A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, foi levada às pressas em um jato-ambulância, na noite de ontem, para o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com dores nas pernas. A ministra será submetida a uma ressonância magnética para identificar se o problema tem relação com o câncer linfático retirado, em 25 de abril, da axila do braço esquerdo.

De acordo com o Jornal da Globo, a equipe que acompanha a saúde da ministra desde a retirada do linfoma está de prontidão à espera de Dilma, que pode chegar a qualquer momento no hospital. A ministra, pré-candidata do PT para as eleições presidenciais de 2010, já se submeteu a duas sessões de quimioterapia.

Em Pequim (China), informou o telejornal, o presidente Lula já foi comunicado sobre o problema com a ministra, e agora espera o resultado das avaliações médicas da equipe do Sírio-Libanês. A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto confirma que Dilma deixou Brasília pouco depois das 23h e deve chegar antes de 1h desta terça-feira (19) no hospital paulista.


No final da manhã desta segunda-feira (18), a ministra começou a sentir dores em uma das pernas. As dores se intensificaram no transcorrer do dia, depois de a ministra ter recebido o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, por volta das 16h. Depois de consutar os médicos paulistas, Dilma tomou medicamentos, que não surtiram efeito.

Assim, a equipe médica - formada por infectologistas, hematologistas e cardiologistas - decidiu pela ida da ministra a São Paulo. Os médicos disseram ser possível que as dores sejam um efeito colateral do tratamento quimioterápico.