Um dos familiares de passageiros do vôo AF447 que viajou para Recife ontem fez críticas ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, por ter informado que os destroços encontrados na quarta-feira eram do avião da Air France. O cabelereiro Milton Marinho, 41 anos, disse que o ministro "se precipitou".

- Eu acho que tem que ser avaliado primeiro tudo, para depois ser anunciado - afirmou.

Jobim havia afirmado, em entrevista coletiva na quarta-feira, que a concentração de óleo em uma mancha no Oceano Atlântico - que depois confirmou-se não ser do avião - indicaria que o Airbus teria colidido contra a água e não se partido em pleno vôo.

Segundo Nilton, o grupo de parentes chegou a Recife às 11h30 de ontem. Eles participaram de uma palestra de cerca de uma hora, na qual ouviram explicações sobre como as buscas são realizadas. Não houve sobrevôo na área do acidente por causa do mau tempo.

Nilton não escondeu sua frustração por não ter recebido respostas claras das autoridades.

- Para ver o que eu vi lá, eu via aqui mesmo (no Rio de Janeiro). Ao meu modo de ver, se montou um teatro - disse. O cabelereiro também disse ter esperança de que o irmão tenha sobrevivido.

- Enquanto não tem corpo, ele está vivo - afirmou.