Raízes da África

Estamos todos muito mais brancos, bem mais morenos e muito e muito desiguais.”Faz tempo!

A professora Marlucia Pontes Gomes de Jesus que atuou como conselheira do Conselho Estadual de Educação do Estado do Espírito Santo, no período de dezembro de 2007 a dezembro de 2009, fala em seu blog damarlu educação sobre a implementação da Lei nº 10.639/03 e cita a Lei Estadual de Alagoas nº 6.814/07 como regulamentação institucional para a prática da pedagogia antiracista no currículo das escolas alagoanas. Segue um trecho da matéria contida no blog damarlu educação no qual descreve a situação dos estados em relação à consulta da implementação da Lei Federal nº 10.639/03:
“A situação nos estados dos quais conseguimos coletar informações é a seguinte: no estado do Sergipe, a regulamentação se deu mediante a Resolução CEE nº. 347/2005; o Mato Grosso do Sul, mediante a Resolução CEE nº. 131/ 2005; o estado de Roraima, pelo Parecer CEE nº. 54/2006; o Paraná, pela Resolução CEE n°.04/2006; o Mato Grosso, pela Resolução CEE nº. 234/2006; o Ceará, pela Resolução CEE nº. 416/2006; o estado de Pernambuco, pela Instrução Normativa (SEDU) nº. 06/2007; o estado do Piauí, pelo Parecer CEE nº. 181/2007; o estado de Alagoas, pela Lei Estadual nº. 6814/2007; Bahia, pela Resolução CEE nº. 23/2007, complementada pela Resolução CEE nº23/2008; São Paulo, pela Deliberação CEE nº. 77/2008; Rondônia, pela Resolução CEE nº. 652/2009; Goiás, pela Resolução nº. 03/ 2009 Amapá, pela Resolução CEE nº. 75/2009; Rio Grande do Sul, pela Resolução CEE nº. 297/2009.”
Alagoas é um estado realmente atípico. Porque uma lei que foi referência nacional está sendo ignorada? Qual a resposta que vem sendo dada a sociedade em relação a implementação da Lei nº 10.639/03 da gerência  que foi especialmente criada para tratar destas questões na Secretaria de Estado da Educação?
Qual o real significado do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnicorracial em Alagoas?
Parafraseando a fala do presidente Lula quando da sanção do Estatuto da Igualdade Racial, no 20 de julho: "Estamos todos um pouco mais negros, um pouco mais brancos e um pouco mais iguais”, afirmou.
Em Alagoas podemos dizer que: Estamos todos muito mais brancos, bem mais morenos e muito e muito desiguais.”Faz tempo!
 E que venham as audiências públicas. Virão?
Com a palavra o Conselho Estadual de Educação!

É racismo?!

Socializamos o relato de Benita Prieto Idealizadora e Produtora do Simpósio Internacional de Contadores de Histórias, que acontecerá no Rio de Janeiro...
 

Boniface Ofogo Nkama (http://www.boniofogo.com/ ) nascido na República dos Camarões e radicado na Espanha desde 1988, nosso convidado para o Simpósio Internacional de Contadores de Histórias (www.simposiodecontadores.com.br) que acontecerá na próxima semana, no Rio de Janeiro e em Ouro Preto, foi impedido de entrar no Brasil, no aeroporto de Confins/BH, pela Polícia Federal que alegou falta de visto, no dia 23/07/2010(sexta-feira),vindo de Madri em vôo da TAP.
Ele havia estado com o Vice-Cônsul do Brasil em Madri, no dia 20/07, com toda a documentação e foi informado que há pouco tempo foi celebrado um acordo que dispensava o visto dos cidadãos camaroneses. Confirmando o e-mail que eu havia recebido do setor de vistos do Consulado do Brasil em Madri dizendo não haver necessidade, pois a carta convite de intercambio cultural era suficiente para sua estada no país, como turista, durante três meses.
Boniface embarcou sem problemas, mas ao chegar ao aeroporto de Confins/MG a Policia Federal não permitiu sua entrada. Embora ele tenha relatado toda a situação, mostrado os documentos, cartas, e-mails, seus livros, o programa do Simpósio de Contadores. UMA SITUAÇÃO HUMILHANTE E CONSTRANGEDORA.
Boniface me telefonou às 17 horas dizendo que às 19 horas seria DEVOLVIDO a Madri. Imediatamente liguei para a Polícia Federal do aeroporto de Confins perguntando o que poderíamos fazer. E eles me disseram que nada.
Recorremos ao serviço de imigração e o Ministério das Relações Exteriores enviou uma permissão para a entrada no país.
A Polícia Federal alega que a permissão chegou as 19h31 e o voo já havia partido as 19 horas. E novamente me disse que não se podia fazer mais nada.
ESSA ATITUDE É INACEITÁVEL. Boniface é um artista reconhecido internacionalmente e que já esteve em 18 países sem nenhum problema, inclusive no Brasil, em dois simpósios anteriores, e foi um dos protagonistas do documentário Histórias que gravamos aqui em 2005.
Estou envergonhada e preciso tomar uma atitude, pois tenho certeza que houve PRECONCEITO COM UM AFRICANO, POR SER NEGRO E ARTISTA.
Boniface é um artista excepcional, um contador de histórias, um intelectual, um mediador intercultural, um escritor. Vinha para o Brasil para estrear no Simpósio o documentário En Memória uma homenagem a seu pai, recentemente falecido.Ele é da etnia yambasa onde seu pai era rei e o detentor da palavra, um mestre da cultura popular.E Boniface por tradição agora representa na sua etnia o que foi seu pai.
Nossa primeira ação foi entregar para um advogado todos os documentos pedindo que Boniface seja trazido ao Brasil para o evento com todo o respeito e dignidade que merece. E com um pedido de desculpas do governo brasileiro.
A situação é lamentável nesse momento em que o Presidente Lula acaba de voltar da Africa para acordos de cooperação com esse continente que é o berço da humanidade.
E imaginem o que pode acontecer na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016 se as informações dos consulados do Brasil no exterior divergem das que existem no nosso país.
Peço a todos que nos apoiem enviando este email para sua rede de amigos e para todas as instituições públicas e privadas, nacionais e internacionais, que conheçam. E repliquem esse e-mail nos seus blogs e nas redes sociais.

Benita Prieto
Idealizadora e Produtora do Simpósio
e-mail : simposiodecontadores@simposiodecontadores.com.br
 

Projeto de lei quer regularizar os blogs brasileiros

Repasso  anotícia pois é de interesse comum.

Proposta prevê a obrigatoriedade da moderação dos comentários e ainda exige que os donos de blogs sejam responsabilizados por todos os textos anônimos comentados.
Está em trâmite no Congresso Nacional um projeto de lei que prevê regular a atividade nos blogs brasileiros. Segundo o texto, os usuários devem ser obrigados a moderar os comentários publicados em suas páginas e todos os conteúdos comentados por anônimos serão de responsabilidade do blogueiro. A proposta de número 7.131 foi apresentada em abril e já está rendendo muito protestos a fovor e contra a ideia central do deputado federal Gerson Peres (PP-PA), autor do projeto, que prevê duas principais mudanças:
Os comentários sem autores também possam a ser respondidos legalmente e caso a lei entre em vigor, os donos de blogs que não concordarem com as novas regras poderão ser multados pelo Poder Judiciário em até R$10 mil. Outra obrigação imposta pelo projeto é a identificação de todos os blogs brasileiros publicados na internet. Os responsáveis pelas páginas deverão ser cadastrados no site Registro.br, informando nome, RG e CPF. A proposta argumenta que as medidas são necessárias devido à possibilidade de difusão de calúnias, injúrias e difamações por meio dos blogs. A regularização tentaria reduzir esses impactos na web.
O que você acha?
Nós pensamos assim

 

No dia da avó a frase de uma neta, minha filha.

Minha filha escreveu  a frase abaixo para homenagear  a avó,  achei tão bonito que compartilho com vocês. E para todas as nossas vovós  um belissimo dia.

"Minha avó é uma fada  igualzinha aquelas dos livros de histórias que deixa a infância da gente com cheiro de felicidade permanente".

Secretaria de Educação do Estado de Goiás confirma participação no I Ciclo Nacional de Conversas Negras



A Secretária de Educação do Estado de Goiás, Milca Severino Pereira, confirmou, através de ofício, a participação da professora e coordenadora do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnicorracial, Roseane Ramos Silva Santos no I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta” previsto para acontecer no período de 24 a 27 de agosto, em Maceió-Alagoas.
Professora e psicóloga , Roseane ministrará uma das oficinas do I Ciclo sobre:’ Uma visão multicultural do jeito de viver as histórias infantis de nosso mundo. Da menina
bonita do laço de fita às Tranças de Bintou”.
A professora goiana diz que: “a proposta da oficina é traçar um paralelo entre duas possibilidades de recursos literários para desenvolver trabalho pedagógico com alunos do ensino fundamental de 0 a 14 anos, disponibilizando aos professores instrumentos que viabilizem concretamente a possibilidade de discutir o mundo das diferenças e a riqueza da nossa cultura”.
Graduada em Biologia pela Universidade Estadual de Anápolis e em Psicologia pelo Centro de Educação Universidade de Brasília, Roseane exerce o cargo de Coordenadora do Fórum Permanente Educação e Diversidade Étnico-Racial do Estado de Goiás e salienta a necessidade da criação de espaços para a implementação da Lei Federal nº 10.639/03.
O I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta” nasce de uma interlocução entre o movimento social negro, Projeto Raízes de Áfricas e diversas instituições, dentre elas, o Ministério de Educação/SECAD, Ministério da Igualdade Racial, Federação das Indústrias do Estado de Alagoas e Livraria Paulinas, Caixa Econômica Federal, dentre outros.

O Quê?
Oficina:”Uma visão multicultural do jeito de viver as histórias infantis de nosso mundo. Da menina bonita do laço de fita às Tranças de Bintou”.
Onde: I Ciclo de Conversas Negras: Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta”
Valor do Investimento: R$ 10,00
Quando: 24 a 26 de agosto
Onde: Federação das Indústrias do Estado de Alagoas
Para solicitar sua inscrição envie um e-mail a partir do dia 30 de julho para:
raizesdeafricas@gmail.com, promomaceio@paulinas.com.br
Mais informações: 8815-5794/8898-0689/8882-2033

 

 

Sobre o Estatuto da Igualdade Racial e o 25 de julho...

A convite do ministro da Igualdade Racial, Elói Ferreira, estivemos em Brasília no 20 de julho, para participar da solenidade da Sanção do Estatuto da Igualdade Racial, pelo presidente Lula. O texto é uma reflexão a partir da escuta de um diálogo entre duas personagens presentes na solenidade.

20 de julho, 15h30 da tarde. A menina olha com deslumbre- o olho púbere na busca de novos conhecimentos- o Salão Brasília do Palácio do Itamaraty. Deveria ter entre 12 e 14 anos, uma tiara de tecido prendia-lhe os fartos cabelos. Vestia um universal ‘jeans e trazia consigo a herança das palavras. A mãe professora colecionava manuais de redação e instruções táticas de como fazer um bom uso dos vocábulos.
A pequena observava e pensava nas rotas seculares das levas humanas de homens e mulheres escravizados trazidos a contragosto para o país. Noites imensas ficara com a mãe repassando a história de seus antepassados. Em outros e muitos momentos autonegara a negritude da pele. Não é confortável, em um país veladamente racista ter a pele como reprodutora de fragmentos de memórias amontoadas no tempo das idéias escravocratas. Foram mais outros e mais quilômetros de conversa com a mãe. A mãe era, para a menina, um manancial inesgotável de identidade e resistência. A menina amava a mãe com todos os superlativos. A mãe fora presa um dia quando no auge do desespero da fome roubara um pacote de leite para dar o alimento à pequena. Passara um ano inteiro enclausurada por conta da política racista e das miudezas da sociedade contemporânea, e mesmo assim a mãe da menina transformara a condição adversa da exclusão em uma vontade legítima de não se render a opressão da colonização social.
Presa as abstrações do mundo que circunda o Salão Brasília do Palácio do Itamaraty, a menina redesenha limites e se concentra em garimpar oportunidades. O princípio das possibilidades relembra a cartilha da mãe professora que em textos corridos repleto de linguagem verbal e não-verbal investe e investiga as realidades possíveis.
A menina apesar da pouca idade já vivencia pequenas e diárias tragédias que resistem aos arremedos das explicações simplistas e maculam o belo da infância. Fatos miúdos, brincadeiras de crianças- dirão alguns- mas, para a menina que veste a pele cotidiana do ser adolescente negra no Brasil, não é fácil.
Dia antes a professora da escola regular chamara a menina para uma conversa e explicara que não deveria participar do concurso: “A mais Bela do Colégio” para evitar futuros constrangimentos.
Diante da professora branca, a menina negra com fartos cabelos experimenta o mal-estar da segregação explicita. O véu fora deposto a pequena lembra-se das explicações da
mãe e da sua resistência a ser subjugada pelo simbolismo estético do racismo à la Brasil. A mãe dissera várias vezes que os espaços de poder são milimetricamente delimitados na sociedade brasileira.
Mesmo experimentando um forte sentimento de frustração, a menina negra equilibra a certeza em palavras e desafiando o sublimar do velho e encardido discurso socialmente eurocêntrico faz-se candidata a não ser mais uma personagem marginalizada. Igual entre iguais.
“Hoje nós estamos um pouco mais negros; um pouco mais brancos; e um pouco mais em paz” diz o Presidente da República do Brasil em seu discurso do 20 de julho, dia da Sanção do Estatuto da Igualdade Racial no Salão Brasília do Palácio do Itamaraty, e a menina ouve o discurso do presidente conjectura sobre realidades possíveis. A menina pensa no primeiro passo que a mãe deu, três décadas antes, quando saiu da prisão e as lembranças vão se misturando aos acontecimentos presentes. Luta e resistência eis o relevo geográfico da história da mãe, mulher negra como muitas no Brasil, como importante registro de uma era da resistência da mulher negra. Mulheres que cotidianamente reinventam linguagens para prosseguir no processo de afirmação étnico-social.
Mulheres como Tereza de Benguela, líder quilombola do século 18, que resistiu por mais de 20 anos à escravidão à frente do Quilombo do Quariterê, no Mato Grosso.
Tereza de Benguela tem um dia, o 25 de julho é Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, segundo o Projeto de Lei do Senado (PLS) 23/09, de autoria da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), que foi aprovado em decisão terminativa, pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).
É isso o 20 e o 25 de julho- pensa a garota surgem como novas formas de exercitar os caminhos que nos levam a construção da liberdade.
Um primeiro passo...

A ausência de direitos é a nossa escravidão contemporânea.

Os quilombos em Alagoas são porções esquecidas de pequenas áfricas, ( o estado foi assim denominado em pesquisa realizada em 2004 pelo nível da desigualdade racial, o maior do Brasil). Alagoas tem cerca de 50 comunidades quilombolas, 23 certificadas
Dentro da extrema pobreza dos números de exclusão social, os remanescentes dos quilombos em Alagoas são os mais pobres entre os pobres alagoanos, apresentando um dos piores índices de desenvolvimento humano do estado , apesar dos últimos 12 anos da agenda governamental quilombola.
São homens e mulheres negras pobres mais ainda no cotidiano enegrecidas pela pobreza e a ausência de direitos. Somos realmente iguais?
Nos quilombos falta tudo saneamento básico ,abastecimento de água potável regular, assistência médica que atenda as necessidades das pessoas, ou seja, não existe a mínima infraestrutura social eficaz para uma vida com dignidade.
É a rota dos corpos negros sendo esquecidos pelo descaso histórico?
Certificação de terra não garante sustentabilidade. E sem sustentabilidade estabelece-se a geografia da fome. Dores provocadas pelo racismo institucional  contemporâneo que invade a história da resistência negra e alastra o desemprego: “Eu deixei de estudar para ajudar minha mãe, porque meu pai está na Bahia atrás de emprego” diz o menino cabisbaixo.
Segundo o adolescente de Palmares/Alagoas/ Quilombo de Muquém cerca de 90% dos homens viaja para Bahia,São Paulo, Minas para o corte de cana.
Filús é um caso de saúde pública os quilombolas bebem água de um poço junto com os animais. Crescem os casos de albinismos, com o conseqüente câncer/analfabetismo.
A história quilombola em Alagoas é um monólogo  tecido ao longo da abolição inconclusa. Uma ilha de isolamento na qual ainda hoje pessoas são mantidas na escravidão.
A ausência de direitos é a nossa escravidão contemporânea.
 

Livro "O negro na Polícia Militar: Cor, Crime e Carreira no Rio de Janeiro" será lançado...


O I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta” que acontece no período de 24 a 26 de agosto traz como objetivo a construção de conversas negras criando assim possibilidades de reflexão e o redimensionamento da questão estrutural do racismo, não só nos currículos das escolas alagoanas, mas em todos os espaços formativos na busca de criar um processo de diálogo social que contemple e problematize temas relacionados com a descriminação e desigualdades raciais.
Como parte da programação do I Ciclo terá o lançamento do livro: “ O negro na Polícia Militar: cor, crime e carreira no Rio de Janeiro”, a ser lançado, na noite do dia 24 de agosto, após debate com o autor e autoridades competentes.
Carlos Nobre, que é sergipano e professor da PUC-Rio e diz que o trabalho de repressão pública uniformizado nunca despertou o interesse da classe média branca por ser considerado inferior e acabou se tornando um serviço ligado às camadas negras brasileiras.
Segundo Nobre, “ Existe uma tradição negra na Polícia Militar. O trabalho de repressão e controle social sempre esteve nas mãos negras”, destaca o pesquisador. Cita também que os primeiros quadros da Polícia Militar brasileira, criada, em 1809, pelo príncipe regente D. João VI, foram ex-escravos, negros forros e bancos pobres.
Durante o processo de dois anos para construção do livro inúmeros depoimentos foram tomados. Foram ouvidos 49 praças e oficiais de cinco unidades da PM fluminense: o Batalhão de Niterói, Batalhão de Copacabana, o Batalhão de Patrulhamento Turístico, o Grupamento de Apoio em Áreas Especiais e o quartel-general da corporação.
O autor assumiu o papel de policial durante 05 meses e acompanhou de perto o trabalho de implantação de uma unidade de policiamento comunitário nos morros do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo,em Ipanema, comandada por um oficial negro.
Carlos Nobre é também autor de Mães de Acari: uma história de luta contra impunidade (Relume-Dumará, RJ, 1994), Mães de Acari: uma história de protagonismo social (Pallas-PUC, RJ, 2005), Que cidadania queremos ? Estudos de cidadania e exclusão ( Sempre Livre, RJ, 2004) e O sêmen celestial (Papel Virtual, RJ, 2006).

O quê? Lançamento do Livro "O negro na Polícia Militar: Cor, Crime e Carreira no Rio de Janeiro"-: I Ciclo de Conversas Negras: Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta”
Valor do livro: Rs35,00
Quando: 24 a 26 de agosto
Onde: Federação das Indústrias do Estado de Alagoas
150 vagas abertas ao público,a partir do dia 30 de julho.
Para solicitar sua inscrição envie um e-mail para:
raizesdeafricas@gmail.com.br, promomaceio@paulinas.com.br
Mais informações: 8815-5794/8898-0689/8882-2033


 

O que fazer com o estrago que o racismo produz na auto-estima de meninos e meninas?


A notícia, logo abaixo, do jornalista Diego Alves acende em nós, (ou não?) a proposta da reflexão extra-umbigo. O que fazer com o estrago que o racismo produz na auto-estima de meninos e meninas? Meninos e meninas que são achincalhados pelo simples fato de não ser-não-brancos?
Lidar com nossos medos adultos já traz uma complexidade além da maturidade, imagina na fase da adolescência quando valores são virados pelos avesso, tantas coisas são postas em xeque e ao não saber ainda o que somos, buscamos copilar experiências d”outrem. Meninos e meninas negras além do processo das mudanças hormonais, emocionais tem que aprender a lidar com a diferença de ser diferente em um país que mesmo sendo o segundo maior do planeta em população negra se transveste de branco.
Não o Brasil ainda não é o país dos “mestiços” que me desculpe os que absorveram 122 anos após a abolição inacabada, o ufanismo da democracia racial da pátria brasileira.

Garoto de 13 anos desiste de aulas por sofrer racismo em escola pública de Campo Grande


A empregada doméstica A.M.S., 44, procurou a polícia e denunciou que o seu filho de 13 anos sofreu discriminação racial na escola e já não quer mais estudar. Consta no boletim de ocorrência registrado no dia 28 de junho, que o adolescente foi alvo de violência psicológica e conforme a mãe, o marco para que o racismo ficasse evidente foi a partir do dia em que o filho tornou-se conhecido na escola por ter sido artilheiro de um campeonato de futsal.
Ainda no boletim de ocorrência, detalhes sobre o crime de racismo: "(...) seu cabelo é feito para fazer bombril e a carne para fazer comida de porco". A frase teria sido proferida por alunos da escola. O jovem já não mais quer estudar.
Ainda de acordo com a mãe, quatro alunos teriam desrespeitado e agredido também fisicamente seu filho, estudante da escola estadual Delmira Ramos dos Santos, do bairro Coophavilla II.
Segundo a doméstica, o menino que estuda na escola desde a 1ª série e que hoje cursa o 7º ano sofre por conta desse tipo de violência. Isso já dura há pelo menos 3 anos.
Mas, a situação tornou-se insustentável, segundo a mãe que decidiu denunciar. “Eu não queria recorrer porque eu sou negra e pobre, mas depois que eu fui orientada eu procurei meus direitos”.
“Ele estuda lá desde a 1ª série, a minha filha de 15 anos também, eu já tinha tirado o meu filho e minha filha de lá por causa de racismo. Ele não quer mais ir para a escola”, conta a mãe.
De acordo com a mãe, além da violência verbal de ter sido chamado de “urubu”, “frango de macumba” e “nego fedido”, alunos da escola teriam pixado o muro da escola chamando-o de “fedido”.
A gota d´água foi o fato do filho tentar se defender e ter acabado sofrido represália por parte da escola. "Ele teve de limpar três salas de aulas durante 10 dias". O jornal Midiamax buscou contato com a direção do estabelecimento de ensino, mas a informação foi de que somente a Secretaria de Estado de Educação poderá falar sobre quais medidas deve tomar.
“Meu filho entrava às 7h e saía às 16h porque a escola é integral. Eu assinei essa medida disciplinar porque a diretora me disse que era uma ordem de um promotor, sabe o que aconteceu? Ele chegava em casa quase às 19h e em um desses dias que ele tava limpando as salas, três ou quatro alunos entraram lá e bateram nele. Ele chegou em casa com a boca inchada sangrando e com os braços cheio de furos de caneta”, desabafou.
A.M.S. conta que depois da violência sofrida, a direção da escola teria lhe dito que ia tomar providência porém nada foi feito, segundo a mãe.


 

I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta” será realizado em Maceió.

O Brasil é o segundo país com maior concentração de população negra do mundo. Alagoas é o segundo menor estado da federação e o maior em desigualdade racial, apesar de toda importância histórica de Palmares.
O I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta” que acontece no período de 24 a 26 de agosto, é movimento concentrado de esforços individuais e coletivos para o enfrentamento do racismo estrutural e suas conseqüências sociais e traz como principio o estabelecimento de canais de comunicação entre a população e as instituições locais, incentivando o sentimento de pertencimento étnico e social.
O I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta” nasce de uma interlocução entre o movimento social negro/Projeto Raízes de Áfricas e diversas instituições, dentre elas, o Ministério da Igualdade Racial e o Ministério de Educação/SECAD, a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Braskem, Livrarias Paulinas,dentre outras parcerias, ainda não confirmadas, e tem como objetivo construir e consolidar movimentos permanentes para a promoção da abolição de idéias, conceitos, preconceitos que interferem na construção do ideário sócio-étnico.
Como também aproximar a sociedade do ideário acadêmico e a academia das conversas negra/sociais e de pesquisas que exploram de forma positiva a etnicidade negra.
Tendo como um dos alicerces a transversalidade da Lei Federal nº10.639/03, que criou a obrigatoriedade do estudo da África e dos afro-descendentes no currículo escolar,em Alagoas com a especificidade da Lei Estadual nº 6.814/07, o I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta”, será aberto a diversas artes que dialoguem sobre pertencimento identitário e nossas histórias afirmativas.
Construir Conversas Negras é criar possibilidades de reflexão e o redimensionamento da questão estrutural do racismo, não só nos currículos das escolas alagoanas, mas em todos os espaços formativos na busca de criar um processo de diálogo social que contemple e problematize temas relacionados com a descriminação e desigualdades raciais.
E, sobretudo discutir o racismo como violência de caráter endêmico, implantada em um sistema de relações assimétricas, fruto da continuidade de uma longa tradição de práticas institucionalizadas.
O (Black Agost) Agosto Negro
O (Black Agost) Agosto Negro surgiu na década de 70 na Califórnia, nos Estados Unidos, caracterizando-se como um mês de grande significado para a cultura negra por ser uma data de resistência contra à repressão e de esforços individuais e coletivos contra o racismo.
Na época, o movimento foi comandado pelo grupo americano Black/New Afrikan Liberation Moviment e nasceu a partir de ações de homens e mulheres que lutaram contra as injustiças sobre os afro descendentes.
A repercussão positiva do movimento negro norte-americano originou adaptações do Black Agost à realidade local de outros países - como Cuba, Jamaica, África do Sul, França e Rússia - que enfrentam a discriminação e desigualdade racial.

1-Objetivo:
Estabelecer movimento concentrado de esforços individuais e coletivos para o enfrentamento do racismo estrutural e suas conseqüências sociais.

2-Objetivos específicos:
1-Estabelecimento de canais de comunicação entre a população e as instituições locais, incentivando o sentimento de pertencimento étnico e social;

2-Agregar valores aos currículos institucionais contemplando e problematizando temas relacionados com as questões que dizem respeito ao negro na sociedade brasileira. Lei Caó nº 7.716/89. Lei Federal nº 10.639/03. Lei Estadual nº 6.814/07.
3-Aproximar a sociedade do ideário acadêmico e a academia das conversas negras/sociais e de pesquisas que exploram de forma positiva a etnicidade negra;
4- Socializar ferramentas didáticas e conteúdos referentes ao ensino da História da África e cultura afro-brasileira.

3- Sujeitos de Direito:
150 vagas abertas ao público a partir do dia 30 de julho.

Para solicitar sua inscrição envie um e-mail para

raizesdeafricas@gmail.com.br,promomaceio@paulinas.com.br

Mais informações: 8815-5794/8898-0689/8882-2033

 

 

 

 

 

Comercial (82) 3313.6040 (82) 99812.2189 comercial@cadaminuto.com.br
Redação (82) 3313.2162 (82) 99664.2221 cadaminutoalagoas@hotmail.com