Raízes da África

Médica é condenada a indenizar vítima de racismo em R$ 10 mil.

O racismo é arrogante e por isso exige  sanções enérgicas. Parabéns ao promotor João Rodrigues Neto, responsável pela denúncia do caso relatado abaixo:

 

Racismo no aeroporto de Aracajú: Médica é condenada a indenizar vítima de racismo em R$ 10 mil
A médica Ana Flávia Pinto Silva foi condenada pelo Tribunal de Justiça de Sergipe a pagar R$ 10 mil de indenização ao funcionário da Gol, Diego José Gonzaga, informou o site Emsergipe. Em outubro de 2009, no Aeroporto Santa Maria, em Aracaju, um vídeo feito por celular e divulgado pela internet mostrou Ana Flávia chamando Diego de 'nego', 'morto de fome' e 'analfabeto', além de humilhar outros funcionários da companhia aérea por ter chegado atrasada para o check-in de um vôo para a Argentina, onde passaria lua-de-mel.
Segundo decisão tomada esta manhã pela 3ª Vara Criminal do Fórum Gumercindo Bessa, a médica também não poderá sair de casa após às 22h durante dois anos e, neste mesmo período, não poderá sair do estado por mais de 30 dias.
- Entendemos que houve justiça. Ela terá que indenizar a vítima além de sofrer com sanções perante a sociedade – disse o promotor João Rodrigues Neto, responsável pela denúncia.
O caso aconteceu no saguão do aeroporto e provocou revolta em movimentos negros de Sergipe. Segundo a delegada Georlize Teles, Delegacia de Grupos Vulneráveis, que investigou o crime, o vôo para a Argentina estaria programado para sair por volta das 5h e a passageira teria chegado ao balcão para fazer o check-in trinta minutos antes.
O boletim de ocorrência relata que Ana Flávia teria invadido o espaço destinado aos funcionários da companhia aérea após ser informada de que não poderia embarcar. Em depoimento à polícia, o supervisor da Gol disse que a médica teria ficado descontrolada e gritado que a viagem para a Argentina seria de lua de mel. Em seguida, ainda de acordo com o depoimento do funcionário da companhia aérea, ela passou a quebrar objetos do balcão da empresa e a jogar papéis no chão.
- O fato nunca será esquecido, a humilhação foi grande, mas fico feliz por houve justiça. Tenho certeza que ela vai pensar duas vezes antes ofender alguém, ela vai pagar pelo que fez. Que isso sirva de lição para as outras pessoas – disse Diego.
Na ocasião, em nota, a médica disse que "o episódio foi fruto de um somatório de circunstâncias as quais me afetaram emocionalmente, induzindo-me a uma situação de extremo estresse" e que "minhas atitudes, em nenhum momento, foram revestidas de qualquer tipo de preconceito contra quem quer que seja". Ela ainda acrescenta que fez o check in "'depois de uma noite atribulada em razão do estresse, ansiedade e desgaste físico relacionados às fases antes, durante e pós núpcias". No fim do texto, a médica ainda pedia "desculpas ao funcionário da Gol , Diego José Gonzaga, e a toda sociedade sergipana pelo lamentável episódio".

http://www.geledes.org.br/racismo-preconceito/casos-de-racismo/racismo-no-brasil/10249-racismo-no-aeroporto-de-aracaju-medica-e-condenada-a-indenizar-vitima-de-racismo-em-r-10-mil

 

A Carla insiste. Dá para responder a pesquisa?

[email protected],
A Carla Cris Campos, da Universidade do Rio de Janeiro está fazendo uma pesquisa de campo para o Trabalho de Conclusão de Curso-TCC e precisa que pessoas, como você, responda essa pesquisa abaixo.

Galera, tô fazendo uma pesquisa para minha monografia.
Preciso que respondam esse questionário que demora menos de 1 minuto clicando no link: http://www.surveymonkey.com/s/D8QCMYM
Preciso de 500 respostas, e estou mto longe disso

Help me!!!!

Carla Cris Campos.

 

Caso não consiga acessar entre em contato com a Carla no e-mail [email protected]

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Uma carta de Elisa Larkin, esposa de Abdias Nascimento.


COMUNICAÇÃO AOS PRESENTES NA SERRA DE BARRIGA HOJE, DIA 07 DE JULHO DE 2011.

Às autoridades oficiais e aos representantes do movimento social reunidos em União de Palmares para homenagear Abdias Nascimento, saudações!
Tive ocasião de cumprimentá-los individualmente em correspondência que a coordenadora do Instituto Magna Mater, Patrícia Mourão, teve a gentileza de levar daqui do Rio de Janeiro para vocês. Venho por meio de esta comunicar-lhes o seguinte.
A intenção do meu marido era de ser cremado e os seus restos mortais levados à Serra da Barriga, local histórico de Palmares, a primeira república livre das Américas. A família vai realizar esse desejo dele no dia 13 de novembro.
No velório do corpo dele, ativistas do movimento social negro no Brasil externaram o desejo de participar desse momento. No velório e na missa de sétimo dia realizado em Salvador, surgiram as sugestões de se plantar um pé de baobá e um pé de iròkò e de se criar um marco identificando o local. Surgiram sugestões de várias fontes no sentido de se reunir pensadores, ativistas e artistas para um momento de reflexão sobre o legado de Abdias nas diversas áreas em que atuou. Várias entidades e personalidades do Brasil e do exterior se manifestaram no sentido de participarem da cerimônia.
A família e o Ipeafro querem atender a esse apelo da sociedade civil e vêm se engajando na busca de formas de apoiar e viabilizar o desejo expresso pelo movimento social. A Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN) e o Fórum Nacional de Performance Negra são duas organizações de âmbito nacional cuja direção se manifestou em apoio à proposta e se dispôs a ajudar a convocar esse evento. O Projeto Raízes de Áfricas, de Alagoas, vem atuando forma firme e competente no empenho de adiantar a iniciativa. O Ipeafro já comunicou à ministra Luíza Bairros, da Seppir, e ao presidente da Fundação Cultural Palmares Elói Ferreira, a intenção manifestada por setores do movimento negro de se realizar essa iniciativa, indagando sobre as possibilidades de apoio financeiro desses órgãos.
O Ipeafro não se considera realizadora dessa iniciativa; apenas quer colaborar com os setores do movimento negro que a propõem. Nesse sentido, caso seja interessante, o Ipeafro poderia aceitar participar da convocação ao lado dos parceiros. Mas o Ipeafro não tem condições nem considera que seja o seu papel assumir a realização da iniciativa.
Instituição criada por Abdias Nascimento, o Ipeafro é o guardião de seu acervo. Nessa qualidade, o Ipeafro tem conhecimento e experiência próprios na realização de eventos como a exposição Abdias Nascimento Memória Viva (Rio, Brasília e Salvador, 2004-2006) e o Colóquio Internacional Ancestralidade Africana e Cidadania: o Legado de Abdias Nascimento (2004). Nesse sentido, está à disposição para colaborar com a sociedade civil e o movimento social na formatação e o planejamento do evento caso seja oportuno.
Atendendo à solicitação de Arísia Barros, coordenadora do Projeto Raízes de Áfricas, o Ipeafro encaminhou a ela e à coordenadora do Instituto Magna Mater, Patrícia Mourão, uma primeira proposta de programação e uma planilha com previsão de itens de despesas para viabilização do evento. Trata-se de um esboço para discussão entre os parceiros. Espero que seja útil para vocês na reunião de hoje.
Por razões administrativas os representantes da ABPN e do Fórum Nacional de Performance Negra não puderam comparecer hoje à homenagem e à reunião. Estou copiando a presente correspondência à direção de cada um desses parceiros da sociedade civil em âmbito nacional. Espero que ambas possam desempenhar papéis fundamentais na convocação do evento, na constituição e coordenação das mesas, nas leituras de textos e de outras formas que virem a propor.
Desejo a vocês um ótimo dia e lamento a impossibilidade de minha presença nessa homenagem que Alagoas e o Brasil realizam à memória de meu esposo no dia de hoje no alto da Serra da Barriga. Sei que ele está - como eu também estou – ao lado de vocês em espírito e energia nesse momento.
Axé!

Atenciosamente,

Elisa Larkin Nascimento, Ph.D.
Viúva de Abdias Nascimento
Diretora do Ipeafro
 

Quer ajudar a Carla? Responda a pesquisa abaixo.

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A Carla Cris Campos, da Universidade do Rio de Janeiro está fazendo uma pesquisa de campo para o Trabalho de Conclusão de Curso-TCC  e precisa que pessoas, como você, responda essa pesquisa abaixo. Caso não consiga abrir entre em contato com a Carla pelo e-mail [email protected]
 Dá para ajudar a Carla?

Amigos gostaria de pedir que vocês ajudassem na minha pesquisa, respondendo ao questionário de apenas 1 minuto cujo link é: http://www.surveymonkey.com/s/ D8QCMYM">Click here to take survey
 

"Aqui os quilombolas vivem aterrorizados, trancados em suas casas, silenciados pela opressão (...)

Comentando: Os milhares de pobres e pretos ainda são hóspedes indesejados no  Brasil miscigenado. Até quando?

Quilombola é morto por policial dentro de casa no Quilombo de Volta Miúda - Cara
 velas BA.


sexta-feira, 8 de julho de 2011


Mais uma denúncia de Racismo e extermínio do povo negro: Quilombola é morto por policial dentro de casa no Quilombo de Volta Miúda - Caravelas BA
Em pleno São João, dia 24 de junho, quando o nordeste voltava sua atenção para as festas juninas, um fato grave não ocupou nossa mídia: o quilombola Diogo de Oliveira Flozina, 27 anos, pai de 2 filhos, teve sua casa invadida por 3 policiais a paisana que chegaram na comunidade de carro comum em pleno meio dia. Testemunhas da comunidade que não desejam se identificar, pela gravidade das ameaças que sofrem, disseram que os policiais mataram Diogo por volta de 12:30h e que ficaram na casa com ele até 14h, quando uma viatura chegou para levar o corpo. Nessas horas que a polícia estava na comunidade, um menor de 15 anos foi espancado e ameaçado de morte por se aproximar do local, que os policiais mantiveram isolado de outras pessoas.
A viatura então seguiu para o município de Nova Viçosa, para um bairro onde já existem ocorrências de tráfico de drogas; depois seguiram para o hospital de Teixeira de Freitas, lá e na delegacia o corpo foi apresentado como de um traficante. O boletim de ocorrência consta que o rapaz foi morto depois de uma batida policial com trocas de tiro numa boca de fumo em Nova Viçosa.
O Quilombo de Volta Miúda, assim como outros da região, vive conflitos permanentes com polícia e empresas de eucalipto e carvão. A comunidade acredita que Diogo foi morto por estar extraindo carvão e incomodando os interesses das empresas do ramo.
"Aqui os quilombolas vivem aterrorizados, trancados em suas casas, silenciados pela opressão, eu coloco minha boca no mundo, mas sei que posso morrer a qualquer momento por isso, precisamos de ajuda!" relata um quilombola que não deseja se identificar.
O quilombo de Volta Miúda é certificado pela Palmares, tem 120 famílias em estado de preocupante pobreza e sobrevivem com muito sacrifício por conta da dominação das empresas de eucalipto. Na região, vive em conflito com polícia e empresários, além da Volta Míúda, cerca demais 7 comunidades que se sentem isoladas, sem apoio e cobertura nenhuma dos poderes públicos.
O Quilombo de Volta Miúda pede socorro, antes que outras tragédias aconteçam!
A Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia tem obrigação de por fim ao racismo policial que extermina nosso povo, prender os assassinos de Diogo e exonerar seus superiores!
Os organismos de Direitos Humanos e de Igualdade Racial devem obrigatoriamente nos assegurar cobertura, proteção e reparação em caráter emergencial para além de suas justificativas burocráticas e de gabinetes!

Ata de Reunião para construção das homenagens a Abdias Nascimento.

Ata da Reunião de construção da solenidade de deposição das cinzas do jornalista, ativista negro e ex-senador Abdias Nascimento, falecido no dia 27 de maio de 2011, no Rio de Janeiro.

Reunidos no dia 08 de julho de 2011, no gabinete do prefeito Areski Freitas de União dos Palmares, (AL), integrantes do movimento social negro, ONGs, gestores das três esferas de governo discutiram sobre propostas de ações e mobilização visando as homenagens à memória e luta do maior líder negro brasileiro do século 20, jornalista, poeta, artista plástico ex-senador Abdias Nascimento, no dia 13 de novembro, quando serão depositadas as cinzas do ativista, no platô da Serra da Barra.
A reunião, parte integrante do Ígbà- IV Seminário Afroa-alagoano: Igualdade Racial é para Valer?, surgiu de uma articulação do Projeto Raízes de Áfricas com o IPEAFRO Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros, com sede no Rio de Janeiro e coordenado por Elisa Larkin Nascimento, viúva de Abdias Nascimento.
Segundo a coordenadora do Projeto Raízes de Áfricas, Arísia Barros:” a continuidade de realização do Ígbà, em sua quarta edição e que na língua yorubá quer dizer encontro, pensou a reunião como ferramenta agregadora para discutir idéias e ações, como também despertar a consciência contemporânea sobre o conceito da igualdade baseado nas diferenças”.
 A secretária de Turismo de União dos Palmares, Isabel Padilha, deu as boas vindas aos presentes, afirmando que foi muito bom que todos tenham visto a realidade local se referindo às péssimas condições das estradas que dão acesso à Serra da Barriga, que dificultam o desenvolvimento do turismo étnico. A secretária disse que a Prefeitura não pode divulgar a Serra como destino turístico se não existem condições de acesso nem infra-estrutura, afirmando que é preciso o apoio de todos, e pediu desculpas pelo desabafo. O secretário de Cultura do município, Elson David, informou que desde 2009 o município instituiu novembro como o mês da Consciência Negra, dialogando com os movimentos culturais de União e com o governo do Estado, promovendo atividades durante todo o mês. Também revelou que no mês de abril já apresentou ao presidente da Fundação Palmares o projeto do Mês da Consciência Negra 2011, além de um Termo de Cooperação Técnica no gerenciamento da Serra da Barriga, justificando que é impossível que a Serra esteja em União dos Palmares e o município não possa interferir no seu gerenciamento.
Após a fala do secretário de Cultura, a coordenadora do Projeto Raízes de Áfricas, Arísia Barros saudou aos e as presentes e anunciou a presença do adido cultural de Angola no Brasil, José Carlos Lamartine e concedeu-lhe a palavra para seu pronunciamento.
José Carlos Lamartine agradeceu o convite do Projeto Raízes de Áfricas para estar presente à homenagem a Abdias Nascimento. O adido disse reconhecer que União tem muitos problemas, mas é preciso haver ação para que pessoas se mobilizem em volta da Serra da Barriga. Afirmou que a construção do Brasil só foi possível graças a Serra da Barriga e que com sacrifício e apoio de todos, a Serra da Barriga poderá crescer e se transformar no mundo dos sonhos, não de benesses e doações, mas de construção, onde cada homem e cada mulher se sinta no direito de colocar sua pedra. Lamartine disse que enquanto representante de Angola está certo da contribuição que seu país poderá dar a União e à Serra, por meio dos laços que unem Angola e o Brasil.
Logo depois, Arísia Barros repassou e solicitou a presidente do Instituto Magna Mater, Patrícia Mourão, que lesse a carta enviada pela viúva de Abdias Nascimento, Elisa Nascimento. Na carta, Elisa explica os motivos de sua ausência no Ìbgá – IV Seminário Afro-Alagoano Igualdade Racial é pra valer?
Comunica que: “ infelizmente, estou sem condições de saúde para viajar a Alagoas e comparecer à homenagem à memória de meu falecido esposo no alto da Serra da Barriga. Com uma gripe forte e infecção de ouvido, não tenho condições físicas de realizar a viagem.
Desde já transmito minhas saudações a todos(as) nossos(as) parceiros(as) e a todas as autoridades locais, estaduais e nacionais que se comprometeram em comparecer.
Os parceiros do IPEAFRO na convocação do seminário previsto para os dias 11 e 12 de novembro, representando a cultura e o pensamento negros em âmbito nacional, são a Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN) e o Fórum Nacional de Performance Negra. Com a presença da coordenadora do Projeto Raízes de Áfricas, Arísia Barros e a de outros ativistas do movimento social negro de Alagoas, forma-se o conjunto da sociedade civil que convoca o Seminário. Considero que o IPEAFRO esteja presente por meio dos documentos que enviarei pela coordenadora do Instituto Magna Mater, Patrícia Mourão.
Espero que seja frutífero este primeiro encontro nosso, na qualidade de convocadores do evento - Ipeafro, Projeto Raízes de África, ABPN e Fórum Nacional de Performance Negra - com os possíveis apoiadores do evento, entre eles a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e a Fundação Cultural Palmares, bem como as universidades e as autoridades municipais e locais de Alagoas, Maceió e União dos Palmares.
Minhas saudações a todos(as) e a cada um(a) dos representantes de nossos parceiros(as) presentes no seminário "Ìgbà, Igualdade Racial é Para Valer?"
Tenho toda a certeza do sucesso do seminário e do grande significado do ato no alto da Serra da Barriga.
Axé! Um abraço”

Junto com a carta, a viúva de Abdias apresenta uma sugestão de programação e planilha para discussão, que compreende um seminário acadêmico com o título “Reflexões sobre o legado de Abdias Nascimento”, nos dias 11 e 12 de novembro, com apresentação de trabalhos, conferências, exposição de fotos e da produção literária deixada por Abdias. No dia 13 seria o encerramento da programação com a solenidade de deposição das cinzas, com a plantação de mudas da planta baobá e iroco. A proposta do seminário prevê a participação de estrangeiros, o que será necessário também a utilização de tradução simultânea passagens aéreas, inclusive internacionais, hospedagem e alimentação. Leonor Araújo, gerente de programas da Secretaria de Políticas para as Comunidades Tradicionais/SEPPIR, demonstrou preocupação com os recursos necessários para dar conta do seminário e da estrutura para a solenidade na Serra. No seu entendimento, a proposta apresentada pode ser alterada em sua dimensão no sentido de viabilizar a realização. Elson David observou que o fato de se pensar em um seminário acadêmico pode favorecer uma parceria com a Universidade Federal de Alagoas. Sobre o assunto, Arísia Barros lembrou que Elisa Nascimento, viúva de Abdias e coordenadora do Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros-IPEAFRO, já demonstrou o desejo de fazer contato com a reitora da Ufal, Ana Deise. O sociólogo Carlos Martins ressaltou que a vice-reitora eleita recentemente, Raquel Rocha é uma pessoa sensível a temática da igualdade racial. Já o ativista Gilberto Leal, do Núcleo Cultural Níger Okan (Salvador-Bahia), disse que pensou em uma grande conferência sobre Abdias, com temas específicos a seu respeito. Em suas considerações, Gilberto Leal disse que se o evento for só acadêmico ficará muito repetitivo. No dia 13, na Serra seria um ato político. O representante da Secretaria da Mulher, dos Direitos Humanos e da Cidadania, Amaurício de Jesus, propôs que fosse feita a leitura da planilha enviada por Elisa Nascimento, para que os participantes da reunião analisem e definam uma contraproposta. A secretária de Turismo, Isabel Padilha, que a exemplo do secretário de Cultura Elson David, inicialmente defendeu a realização do seminário em União dos Palmares, disse que mesmo o evento sendo em Maceió, poderia se optar por uma exposição fotográfica, com documentários sobre Abdias e livros de sua autoria, junto com palestras em um dia e no dia seguinte seria a solenidade das cinzas. Filomena Félix, representando o grupo de articulação do Fórum de Entidades Negras de Alagoas (Fenal), questionou se os participantes podiam realmente mudar a proposta enviada por Elisa Nascimento e se corria o risco de haver mudança e a viúva de Abdias querer manter a sua proposta. Já a professora Nancy Helena Rebouças Franco, da Ufal, também deu parecer contrário à realização de um seminário com formato acadêmico. Justificou que não se pode pensar o mundo só do ponto de vista da Universidade e que o seminário precisa ter um formato em que todos possam participar. No entanto, é preciso pensar em um evento grande porque Abdias era grande e vai atrair pessoas de várias partes do mundo. Nesse ponto, ela concordou com um seminário que compreenda palestras, exposição fotográfica, de livros e documentários. Patrícia Mourão observou que está se pensando em dois eventos distintos: um é a solenidade das cinzas, onde a Elisa e a família vem de qualquer jeito, e o movimento negro nacional pode participar. Já o seminário deve ser mais aberto. Leonor Araújo, da Seppir, considerou que para o governo federal deslocar uma equipe durante três dias é muito difícil. Ela reconhece que o tributo a Abdias é prioridade, mas alertou para o tamanho do seminário argumentando que não dá para assumir compromisso sem saber se vai ter recursos financeiros suficientes para as despesas. Enquanto gestora, ela entende que é preciso envolver pessoas do Estado, da União e do município de União dos Palmares. Demonstrou preocupação principalmente com a infra-estrutura do dia 13 de novembro e concluiu afirmando que o ideal é ter dois grupos de trabalho, sendo um grupo para cada evento. Elson David acrescentou que para a realidade de União dos Palmares, poderia se pensar uma programação incluindo no dia 11 uma exposição de fotos e livros; dia 12 uma conferência e no dia 13 a homenagem na Serra da Barriga. Disse ainda que enquanto Prefeitura de União precisa saber o que a Elisa pede. Carlos Martins questionou sobre o fato da ABPN não estar presente. No seu entendimento, a programação já foi construída com a participação da ABPN e é necessário saber o que a entidade tem de estrutura a oferecer. Amaurício de Jesus informou que o movimento religioso de matriz africana já demonstrou interesse de participar do evento, inclusive está construindo uma proposta para apresentar, e sugeriu que também é preciso pensar na participação da Juventude. Com relação ao local para realização do seminário, Alex Porfírio, também representante da articulação do Fenal, sugeriu o Centro de Convenções de Maceió que dispõe de espaços suficientes para exposições, feiras e palestras para um grande número de pessoas. Gilberto Leal avaliou que pelo foco das discussões foi definida a seguinte proposta: realização de dois eventos: um em Maceió e outro em União, na Serra da Barriga. Um seminário em Maceió, que ele propôs abrir com uma conferência magna no dia 11 e exposição sobre a vida e obras de Abdias. No dia 12 seriam realizadas palestras, onde uma das mesas poderia abordar a “ Peregrinação de Abdias pelo mundo”, com palestrantes falando sobre a vida de Abdias no exterior, outro falando sobre a sua trajetória no Brasil, um outro abordando a produção literária do ex-senador. Nesse sentido, Gilberto propôs que seja feito um levantamento de que setores estariam representados neste processo, contemplando a participação de pessoas que venham de fora do Brasil. Ressaltou que entende a preocupação de todos com os recursos financeiros e que é preciso ter uma planilha de custos mais detalhada onde fique mais evidente o que vai precisar de financiamento, inclusive se haverá despesas com hospedagens e passagens. Também é necessário se levantar as fontes de recursos, como administração direta, indireta, Petrobras, entre outras. Firmou que além dos parceiros apontados por Elisa Nascimento, é preciso saber que outros é possível incluir. Com relação à solenidade das cinzas, na Serra da Barriga, no dia 13 de novembro, Gilberto considerou muito boa a idéia de plantar o baobá, tanto fertilizando uma árvore como plantando várias, seguido de falas das representações presentes com tradução e a leitura de um manifesto (tributo) a Abdias, um documento único, além de poesias e uma exposição também na Serra dos livros de Abdias que pode ser a mesma apresentada em Maceió, e que seria levada para a Serra. Todos entenderam que essa foi a proposta construída na reunião. Leonor Araújo lembrou que é preciso definir qual a entidade que vai ficar à frente para buscar recursos. Arísia Barros sugeriu o Instituto Magna Mater. Patrícia Mourão, presidente da entidade, colocou o instituto à disposição, contanto que ela não fique à frente. Leonor observou que nenhum órgão do governo federal pode repassar recursos para ONGs, e sim executar um serviço, por isso a planilha de custos é importante. Ailton Ferreira, secretário da Reparação de Salvador (BA), sugeriu à Prefeitura de União dos Palmares a criação de uma comenda Abdias Nascimento, para ser entregue no dia 13 de novembro a pessoas que se destacam na luta pela igualdade racial. Ele também informou que o Estado da Bahia está organizando um grande evento para marcar o Ano Internacional dos Afro-descendentes, nos dias 17, 18 e 19 de novembro, com pessoas de vários países e sugeriu que é possível dialogar com o governo federal e o governo da Bahia no sentido de tentar incluir os dois eventos em um projetão, talvez facilitando a questão de recursos. No final dos trabalhos foram definidas duas comissões para dar prosseguimento às discussões, planejamento e realização do seminário e da solenidade na Serra da Barriga, incluindo gestores federais, estaduais e municipais além de representantes do movimento social negro. Na grande comissão ficaram representação da Prefeitura de União dos Palmares, Governo do Estado, Fundação Cultural Palmares, Projeto Raízes de África, Secretaria de Reparação de Salvador, Fenal, Movimento Religioso, Cojira-AL, Conen (entidade do Gilbeto Leal). Já a Comissão Operacional está formada por Arísia Barros ( Projeto Raízes de África); Amaurício de Jesus (Secretaria de Estado da Mulher) e Isabel Padilha (Secretaria de Turismo de União dos Palmares).
A comissão ficou responsável pela elaboração de um projeto com a proposta definida na reunião.

União dos Palmares, 08 de julho de 2011

Valdice Gomes, com acréscimos de Arísia Barros

 

Abdias Nascimento é homenageado na Serra da Barriga.

Uma solenidade marcada por discursos emocionantes homenageou a memória e luta do jornalista, dramaturgo, poeta, artista plástico e ex-senador Abdias Nascimento, um dos maiores expoentes da cultura negra no Brasil, falecido no dia 27 de maio deste ano, aos 97 anos, no Rio de Janeiro, na manhã da quinta-feira, 07 de junho, Dia Nacional da Luta contra o Racismo, durante a abertura do Igbá IV Seminário Afro-Alagoano – Igualdade Racial é pra valer? , no alto da Serra da Barriga, em União dos Palmares.
 O ato promovido pelo projeto Raízes de África, em parceria com gestores das três esferas de governo, teve início com um minuto de silêncio a Abdias, seguido da execução do Hino Nacional brasileiro pela Banda da Polícia Militar. A solenidade foi marcada por falas emocionadas reverenciando o homenageado. Arísia Barros, organizadora do Seminário, destacou a importância de Abdias Nascimento na luta contra o racismo, por liberdade, democracia, igualdade racial e justiça social no Brasil e no mundo.
Presente ao ato, o presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira, ressaltou que Abdias deu uma contribuição extraordinária, como militante, agente público, político e cidadão por um mundo mais justo e mais igualitário. “O sonho que Abdias acalentou é o legado que ele nos deixou para dar continuidade”, enfatizou. Eloi Ferreira disse ainda, que em sua gestão à frente da Fundação Cultural Palmares, vai dar uma atenção especial à Serra da Barriga, e firmou o compromisso de no início de agosto voltar a Alagoas com tempo para se reunir com representantes do Movimento Negro Alagoano.
Também estavam presentes na solenidade, o prefeito de União dos Palmares, Areski Freitas; a gerente de programas da Secretaria de Políticas para as Comunidades Tradicionais/SEPPIR, Leonor Franco de Araújo; a secretária adjunta da Mulher, dos Direitos Humanos e da Cidadania, Nádja Lessa; além de gestores estaduais e municipais; convidados como o secretário da Reparação de Salvador, Ailton Ferreira e Gilberto Leal, da CONEN/Bahia; religiosos, ONGs e do movimento social negro.
 Arísia Barros enfatizou as dificuldades de acesso à Serra da Barriga devido às péssimas condições das estradas. Ela cobrou providencias das autoridades competentes, lembrando que a estrada da Serra da Barriga não é só uma questão de Alagoas, mas também, do governo federal, que precisa dar as respostas necessárias para a solução do problema.
A situação da estrada foi motivo de reclamação e indignação de todos os participantes da solenidade. Os convidados só tinham como opção para chegar ao pé da serra pela Usina Laginha, pois o caminho normalmente utilizado, passando terras do ex-governador Manoel Gomes de Barros se encontra totalmente intransitável, segundo informações da Prefeitura de União dos Palmares. No entanto, mesmo pelo acesso da Usina Laginha, em alguns trechos é impossível a passagem de carros de pequeno porte, apenas veículos com tração nas quatro rodas.
Quem tentou chegar de carro até o pé da serra, teve que desistir. Vários veículos ficaram pelo caminho e os ocupantes só conseguiram chegar à solenidade em um ônibus da Prefeitura adaptado para enfrentar as condições adversas da estrada.
A presidenta do Instituto Magna Mater, Patrícia Mourão, foi portadora de uma carta enviada pela viúva de Abdias Nascimento, Elisa Nascimento, justificando a ausência na solenidade devido a uma enfermidade e saudando os presentes ao ato. Patrícia Mourão disse, ainda, que Elisa Nascimento está muito empenhada em concretizar o desejo de Abdias, expresso em vida, de que suas cinzas sejam depositadas na Serra da Barriga, ato que acontecerá no dia 13 de novembro.
 

O IV Ìgbà e o desafio de escalar os buracos que nos levam a Palmares.

A Serra da Barriga é considerada um dos maiores patrimônios da cultura negra do mundo, mas é íngreme a subida para Serra da Barriga de Áfricas, localizada em Palmares, Alagoas.
A subida da Serra por entre a floresta de cana-de-açúcar que encobre os dois lados da estrada e as belas paisagens, em dias invernosos é um percurso sinuoso e estreito que põe à toda prova a resistência física.
Realizar o ato interreligioso na manhã do dia 07 de julho, Dia Nacional de Luta Contra o Racismo, no alto da Serra em homenagem a Abdias Nascimento, como parte integrante do Ìgbà- IV Seminário Afroalagoano: Igualdade Racial é Para Valer? foi um desafio e tanto: lama, atolamento, derrapagens e etc e tal. 
Difícil foi a travessia debaixo de uma fina garoa e a pé por entre lagoas formadas ao longo do caminho que nos levam ao Parque Memorial Quilombo dos Palmares,.
Não contávamos com a água caída na noite anterior lavando a terra , encharcando-a de impossibilidades. Os carros pequenos e alguns ônibus se revezavam auxiliando o desatolar dos veículos que apesar do esforço não conseguiram subir. A solução foi providenciar um ônibus mais robusto da Secretaria de Educação do município de União do Palmares. Foi um desafio completo.
Vencida as dificuldades,  os desníveis e problemas da estrada chegamos ao Parque e marcando o inicio da solenidade o público fez-se   um minuto de silêncio em memória a luta e história de Abdias Nascimento.
Após a Banda da Polícia Militar do estado de Alagoas abriu oficialmente as solenidades com a execução do Hino Nacional.
A coordenadora do Projeto Raízes de Áfricas, Arísia Barros, o presidente da Fundação Palmares, Elói Ferreira, Patrícia Mourão, coordenadora do Instituto Magna Mater e Areski Freitas, prefeito de União dos Palmares fizeram os pronunciamentos do dia.
Ausência sentida foi de Elisa Larkin que devido ao quadro infeccioso de sinusite e otite ficou impossibilitada de viajar.
Patrícia Mourão foi portadora   de algumas lembranças que a viúva de Abdias enviou para as autoridades presentes e  uma carta se desculpando pela ausência.
A cerimônia da manhã contou com a participação de 60 pessoas dentre elas a secretária de turismo de União dos Palmares, Isabel Padilha, Leonor Franco de Araújo- Ministério da Igualdade Racial,Ailton Ferreira dos Santos, Secretário Municipal da Reparação de Salvador (Semur),Gilberto Leal (CONEN/BAHIA), Elson Davi da Silva Cardoso, Secretário de Cultura de União dos Palmares,dentre outros.
 

Piedade, Senhor. Tende Piedade!

Eu vi o menino dormindo ao Deus dará, dentro de um short azul, uma camisa branca e um boné vestindo os cabelos carapinhas da ação ardida do sol das 10 horas da manhã.
Dormia com o rosto crispado pela pobreza, agarrando em um das mãos um cachimbo para uso de droga, na outra um terço. No sono do menino presenciamos a peleja entre Deus e o diabo.
Eu vi o menino dormindo às 10 horas da manhã, ao Deus dará , numa calçada qualquer de um bairro nobre da cidade de Maceió, uma capital que nem tão pobre é, mas seu povo disputa a tapas e com armas de todas as cores e calibres, as migalhas da miséria como reflexo da ausência de políticas públicas.. O menino era um desses que a gente nem percebe de tão normal que já é vê-los na rua. Naturalizamos em nossa alma necrosada pela indiferença a miséria de tantos e muitos. Meninos e meninas pretas, então...
O menino que dormia um sono entrecortado de incertezas tinha a pele preta. A mão esquerda do menino de pele preta se agarrava ferozmente a um terço, como a proteger-se do rosário de nada ser. O menino de pele preta que se agarrava a um terço como a rogar piedade por morar em ruas descobertas de proteção, partilhava de angústia e sofrimento adulterizados, já na infância.
A ação do menino em agarra-se a um terço enquanto dormia talvez viesse como lembrança de ensinamentos familiares. Talvez, um dia, o menino tenha freqüentado a crença da família e descoberto o terço, mas aí o crack o descobriu e passou a ser o alimento do corpo. O espírito, entretanto, ainda, agarrava-se ao terço como a suplicar por salvação.
Porque vagam pelas ruas meninos que deveriam estar na escola, no conforto do seio familiar?
O menino tem a rua como residência. Na rua encontrou o crack, mas, como um desses grandes mistérios de vida, o menino que dormia às 10 horas da manhã embaixo de um sol a pino,com a pele encardida pela indiferença humana tem fé.
A fé dos pequeninos.
Piedade, Senhor. Tende Piedade!
 

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O Ìgbà- IV Seminário Afro-Alagoano: Igualdade Racial é Para Valer? tem inicio previsto para às 9 horas do dia 07 (quinta-feira), Dia Nacional de Luta Contra o Racismo. Já no dia 08 de julho a programação inicia as 08 horas, com término às 16 horas.
O Ìgbà- IV Seminário Afro-Alagoano: “Igualdade Racial é Para Valer? surge como ferramenta contínua de comunicação, e busca a partir ato interreligioso, no alto da Serra da Barriga/Parque Memorial Quilombo dos Palmares/AL prestar homenagem a um dos maiores símbolos da luta contra o preconceito Abdias Nascimento,como também, despertar a consciência contemporânea sobre o conceito da igualdade baseado nas diferenças. Destacando pontos relevantes para o estabelecimento de ampla avaliação sobre a implementação de políticas públicas,visando a afirmação da população de pele preta ou parda , muitas vezes sancionadas, mas sem a devida implementação.
“A população negra brasileira e o simbolismo da palavra liberdade ou uma breve trajetória da luta emancipatória” é um dos temas a ser desenvolvido no IV Seminário, por Elisa Larkin Nascimento, doutora em psicologia pela USP e mestre em Direito e em Ciências Sociais pela Universidade do Estado de Nova Iorque. Co-fundadora e atual diretora-presidente do IPEAFRO – Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros,idealizadora e organizadora do curso “Sankofa: Conscientização da Cultura Afro-Brasileira” na PUC-SP e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
O adido cultural de Angola José Carlos Lamartine é presença confirmada na programação.
O ato interreligioso contará com a presença de Elisa Larkin, esposa de Abdias e coordenadora do IPEAFRO, do presidente da Fundação Cultural Palmares, Elói Ferreira de Araújo, Leonor Franco de Araújo, Secretaria de Promoção e Políticas da Igualdade Racial, Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras, Rurais e Quilombolas, Patrícia Mourão, coordenadora do Instituto Magna Mater e representantes do governo de Pernambuco.
O Seminário também evidencia o dia 7 de julho como Dia Nacional de Luta Contra o Racismo, instituído em 1978.
Organizado pelo Projeto Raízes de Áfricas em parceria com o IPEAFRO, prefeitura de União dos Palmares (Secretaria de Turismo), Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Secretaria de Estado, da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, Instituto Magna Mater,Escritório da Fundação Palmares, em Alagoas, Polícia Civil, Polícia Militar, Sindicato dos Jornalistas do estado de Alagoas e parcerias individuais de professoras da UNEAL e UFAL.Para inscrever-se é necessário solicitar inscrição para o e mail [email protected] certificação é de 20 horas
Mais informações: (82)8827-3656/3231-4201
Os custos com despesas de transporte até o município de União dos Palmares e alimentação são de responsabilidade de cada participante.
 

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