Os servidores da Saúde do governo de Pernambuco vão paralisar as atividades novamente, por 24 horas, no final de abril e em maio. As interrupções estão previstas para o dia 30 e para o próximo dia 6. A manhã de ontem (16) foi marcada pela indignação de pacientes que tiveram que voltar para casa sem atendimento e pela irritação de motoristas que ficaram presos durante a interdição da Avenida Agamenon Magalhães, no Centro de Recife. Os ambulatórios dos cinco maiores hospitais estaduais da capital pernambucana pararam, assim como unidades em Limoeiro, Arcoverde, Palmares, Salgueiro e Petrolina.

 

Ambulatórios dos Hospitais da Restauração (HR), Otávio de Freitas (HOF), Agamenon Magalhães (HAM), Barão de Lucena (HBL) e Getúlio Vargas (HGV) mantiveram funcionando apenas serviços de endocrinologia infantil, entrega de medicamentos controlados e curativo de queimadura.

 

Ao meio-dia, os servidores bloquearam a Avenida Agamenon Magalhães, no sentido subúrbio-cidade, durante 15 minutos. Foi tempo suficiente para congestionar a via e tirar a paciência de motoristas. Houve discussão pois alguns carros tentaram furar o bloqueio.

 

Os servidores reclamam de falta de condições de trabalho e exigem a implantação de um plano de cargos, carreiras e vencimentos (PCCV), a convocação  de um novo concurso público e dos aprovados na seleção de 2005.

 

Em nota, as Secretarias de Administração e de Saúde esclareceram que receberam a pauta de reivindicações do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Seguridade Social do Estado de Pernambuco (Sindsaúde-PE) e que os pleitos que não têm repercussão financeira já estão sendo analisados e encaminhados. O informe explica que na última terça-feira (14) foi realizada uma reunião com a participação de representantes das secretarias e do sindicato para discussão do assunto.

 

Em relação aos pleitos de repercussão financeira, a Secretaria de Administração (SAD) informa que as negociações ocorrerão no âmbito da Mesa Geral de Negociação Permanente, no dia 8 de maio.

 

A nota diz ainda que "a SAD classifica como precipitado o movimento de paralisação dada a atual conjuntura da economia mundial e, principalmente, por prejudicar a população mais carente, a maior demandante dos serviços públicos de saúde. Além disso, a secretaria ressalta que a data-base da categoria é em junho, faltando ainda dois meses para o fechamento das negociações".