O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai realizar uma auditoria nas doações de campanha feitas por grandes empresas, como a empreiteira Camargo Corrêa, que é investigada pela Operação Castelo de Areia da Polícia Federal por crimes financeiros. Durante as investigações, a corporação identificou repasses da empresa com indícios de ilegalidade a pelo menos sete partidos.

 

Em nota divulgada, o Grupo Camargo Corrêa afirmou ter doado R$ 23,9 milhões a partidos políticos e candidatos que concorreram às eleições em 2008. Todo o valor foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de acordo com a empresa.

 

O presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, pretende criar uma comissão especial para realizar o trabalho. O TSE deve divulgar ainda nesta segunda detalhes sobre como será realizada a auditoria.

 

Durante a Operação Castelo de Areia, dez pessoas, entre elas quatro diretores da construtora Camargo Corrêa, foram presas pela Polícia Federal. A empreiteira é investigada por um suposto esquema de evasão de divisas.

 

Documentos sobre a operação, divulgados pela Justiça Federal, citaram doações aos partidos PSDB, PMDB, PT, PSB, PPS, PTB, PDT, PV, DEM e PP. Outros três (PT, PTB e PV), no entanto, teriam sido excluídos do relatório final. A PF afirmou não ter encontrado indícios de irregularidade nesses repasses.