Quase um ano após o desaparecimento da engenheira Patrícia Amieira Franco, cerca de 60 pessoas entre amigos e parentes da jovem fizeram uma passeata na manhã deste domingo (7), na orla da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Com cartazes, faixas e camisetas, os manifestantes pediram rapidez nas investigações do caso.

O movimento "Cadê Patrícia" fez um businaço em frente ao condomínio onde mora o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame. Eliane Franco, tia de Patrícia, disse que os familiares buscam uma satisfação da polícia e do governo estadual. Segundo ela, as primeiras respostas apareceram somente com a reconstituição do crime, realizada na madrugada de quinta-feira (5).

“Nós estamos cobrando o que toda família cobraria quando se tem um parente desaparecido, como aconteceu com a Patrícia. Quase um ano após o acidente é que começamos a ter respostas”, disse.

A mãe da engenheira, Tânia Franco, disse que aguarda a solução do caso e que ainda tem esperanças de que a filha ainda esteja viva. “Eu sou mãe, preciso acreditar que a minha filha ainda está viva. Eu trago sempre essa esperança dentro de mim. Essa passeata é para acordar as autoridades e alertá-los de que ainda estamos esperando por respostas”, disse.

 

A engenheira desapareceu na noite de 14 de junho do ano passado, quando voltava de uma festa para sua casa na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. O carro de Patrícia cataiu ou foi jogado numa ribanceira no Canal de Marapendi, na saída do Túnel do Joá, na Barra. A perícia encontrou marcas de tiro no carro.

 

Mensagem de solidariedade

A passeata também passou em frente ao Hotel Windsor, onde estão os familiares das vítimas do voo 447, da Air France, que desapareceu sobre o Oceano Atlântico, no domingo (31), após partir do Rio de Janeiro com destino a Paris. Os manifestantes enviaram mensagem de apoio e solidariedade e rezaram uma oração.

 

Família cria site

 Em abril deste ano, a família de Patrícia lançou um site para divulgar todas as etapas da investigação e mostrar que o caso segue sem solução.

 

Segundo o irmão da engenheira, Adryano Franco, o site (www.cadepatricia.com.br) foi criado para ser mais um instrumento para obter informações sobre o que aconteceu com Patrícia.


“Há quase um ano esperamos uma resposta da polícia. Com o site esperamos receber informações que nos ajudem a saber o que aconteceu naquela noite. Queremos divulgar tudo o que já foi dito pela imprensa sobre o caso e mostrar que muito ainda precisa ser feito”, disse o irmão da vítima.


No site, Adryano lembra que a família ainda espera que novas perícias sejam realizadas e aguarda a convocação dos policiais militares, que chegaram primeiro ao local onde o carro foi encontrado, para que estes prestem esclarecimentos sobre o caso.