A obra de reforma e ampliação da sede da Assembléia, que custou R$ 4,6 milhões e foi entregue no começo deste ano, parece que não surtiu muito efeito. Menos de seis meses após a volta dos deputados para o prédio localizado na Praça São Pedro, no Centro de Maceió, as fortes chuvas que caíram na capital alagoana hoje provocaram goteiras em uma parte do legislativo estadual.

 A escada que dá acesso ao plenário e gabinetes dos parlamentares foi coberta por água. O cuidado entre os deputados para não cair foi grande.

Auxílio-Moradia

A Mesa Diretora da Assembléia Legislativa de Alagoas “rasgou” mais uma vez o regimento interno da casa na sessão desta terça-feira.  Durante a leitura da hora do expediente, o líder da maioria, deputado Sergio Toledo (PMN) pediu suspensão da matéria para entendimento de lideranças.

O presidente da ALE, Fernando Toledo (PSDB), comunicou que iria acatar o pedido por cerca de trinta minutos, o que de fato não ocorreu, já que o reiniciou apenas começou quase duas horas depois.

Na volta da sessão e após a leitura da hora do expediente, a discussão girou em torno da votação do projeto de autoria do governo estadual que cria o auxilio moradia no valor de R$ 1.500,00 para servidores públicos oriundos de outros estados. Dos dezessete deputados presentes, onze votaram contra e cinco a favor - o presidente não pode votar, apenas caso ocorra empate -, sendo a matéria retirada de pauta por desaprovação.

Os deputados: Manoel Sant´Anna (PTB), Judson Cabral, Paulão (PT), Jefferson Moraes (DEM), Hélio Silva (DEM), Castelo (PTB), Flávia Cavalcante (PMDB), Cathia Lisboa Freitas (PMN), Carlos Cavalcante (PT do B), Marcos Barbosa (PPS) e José Maria Tenório (PMN)decidiram contra o projeto. Os votos vencidos foram de Sergio Toledo (PMN), Jota Cavalcante (PDT), Alberto Sextafeira (PSB), Ricardo Nezinho (PT do B) e José Pedro (PMN) foram votos vencidos.

O primeiro a se posicionar contra a aprovação foi o petista Judson Cabral. Segundo ele, a ação beneficiaria apenas os secretários estaduais e que a aprovação do projeto seria um desrespeito aos servidores públicos, já que eles aguardam um projeto do governo para o aumento salarial.

Jefferson Moraes, Manoel Sant´Anna e José Maria Tenório em aparte, acompanharam a opinião do colega deputado. “É preciso melhorar a educação. Esses cargos de confiança não são necessários trazer gente de fora. Temos pessoas capazes. Eles vem para Alagoas sabendo o valor d salário que vai receber, então não tem para que aumentar ainda mais”, comentou Moraes.

Já o líder do governo, Alberto Sextafeira, explicou que o projeto inicial era o aumento nos salários dos secretários, mas devido a crise, o governo optou por retirar da pauta e colocar um novo projeto, no caso, o do auxilio moradia. “É um ato normal ter pessoas de outros estados como secretários. Eles recebem R$ 6 mil e prestam importante serviço. Voto pela aprovação”, concluiu o parlamentar.