O ministro da Previdência, José Pimentel, disse hoje (14) que o governo
é contra mudanças na Medida Provisória 457, que trata do parcelamento
de débitos dos municípios decorrentes de contribuições sociais e da
Previdência, principalmente a que sugere a declaração de uma moratória
das dívidas da prefeitura com o Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS).
Após encontro com o presidente da Câmara, deputado
Michel Temer (PMDB-SP), Pimentel argumentou que a MP atende
“integralmente” às reivindicações das administrações municipais. Além
disso, os prefeitos estavam reclamando da redução dos repasses do Fundo
de Participação dos Municípios (FPM). Isso, segundo ele, foi atendido
com a decisão do governo de liberar R$ 1 bilhão para compensar essa
perda.
“É bom registrar que a grande demanda dos municipais era
a consolidação das dívidas e o seu parcelamento em até 240 meses. Esse
era o pedido principal e foi atendido na Medida Provisória 457. A
argumentação deles pela moratória era em fase das perdas dos recursos
do FPM e estamos resolvendo essa questão em cem por cento", afirmou o
ministro.
“É preferível garantir as receitas para que cada ente
do pacto federativo possa honrar seus compromissos. Se começarmos a
deixar de honrar nossos compromissos, não vamos conseguir pagar os
benefícios da Previdência Social, porque a fonte é exatamente a
contribuição do empregador que deixou de fazer na época certa”,
ressaltou Pimentel, referindo-se à liberação dos recursos por parte do
governo para repor as perdas do FPM.
Pimentel acrescentou ainda
que, atendendo a pedido dos prefeitos, o governo utilizou o ano de 2008
como referência para reposição das perdas do FPM. Em 2008, lembrou o
ministro, houve recorde no repasse do fundo às prefeitura . “Se
pararmos para refletir, em 2007, o nosso repasse para o FPM foi de R$
36 bilhões. Em 2008, foi para R$ 51 bilhões. Se compararmos o FPM de
2008 com o de 2007 houve um crescimento de 26%. Estamos, agora,
garantindo integralmente [as perdas] do FPM”, disse.
“Portanto, o debate sobre a dificuldade de pagamento era por conta das perdas do FPM e o pedido principal era o parcelamento[incluído na MP 457]”.
Sobre
a alegação das prefeituras de que o cálculo das dívidas com a
Previdência estaria em desacordo com uma súmula do Supremo Tribunal
Federal, o ministro argumentou que, em 2005, foi feita a consolidação
das dívidas dos municípios e, agora, está se discutindo o montante da
dívida. No entanto, acrescento Pimentel, a MP 457 já atende as
reivindicações dos prefeitos.
“A [MP] 457 determina que a multa [das dívidas com a Previdência]
é zero, também reduz o juro de mora em 50%. Queremos registrar que a
457 é fruto dos pleitos das entidades apresentados em janeiro de 2009.
Foi consolidado integralmente ali. Por conta de queda do FPM que
surgiram esses outros debates e vamos discutir”, disse Pimentel.
Pimentel afirma que medida provisória atende reivindicações de prefeituras
14/04/2009, 11:29 - Política
Por redação
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