A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Vigilância Sanitária Municipal (Visa), deu início a uma fiscalização em farmácias da capital à procura do medicamento Bramil (Sildenafil). O remédio é indicado para disfunção erétil e foi alvo de fiscalização devido a denúncias feitas à Vigilância.

O Bramil é de origem paraguaia, não é fabricado no Brasil, nem possui licença para circulação local. Ao todo, foram seis farmácias inspecionadas na área do Mercado Público, mas nenhum medicamento foi encontrado.

Segundo Paula Lacerda, coordenadora da Vigilância Municipal, a venda deve estar sendo feita por meio de encomenda, por isso nenhum material foi apreendido. “Essa é a maior dificuldade de encontrar quem está vendendo. Assim que o produto chega, ele provavelmente é logo entregue ao consumidor”, explicou.

Paula Lacerda confirmou a realização de mais fiscalizações para os próximos dias e a participação de um número maior de técnicos, principalmente na área do Centro, onde ocorre, com mais freqüência, a venda clandestina.

Na farmácia em que for identificada a venda do Bramil, o responsável será punido por venda ilegal e falsificação de medicamentos, podendo responder entre 10 e 15 anos de prisão e ter o estabelecimento interditado pelo Código Penal.