As 250 mil pessoas que usam os trens diariamente como meio de transporte na região metropolitana do Rio podem ser prejudicadas hoje (13) com uma greve no sistema. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Central do Brasil, Valmir Índio Lemos, confirmou ontem (12) a paralisação, mas disse que a decisão ainda pode ser revertida, dependendo de uma posição da Supervia, empresa que administra o transporte ferroviário urbano.

Índio ressaltou que o motivo da greve é pedir maior segurança para os funcionários e passageiros da Supervia e citou casos recentes de choques de trens e o fato dos vagões circularem com as portas abertas, colocando em risco a vida das pessoas.

A Supervia foi procurada ontem, através da assessoria de imprensa, mas limitou-se a dizer que sua posição está expressa em nota divulgada na última quinta-feira (9), quando classificou o movimento de “extemporâneo” e influenciado por interesses salariais. A empresa também disse que vai colocar em prática um plano para situações emergenciais e que buscaria judicialmente decretar a abusividade da greve.

Sobre as demissões dos trabalhadores, a empresa informou que se pronunciaria somente hoje. Os trens da Supervia atendem principalmente passageiros que moram na Baixada Fluminense e que usam o transporte ferroviário por ser a opção mais barata.