Raízes da África

Abdias não foi só grande para o Brasil, diz emocionado,Mestre Cláudio, e sim para o mundo todo.

 

O Ígbà- IV Seminário Afro-Alagoano: “Igualdade Racial é Para Valer? acontecerá nos dias 06 e 07 – Dia Nacional de Luta contra o Racismo, em União dos Palmares, Alagoas.
A proposta é reunir um público participativo, dentre eles 130 representações das comunidades quilombolas do estado de Alagoas e demais interessados, para não só discutir, como também consolidar um projeto de intervenção substantivo de formação e informação sobre políticas públicas, estimulando a participação social compromissada com o entendimento dos valores sócio-étnicos, identificando lembrando, discutindo, refletindo o 07 de julho de 1978-Dia Nacional de Luta contra o Racismo e associando o racismo como entrave no desenvolvimento sustentável do país.
Na programação consta uma homenagem especialíssima ao maior líder negro brasileiro do século XX, Abdias Nascimento.
E visando instancias e mecanismos que ampliem a participação dos diversos segmentos sociais no planejamento e execução do Igbà e a homenagem a Abdias, reunimos no dia 14 de junho, no auditório da FAPEAL instituições, que responderam ao chamamento ,e durante duas horas discutimos proposições e estabelecemos prioridades e responsabilidades para a plena execução da ação.
Hélia Coelho da Paz, Superintendente de Direitos Humanos da Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, representando Kátia Born, falou da importância para a Secretaria da Mulher de ser co-partícipe na construção de espaços onde a população minoritária de direitos tenha espaços de visibilidade.
Kátia Born, a Secretária da Mulher acrescenta que a Secretaria da Mulher está com as portas abertas para ajudar a consolidar um dos capítulos mais significativos da história do Brasil, que fala sobre Quilombo dos Palmares e seu povo contemporâneo e reforça:“Abdias Nascimento é um ícone dessa nossa história brasileira , portanto merece todas as honras”.
Samuel Gustavo, representando a Polícia Civil abriu sua apresentação afirmando que a Polícia Civil assume o compromisso de contribuir com ações específicas para atendimento às demandas do Ìgbà.
Marcílio Barenco, diretor geral da Polícia Civil, diz que: “a participação da PC nesse projeto e as ações realizadas são sementes que estão sendo plantadas. “É um desafio institucional que carece de uma mudança na cultura da sociedade do país”.
Cláudio Figueiredo, ou o mestre Cláudio representante do Escritório da Fundação Palmares em Alagoas lembra que estudou com Abdias Nascimento e Elisa Larkin e, percebe a homenagem a Abdias como instrumento de ação política de oportuno reconhecimento a um cidadão brasileiro que muito contribuiu para a construção de um olhar social positivo valorizando a cultura e história da população afro descendente. “Abdias não foi só grande para o Brasil, diz emocionado, e sim para o mundo todo, assim como o é a Serra da Barriga e o Parque Memorial Quilombo dos Palmares”.
Mesmo não comparecendo a reunião, Paula Sarmento, Secretaria de Cultura do município de Maceió frisou que é uma firme parceira da ação, como também, assim asseverou o deputado federal, Maurício Quintella.
A Secretária de Turismo de União dos Palmares, Izabel Helena Padilha Maia reforça o interesse do prefeito, Areski Freitas, de estimular e consolidar um roteiro de valorização dos espaços negros, em Palmares.
Como apoiadora oficial permanente nas construções étnicas contamos com a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas.
Impossibilitada de comparecer a professora doutora Nanci Helena Rebouças Franco, professora adjunta da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) diz que: “reitero o meu compromisso com as nossas causas e me coloco à disposição para a próxima reunião’
A próxima reunião acontecerá dia 21 de junho, terça-feira, às 09 horas, no auditório da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas – FAPEAL, Rua Melo Moraes, 354, Centro, Maceió-AL.
Sinta-se [email protected]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

Abdias não foi só grande para o Brasil, diz emocionado,Mestre Cláudio, e sim para o mundo todo.


O Ígbà- IV Seminário Afro-Alagoano: “Igualdade Racial é Para Valer? acontecerá nos dias 06 e 07 – Dia Nacional de Luta contra o Racismo, em União dos Palmares, Alagoas.
A proposta é reunir um público participativo, dentre eles 130 representações das comunidades quilombolas do estado de Alagoas e demais interessados, para não só discutir, como também consolidar um projeto de intervenção substantivo de formação e informação sobre políticas públicas, estimulando a participação social compromissada com o entendimento dos valores sócio-étnicos, identificando lembrando, discutindo, refletindo o 07 de julho de 1978-Dia Nacional de Luta contra o Racismo e associando o racismo como entrave no desenvolvimento sustentável do país.
Na programação consta uma homenagem especialíssima ao maior líder negro brasileiro do século XX, Abdias Nascimento.
E visando instancias e mecanismos que ampliem a participação dos diversos segmentos  sociais   no planejamento e execução do Igbà e a homenagem a Abdias,  reunimos no dia 14 de junho, no auditório da FAPEAL instituições, que responderam ao chamamento ,e durante duas horas discutimos proposições e estabelecemos prioridades e responsabilidades para a plena execução da ação.
Hélia Coelho da Paz, Superintendente de Direitos Humanos da Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, representando Kátia Born, falou da importância para a Secretaria da Mulher de ser co-partícipe na construção de espaços onde a população minoritária de direitos tenha espaços de visibilidade.
Kátia Born, a Secretária da Mulher acrescenta que a Secretaria da Mulher está com as portas abertas para ajudar a consolidar um dos capítulos mais significativos da história do Brasil, que fala sobre Quilombo dos Palmares e seu povo contemporâneo e reforça:“Abdias Nascimento é um ícone dessa nossa história brasileira , portanto merece todas as honras”.
Samuel Gustavo, representando a Polícia Civil abriu sua apresentação afirmando que a Polícia Civil assume o compromisso de contribuir com ações específicas para atendimento às demandas do Ìgbà.

Marcílio Barenco, diretor geral da Polícia Civil, diz que: “a participação da PC nesse projeto e as ações realizadas são sementes que estão sendo plantadas. “É um desafio institucional que carece de uma mudança na cultura da sociedade do país”.

Cláudio Figueiredo, ou o mestre Cláudio representante do Escritório da Fundação Palmares em Alagoas lembra que estudou com Abdias Nascimento e Elisa Larkin e, percebe a homenagem a Abdias como instrumento de ação política de oportuno reconhecimento a um cidadão brasileiro que muito contribuiu para a construção de um olhar social positivo valorizando a cultura e história da população afro descendente. “Abdias não foi só grande para o Brasil, diz emocionado, e sim para o mundo todo, assim como o é a Serra da Barriga e o Parque Memorial Quilombo dos Palmares”.
Mesmo não comparecendo a reunião, Paula Sarmento, Secretaria de Cultura do município de Maceió frisou que é uma firme parceira da ação, como também, assim asseverou o deputado federal, Maurício Quintella.
A Secretária de Turismo de União dos Palmares, Izabel Helena Padilha Maia reforça o interesse do prefeito, Areski Freitas, de estimular e consolidar um roteiro de valorização dos espaços negros, em Palmares.
Como apoiadora oficial permanente nas construções étnicas contamos com a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas.
Impossibilitada de comparecer a professora doutora Nanci Helena Rebouças Franco, professora adjunta da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) diz que: “reitero o meu compromisso com as nossas causas e me coloco à disposição para a próxima reunião’
A próxima reunião acontecerá dia 21 de junho, terça-feira, às 09 horas, no auditório da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas – FAPEAL, Rua Melo Moraes, 354, Centro, Maceió-AL.
Sinta-se [email protected]
 

Sim, sou oportunista!


Um cara, ou uma cara que não conheço o rosto , nem RG, CPF, estado civil, ou  trajetória de luta me manda um recadinho, anonimamente anônimo, afirmando que sou oportunista.
Eu quero confessar: sou!
Se oportunismo é aproveitar o espaço do balão vazio para consolidar a invisível história do povo de pele parda preta, pode assinar embaixo, senhor/senhora anônima :sou sim,  oportunista!
Afroabraços.

As cinzas de Abdias Nascimento serão depositadas na Serra da Barriga, em Alagoas.

Recebemos de Elisa, esposa de Abdias Nascimento.

 

Rio de Janeiro, 09 de junho de 2011.
A Sua Senhoria, a Senhora
ARÍSIA BARROS
Coordenadora do Projeto Raízes da África
Maceió, AL
Senhora:
Agradecendo a sua correspondência e o seu convite, venho por meio de esta confirmar
minha presença e a presença do professor doutor Roberto Borges, secretário da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros e de Hilton Cobra, coordenador do Fórum Nacional de Performance Negra no evento previsto para o dia 07 de julho no alto da Serra da Barriga.
Será uma honra participar de esta homenagem marcando os trinta dias do falecimento de meu marido e companheiro Abdias Nascimento e o Dia Nacional de Luta contra o Racismo, aniversário do histórico ato público em que nós participamos em 1978 nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo.
A família e o Ipeafro, instituição que tive a honra e o prazer de ajudar Abdias a criar e que hoje dirijo, pretendemos realizar a intenção dele, expressa em vida, de levar os seus restos mortais à Serra da Barriga. Estamos prevendo o dia 13 de novembro para esse ato e já recebemos a manifestação de entidades e personalidades do Brasil e do exterior no sentido de apoiar e participar desse momento. No velório aqui no Rio de Janeiro nos dias 26 e 27 de maio, representantes do movimento social negro do Brasil sugeriram plantar-se um pé de baobá e um pé de iroko e erguer-se um marco identificando o local. A realização dessas intenções depende, evidentemente, da colaboração e da participação do movimento social negro de Alagoas e das autoridades locais e estaduais, bem como dos órgãos oficiais de apoio à cultura negra e às políticas de igualdade racial. Sou profundamente grata a Vossa Senhoria e ao Projeto Raízes de Áfricas pela iniciativa de estender a mão e expressar a sua solidariedade conosco neste momento.

O Ipeafro pretende realizar um encontro de pensadores, ativistas a artistas nos dois dias
anteriores. Trata-se um momento de reflexão sobre o legado de Abdias nas diversas áreas em que atuou, retomando o colóquio internacional “Ancestralidade Africana e Cidadania: O Legado Vivo de Abdias Nascimento”, que o Ipeafro realizou no Arquivo Nacional do Rio de Janeiro em 2004 por ocasião de seus noventa anos. A atividade irá realçar e enriquecer a fundamentação do significado da ida de suas cinzas à Serra da Barriga. Lembro que, em 1980 e em 1983, eu mesma participei em seminários realizados pelo Memorial Zumbi em parceria com a Universidade Federal de Alagoas e nas suas dependências em dias anteriores à ida à Serra da Barriga. Ficamos honrados e contentes com o pronto acolhimento de nossa ideia que Vossa Senhoria manifesta no seu ofício. Entendemos que, na qualidade de realizador do encontro, o Ipeafro irá definir o seu título e a sua programação em consulta com as entidades e os órgãos que o apóiam.
Tenho certeza de que nossa colaboração neste objetivo irá dar ricos frutos no sentido de
reforçar e reafirmar os objetivos do movimento social negro nacional e internacional, ao
mesmo tempo projetando a importância histórica da Serra da Barriga para o Brasil e para o mundo.

_______________________________________________________________
IPEAFRO – INSTITUTO DE PESQUISAS E ESTUDOS AFRO-BRASILEIROS
Rua Benjamin Constant, 55 /1101 – Rio de Janeiro, RJ – 20241.150 – Brasil
 

Carta Aberta da Organização do II Ciclo Nacional de Conversas Negras

 

 Decorrentes de fatores internos e externos à organização, projetos em desenvolvimento passam por alterações em seu contexto organizacional e exigem reestruturações profundas, mudanças não planejadas e nestas horas é preciso retroceder, reavaliando os impactos e resultados para poder avançar.
 O Projeto Raízes de Áfricas e apoiadores/parceiros do estado de Alagoas, como representantes da coordenação nacional, juntamente com segmentos sociais representativos do município de Piracicaba, dentre eles a Câmara dos Vereadores, parceiros para realização do II Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta”, que aconteceria em Piracicaba, de 25 a 27 de agosto de 2011 segundo a Audiência Pública de 04 de novembro 2010, (Requerimento (436/10), de autoria do então, presidente da Câmara Municipal de Piracicaba, José Aparecido Longatto, PSDB),visando fazer frente as situações dissonantes, ocorridas durante o processo organizativo que geraram uma certa instabilidade a idéia original do projeto, acordaram que:
 Considerando a proposta original do Ciclo Nacional de Conversas Negras como exercício político-não-partidário de interpretação da realidade e especificidades do racismo no Brasil, visando fomentar a discussão dos meios mais adequados e eficientes para a execução das políticas públicas, já sancionadas, para a população de pele preta ou parda;
 Considerando que a quebra de alguns paradigmas estruturais causa prejuízo ao principal diferencial estratégico do Ciclo que é a consolidação dos direitos humanos e dignidade da população de pele preta ou parda, enquanto elemento basilar para a cidadania plena;
 Considerando a necessária otimização de mecanismos e estratégias de aprimoramento para a legitima continuidade do projeto fica deliberado que a realização do II Ciclo, ocorrerá novamente em Maceió, nas Alagoas de Palmares, no período de 25 a 27 de agosto, tendo como local a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas; Av. Fernandes Lima, 385. Ed. Casa da Indústria, 5º andar - Farol 57055-902 - Maceió-AL
Os custos com a logística do II Ciclo Nacional de Conversas Negras serão de responsabilidade do Projeto Raízes de Áfricas, através dos apoiadores locais e nacionais.
Atentamos que as mudanças mencionadas não prejudicarão a participação de representantes de todo território brasileiro no diálogo iniciado em 2010, com o I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta.”

Coordenação Nacional do Ciclo Nacional de Conversas Negras e apoiadores locais

O Estado só conhece uma lei: "Para cada ação uma reação...

Socializo texto extremamente coerente do Marcos Romão, brasileiro que mora lá para as bandas da Alemanha, para reflexão.


O Brasil, Dilma e Cabral precisam de bombeiros.

Marcos Romão


A presidente Dilma ainda em campanha em Hamburgo 2009.
Conversei em Hamburgo semana passada, com um amigo ativista como eu, do movimento negro há mais de 40 anos. Sua filha de 23 anos, mãe de uma criança de 5 anos, foi executada com um tiro na cabeça em Salvador.
Aconteceu em plena luz do dia, 11 horas da manhã, 3 homens foram buscá-la em casa. Saíram sorridentes, disse uma testemunha.
O carro féretro percorreu 300 metros e parou em um terreno baldio, disse uma segunda testemunha, que reparou apenas que conversavam amigavelmente e seguiu adiante. Minutos depois viu o carro passar com apenas três ocupantes. Desconfiado foi até o terreno e encontrou a menina já morta com uma bala na cabeça.
As informações é de que ela andava com más companhias, traficantes talvez. Assunto encerrado para as autoridades.
Seu pai estivera um mês antes no Brasil, comprara um passagem para que ela viesse para a Europa. Pressentia o pior para sua filha.
Andou em más companhias, fez isto, fez aquilo é o que cada pai e cada mãe, de cada um dos 50 mil adolescentes e quase adultos mortos violentamente no Brasil, ouvem das autoridades.
O que era o chicote corretivo antes do Brasil correto é hoje bala de super trezoitão no Brasil democrático. O tratamento social de nossos jovens mudou de ruim para pior. Para todos os problemas a resposta é bala. O Estado só conhece uma lei: "Para cada ação uma reação e grito de passarinho se cala com tiro de canhão".
O pai da menina ainda não chorou. Ouvi pessoalmente relatos de vítimas do holocausto, que o absurdo da situação de extermínio era tão grande, que as lágrimas não estavam preparadas para responder com o choro.
Sei que ele talvez leve muito tempo para reaprender a chorar, para chorar a morte estúpida de sua filha. Eu chorei por ele.
Aprendi a chorar depois de velho, o choro indignado com a ignomínia e injustiça. Que bom poder me sentir vivo e não anestesiado pelo terror das milícias e corrupção generalizada, que nos atinge enquanto brasileiros a 12 mil Km de distância, como se eu estivesse andando em uma rua de Salvador.
Os conselheiros da presidente e dos governadores e autoridades de meu país precisam reaprender a chorar. Chorando talvez aconselhem melhor e parem com as truculências e as balas, e dêem exemplo aos nossos jovens, que é possível comportar-se de outra forma que não seja através da violência.
Em um ato talvez mal aconselhado o governador do Rio de janeiro reprimiu brutalmente os bombeiros de meu estado natal. Infelizmente ele não está sozinho em sua ação. Representou apenas os desmandos coronelistas que persistem e voltam a crescer em nossas cidades e no campo.
Precisamos de bombeiros em todas as instâncias de nosso país. Das escolas a alta magistratura, dos lares aos quartéis. Gente que converse e salve e que não mate.
A filha do meu amigo, meus filhos, os filhos e filhas de cada um vão nos cobrar um dia a nossa ignorância. Vão cobrar a nossa falta de sensibilidade para conversamos e darmos um basta na violação do mais intimo de nossas vidas, que é a nossa dignidade de ser humano. Ainda é tempo. Não é mais momento para trocarmos acusações, é momento para agirmos.
Marcos Romão
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Cadê minha liberdade ?

Socializando...

“A resposta da Nega Fulô”

                         Beto Brito,


Sinhô! Sinhô
Era a fala da negá
Cadê a minha liberdade
A cama que nunca tive
Cadê minha virgindade
E os locais que nunca estive?
Cadê minha autoridade
Ah! Foi você quem roubou!
Ah! Foi você quem roubou!
Esse Sinhô!
Esse Sinhô!
Sinhô! Sinhô!
Devolva minha alegria,
Sinhô!
Nas correntes e no chicote
Foi lá que ficou
Em rubro sangue e lágrimas
E no suor do Sinhô!
Esse Sinhô!
Esse Sinhô!
Ó Sinhô! Ó Sinhô!
(era a fala da negá amaldiçoando o Sinhô)
Pra que Deus te mandou?
Pra que Deus te mandou?!
 

E assim falou FHC: Eu sou a favor da descriminalização de todas as drogas.

Lembrei dos meninos faz pouco. Foram meus alunos e afogados no pântano das drogas morreram na infância dos sonhos.
Eram meninos pobres da periferia e portavam no sorriso aberto a singeleza da felicidade gratuita: correr na praça, jogar bola, paquerar meninas.
Eram meninos com barba ainda por nascer. Rostos imberbes.
Viviam decorando a cartilha das descobertas. Ainda me lembro deles, mesmo fazendo tanto tempo. Fui sua professora.
Eram inocentes na sanha das descobertas e um dia descobriram o fruto proibido. Não era a maçã de Adão e Eva. Foi a tal da erva maldita, a “inofensiva” maconha.
Não era nada. Não era nada mais enviesou o caminho dos meninos para terrenos baldios, sem perspectivas.
Os meninos partiram cedo, pois avançaram na descoberta do proibido. Era apenas um cigarrinho que se tornou uma bomba relógio. E os meninos morreram.
No bairro da periferia de Maceió, com uma incidência alarmante de mortalidade, outros meninos e meninas seguiram o mesmo caminho. Partiram...
Segundo a ministra do Supremo Tribunal Federal Cármem Lúcia que votou a favor da liberação da marcha da maconha "a democracia é generosa exatamente porque há liberdade de pensamentos.”
Os meninos não tiveram chance de descobrir a generosidade da democracia brasileira.
A sensação de liberdade os matou.
 

O que é Injúria Racial x Racismo.

Socializando informações importantes...


A questão mais debatida no meio jurídico é a distinção entre injúria racial e racismo, onde uma começa e a outra termina. A questão é mais simples do que se pensa.
Há a injúria racial quando as ofensas de conteúdo discriminatório são empregadas a pessoa ou pessoas determinadas. Ex.: negro fedorento, judeu safado, baiano vagabundo, alemão azedo, etc.
O crime de Racismo constante do artigo 20 da Lei nº 7.716/89 somente será aplicado quando as ofensas não tenham uma pessoa ou pessoas determinadas, e sim venham a menosprezar determinada raça, cor, etnia, religião ou origem, agredindo um número indeterminado de pessoas. Ex.: negar emprego a judeus numa determinada empresa, impedir acesso de índios a determinado estabelecimento, impedir entrada de negros em um shopping, etc.
Entre as peculiaridades de cada crime encontram-se as seguintes diferenças:
o crime de racismo possui penas superiores às do crime de injúria racial;
o crime de racismo é imprescritível e inafiançável, enquanto que o de injúria racial o réu pode responder em liberdade, desde que paga a fiança, e tem sua prescrição determinada pelo art. 109, IV do CP em oito anos;
o crime de racismo, em geral, sempre impede o exercício de determinado direito, sendo que na injúria racial há uma ofensa a pessoa determinada;
o crime de racismo é de ação pública incondicionada, sendo que a injúria racial é de ação penal privada;
enquanto que no crime de racismo há a lesão do Princípio da Dignidade da Pessoa Humana, no crime de injúria há a lesão da honra subjetiva da vítima.
Fato  Interessante:
Na noite de 13 de abril de 2005, durante espetáculo futebolístico televisionado, ocorreu ilícito penal testemunhado por milhares de espectadores.
Segundo foi possível notar, um dos jogadores de futebol, de nacionalidade argentina, dirigiu-se a outro, de nacionalidade brasileira; adversário no certame, chamando-o de “negro”. Conforme declarações prestadas à imprensa televisiva logo após os fatos, por um dos advogados do clube de futebol a que pertence o ofendido, este teria informado à autoridade policial solicitada, em depoimento formal, que fora chamado de: “negro” e “negro de merda”.
Foi o suficiente para a exploração televisiva, em parte justificável pela conduta do ofensor, de outro condenável pela forma e conteúdo das matérias veiculadas sem qualquer preocupação técnica.
Para a legislação penal brasileira, conforme consagrado na jurisprudência e na doutrina a conduta de dirigir-se a outrem o chamando de “negro”, ou mesmo “negro de merda” como na hipótese aventada, não restará configurado o crime de racismo.
Necessidade de Cautela na Divulgação dos Fatos. 

Com efeito, ao noticiar o ocorrido e apresentar posição jurídica a respeito, cria-se expectativa de medidas policiais e judiciais que logo se verificarão incabíveis à espécie, e então não faltarão críticas injustificadas e maldosas à Polícia, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
A população destinatária da notícia não compreenderá o descompasso entre o que foi veiculado e as conseqüências jurídicas efetivamente constatadas, e no mais das vezes a mesma imprensa não cuidará de esclarecer os incautos, deixando sempre a névoa sobre fatos que nem comportavam tanta dificuldade de compreensão.
O episódio verificado durante a partida de futebol foi lamentável, deplorável, e está por merecer justa reprovação penal.
Ao que se pode verificar ocorreu, em tese, crime de injúria racial (artigo 140, § 3º, do CP) e não crime de racismo regulado na Lei 7.716/97.
Por outro vértice, não menos lamentável e deplorável foi o sensacionalismo distorcido a que se prestou parte da imprensa em relação ao episódio; e quanto a esta conduta a certeza absoluta é a de que nenhuma punição virá.
Contudo, concluí-se que se referindo a uma outra pessoa com dizeres do tipo "negro", "negro de merda", "macaco", "tsão", não estará cometendo o crime de racismo como muitos pensam, e sim uma injúria racial,capitulada no artigo 140, § 3º, do CP.


RODRIGO DE SOUZA COSTA
Guarda Municipal/Varginha- Bacharel/Direito
Fontes de pesquisa:

GILBRAN - WWW.REVISTAPROLEGE.COM.BR
 

Carlos Moore, Patrícia Mourão e o pato no tucupi, no Rio.

Quando de sua vinda a Alagoas, em 13 de maio e após ter conhecido o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga, Carlos Moore saiu de Alagoas determinado a conhecer Patrícia Mourão.
Um mês após, o encontro se deu no Rio de Janeiro. Patrícia Mourão e Carlos Moore são [email protected] muitíssimos [email protected] Desses que  a gente guarda no lado esquerdo do peito.

 

 

Minha querida amiga Arísia Barros,

Hoje, como em alguns outros dias no passado, você esteve intensamente presente num encontro emocionante.
Uma amiga paraense tinha combinado de fazer um pato no tucupi aqui em casa neste domingo. Quando o Carlos Moore me ligou pra me convidar pro lançamento do livro"Fela. Esta Vida Puta" e pra uma festa no Teatro Rival, na Cinelândia. Como já tinha compromisso em ambos os casos não poderia ir (ainda consegui passar na livraria pra comprar o livro que ele autografou hoje, um domingo, 12 de junho) .
 Assim, convidei-o pra vir comer o pato aqui em casa, com a mulher e a filha. Convidei também a Schuma Shumaher. Tivemos um encontro maravilhoso. A Schuma deu o livro dela pra ele – que adorou. Trocaram mil e uma figurinhas e se curtiram muito. Eu adorei a mulher,Ayeola Moore e a filha de Carlos.
E ele...Bem...Entendo o seu encantamento! Ele é tudo de bom, neste e no outro mundo! Me emocionei – até chorei (momento registrado pela minha amiga paraense Alegria) quando falamos do Parque Memorial Quilombo dos Palmares e de tudo que ele significa e significou pra mim. Que coisa louca, inexplicável, intensa!!!!!
Obrigada, mais uma vez e sempre, por fazer parte da minha vida dessa forma tão especial e transformadora.
Um beijo da sua, sempre,
Patricia
 

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