A maior dificuldade das equipes de resgate do voo 447, da Air France, que caiu depois de decolar, no Rio de Janeiro, é chegar onde foram localizados os primeiros destroços. Eles estavam no ponto mais distante e isolado do Brasil: o arquipélago de São Pedro e São Paulo.

A 1.100 quilômetros de Natal, não há terra, apenas rochas, em uma área do tamanho de dois campos de futebol. Elas são o pico de uma cadeia de montanhas submersa.

O país hoje explora e cuida de uma área de 370 quilômetros em torno de São Pedro e São Paulo. É dentro dessa área, a 150 quilômetros em torno do arquipélago, que foram encontrados os primeiros destroços do avião, na terça-feira (2), e, por isso, todo o trabalho de buscas e resgate é de responsabilidade brasileira.

Mas, por conta da falta de estrutura de São Pedro e São Paulo, o apoio às equipes se concentra em Fernando de Noronha, muito mais perto do continente.

A Marinha e a Aeronáutica estão montado uma operação para receber os navios que vão chegar com os destroços, em Noronha. Do Recife, deve chegar nesta quarta-feira (3), uma equipe da Secretaria de Defesa Social pernambucana, formada por um médico legista, um auxiliar, um perito criminal e um papiloscopista, que é um profissional especializado em identificação humana.

Mais destroços

Nesta quarta, o subchefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, coronel Jorge Amaral, disse, em entrevista, que foram encontrados quatro novos pontos com destroços que podem ser o avião que fazia o voo AF 447.

De acordo ele, às 3h40 desta madrugada, uma aeronave R-99 localizou, a 90 quilômetros ao Sul da região inicialmente coberta pelas buscas, uma peça de sete metros de diâmetro, dez objetos, sendo alguns metálicos, e uma mancha de óleo que teria chegado a 20 quilômetros de extensão. Os novos destroços foram localizados em uma nova área vasculhada, de cinco quilômetros.