São Paulo (AE) - O governo do Pará decidiu criar uma força tarefa para cumprir as ordens de reintegração de posse que estão pendentes naquele Estado - e que vem provocando críticas de entidades ruralistas, de juristas e autoridades judiciais. O grupo, que inclui policiais militares, bombeiros, assistentes sociais e agentes de saúde pública, começou a atuar nesta semana na região do município de Castanhal, na região nordeste do Estado, a 72 quilômetros de Belém.
A maior preocupação dos responsáveis pela operação é evitar qualquer tipo de conflito violento. A governadora Ana Julia Carepa (PT), assim como o seu antecessor, Simão Jatene (PSDB), vive sob o signo do medo de um novo Eldorado dos Carajás - o conflito ocorrido na região sul do Estado, em 1997, que resultou no massacre de 19 trabalhadores rurais sem-terra, durante confronto com policiais militares.
A operação é comandada diretamente pelo secretário de Segurança Geraldo Araújo. Na entrevista, ele fez questão de dizer que os trabalhos correm pacificamente, sem violência. Semanas atrás, ao ser divulgada a informação de que existiam 111 ordens judiciais paralisadas no Pará, o secretária havia retrucado que não podia executá-las por falta de recursos.