Os pais que foram suspeitos de agredir a própria filha, de apenas quatro meses em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, perderam a guarda da criança por decisão da juíza Cristiana Cordeiro, da Vara da Infância e Juventude. O bebê ficará preventivamente na casa de uma tia, até que uma equipe de assistentes sociais a visite e determine o que ocorrerá. Os pais permanecem detidos na 33ª DP (Realengo) e pode, ainda, perder a guarda da outra filha, de 5 anos.
Aldecir Rocha Salazar e Karen de Souza da Silva teriam agredido as duas meninas, segundo testemunhas, e o boletim médico, segundo a promotora Luciana Carvalho Youssef, da 6ª Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude da Capital, é "assustador", pois o bebê deu entrada em um hospital carioca com diversos hematomas, fraturas e edemas.
Os pais, que podem ser indiciados por tortura qualificada por lesão corporal grave e podem pegar até 13 anos de prisão, se acusam mutuamente pelas agressões contra as duas menores.