O vice-governador do Rio Grande do Sul, Paulo Feijó (DEM), emitiu uma nota ontem, na qual aponta a responsabilidade pela gestão financeira na campanha da governadora Yeda Crusius (PSDB) ao tesoureiro Rubens Bordini.

 

Reportagem publicada pela revista Veja desta semana, aponta que Bordini teria recebido de Feijó uma mochila com pelo menos R$ 25 mil e brindes da academia Body One. Em uma suposta troca de e-mails entre os dois, em setembro de 2006, Feijó diz ter recebido o dinheiro da concessionária da General Motors Simpala.

 

A doação não consta na declaração de campanha de Yeda entregue ao Tribunal Regional Eleitoral (TER), fato que pode configurar a prática de caixa dois. Bordini, negou ter recebido qualquer quantia em mochila.

 

Antes de emitir a nota, Feijó se reuniu com o presidente regional do DEM, deputado federal Onyx Lorenzoni, e com o deputado estadual Paulo Borges, líder da bancada do DEM na Assembléia gaúcha.

 

No encontro, eles discutiram a possibilidade de o DEM assinar o requerimento solicitando a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de corrupção no atual governo. Na semana passada, o partido se comprometeu a assiná-lo se tivesse outras 17 assinaturas. Atualmente, 12 parlamentares colocaram o nome no requerimento, e o PDT, que tem seis deputados, resolverá nesta terça-feira se assina o documento. Ontem, também foi discutido se Feijó emitiria uma nota oficial ou se concederia uma entrevista coletiva.