O deputado estadual Marcos Ferreira (PMN), afastado do mandato por decisão da Justiça alagoana, está em Brasília, onde vai entrar no Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido de suspensão de liminar, para tentar reassumir seu mandato. Ferreira foi afastado do cargo em julho do ano passado acusado de ter feito um empréstimo no valor de R$ 120 mil ao banco Bradesco, que supostamente teria sido pago pela Assembléia Legislativa.

 

Em depoimento na Polícia Federal, o parlamentar negou que o pagamento tivesse sido feito pela Casa Tavares Bastos, mas mesmo assim terminou sendo indiciado pela PF na Operação Taturana e posteriormente afastado do cargo a pedido do Ministério Público estadual. O MP, no entanto, deixou de pedir o afastamento de outros deputados também indiciados pela PF, a exemplo dos deputados Paulão (PT), George Clemente (PSB), entre outros.

 

No início de maio, Marcos Ferreira aproveitou a passagem corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Gilson Dipp, em Maceió, para denunciar a demora da presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Elisabeth Carvalho em julgar os recursos onde ele pedia para reassumir o mandato. Ferreira acusou a presidente do TJ de prevaricação ao conversar com o ministro e na semana seguinte seus recursos foram julgados.

 

Ele também foi orientado a denunciar junto ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) o fato de o MP alagoano não ter solicitado o afastamento de outros deputados indiciados pela Polícia Federal dos cargos.