Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decidiram em assembleia realizada nesta quarta-feira, 17, manter a greve nacional iniciada terça. Por volta das 8h, os trabalhadores começaram a protestar em frente à sede do Ministério da Saúde, na Rua D´Ajuda e, em seguida, partiram para a sede do INSS no Comércio, onde se reuniram para definir as manifestações da categoria.
De acordo com a diretora da Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasp), Lídia de Jesus, os servidores ainda não receberam nenhuma contra-proposta e aguardam o início das negociações com o governo. "Estamos na expectativa, mas ainda não houve nenhum contato oficial", afirma a sindicalista.
As duas principais reivindicações dos grevistas são a manutenção da carga horária de 30 horas semanais sem redução de salário e a incorporação da gratificação aos salários. Além disso, a categoria exige melhores condições de trabalho nos postos de atendimento, realização de concursos públicos e a implementação do plano de carreira.
A categoria se reúne em nova assembleia, na sexta-feira, 19, às 10h, na sede do INSS no Comércio, para em seguida realizar um ato público. "Estamos em contato para fazer uma grande manifestação em conjunto com os servidores e professores municipais", revela Lídia de Jesus.
Greve - Com a paralisação, as oito agências do INSS em Salvador deixaram de prestar atendimento desde terça. Entre os serviços que deixam de ser prestados estão perícias, benefícios de aposentadoria, auxílios acidente, doença, pensão por morte, dentre outros.
A diretora da Fenasp, no entanto, afirma que a catogoria decidiu pela greve "no limite" e que a mobilização foi motivada pelo descumprimento, por parte do governo federal, de acordo firmado com os servidores no ano passado. Segundo Lídia de Jesus, deixaram de ser cumpridas cláusulas como a criação de um plano de reestruturação de carreiras e a organização de um grupo para discutir as condições de trabalho.