A crise econômica mundial chegou aos cofres públicos de Alagoas. Hoje, todas as prefeituras e secretarias municipais fecham as portas em protesto contra a queda na arrecadação e nos repasses federais do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

 

As escolas municipais também não funcionam. Apenas serviços de urgência e emergência, como hospitais e postos de saúde, estão garantidos para a população. O prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), também decidiu fechar as portas dos órgãos públicos da capital. Ontem, ele viajou à Brasília. O prefeito quer evitar os cortes de verbas para obras de infraestrutura. A bancada federal de Alagoas se reuniu ontem à tarde para avaliar as perdas financeiras e traçar estratégias.

 

De acordo com o 1º tesoureiro da Associação dos Municípios de Alagoas (AMA), o prefeito de Cajueiro Antônio Palmery (PSB), os cortes do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) apontam uma queda de 14,2%, em relação ao mês de março do ano passado. Em janeiro, o corte foi de 0,67%; fevereiro, 13,61%. Oito cidades alagoanas tiveram um impacto menor em relação as demais quanto ao repasse do FPM: Maceió, Marechal Deodoro, Pilar, São Miguel dos Campos, Rio Largo, Delmiro Gouveia, Piranhas e Coruripe.