Técnicos da Polícia Científica do Estado de São Paulo iniciaram às 9h45 deste sábado a perícia para apurar as causas do incêndio que atingiu o depósito da Diall Química e Distribuição, em Diadema, no ABC paulista, nesta sexta-feira. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o trabalho pode se estender por três dias e ser finalizado somente na segunda-feira.
A Polícia Científica informou que ainda não há previsão de quando o laudo com as circunstâncias do acidente será concluído. Na manhã deste sábado, a prefeitura de Diadema começou a limpeza das ruas no entorno do depósito. De acordo com a assessoria de imprensa do município, uma equipe de mais de 30 funcionários trabalham para a retirada de produtos químicos e outros resíduos que escorreram com o incêndio.
Segundo o Corpo de Bombeiros, com a limpeza do local, a rua Nossa Senhora das Graças, interditada desde a manhã de sexta-feira, deve ter o tráfego normalizado na tarde deste sábado.
Pela manhã, a prefeitura e a Defesa Civil do município realizaram uma reunião para orientar as 18 famílias cujas casas foram interditadas após o incêndio. O municípío apresentou alternativas a curto prazo para os moradores, como o bolsa-aluguele a doação de cestas básicas.
A secretaria de Assistência Social ainda disponibilizou alojamentos aos desabrigados. No entanto, segundo a assessoria de imprensa do município, as cerca de 45 pessoas optaram por permaneceram em casas de familiares.
O incêndio
O incêndio na Diall Química e Distribuição, na região do ABC Paulista, iniciou por volta das 7h30 de sexta-feira. Os Bombeiros só conseguiram controlar as chamas pouco antes das 11h. Explosões causadas pelos produtos químicos armazenados no local dificultaram o trabalho.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, 10 pessoas foram socorridas no local pelas equipes de resgate, vítimas de intoxicação. Moradores de cerca de 30 casas da região foram retirados do local e três escolas foram fechadas. Em uma delas, a mais próxima do incêndio, havia 150 crianças no momento em que o fogo começou.
Segundo informações da prefeitura de Diadema, a Diall Química e Distribuição operava regularmente e tinha uma alvará de licença de 2008. O prefeito da cidade paulista, Mário Reali, afirmou que uma investigação foi aberta para apurar se a empresa armazenava quantidade de produtos químicos acima do permitido.