Os deputados estaduais alagoanos já não se entendem mais. Na sessão desta terá-feira, deputados de situação e oposição trocaram farpas e acusações, devido a projetos enviados pelo governo do estado.
A criação da secretaria de Estado da Paz e dois pedidos de empréstimos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em caráter de urgência, foram os motivos das discussões.
O primeiro a se pronunciar foi o líder da oposição, deputado Paulão (PT). Para ele, o governador Teotônio Vilela Filho se contradiz quando afirma que continua enxugando a maquina pública e agora quer criar uma nova secretaria. “Sei que é importante a criação da secretaria da Paz, mas o governador está se contradizendo. É preciso pregar pêra moralidade. O governo não contrata ninguém da reserva técnica e cria mais uma pasta.
Em a parte, o líder do governo, Alberto Sextafeira (PSB), falou que o projeto é pregado com urgência para diminuir os prazos e que isso não tira o direito da discussão. O vice-presidente da ALE ainda disse que a criação da 18ª secretaria estadual não trará nenhum efeito, já que haverá redução de cargos na estrutura atual do governo. “Não está na contramão. O governo continua fazendo enxugamento. Paga-se 40 milhões todo mês para pagar a divida federal, mas ela é impagável”, completou.
O deputado Sergio Toledo (PMN) falou em favor da comissão de Finanças e Orçamento. Ele contou que na próxima quinta-feira, acontecerá às 17h, uma sessão da comissão com técnicos da secretaria estadual da Fazenda e do Planejamento para discutir os possíveis empréstimos.
Paulão voltou a pedir a parte sobre o assunto e criticou o líder do bloco, Sergio Toledo. O parlamentar ainda comentou sobre o projeto que melhorará a qualidade da água abastecida em Alagoas. “O líder do bloco, Sergio Toledo (PMN), tirou da pauta o projeto sobre a qualidade da água e ainda não voltou. Tem que saber qual o critério usado para decidir sobre o caráter de urgência. Estão tentando desqualificar o debate”, disse.
Judson Cabral x Fernando Toledo
O deputado Judson Cabral tomou a palavra e citou um trecho de regimento da casa, dizendo que o critério usado para a urgência está sendo errado, já que é apenas para caso de guerra declarada ou comoção intestina.
Após o discurso, o presidente da ALE não se pronunciou sobre o levantamento de Judson Cabral e seguiu com a sessão ordinária. Em questão de ordem, o petista afirmou que é preciso ter respeito com os deputados. “Não precisa vossa excelência consultar o regimento. Respeito tem que se estabelecer se não sairá do campo político”, argumentou.
“Vou relevar o que vossa excelência disse, porque se não irá criar um outro problema”, retrucou o presidente.