Raízes da África

Eu, Aldo Rebelo e a Serra da Barriga

Mantivemos um breve diálogo no facebook com o deputado por São Paulo,o alagoano  Aldo Rebelo, que socializo:

 

Arísia Barros :Caro deputado a construção do acesso para Serra da Barriga pede articulação política. Por favor, articule para que uma das mais significativas páginas da história do Brasil seja visibilizada. Afroabraços.
Aldo Rebelo:Prezada Arísia, Além do acesso a Serra da Barriga é preciso pavimentar a rodovia ou estrada da Liberdade, que liga a Serra da Barriga a Serra dos Dois Irmãos, em Viçosa. Em Viçosa estavam os quilombos do Sabalangá, Mata Escura e Bananal. Outra iniciativa é editar o livro do saudoso professor Ivan Fernandes Lima, geografia do Quilombo dos Palmares, cujos originais estão na editora do Senado esperando uma autorização dos familiares para publicação.

Arísia Barros:  Tudo certo, então vamos estabelecer metas e colocar o plano, que precisa ser político, em ação e reforçar a necessidade de valorizar um dos mais significativos capítulos da história brasileira que é a resistência negra. Fico no aguardo...
 

Inscrições abertas para Ìgbà - “Igualdade Racial é Para Valer?”

                                                                                                                             Certificação: 20 horas

Acontece às 9 horas do dia 07 (quinta-feira), Dia Nacional de Luta Contra o Racismo, ato interreligioso, no alto da Serra da Barriga/Parque Memorial Quilombo dos Palmares/AL tendo como objetivo prestar homenagem a luta e memória do indicado ao prêmio Nobel da Paz/2010, dramaturgo, poeta, e acima de tudo defensor ferrenho da igualdade racial,e, um dos maiores símbolos da luta contra o preconceito,Abdias Nascimento.
Conceituado intelectuais do Movimento Negro Brasileiro, doutor honoris causa pelas Universidades de Brasília, do Rio de Janeiro, da Bahia, professor na Universidade de Nova York",Abdias Nascimento exerceu os cargos de deputado federal, senador da República
O ato interreligioso contará com a presença de Elisa Larkin, esposa de Abdias e coordenadora do IPEAFRO, do presidente da Fundação Cultural Palmares, Elói Ferreira de Araújo, Leonor Franco de Araújo, Secretaria de Promoção e Políticas da Igualdade Racial, Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras, Rurais e Quilombolas, Patrícia Mourão, coordenadora do Instituto Magna Mater e representantes do governo de Pernambuco.
 O Seminário também evidencia o dia 7 de julho como Dia Nacional de Luta Contra o Racismo, instituído em 1978.
 Organizado pelo Projeto Raízes de Áfricas em parceria com o IPEAFRO, prefeitura de União dos Palmares (Secretaria de Turismo), Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Secretaria de Estado, da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, Instituto Magna Mater, Secretaria de Cultura de Maceió, Escritório da Fundação Palmares, em Alagoas, Polícia Civil, Polícia Militar, Sindicato dos Jornalistas do estado de Alagoas e parcerias individuais de professoras da UNEAL e UFAL.
Para inscrever-se é necessário solicitar inscrição para o e-mail [email protected]
Mais informações: (82)8827-3656/3231-4201
Os custos com despesas de transporte até o município de União dos Palmares e alimentação são  de responsabilidade de cada participante.
A programação do “Ìgbà” prossegue dia 08, seguindo o cronograma abaixo:

“Ìgbà- IV Seminário Afro-Alagoano: “Igualdade Racial é Para Valer?"
Programação

Dia: 07 de julho- (Quinta-feira)- Dia Nacional de Luta Contra o Racismo
Local: Parque Memorial Quilombo dos Palmares- Serra da Barriga

09h00- Saudação receptiva da Orquestra de Berimbaus de Alagoas
Homenagem Cívica- Execução do hino brasileiro
Banda da Polícia Militar
Rito do Ato inter-religioso (em elaboração)
Roda de homenagens Luta e Memória Negra
Abdias Nascimento e o Histórico 07 de julho de 1978
Elisa Larkin Nascimento
Fundação Cultural Palmares
SEPPIR
Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras, Rurais e
Quilombolas
12h00- Ajeum
15h00- Pauta de Construção para o 13 de novembro
Discussão e proposições para o projeto de translado das cinzas de Abdias
Nascimento para Serra da Barriga em 13 de novembro.
Coordenação de Elisa Larkin Nascimento, segmentos alagoanos participação do presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira, Leonor Franco de Araújo da SEPPIR, SECOMT, Instituto Magna Mater, Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras, Rurais e Quilombolas, dentre outras entidades.

Dia: 08 de julho (Sexta-feira)
Local: Auditório da Prefeitura de União dos Palmares
08h00- Entrega de material/Acolhimento
09h00- Composição de mesa
Apresentação Afro-artística
Orquestra de Berimbau do estado de Alagoas
9h30-Exposição:
“O Programa Brasil Quilombola como política promotora do desenvolvimento sustentável”
Expositora: Leonor Franco de Araújo
Secretaria de Políticas para as Comunidades Tradicionais/Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
10h20: Mesa de Conversas
A Lei nº 10.639/03 como fruto da luta anti-racista do Movimento Negro
Profª doutora Júlia Sara Accioly Quirino- Universidade Estadual de Alagoas
Profª doutora Nanci Helena Rebouças Franco- Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
11h20- Debate ampliado
Mediação:
12h00- Pausa para o almoço
14h00-Exposição de Trabalho de Pesquisa de Campo:
Apresentação do Diagnóstico para o Desenvolvimento Sustentável dos Remanescentes Quilombolas, em Alagoas.
Expoente: Kátia Ribeiro Born- Secretária de Estado da Mulher da Cidadania e dos Direitos Humanos.
14h30- Debate
Mediação:
15h30- Informação para formação:
Projeto de Turismo Étnico nas Comunidades Tradicionais de Terreiros e Quilombolas/Governo do Estado de Pernambuco.
Expositores- Representantes do governo do estado de Pernambuco
15h20- Roda de Conversa
Discussão do diagnóstico sobre a população quilombola de Alagoas e a interlocução com o Programa Brasil Quilombola
(espaço de diálogo com as representações de todas as comunidades de remanescente quilombos do estado de Alagoas)
16h00- Encerramento

O DEM, sempre o DEM e o Dia do Orgulho Hétero.

O menino deveria ter entre nove e dez anos. Difícil não perceber a forma “diferente” do menino ser. O pai já recomendara a mãe para deixar de paparicar o menino, senão ele seria transformado em uma mulherzinha, um-filhinho-da-mamãe.
O menino sentia-se diferente e não sabia como mudar essa condição que deixava o pai tão irritado. A mãe o agasalhava, aconchegava, mas, no fundo o menino sentia o medo da mãe de ver confirmado às palavras do pai.
O menino não queria ser diferente, mas era.
Até já tinha entrado na igreja e pedido, chorado  nos pés da estátua de nosso Senhor Jesus Cristo e implorado: Meu Jesus me faça ser normal.
O menino ainda não sabia o que era ser normal, mas, anormal sabia que ele era. Ouvira o pai dizer para mãe.
O menino escondia da mãe os xingamentos dos outros meninos na escola para não deixá-la triste. Já bastava o pai cobrando o tempo todo. A mãe era uma boa mulher, mas estava ficando muito confusa com tanta cobrança e descontava no menino e depois chorava e o colocava no colo e dizia: Desculpe, meu filho. Desculpe!
Um dia o pai chegara bêbado em casa e dissera para mãe: se essa “bichinha” me passar vergonha diante de meus amigos, você esqueça que eu tenho filho.
O menino sofria. O menino sofria muito e não sabia o que fazer. O menino tinha entre nove e dez anos e estava em um desespero adulto. Até já tentara falar com o padre da igreja, mas o padre dissera pra que ele rezasse não sei quantas ave Maria e pai e nosso. Ele rezou, mas não resolveu.
Um dia a mãe chegou mais cedo em casa e estranhou em não encontrar o menino. No lugar do menino encontrou um bilhete que dizia assim: Mãe, vou embora. Quando for normal, eu volto. Seu filho.
E o menino que tinha entre nove e dez anos descobriu o significado da palavra intolerância.
Enquanto isso o vereador Carlos Apolinário do Partido Democratas (DEM) propõe projeto que institui o Dia do Orgulho Hétero na cidade de São Paulo.
O antigo PFL mudou o nome para DEM no sentido de reforçar o vínculo simbólico entre o partido e a defesa da democracia.
Uau!
 

Marcha para Jesus vira ato contra união homoafetiva.

Um pequeno artigo de Ricardo Galhardo que vale uma reflexão enorme. Por isso republico...

(…) Entre os milhares de pessoas que participaram da marcha, os temas polêmicos também foram os assuntos principais. A reportagem do iG abordou um grupo de oito jovens que veio de Cidade Adhemar para a marcha e perguntou quais as opiniões deles sobre direitos homossexuais, homofobia, aborto e legalização da maconha. Com visual moderno, estilo emo, todos disseram ser contra a união civil de pessoas do mesmo sexo, aborto e legalização das drogas e defenderam os pastores que consideram o homossexualismo uma prática pecaminosa.
“Quem defende o homossexualismo e a maconha está aqui a serviço de Satanás”, disse o auxiliar de informática Natanael da Silva Santos, de 19 anos, que foi à marcha usando calça apertada, cinto de taxinhas e a tradicional franja emo. Enquanto a reportagem entrevistava os jovens, a aposentada Jovelina das Cruzes, de 68 anos, ouviu a conversa e fez uma intervenção.“Vocês estão falando sobre o que não conhecem. Meu sobrinho é gay e é um rapaz maravilhoso. Ótimo filho, muito educado, muito honesto e estudioso. Já o meu filho é machão e vive batendo na esposa, não respeita ninguém, não para no emprego.”
Quando Jovelina virava as costas para continuar a marcha Natanael, que não se deu por vencido, fez uma observação. “Cuidado, tia. Se o pastor escuta a senhora falando uma coisa dessas ele não deixa mais a senhora entrar na igreja”. E Jovelina respondeu. “Igreja é o que não falta por aí. Se me impedirem de ir em uma, vou em outra. Não tem problema.”
 

Recebemos da Carla Lopes, do Rio de Janeiro

Cara profa. Arísia Barros,

Ao receber esta mensagem sobre o Ìgbà- IV Seminário Afro-Alagoano: “Igualdade Racial é Para Valer?" que acontece nos dias 07 e 08 em União dos Palmares/Alagoas, fiquei emocionada e lembrei de nosso encontro no I Fórum Nacional da Consciência Negra na Educação: ‘Iká Kô Dogbá”: Os Dedos não São Iguais, em 2008. Já se passaram três anos, e a sua batalha pela implementação da Lei n. 10.639/03 continua aguerrida e sistemática. Parabéns!!!!
Não poderei estar presente, pois estarei a trabalho em Brasília, em outro seminário, mas vou estar torcendo e já estou divulgando nas redes sociais nas quais o PROGRAMA DE REFLEXÕES E DEBATES PARA A CONSCIÊNCIA NEGRA está inserido. Brevemente estaremos com um site no ar para troca de experiências e debates sobre a implementação da Lei.
Visite-nos no endereços abaixo:
Twitter: @programaRDCN e no
facebook: Programa de Reflexões e Debates para a Consciência
Negra http://www.facebook.com/pages/PROGRAMA-DE-REFLEX%C3%95ES-E-DEBATES-PARA-A-CONSCI%C3%8ANCIA-NEGRA-PRDCN/126330854108078
 

Os/as parlamentares do estado de Alagoas não enxergam Palmares..

Acompanho o trabalho do deputado  baiano Luiz Alberto faz um tempo, até já estive com ele na Câmara buscando espaços mais amplos para a visibilidade de Palmares (Os/as parlamentares do estado de Alagoas, ainda, não conseguem enxergar,politicamente, a milionária contribuição que o Quilombo dos Palmares trouxe para a construção da democracia brasileira)..
O grande deputado Luiz Alberto já participou , aqui em Alagoas, de dois dos nossos encontros afros e encantou platéias.
Quem sabe um dia, algum ou alguma parlamentar do estado que abriga a primeira República negra do Brasil saia do lugar comum e perceba a diversidade que existe em nós/
Ou ainda, acreditam na "democracia racial"?


Milton Santos será homenageado pelo Congresso Nacional no dia 28/06.

Deputado federal Luiz Alberto é proponente da sessão solene; morte de geógrafo baiano faz 10 anos
O intelectual, pesquisador, político, jornalista e geógrafo Milton Santos, que completará 10 anos de morte no próximo dia 24 de junho, será homenageado pelo Congresso Nacional brasileiro. A sessão em homenagem a um dos mais importantes intelectuais da história do Brasil será realizada no dia 28 de junho, às 10h, no plenário da Câmara dos Deputados em Brasília.
A sessão requerida pelo deputado federal baiano, Luiz Alberto (PT/BA), tem como objetivo realçar a importância de Milton Santos para a sociedade brasileira. Será uma forma de repercutir no parlamento as contribuições do geógrafo para o país.
A mesa da sessão será composta pelo governador da Bahia, Jaques Wagner, a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Luiza Bairros, o ministro da Educação (MEC), Fernando Haddad, o presidente da Fundação Palmares, Eloi Ferreira de Araújo, do ministro das Relações Exteriores, Antônio de Aguiar Patriota, os reitores das Universidades de Brasília (UNB), do Recôncavo (UFRB) e da Bahia (UFBA), José Geraldo de Sousa Junior, Paulo Gabriel Nacif e Dora Leal Rosa; e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.
Representações diplomáticas dos países onde Milton Santos atuou como professor, pesquisador e consultor, no período de 1964 a 1978, também marcarão presença na sessão solene. A saber: França, Portugal, Espanha, Tanzânia, Guiné Bissau, Senegal, Costa do Marfim, Mali, Nigéria, África do Sul, Japão, Venezuela, Costa Rica, México, Canadá e Estados Unidos.
Na ocasião, outras entidades também prestarão homenagem a Milton Santos: o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, o prefeito de Brotas de Macaúba, na Bahia, Litercílio de Oliveira Jr, cidade onde o geógrafo nasceu; a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Distrito Federal, os movimentos pela Igualdade Racial e em Defesa dos Quilombolas do Distrito Federal, os Institutos de Geografia, História, Sociologia e Ciências Sociais da UnB, os professores Fernando Conceição (grupo de pesquisa Permanecer Milton Santos, UFBA), Manoel Lemes (PUC/Campinas) e também de sua neta, Nina Santos, que representará a família durante a sessão
Biografia

A história e trajetória política e intelectual de Milton Santos reafirmam a importância da sua luta por justiça e igualdade, e da participação de homens e mulheres negras na construção do país.
Nascido em 3 de maio de 1926, ao longo da sua vida, escreveu 40 livros, foi co-autor de dezenas de outros e publicou artigos, foi articulista e editor em jornais brasileiros importantes, como Folha de São Paulo, Correio Braziliense e jornal A Tarde, da Bahia. Na década de 90, ganhou prêmios como o “Estação Cultural” e o Vautrin Lud (considerado o Nobel da Geografia).
Milton Santos dedicou toda a sua obra ao entendimento das supra e sobre-estruturas formativas das desigualdades entre os homens e as sociedades humanas ao redor do mundo.
Suas colocações transbordaram o âmbito da Geografia para se espraiar por outros domínios e usos quando, no início dos anos 90, a partir da Europa (França), se organizou um movimento para se contrapor à irracionalidade do financismo global – que marcou a nova fase do capitalismo a partir dos anos 1970, travestido de “globalização”.
 O trabalho de Milton Santos serviu de inspiração para o que, hoje, veio a se constituir como Fórum Social Mundial, o qual foi convidado a se associar como fundador.

 

 

Fonte: Naiara Leite

Governador, a emenda parlamentar tem prazo de validade:30 de junho.

A construção da estrada de acesso a Serra da Barriga , em Palmares, berço histórico da resistência negra é uma saga de idas, vindas e um incomensurável descaso político.
Os tortuosos caminhos que levam a construção do acesso a Serra da Barriga é recheado dos “disse-me-disse” protogonizado por personagens menores do poder estatal, alfabetizados na cartilha da hegemonia social, enquanto isso o poder patriarcal exercita o jogo do cultura-negra-eu-nem-te-ligo! Afinal, para o “governo-gente-que-faz-pela gente (?)” o povo de pele preta e parda e sua cultura , ainda, são  hospedes incômodos e desconfortáveis nas agendas políticas.
Para o “governo-gente-que-faz-pela gente (?)” o povo de pele preta e parda e sua cultura “exótica” são forasteiros, uma invisível multidão anônima.
Multidão que, mesmo anônima, decide eleição.
A estrada que leva a um importante capítulo da história do Brasil está rasgado pela chuva que desembaraça os nós da terra e escava pequenos lagos. Agora o lago se transformou em cratera.
O estado do “governo-gente-que-faz-pela gente (?)” não produz soluções políticas para a gente de pele preta e da miséria que estupra vidas, ainda meninas.
Os parlamentares que representam o estado nas três esferas do poder ignoram a excelência da democracia produzida na Serra da Barriga.
Os descendentes contemporâneos do Quilombo dos Palmares estão órfãos de representações políticas.
A República de Palmares conta histórias de heroísmo  de gente de pele preta para gentes de todas as cores. Na Serra da Barriga foi plantado um quilombo que desnudou para o mundo toda a riqueza da diversidade humana e, hoje, estamos sós, portando a roupa da invisibilidade social, apesar da enormidade de cifrões que pagamos para manter nossos representantes no poder.
Como construir a cultura da paz se o “governo-gente-que-faz-pela gente (?)” ignora a indiscutível marca da liberdade cerzida no Quilombo dos Palmares, como conteúdo transformador para a construção da democracia brasileira?
A paz do estado é branca. E orçamentária empregatícia e não laica. Política distributiva para gente-que-faz-pela-gente (!): filho, irmão, parentes próximos.
Ao ignorar Palmares, o “governo-gente-que-faz-pela gente (?)” ignora a cartilha da liberdade como sinônimo de igualdade.
Governador, a gente continua afirmando que construção da estrada da Serra da Barriga tem pressa. A emenda parlamentar tem prazo de validade,  vence em 30 de junho, daqui a sete dias.
Por favor, não ria disso!
 

Seminário “Ìgbà-Igualdade Racial é Para Valer?”, em Palmares, celebra Abdias Nascimento.

Acontece nos dias 07 e 08 de julho, no município de União dos Palmares, Alagoas o “Ìgbà- IV Seminário Afro-Alagoano: “Igualdade Racial é Para Valer?" tendo como um dos objetivos prestar homenagem a luta e memória de Abdias Nascimento considerado um dos maiores intelectuais do Movimento Negro Brasileiro, doutor honoris causa pelas Universidades de Brasília, do Rio de Janeiro, da Bahia , professor na Universidade de Nova York",ex-deputado federal e ex-senador da República, como também estimular a participação social compromissada com o entendimento de que o desenvolvimento sustentável do Brasil transita pelo pressuposto da legitimação de que a equidade humana exige igualdade racial, o respeito as diferenças.
Organizado pelo Projeto Raízes de Áfricas em parceria com o IPEAFRO, prefeitura de União dos Palmares (Secretaria de Turismo), Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Secretaria de Estado, da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, Instituto Magna Mater, Secretaria de Cultura de Maceió, Escritório da Fundação Palmares, em Alagoas, Polícia Civil, Sindicato dos Jornalistas do estado de Alagoas e parcerias individuais.
 O Seminário também evidencia o 07 de julho como Dia Nacional de Luta Contra o Racismo,instituído em 1978.

Programação
A programação do “Ìgbà-IV Seminário Afro-Alagoano: “Igualdade Racial é Para Valer?, que terá início na sexta-feira,07 de julho- Dia Nacional de Luta contra o Racismo foi dividida em dois dias.
Dia 07 de julho- Dia Nacional de Luta Contra o Racismo, no alto da Serra da Barriga, palco da resistência negra brasileira, onde foi criada a primeira república negra do Brasil, o Quilombo dos Palmares teremos a realização de um ato interreligioso e momentos de homenagens a memória e luta de Abdias Nascimento, com a presença de Elisa Larkin Nascimento,esposa de Abdias e coordenadora do Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros-IPEAFRO, do Presidente da Fundação Palmares, Elói Ferreira de Araújo,Areski Freitas, prefeito de União dos Palmares,Coordenação Nacional de Articulação das Comunidade Negras, Rurais e Quilombolas, dentre outras representações locais e nacionais, e a tarde do mesmo dia Elisa Larkin Nascimento e segmentos locais e nacionais presentes terão como pauta a elaboração de um cronograma com ações e metas para o planejamento do 13 de dezembro quando as cinzas de Abdias Nascimento serão depositadas, oficialmente na Serra da Barriga.
Segundo Elisa Larkin: “A família de Abdias Nascimento e o IPEAFRO, instituição que ele criou, marcaram o dia 13 de novembro para realizar o desejo dele, expresso em vida, de suas cinzas serem levadas à Serra da Barriga, local histórico da construção da vida em liberdade dos africanos e seus descendentes no Brasil e nas Américas.
Pessoas representativas de todos os setores do movimento social negro e de outras instâncias da sociedade civil manifestaram o desejo de participar desse momento de depósito dos restos mortais de Abdias na Serra da Barriga. Nosso desejo é acolher essas sugestões”.
O segundo dia do Seminário será reservado para as exposições e palestras sobre políticas públicas visando fazer valer a igualdade racial.
A primeira exposição será realizada por Leonor Franco de Araújo, gerente de programas da Secretaria de Políticas para as Comunidades Tradicionais/SEPPIR
com o tema “O Programa Brasil Quilombola como política promotora do
desenvolvimento sustentável”, após teremos a palestra:“A Lei nº 10.639/03 como fruto da luta anti-racista do Movimento Negro”, com as professoras doutoras Júlia Sara Accioly Quirino, Universidade Estadual de Alagoas e Nanci Helena Rebouças Franco, Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
O encontro marcará ainda a apresentação do “Diagnóstico para o Desenvolvimento Sustentável dos Remanescentes Quilombolas, em Alagoas”, por representante da Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos.
O estado de Pernambuco participará do “Ígbà” falando da conquista de implementação do Projeto de Turismo Étnico nas Comunidades Tradicionais de Terreiros e Quilombolas.
Lançado pelo Comitê Estadual de Promoção da Igualdade Étnicorracial (Cepir) e a Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), o projeto tem como foco desenvolver de maneira sustentável o turismo étnico no estado de Pernambuco. Aproximadamente 75 terreiros e 20 comunidades quilombolas serão incluídos nesse projeto no Estado.
O seminário será encerrado com uma Roda de Conversa.

Mais informações:
Para solicitar inscrição envie um e-mail para [email protected]
(82)8827-3656/3231-4201

Certificação: 20 horas

 

A família de Abdias Nascimento e o Ipeafro e o 13 de novembro.

A família de Abdias Nascimento e o Ipeafro e o 13 de novembro

A família de Abdias Nascimento e o Ipeafro, instituição que ele criou, marcaram o dia 13 de novembro para realizar o desejo dele, expresso em vida, de suas cinzas serem levadas à Serra da Barriga, local histórico da construção da vida em liberdade dos africanos e seus descendentes no Brasil e nas Américas.
Durante o velório, recebemos a proposta do movimento negro e da sociedade civil a proposta de se erguer um marco no local e de se plantar um pé de baobá. Na missa de sétimo dia rezada pela Ordem Terceira Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, em Salvador, surgiu a idéia de se plantar também um pé de iròkò. Nosso desejo é acolher essas sugestões.
Pessoas representativas de todos os setores do movimento social negro e de outras instâncias da sociedade civil manifestaram o desejo de participar desse momento de depósito dos restos mortais de Abdias na Serra da Barriga. Para nós será um conforto estar com nossos amigos, amigas, companheiras e companheiros.
 

Pai, começa o começo!

Pai, começa o começo!

Belíssimo texto de autor desconhecido que pesquei da Ângela Guedes na página do faceebok.

Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: - “pai, começa o começo!”.
O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.
Meu pai faleceu há muito tempo (e há anos, muitos, aliás) não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, “começar o começo” de tantas cascas duras que encontro pelo caminho.
Hoje, minhas “tangerinas” são outras. Preciso “descascar” as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios. Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis...
O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levam a pedir ajuda a Deus, ou como quer que se o conceba, que nunca morre e sempre está ao nosso lado. O Pai do Céu é eterno e Seu amor é a garantia das nossas vitórias.
Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus: “Pai, começa o começo!”. Ele não só “começará o começo”, mas resolverá toda a situação para você.
Não sei que tipo de dificuldade eu e você estamos enfrentando ou encontraremos pela frente neste ano. Sei apenas que vou me garantir no Amor largo de Deus para pedir, sempre que for preciso: “Pai, começa o começo!”

 


 

Comercial (82) 3313.6040 (82) 99812.2189 [email protected]
Redação (82) 3313.2162 (82) 99664.2221 [email protected]