O ministro Celso de Mello, do Supremo
Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira (27) uma
ação protocolada por três partidos de oposição que pediam a
suspensão da decisão do presidente da Câmara, Michel Temer
(PMDB-SP), que alterou o rito das Medidas Provisórias
(MPs) na Casa.
A decisão do STF mantém a validade da medida
anunciada por Temer no último dia 17, quando
ele fixou que as MPs só trancariam a pauta em caso de
votações de leis ordinárias
. Em sua análise, Celso de Mello negou o
mandado de segurança solicitado pelo DEM, PPS e PSDB, sob o argumento de que Temer acertou ao
interpretar a Constituição Federal, quando determinou as
mudanças.
O relator do processo, Celso de Mello, também
destacou o prejuízo que o grande volume de MPs traz ao bom
funcionamento da Câmara. Para ele, a decisão de Temer foi
correta, pois levou em consideração a “função primária” da Casa,
“de legislar”.
A decisão de Celso de Mello, no entanto, não é
definitiva, pois o tema deverá ser levado em data ainda não
definida para ser analisado pelo plenário do Supremo.
Na última terça-feira (24), Temer havia proposto
que o STF não concedesse a liminar (decisão provisória), sob a
garantia de que a Câmara não adotaria a decisão sobre as MPs
antes de o Supremo se manifestar de maneira definitiva sobre o
caso. Assim, por enquanto, a Casa não deve adotar o novo ritos
das MPs.
A medida anunciada por Temer no dia 17 permite,
por exemplo, que os deputados votem propostas de emenda
constitucional (PEC), resoluções e leis complementares em
sessões extraordinárias, mesmo se houver MPs na fila de
votações. Pela decisão, as MPs só trancariam a pauta em caso de
votações de leis ordinárias.
STF nega pedido da oposição para suspender decisão de Temer sobre MPs
27/03/2009, 22:14 - Brasil/Mundo
Por redação
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