em eleições anteriores e garantindo que o lançamento de sua candidatura para sucessão de Cabral dependerá da cúpula do PR.
Também presente ao evento, o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, afirmou que o compromisso do partido é de apoio ao governo Lula, que tem o PR na base aliada desde 2003. No âmbito regional, Nascimento frisou que a união Lula-Cabral não impede que o partido lance uma candidatura de oposição ao governador.
"Nosso compromisso é nacional, mas o governador Garotinho, ao assumir a presidência do partido no Estado, vai tomar a decisão que quiser em relação ao estado", afirmou. "Isso acontece em vários estados da federação", acrescentou.
Garotinho se filia ao PR e volta a declarar apoio a Dilma em 2010
23/06/2009, 00:28 - Política
Por antoniomelo
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