Raízes da África

E assim falou FHC: Eu sou a favor da descriminalização de todas as drogas.

Lembrei dos meninos faz pouco. Foram meus alunos e afogados no pântano das drogas morreram na infância dos sonhos.
Eram meninos pobres da periferia e portavam no sorriso aberto a singeleza da felicidade gratuita: correr na praça, jogar bola, paquerar meninas.
Eram meninos com barba ainda por nascer. Rostos imberbes.
Viviam decorando a cartilha das descobertas. Ainda me lembro deles, mesmo fazendo tanto tempo. Fui sua professora.
Eram inocentes na sanha das descobertas e um dia descobriram o fruto proibido. Não era a maçã de Adão e Eva. Foi a tal da erva maldita, a “inofensiva” maconha.
Não era nada. Não era nada mais enviesou o caminho dos meninos para terrenos baldios, sem perspectivas.
Os meninos partiram cedo, pois avançaram na descoberta do proibido. Era apenas um cigarrinho que se tornou uma bomba relógio. E os meninos morreram.
No bairro da periferia de Maceió, com uma incidência alarmante de mortalidade, outros meninos e meninas seguiram o mesmo caminho. Partiram...
Segundo a ministra do Supremo Tribunal Federal Cármem Lúcia que votou a favor da liberação da marcha da maconha "a democracia é generosa exatamente porque há liberdade de pensamentos.”
Os meninos não tiveram chance de descobrir a generosidade da democracia brasileira.
A sensação de liberdade os matou.
 

O que é Injúria Racial x Racismo.

Socializando informações importantes...


A questão mais debatida no meio jurídico é a distinção entre injúria racial e racismo, onde uma começa e a outra termina. A questão é mais simples do que se pensa.
Há a injúria racial quando as ofensas de conteúdo discriminatório são empregadas a pessoa ou pessoas determinadas. Ex.: negro fedorento, judeu safado, baiano vagabundo, alemão azedo, etc.
O crime de Racismo constante do artigo 20 da Lei nº 7.716/89 somente será aplicado quando as ofensas não tenham uma pessoa ou pessoas determinadas, e sim venham a menosprezar determinada raça, cor, etnia, religião ou origem, agredindo um número indeterminado de pessoas. Ex.: negar emprego a judeus numa determinada empresa, impedir acesso de índios a determinado estabelecimento, impedir entrada de negros em um shopping, etc.
Entre as peculiaridades de cada crime encontram-se as seguintes diferenças:
o crime de racismo possui penas superiores às do crime de injúria racial;
o crime de racismo é imprescritível e inafiançável, enquanto que o de injúria racial o réu pode responder em liberdade, desde que paga a fiança, e tem sua prescrição determinada pelo art. 109, IV do CP em oito anos;
o crime de racismo, em geral, sempre impede o exercício de determinado direito, sendo que na injúria racial há uma ofensa a pessoa determinada;
o crime de racismo é de ação pública incondicionada, sendo que a injúria racial é de ação penal privada;
enquanto que no crime de racismo há a lesão do Princípio da Dignidade da Pessoa Humana, no crime de injúria há a lesão da honra subjetiva da vítima.
Fato  Interessante:
Na noite de 13 de abril de 2005, durante espetáculo futebolístico televisionado, ocorreu ilícito penal testemunhado por milhares de espectadores.
Segundo foi possível notar, um dos jogadores de futebol, de nacionalidade argentina, dirigiu-se a outro, de nacionalidade brasileira; adversário no certame, chamando-o de “negro”. Conforme declarações prestadas à imprensa televisiva logo após os fatos, por um dos advogados do clube de futebol a que pertence o ofendido, este teria informado à autoridade policial solicitada, em depoimento formal, que fora chamado de: “negro” e “negro de merda”.
Foi o suficiente para a exploração televisiva, em parte justificável pela conduta do ofensor, de outro condenável pela forma e conteúdo das matérias veiculadas sem qualquer preocupação técnica.
Para a legislação penal brasileira, conforme consagrado na jurisprudência e na doutrina a conduta de dirigir-se a outrem o chamando de “negro”, ou mesmo “negro de merda” como na hipótese aventada, não restará configurado o crime de racismo.
Necessidade de Cautela na Divulgação dos Fatos. 

Com efeito, ao noticiar o ocorrido e apresentar posição jurídica a respeito, cria-se expectativa de medidas policiais e judiciais que logo se verificarão incabíveis à espécie, e então não faltarão críticas injustificadas e maldosas à Polícia, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
A população destinatária da notícia não compreenderá o descompasso entre o que foi veiculado e as conseqüências jurídicas efetivamente constatadas, e no mais das vezes a mesma imprensa não cuidará de esclarecer os incautos, deixando sempre a névoa sobre fatos que nem comportavam tanta dificuldade de compreensão.
O episódio verificado durante a partida de futebol foi lamentável, deplorável, e está por merecer justa reprovação penal.
Ao que se pode verificar ocorreu, em tese, crime de injúria racial (artigo 140, § 3º, do CP) e não crime de racismo regulado na Lei 7.716/97.
Por outro vértice, não menos lamentável e deplorável foi o sensacionalismo distorcido a que se prestou parte da imprensa em relação ao episódio; e quanto a esta conduta a certeza absoluta é a de que nenhuma punição virá.
Contudo, concluí-se que se referindo a uma outra pessoa com dizeres do tipo "negro", "negro de merda", "macaco", "tsão", não estará cometendo o crime de racismo como muitos pensam, e sim uma injúria racial,capitulada no artigo 140, § 3º, do CP.


RODRIGO DE SOUZA COSTA
Guarda Municipal/Varginha- Bacharel/Direito
Fontes de pesquisa:

GILBRAN - WWW.REVISTAPROLEGE.COM.BR
 

Carlos Moore, Patrícia Mourão e o pato no tucupi, no Rio.

Quando de sua vinda a Alagoas, em 13 de maio e após ter conhecido o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga, Carlos Moore saiu de Alagoas determinado a conhecer Patrícia Mourão.
Um mês após, o encontro se deu no Rio de Janeiro. Patrícia Mourão e Carlos Moore são [email protected] muitíssimos [email protected] Desses que  a gente guarda no lado esquerdo do peito.

 

 

Minha querida amiga Arísia Barros,

Hoje, como em alguns outros dias no passado, você esteve intensamente presente num encontro emocionante.
Uma amiga paraense tinha combinado de fazer um pato no tucupi aqui em casa neste domingo. Quando o Carlos Moore me ligou pra me convidar pro lançamento do livro"Fela. Esta Vida Puta" e pra uma festa no Teatro Rival, na Cinelândia. Como já tinha compromisso em ambos os casos não poderia ir (ainda consegui passar na livraria pra comprar o livro que ele autografou hoje, um domingo, 12 de junho) .
 Assim, convidei-o pra vir comer o pato aqui em casa, com a mulher e a filha. Convidei também a Schuma Shumaher. Tivemos um encontro maravilhoso. A Schuma deu o livro dela pra ele – que adorou. Trocaram mil e uma figurinhas e se curtiram muito. Eu adorei a mulher,Ayeola Moore e a filha de Carlos.
E ele...Bem...Entendo o seu encantamento! Ele é tudo de bom, neste e no outro mundo! Me emocionei – até chorei (momento registrado pela minha amiga paraense Alegria) quando falamos do Parque Memorial Quilombo dos Palmares e de tudo que ele significa e significou pra mim. Que coisa louca, inexplicável, intensa!!!!!
Obrigada, mais uma vez e sempre, por fazer parte da minha vida dessa forma tão especial e transformadora.
Um beijo da sua, sempre,
Patricia
 

Estava na cara que eram felizes.

Caminhavam pela calçada de mãos dadas. Uma mão como equilíbrio da outra. Ela um pouco mais desgastada pelo tempo e as incertezas da vida. As idades variando entre 65 e 70 anos. A mulher andava um tanto trêmula, mas a mão do companheiro era seu sustento. As vestes diziam da falta de riqueza material, entretanto as duas mãos agarrando a vida falavam de outra riqueza.
Riqueza como sentimento imorredouro, afetividade, troca, companheirismo.
Apesar da simplicidade traziam no semblante e nas mãos, que não desgarravam o flerte com a cumplicidade do eterno. Do para sempre!
Caminhavam juntos e no mesmo passo, como imagem inquebrantável que vale bem mais do que mil palavras.
As mãos presas na alma um do outro sussurravam as juras de que entre eles, a solidão virara do avesso.
Talvez tivesse filhos, netos conjecturava, eu olhando a passagem dos anos nos passos daquele casal, que de mãos dadas, se protegiam dos perigos do mundo. Respiravam a serenidade de quem já tinha  vivido todas as situações limites.
Era singular apreciar o senhor e sua companheira andando de mãos dadas, em um bairro de periferia da grande Maceió, cercada da indisfarçável indiferença humana. Como um quadro na parede da memória.
Apesar da fragilidade de ambos e do passo miúdo eles simplesmente avançavam,atravessando ruas movimentadas e os barulhos do mundo todo.
Era o retrato da dimensão do amor como legado maior da vida do casal.
Estava na cara que eram felizes.
É  isso que interessa!

Jornalista estréia espaço sobre cultura e movimento negro na tevê gaúcha.

Conhecemos o jornalista Oscar  Henrique, quando de sua primeira visita à  Palmares. Oscar subiu a Serra da Barriga, como então-assessor de comunicação da Fundação Palmares e   saiu encantado com o Parque e todas energias ancestrais. Socializando a  notícia, pois é uma grande vitória, para Oscar e o jornalismo étnico  romper as cortinas hegemônicas de um estado dito branco e pelas  possibilidades de uma nova interpretação que isso oferece. Parabéns Oscar!

Jornalista estréia espaço sobre cultura e movimento negro na tevê gaúcha.

Porto Alegre, 11/6/2011 - Conhecido por sua atuação a frente de projetos em Comunicação Social direcionados à cultura e a história afro-brasileira, em especial durante sua passagem pela gerência de Comunicação Social da Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura, o jornalista e escritor Oscar Henrique Marques Cardoso estréia o Espaço "Kizomba" na televisão gaúcha. Com a proposta de produzir e apresentar reportagens acerca da presença e da participação do negro na formação da sociedade gaúcha, Oscar Henrique integra a equipe do Programa Diversidade, que vai ao ar todos os dias na ULBRA TV, canal 48 UHF, NET e Parabólica, emissora da Universidade Luterana do Brasil, sediada em Porto Alegre, RS. O espaço KIZOMBA, com Oscar Henrique Cardoso vai ao ar todas as quintas-feiras, durante a apresentação do programa, de segunda à sexta-feira, das 16h30min às 17h30min.

Na primeira reportagem, a qual marcou a estréia do quadro, na última quinta-feira, 9 de junho, Oscar Henrique e o cinegrafista Paulo Lyrio fizeram um passeio de ônibus.
 O veículo é utilizado para a realização do Projeto Territórios Negros, coordenado pela Companhia Carris Portoalegrense, em parceria com a Secretaria Municipal da Educação de Porto Alegre, Gabinete de Políticas do Povo Negro da Prefeitura de Porto Alegre, Empresa de Processamento de Dados de Porto Alegre (Procempa).
 A Companhia Carris Porto Alegrense é a empresa municipal de transporte público da capital gaúcha, a qual tem um núcleo de promoção da Igualdade Racial em sua estrutura. O jornalista acompanhou a visita dos alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Victor Isler a pontos da cidade que abrigaram a histórica presença da população negra, como a antiga Colônia Africana, hoje bairro Rio Branco, o antigo Campo da Redenção, hoje Parque Farroupilha, bairro da Ilhota, hoje Cidade Baixa e também visitou a Comunidade Quilombola Urbana Areal da Baronesa, na Cidade Baixa. Comunidade quilombola que aguarda a titulação de sua área, a ser entregue até o final do ano pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, segundo prevê a liderança comunitária.
Assista:

Atração:Espaço Kizomba
Veiculação: semanal, todas as quintas-feiras, sempre a partir das 16h30min
Programa:Diversidade
Emissora: ULBRA TV, canal 48 UHF, 21 NET e Parabólica. Porto Alegre, RS
Envie sua sugestão de pauta: para o mail do apresentador pelo [email protected]
 

Tributo para Abdias na Serra da Barriga, em Alagoas.

Abdias do Nascimento foi o maior líder negro do século XX e como tal merece reverências e honras de estado.
Abdias morreu aos 97 anos e redesenhou nos caminhos de tantos e muitos a trilha do auto- reconhecimento e da mudança de paradigma; o povo negro como agente político de sua história.
 Liberdade!
 Segundo o jornalista Bruce Weber New York Times, o mais importante jornal norte-americano: Abdias Nascimento não teve medo de falar para as pessoas que a democracia racial era um mito. E disse isso por 60 anos”, afirma Telles, acrescentando que Abdias se tornou uma lenda. O Senado do Estado do Texas, na sessão realizada no dia 27 de maio passado, aprovou a Resolução n.º 1220 em memória de Abdias, em que lembra as honrarias e prêmios recebidos pelo líder negro nos EUA, onde esteve exilado durante a ditadura militar brasileira. A revista do Instituto de Educação e Pesquisa Martin Luther King Jr, da prestigiada Universidade de Stanford, EUA, noticia na sua edição online (http://mlk-kpp01.stanford.edu/index.php) de 1º de junho a morte de Abdias do Nascimento."Não houve brasileiro mais importante que Nascimento desde a abolição da escravidão em 1888. Para os americanos o compreenderem e a sua contribuição, você teria que dizer que ele foi um pouco de Marcus Garvey, um pouco de W.E.B. DuBois, um pouco de Langston Hughes e um pouco de Adam Clayton Powel", diz Ollie A. Johnson, professora de Estudos Africanos da Universidade do Estado de Wayne.

 Em África o principal diário angolano, o matutino estatal Jornal de Angola, noticiou a morte de Abdias, destacando a sua vida como dramaturgo e político.
 E na pequena Africa chamada Alagoas segmentos sociais reunidos, dentre eles o Projeto Raízes de Áfricas, reafirmando a extraordinária importância do professor, político, artista, articulador, visionário, e, acima de tudo, ativista pela liberdade incondicional do povo negro promoverá, em 07 de julho, “Dia Nacional de Luta contra o Racismo”, a celebração de Ato interreligioso no alto da Serra da Barriga, em Palmares, como tributo especial a Abdias Nascimento.
A cerimônia contará com a presença de Elisa Larkin Nascimento, esposa de Abdias Nascimento e coordenadora do Instituto de Pesquisas e Estudos Afro Brasileiros-IPEAFRO/Rio de Janeiro, o professor doutor Roberto Borges,da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros e de Hilton Cobra, coordenador do Fórum Nacional de Performance Negra, que terão reunião preparatória com os segmentos locais para a organização do translado das cinzas de Abdias, para Serra da Barriga, no mês de novembro.
Segundo o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva: “Abdias Nascimento foi um lutador brilhante e incansável contra o racismo e por um Brasil melhor. Militante político, jornalista, professor, intelectual e artista, sua coragem e inteligência na defesa dos direitos e da auto-estima dos afro-brasileiros são um exemplo e motivo de orgulho para todos nós”.
Era o desejo de Abdias Nascimento,guerreiro contemporâneo do povo brasileiro, ser cremado e que as cinzas fossem levadas para a Serra da Barriga, em Alagoas, local do maior centro da resistência negra no Brasil, o Quilombo dos Palmares.
“Asé” ou assim seja!
 

Com informações dos correspondentes internacionais de Afropress em Nova York, nos EUA, e em Londres, no Reino Unido, respectivamente, Edson Cadette e Alberto Castro

História que alguém me contou

Recebi da  minha homônima Arísia Barros residente em São Paulo, socializo:"Querida xará ArísiaLi essa prosa na Folha de S. Paulo, não sei se você já leu. Achei o texto muito bonito e estou lhe enviando.Beijos. Arí"

História que alguém me contou.

Uma negra bêbada tropeçou para dentro do metrô. Testou seus superpoderes, tentando se equilibrar com o vagão em movimento. Parecia surfar no ar já contaminado de seu bafo. Desafiava-nos com sua ousadia alcoólatra.
Todos. Tenho certeza de que todos torciam por sua queda. Ela resistia e ria, zombando de nossas caras. Parecia-nos impossível para uma mulher tão alcoolizada manter-se de pé. Era uma questão de honra: tinha que cair. Iniciamos uma vibração silenciosa. Gargalhava. Uma voz antipática e sonolenta anunciou a próxima estação.
A negra vitoriosa sentou-se. Conseguiu completar o percurso de uma estação a outra sem ameaçar uma queda. Esnobou. Nem nos olhou na cara. Mas começou a falar. Alto. Amplificada. Não abria os olhos e soava por todo o vagão. Decidiu nos comunicar tudo que pensava do mundo. Suas opiniões, estado d'alma, mal-estar físico, seu iminente vômito, os litros de cerveja, as marcas de cerveja, os rótulos das cervejas. A negra tagarelava e se calou apenas quando vomitou. Estabeleceu assim uma trincheira. Migramos todos para o outro canto do vagão, deixando-a só.
Uma poça fétida. Um minuto sem a sua voz. O que parecia uma dádiva. Hospedou-se, por fim, na última cadeira. Tudo levava a crer que iria dormir. Braços cruzados, pernas esticadas, olhos fechados, cabeça inclinada. Aguardávamos o ronco. Esticávamos mesmo o ouvido para checar se dormia ou não. Uma velhinha deu dois passos para ver de perto, tapando o nariz.
"Eu não dormi." Renasceu sonora e expulsou a velhinha de volta a sua cadeira. "Sabia que minha mãe era negra, e mãe dela, e a mãe da mãe dela?" Só então percebi suas tranças afro. Pareceu-me bonita. Duas oitavas abaixo cantou alguma coisa em iorubá. Disse que não sabia a tradução. Disse que sua alma se perdia nas notas da canção. Como um disco em rotação alterada, iniciou uma narrativa.
Tínhamos a impressão de que não conseguiria completar a frase seguinte. Mas partiu confiante e mágica, como os bons contadores de histórias.
Era uma vez a África.
Negros que corriam protegidos pelo sol. Amavam-se como negros e uns aos outros. Numa cidade do Atlântico, seus antepassados se casaram. Homem e mulher de grande beleza. Bentos pelos orixás, tementes a cada movimento da natureza. Da folha frágil que voava ao solo ao mais furioso trovão.
Foram colhidos na noite de suas alegrias pelos homens sem cor. Isentos de sol. Os que descobriram que negro vale dinheiro. Ceifaram metade da aldeia. A mulher, negra parideira, queria levá-la. Acorrentaram-na à noite. Na madrugada, transportariam fêmeas que gestariam dividendos para seu capital. Astuto, o homem invadiu o cativeiro. Libertou-a, mandando-a para a floresta. Vestiu seus panos. Envolveu-se no disfarce. Foi em seu lugar. Sua mãe amarrou-a à África numa árvore espessa. Cimentou-lhe os pés com cordas.
Impediu que se atirasse no barco para ir junto. Ele viajou envolto em seu cheiro.
Negros e negros eram semeados ao mar. Doentes, fétidos, raquíticos, loucos. Alguns choravam tanto que eles os jogavam às águas. Não aguentavam a insânia de suas dores. Mulheres deram cria no meio do esterco e dos cadáveres. Ele não largou seus panos. Desceu neste país e guardou sua alegria para o dia em que conseguisse voltar. Não sorriu desde então. Esperou pela alforria. Sobreviveu a anos sob um outro sol e chibata. Sem sorrir.
Liberto pela nova lei, queria voltar. Ofereceu seus préstimos para trabalhar num navio. Limparia, lavaria, cozinharia, remaria. De pouco valem os braços de um velho cansado. Navios e navios partiam, e nenhum o aceitava. Clandestino, atirou-se a uma embarcação.
Ocultou-se no porão, comendo restos de lixo, enfrentou o Atlântico para poder voltar a sorrir. Seus dentes nem estavam mais lá. Mas ele sorria ao sentir na brisa um cheiro de África. O canto dos pássaros, o céu, a cor da água, o sol. Quando, ao longe, já se via terra, atirou-se ao mar. Tinha pressa. Desembarcou junto com o dia na praia. Andou o litoral até chegar a sua aldeia. Estava mudada, mais vazia, alguns pescadores, alguns homens sem cor. Nenhum conhecido a princípio.
A saudade baixou como um raio de tempestade: poderia tirar a vida de um incauto. Perguntou por sua mulher, por sua família, por seus amigos. Muitos foram levados para o outro lado do oceano. Mas a mãe sobrevivera. Encravada numa cama no núcleo da África. Num berço da selva, ungida pelos orixás, cantava seus filhos perdidos e pedia para não sofrer mais. Estava fraca do coração. Ele não sabia o que fazer. E se ela morresse ao vê-lo? Mas foi ela quem veio até ele. Pressentiu sua chegada. Arrumou-se contra a velhice. Abraçou-o como uma raiz envolve a terra. Elogiou sua força. Ele perguntou por sua mulher. A mãe calou num suspiro, por onde vazou sua alegria.
"Ela fugiu para te encontrar. Entregou-se aos piratas. Foi na tua direção e morreu no mar. Iemanjá me confirmou. Iemanjá nanou essa filha. Desceu com ela para o fundo do mar para fazer um carinho. Conduziu com um cafuné até o outro lado."
Foi até este ponto que ela conseguiu chegar. Agora, o ronco estrondoso enterrava-a no sono. Minha estação se anunciava na voz antipática do metrô. A negra dormia. Eu não poderia agradecê-la. Eu deveria? Por quê? A velhinha recolheu as lágrimas no rosto. O homem desapareceu para dentro do seu casaco. Eu queria acordá-la para ouvir mais ou para me redimir do meu comportamento anterior.
Mas havia algo extremamente justo naquele sono. Como um troféu. Como um repouso. Como uma vitória. De alguém que tem que cruzar um Atlântico todos os dias para aguar seus mortos e entender quem é.
Desci. Em algum lugar do outro lado do mar.
Link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrissima/il0506201109.htm

Governador, a construção do acesso a Serra da Barriga não pode mais esperar.

A Serra da Barriga plantada em União dos Palmares  reverenciada como palco maior da resistência negra está sendo expurgada.
A má conservação da estrada impede o acesso do povo a uma parte significante da história do Brasil e traz prejuízos ao turismo étnico.
A Serra da Barriga abrigou a República de Palmares, primeiro território sócio-políticodas terras de Cabral .
Como metástase institucional as crateras que se formam no caminho que levam a Serra
interpretam a leitura pública do descaso com a história do povo de pele preta e parda.
Na Serra estão contidos elementos simbólicos da nossa cartografia ancestral, portanto é um valor que não pode deveria ser negligenciado, mas é.
Segundo matéria das jornalistas Thayanne Magalhães e Fran Ribeiro ( Primeira Edição,02/05):” A Presidenta Dilma Rousseff, assinou no dia 29 de abril, decreto que prorrogou os prazos para que os projetos de 2009 sejam concluídos no prazo máximo de 30 de junho. Caso isso não ocorra, as cidades perderão a concessão, como aconteceu com as emendas de 2007 e 2008, em que as obras não haviam sido iniciadas. A suspensão dos recursos e a prorrogação do prazo da emenda de 2009 foram publicadas no Diário Oficial da União.
E ainda segundo representação do Departamento de Estradas e Rodagens será quase impossível atender as demandas de construção dos caminhos que levam a Serra, até o dia 30 de junho.
A construção do acesso a Serra da Barriga, governador, não pode mais esperar.
Alagoas que é quase pobre de marré-marré-deci não pode se dá ao luxo de devolver recursos federais. Somos campeões, também, nessa modalidade numa cúmplice e silenciosa anuência de tantos e muitos.
É preciso fazer alguma coisa, Excelência. Sair do lugar de conforto e cavar soluções.
É preciso estabelecer metas e otimizar prazos junto à Caixa Econômica, DER, Governo estadual e Ministério da Cultura.
O governo do estado de Alagoas precisa tomar para si a responsabilidade do exercício do poder político, sem subjugar a inteligência social.
Os caminhos que levam a Serra da Barriga são repletos de significados. Uma mistura de memória e muitas histórias serve como mediação do olhar dos espectadores para os fatos.
A Serra da Barriga recusa a insuficiência de ações plantadas ao seu redor. É preciso novamente fazer ecoar o grito que um dia gritou Zumbi: Liberdade!
E os artifícios mascaradamente ideológicos vão usurpando territórios e persistem como resquícios do androcentismo do estado brasileiro.
A estrada da Serra da Barriga continuará descalça, Governador?
 

A literatura negra feminina brasileira é arte e ação.

Divulgando ...a 
Carta Convite (Chamada Aberta para o Livro das Louva-Deusas!!!!!)

 

Agô Yabás! O Coletivo de Mulheres negras Louva-deusas pede licença pra um chamado às mulheres negras do Brasil para compartilhar conosco seus escritos numa coletânea de textos literários que será lançado esse ano, com a nossa cara e a nossa chama.
A literatura negra feminina brasileira é arte e ação.
As obras escritas por autoras negras brasileiras são significativas, não foram poucas e seus trabalhos revolucionaram a maneira de sentir e ser mulher negra a literatura. Dentre elas Maria Firmina dos Rei, escritora de Úrsula publicada em 1859, Auta de Souza, autora do livro de poemas Horto publicado em 1900 que está atualmente na quinta edição; Antonieta de Barros, também conhecida por Maria da Ilha, que além de professora foi a primeira mulher catarinense a se eleger para uma cadeira da Assembléia Legislativa, autora de Farrapos de Idéias, publicado em 1937. Ruth Guimarães, autora de, entre outros,Água Funda, de 1943; Carolina Maria de Jesus, autora de, entre outros, Quarto de despejo: diário de uma favelada (1960), livro que bateu todos os recordes de venda no mercado editorial nacional; Anajá Caetano, que escreveu Negra Efigênia: Paixão de Senhor Branco em 1966, tratando de temas como a escravidão e aspectos da cultura africana; Geni Guimaraes, autora de Terceiro Filho, publicado em 1979, Leite de Peito e A Cor da Ternura, de 1988 e 1989, respectivamente, e Maria Izabel Leme, autora de Ovelha Negra; Conceição Evaristo, poeta e romancista; Miriam Alves, Esmeralda Ribeiro, Graça Graúna, Sônia Fátima, Raquel Almeida, Maria Tereza, Cidinha da Silva; Dinha, Elizandra Souza, Pilar, e tantas outras escritoras que ainda não puderam publicar seus escritos.
Partindo dessa tradição, o Coletivo de Mulheres Negras Louva-deusas, através do Selo Editorial (...) lança chamada pública de escritos inéditos para publicação de uma coletânea de textos literários de autoria de mulheres negras, abrangendo poesias, contos e crônicas.
Quem pode participar?
Mulheres negras de qualquer faixa etária e de qualquer região do país, que não tenha trabalho literário publicado.
Critérios de inscrição:
1.Textos literários (poesia, conto ou crônica);
2.Cada autora deverá enviar uma mostra de seu trabalho;
2.1 Poesia: de 05 a 07 poemas;
2.2. Prosa: de 02 a 03 textos;
3. Formato: times 12, espaço 1,5.
4. Currículo resumido contendo dados pessoais, atividades profissionais e culturais desenvolvidas na comunidade; escolaridade, foto.
Os textos devem ser enviados para o e-mail: [email protected]
Data limite para envios dos textos: 30/06/2011
 

Certificação do Ìgbà- III Seminário Afro-Alagoano é entregue.

Os certificados do “Ígbà- III Seminário Afro-Alagoano: “A ONU Mulheres e a Equidade de Gênero, ocorrido dia 25 de maio- Dia Internacional da Libertação da África, encontram-se disponíveis, a partir de quarta-feira, 08 de junho, na Fundação Municipal de Ação Cultural, localizada na Avenida da Paz, nº 900, em Jaraguá (próximo à Capitania dos Portos), das 08 às 14 horas.
Para receber a certificação com carga horária de 10 horas é necessária a apresentação de documento com foto e ter o nome na lista. E caso alguém queira receber por outrem é preciso apresentar documento, por escrito do interessado, e cópia da carteira de identidade.
O Ígbà- III Seminário Afro-Alagoano: “A ONU Mulheres e a Equidade de Gênero”, uma realização do Projeto Raízes de Áfricas, contou com a participação de diversas Faculdades; UNIFAL,CESMAC, Raimundo Marinho,FITS,IFAL, as universidades UNEAL , UFAL e a representação de 20 municípios alagoanos, dentre eles: Palmeira dos Índios, Arapiraca, Matriz de Camaragibe, Major Izidoro, Santa Luzia do Norte,Maceió, Atalaia,Teotônio Vilela, União dos Palmares, Viçosa, Delmiro Gouveia, Porto Calvo, Igaci, Jacaré dos Homens,Boca da Mata,Murici,Quebrangulo,Pão de Açúcar,Pilar,Rio Largo.
E teve a parceria da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Fundação Municipal de Ação Cultural de Maceió, Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, Secretaria de Estado da Educação e do Esporte e da Polícia Civil do estado de Alagoas.
Presente como palestrante, Ana Carolina Quirino, Coordenadora de Direitos Econômicos da ONU, entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres promoveu o lançamento da coletânea audiovisual “Mulheres no Cone Sul”, afirmando que retornará a Alagoas, com um tempo mais longo para discutir ações específicas e localizadas.
A advogada Solange Bentes Jurema que já assumiu o cargo de presidente do Conselho Nacional dos Direitos das Mulheres , primeira Secretária Nacional das Mulheres e procuradora aposentada falou sobre sua experiência profissional, durante a palestra que ministrou sobre: “O Empoderamento Econômico das Mulheres e Desigualdades de Gênero e Raça no Mundo do Trabalho”.
Júlia Sara Accioly Quirino, professora assistente da Universidade Estadual de Alagoas, Campus III/Palmeira dos Índios, parceira acadêmica do Projeto Raízes de Áfricas  mobilizou um grupo representativo de alunos para o Seminário.
Sara afirma que:"parceiras institucionais são portas abertas que permitem a multiplicação de conhecimentos, valores e ações cidadãs, na realização de encontros como estes”.
Segundo Paula Sarmento, secretária de Cultura do município de Maceió e parceira do Projeto Raízes de Áfricas: "A cultura afro brasileira e alagoana ganha destaque com a contínua sistematização nos Seminários Afro-alagoanos".

Certificação do ÌGBÀ- III Seminário Afro-Alagoano: ONU Mulheres e a Equidade de Gênero
1- Adriana C. Santos Soares-Faculdade Raimundo Marinho
2- Andrea Carla Gomes Santos-12ª CRE
3- Agnaldo de Almeida Cavalcante Melo-CESMAC
4- Aline Rebeca Gomes Martins- UNEAL 
5- Adriana Gonçalves Silva- SEBRAE 
6- Alyne Soares Oliveira- UNEAL 
7- Adriana Mata Cardoso Soares- IEL/FIEA
8- Ana Maria R. dos Santos
9- Adelina Fernades Vieira –UNIFAL/FIC
10-Ana Cristina de Lima Moreira-UNEAL
11-Adriana Maris R. Barreto Gomes- SESI
12-- Arnaldo Braga Costa Neto- Raimundo Marinho
13-Adjane dos Santos Ramos- UFAL
14- Amara Jucelya Costa da Silva- FITS
15- Ângela Maria Brito- UFAL
16- Amanda Larissa Magalhães Ferreira- FITS
17- Amara Jucélia Costa Silva- FITS
18- Ana Maria Raimundo dos Santos- M.D.M
19- Antonio Carlos Rodrigues Moares- IFAL-PI
20- Bruna Fernandes da Silva- UNEAL
21-Carmono Estulano Ferreira- FACIMA
22-- Carla Maria Gomes de Souza- Raimundo Marinho
23- Cláudia Silva de Oliveira- UNEAL
24-- Carlos André Teixeira da Rocha Bier- UNEAL
25- Dirlene Almirante de O.Lima- Faculdade Raimundo Marinho
26- Daniela Oliveira da Silva- UFAL
27- Danilo Ferreira da Silva- Raimundo Marinho
28- Daniel da Silva Barros- Estudante
29- Danielle Correia Machado- Raimundo Marinho
30-Euyjanssen Joseph Vital da Silva – União dos Palmares
31- Edson Correia de Sousa-UNEAL
32- Érica Fernandes da Silva- Raimundo Marinho
33- Ewandson Laecyo 
34-Georgia Cordeiro dos Santos- UNEAL
35-Gilvânia Lopes de França- UNEAL
36- Geronimo F. da Silva- AAAHD
37- Genilda Leão- Ministério da Saúde
38- Gideoni Salviano da Silva- UNEAL
39-- Hélia Correia da Paz- Secretaria da Mulher
40- Henierk da Silva Torres- IFAL
41- Helder J.L.F.M de Abreu-UFAL/Maceió
42- Izabel Helena –SETUR-União dos Palmares
43-Ivoneide Paixão da Silva- 2ª CRE
44- Isvânia Alves dos Santos- UNEAL
45-Isvaneide Alves dos Santos—UNEAL
46- Iolanda Bonfim Marques- SESI
47-- Iza Maria- Raimundo Marinho
48- José Aragão Junior-CESMAC
49-Júlia Sara Accioly Quirino- UNEAL
50- Joselma Pereira da Silva- UNEAL
51- Jucinete Pereira dos Santos-UNEAL
52- Jacivania Rocha Gomes- Prefeitura União dos Palmares
53- José Lucas Ribeiro Sousa- SEMED-Delmiro Gouveia
54- José Geraldo Firmino da Silva- Estudante
55- Jairo José Campos da Costa- UNEAL
56- Juliana Maria C dos Santos- Raimundo Marinho
57- José Vicente Ramos Júnior- CESMA
58- Julliana Maria C.dos Santos- Faculdade Raimundo Marinho
59- Jacqueline Lemos Fontes Silva Costa- UNEAL
60- João Luis Lemos Fontes Silva Costa- UFAL
61- José Lucas de Sousa- SEMED-Delmiro Gouveia
61- Jadna dos Santos Cavalcante- FITS
62-Lilian Maria Guedes Pereira- Raimundo Marinho
63- Luciene Pinto- N.C.A
64- Lucas Cavalcante Monteiro- CESMAC
65-Luana Araújo dos Santos-FITS
66-Luciene de B.Correia. Teotonio- FITS
67-Leilane Natacha dos S. Lins -UFAL
68-Luana Patrícia dos Santos Lins- UFAL
69-Lidiane Vieira Ribeiro- UNEAL
70-Lidiane Braz Santos de Medeiros- Raimundo Marinho
71- Luís Henrique Lemos Fontes Silva Costa-.C.E.CR-Palmeira dos Indios
72- Luan da Silva Barbosa- UFAL
73- Marcos Andre Bastos Cavalcante- FACIMA
74- Maria do Socorro Plácido-SEMED
75- Maritelma Silva de Lima-UNEAL
76-Marluce de Athayde Silva- ULBRA
77- Maria de Lourdes Pessoa Alves- Secretaria de Educação- Porto Calvo
78- Marcos André Bastos Cavalcante-FACIMA
79-Marinalva Bezerra da Silva- Comunidade Quilombola de Muquém
80- Maria José Adriana- Faculdade Raimundo Marinho
81-Maria Fernanda Correia dos Reis- Faculdade Raimundo Marinho
82- Maria Aparecida S. de Miranda- Secretaria de Educação-Major Izidoro
83-Maysa Bezerra Araújo Oliveira- Raimundo Marinho
84-Maria Alaide Accioly Pereira- N.C.A
85- Márcio- fotográfico
86- Mônica de Magalhães Oliveira- UNEAL
87- Márcia Marina da Silva- MDA
88-Marcílio Cassiano dos Santos Silva- FITS
89-Maria Lúcia de Souza Tenório- Raimundo Marinho
90- Mayra Celeste Leal- IFAL
91- Nathali Marisa M. Tenório- FITS
92- Nélia Maria de Oliveira Lima- SESAU
93- Nívia Maria C. Andrade-SENAI
94- Nayanne Lays de O.Lima
95-Priscila de Souza Viana- Faculdade Raimundo Marinho
96-Potira Lima da Silva- Estudante
97-Paulo Cesar Ferreira de Lima- UNOPAR
98-Regina Pinto da Silva- IFAL
99-Rosângela Lima dos Santos Torres-UNEAL
100-Rangel Nazário da Silva- Estudante
101-Roberta Taginha Knawles- IEL/FIEA
102-Simone Marques Menezes- Academia da Polícia Civil
103-Sanney Karoliny C. Barbosa-FITS
104-Silvano Marcos da Silva Santos- Matriz de Camaragibe
105-Thaize Marilia dos Santos dos Anjos- M.D.M
106-Thaís Helena P. Cavalcante- FITS
107-Telma Lúcia da Silva- SEE/AL
108-Thais Hernadez
109-Valdineide Alves Santana Santos- SEMEC-Teotônio Vilela
110-Vanessa L.C.Pinto- Faculdade Raimundo Marinho
111-Vanessa Heloísa C. Pinto- Raimundo Marinho
112-Valdice Gomes- COJIRA-SINDJORNAL
113-Vera Lucia Santos do Nascimento- IFAL/Maceió
114-Vanise Ferreira Costa-UFAL
115-Vânia Maria de Oliveira Santos- Ponto de Cultura- FALA QUILOMBO-Santa Luzia do Norte
116- Vagna da Silva Torres- UFAL
117- Wanessa de Souza Silva- Raimundo Marinho
118- Kaline Sammyra Pereira dos Santos- Raimundo Marinho
119- Kelliane Lima da Silva-UNEAL
120- Katiuscia dos Santos Silva- SEMED- Pão de Açúcar
121- Kleverton J. de Lima Gomes- FITS
122-Yara Christina da Silva Peixoto-UNEAL
 

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