Raízes da África

O pai tem nojo e vergonha do rapaz. E ele chora.

O rapaz tem 23 anos e chora. Um choro entrecortado por cheiros e memórias da intolerância familiar. O pai do menino, evangélico, já o condenou ao “fogo do inferno”.
O inferno não é aqui?
O rapaz de 23 anos chora feito criança de colo, as lágrimas descem rosto abaixo atingindo em cheio a alma de mulheres que o ouve e se fazem mães.
O rapaz fala de uma solidão do tamanho do mundo, invadindo seu amanhã de incertezas. O rapaz não faz planos de futuro. Queria no presente ter o pai de volta.
Um pai que não o colocasse abaixo da religião que professa. Um pai militar que não fizesse de sua vida um código de regras a serem cumpridas.
O pai tem nojo e vergonha do rapaz. E ele chora.
Chora em ombros alheios, das mulheres que se vestem de mães conselheiras para ouvi-lo. É um rapaz de 23 anos, mas o espírito envolvido pela dor, põe a infância em sua voz entrecortada de solidão profunda.
O rapaz de 23 anos que chora, um choro de criança, afirma que nunca foi amado, desde que aos nove anos, confessou ao pai que gostava de ‘meninos”.
O pai falou de influências negativas, culpou a mãe pela “criação errada do menino” e o deportou para as terras frias e distantes da indiferença.
Nas noites reclusas da igreja, o pai professa o amor como porta aberta para salvação da humanidade, mas, em casa, nega a esse filho que chora, o amor divino.
Segundo o libanês, poeta e filosofo Khalil Gibran: “Nossos filhos vêm através de nós, mas não são nossos. E embora vivam conosco, não nos pertencem.
Podemos dar-lhes nosso amor, mas não nossos pensamentos, porque eles têm seus próprios pensamentos, seus corpos e suas almas individualizadas “(...)

A intolerância é o maior oponente ao amor
O que é mesmo amor? Pergunta o rapaz que chora.

Governo Federal apóia o II Ciclo Nacional de Conversas Negras.

O II Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta”, acontece em Maceió/AL, nos dias 25, 26 e 27 de agosto, das 08 às 18 horas, no auditório Gilberto Mendes de Azevedo, na Federação das Indústrias do Estado de Alagoas Av. Fernandes Lima, 385,Ed. Casa da Indústria, 5º andar – Farol 57055-902 - Maceió-AL
Uma iniciativa do Projeto Raízes de Áfricas, o II Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta” é na verdade um fórum aberto, com o intuito de agregar pessoas,idéias,experiências e propostas que enriqueçam e impulsionem a real implementação de políticas públicas, com ênfase, na promoção da igualdade racial.
É um fórum que busca consolidar a construção de parcerias e a prática do diálogo aberto e transparente com diversos segmentos sociais, como investimento, através do trabalho conjunto, para transformação das desigualdades raciais.
A segunda edição do Ciclo Nacional conta com o apoio do governo federal, através do Ministério da Educação/ Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, Fundação Cultural Palmares, Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.
Como também de parceiros públicas, privadas, não-governamentais nacionais. No estado de Alagoas conta com a permanente parceria da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Secretaria da Mulher da Cidadania e dos Direitos Humanos, Polícia Civil, Polícia Militar e Faculdade Integrada Tiradentes.
Na programação cultural do Ciclo haverá, no sábado, 27 de agosto, a quinta edição do Festival Alagoano das Palavras Pretas: Orikis: Axés do Sangue e da Esperança: Uma homenagem especialíssima para Abdias Nascimento, que desta vez explora o significado das palavras na poesia de Abdias Nascimento, ainda, desconhecido do grande público.
O Festival contará com a participação de Elisa Larkin do Nascimento doutora em psicologia pela USP e mestre em Direito e em Ciências Sociais pela Universidade do Estado de Nova Iorque. Co-fundadora e atual diretora-presidente do IPEAFRO – Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros idealizou e organizou o curso “Sankofa: Conscientização da Cultura Afro-Brasileira” na PUC-SP e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Autora de Cultura em Movimento, Guerreiras da Natureza, A Matriz Africana no Mundo, entre outros.
Elisa é esposa de Abdias Nascimento.
Com inscrição gratuita tem carga horária de 30 horas. A inscrição pode ser solicitada pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (82)8827-3656/3231-4201
Você não vai perder essa chance de trocar experiências e fazer parte dessa construção.
Vai?

  

Oração a São Jorge, o santo guerreiro.

Proteção nunca é demais.

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar. Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos. Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo. São Jorge Rogai por Nós.

A negligência do governo com a saúde e educação do nosso povo, não tem limites...

No dia do meu aniversário eu me dou de presente o comentário do Aldo Junior sobre nosso artigo "Investir na saúde da gente não tem preço, não é Excelência?"
Texto com o máximo de coerência de quem vive a vida verdadeira.
Obrigada, Aldo pela suas certezas na vida que vão além da morte!
Afroabraços


Sei o que é isso. Eu lido com ele desde 1984. Não o combato. Já nos tornamos velhos amigos..rsrs!
E nisso lá se vão 27 anos de convivência... rsrs, onde nos respeitamos mutuamente. Eu e o câncer, genético, em diversas partes do corpo.
Assim como a pobreza, a doença gera a pobreza. E uma acentua a outra. Sou branco, carioca, fui classe média no passado, da mesma forma sofro as restrições do sistema de saúde brasileiro. Agora mesmo preciso de um médico, mas consultas só para daqui a 3 meses. Estarei vivo, então?
Infelizmente, a negligência da saúde e educação do governo, sobre o nosso Povo, não tem limites.
Não as quero para mim, estou quase acabado. Quero-as para os mais jovens, para os do futuro.
Nada há o que parece poder fazer isso melhorar, de verdade, enquanto não pressionarmos massivamente por melhores condições. Enquanto não paralizarmos todos o país por melhores condições de vida, educação e saúde.
A dinheirama se esvai em mil coisas sem muita importância, mas estas 2 coisas importantíssimas estão cada vez piores.
Se combati algo em minha vida, não foi o câncer, mas foi a falta de melhores e mais justas condições para toda a nossa sofrida população. Desde menino, de voluntariado ao ativismo político, contra as ditaduras, contra os desmandos, contra as injustiças, contra a corrupção. Isso nunca desisti de fazer. Mas confesso, neste velho guerreiro já não restam muitas forças. Mas apesar disso, combaterei, enquanto me restar algo que se aproxime do termo vida, enquanto houver uma centelha de luz na minha mente.

Grande abraço,
Aldo Jr
 

Quem sabe o poder legislativo não se mobiliza e garanta a mobilidade para o menino?


O menino deficiente é eficiente em sua vontade de superar os desafios. Nem a precária situação dos transportes coletivos da grande (?) Maceió, impede que o menino falte as sessões de fisioterapia. Ele garante que um dia a sua “perna com falha”, ficará forte o suficiente para colocá-lo em pé.
O menino é corajoso diante da perna que insiste em arrastá-lo pela vida a fora.
A mãe do menino, que ganha menos do que o salário mínimo, não tem a quem reclamar pela total ausência de acessibilidade.
É dura a vida da mulher que literalmente, anos a fio, carrega o filho em uma cadeira de rodas, como a desafiar a inoperância das políticas públicas.
Elevadores nos ônibus? É conforto quase inimaginável para o menino e sua mãe moradores de uma grota. Vale mesmo a ajuda de uma alma boa para levantar o menino nos braços e o transportar para dentro do coletivo.
Apesar de todos os desconfortos e dos elevadores para cadeirantes quebrados nos coletivos urbanos, o menino não pode faltar à sessão de fisioterapia, senão tem seu ponto cortado.
Acessibilidade?
Acessibilidade é só para o povo rico ou mesmo os deputados, pensa a mãe do menino, envolvida em seu sonho de ganhar na mega-sena e dar conforto ao seu menino.
Ao pensar no filho a mãe põe brilho no cristalino d’ olhos . Ela sabe a enormidade dos desafios a serem enfrentados, mas pelo seu menino ela não pensa duas vezes. É capaz de agüentar.
Todos os dias a mãe e o menino, em uma cadeira de rodas, reinventam maneiras de seguir adiante, apesar dos elevadores quebrados nos ônibus da capital.
Se não for para a sessão de fisioterapia o menino leva falta e pode ser suspenso .
Quem sabe o poder legislativo não se mobiliza e garanta a mobilidade para o menino?
Quem sabe?
 

Vagas para emprego em São Tomé e Príncipe em África.

Socializando uma nota de interesse de muita gente.


Oportunidade de trabalho em consultoria em São Tomé e Príncipe em África.

Visando a contratação de consultores para trabalhar em São Tomé e Príncipe na África no projeto do Plano de Estruturação, em São Tomé e Príncipe,estão sendo oportunizadas vagas,com os seguintes perfis:

1 - Engº Civil com mais de 5 anos de experiência em projetos de infraestrutura(rodovias, ferrovias, saneamento, etc.)
2 - Especialista em Planejamento com mais de 5 anos de experiência;
3 - Especialista em Tráfego com mais de 5 anos de experiência;
4 - Economista, especialista em Transportes com mais de 5 anos de experiência
5 - Especialista em Desenvolvimento com mais de 5 anos de experiência;
6 - Especialista em Sistema de Informações Geográficas com mais de 5 anos de experiência.

Currículos urgente para Sr. EdilsonNunes [email protected], [email protected] ou [email protected]


 

O primeiro homem aranha negro.

Eis uma forma estratégica de trabalhar a diversidade. É, alguns conceitos estão trocando de roupa.

Em nova HQ, Peter Parker dá lugar ao primeiro Homem-Aranha negro

O hispânico Miles Morales será o responsável pela proteção de Nova York na série “Ultimate”

A Marvel divulgou nesta terça-feira (02) imagens da pessoa que assumirá a identidade de Nova York depois da morte de Peter Parker na série “Ultimate Spiderman”. A responsabilidade, de agora em diante, ficará a cargo de Miles Morales, nova-iorquino negro e com descendência hispânica.
 “É um ‘Homem-Aranha’ para o século 21, que reflete a cultura e diversidade”, disse o editor-chefe da Marvel, Axel Alonso, em entrevista ao “USA Today”.
Ele ainda acrescentou: “achamos que os leitores vão se apaixonar por Miles Morales da mesma maneira que por Peter Parker”.
Ao longo da última semana, a editora vinha revelando uma série de teasers, que davam a crer que a identidade do super-herói seria revelada na próxima edição da HQ, “Ultimate Fallout”, que começa a ser comercializada na próxima quarta-feira (03) nos Estados Unidos.
 “Miles é um personagem que, não apenas segue a tradição de pessoas com as quais os leitores podem se identificar, como Peter Parker, mas também mostra que ele é um novo tipo de ‘Homem-Aranha’ – e digno de levar o nome”, disse Alonso em comunicado oficial.
Mais sobre a origem dos poderes de Miles, e sobre como ele chegou ao posto, será revelado somente em setembro, quando a série “Ultimate Spiderman”, número 1, será relançada. Resta esperar.

Redação iG Jovem | 02/08/2011 14:21
 

Meninos e meninas parecendo quinquilharias baratas.

Eram duas meninas: uma negra, a outra com cor indefinida, a pele extremamente encardida pelo tempo exposta nas ruas da grande Maceió, a cidade sorriso (?) farta de violência.
Maceió sorri para quem?
Eram passageiras urbanas do transporte coletivo e transportavam uma garrafinha de cola de sapateiro presa entre o queixo e o nariz.
São meninas, entre 12 e 15 anos, pretas, pobres, pálidas e esquálidas, reféns vitimizadas pela estrutura patriarcal e racista, soterrando-as na geografia do genocídio socialmente programado.
Meninas vistas como objetos ordinários. Meninas que compartilham cheiros e memórias do abandono.
Travam um diálogo de palavras perdidas entre o cérebro e os lábios descarnados. Palavras desconexas.
Sorriem desordenadamente mostrando nos lábios estourados pela química da morte, marcas profundas da luta pela sobrevida. São rastros de material cortante que dilaceram a inocência da infância que ainda deveria existir.
O vaivém do ônibus arranca observações doidivanas das garotas e causam sobressalto nos outros passageiros que mantêm uma calculada distância.
Alheias ao incômodo coletivo das pessoas-passageiras entabulam um diálogo siamês. Causam medo essas meninas, ainda, impúberes, botões no lugar dos seios que demarcam a vida adulta da infância.
As meninas despertam nosso medo visceral e contemporâneo da impotência.
As drogas é a infância destinada a essas meninas que vivem o mundo da rua.
O que é mesmo infância?
No ponto seguinte as meninas gargalhando as experiências alucinógenas da cola de sapateiro, descem e são abraçadas pelos companheiros da praça.
Outros meninos e meninas tão sujos quantos elas.
Meninos e meninas parecendo quinquilharias baratas.
É o fim?
 

II Ciclo Nacional de Conversas Negras, em Alagoas, abre inscrições.

Durante três dias, 25, 26 e 27 de agosto, diversos segmentos sociais terão espaço, escuta e voz para discutir, problematizar e propor caminhos tendo como base temas relacionados à descriminação e desigualdades raciais.
Previsto para acontecer em Piracicaba/São Paulo, o II Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta”, devido a problemas estruturais, acontece em Maceió/AL.
Coordenado pelo Projeto Raízes de Áfricas, o II Ciclo se constitui em ação de formação continuada, com o objetivo de não só estabelecer espaços formativos, como também visibilizar mecanismos para o exercício do controle social relativo as políticas públicas para promoção da igualdade racial.
Dentro da programação dos dias 25 e 26 teremos conferências, atrações afro-culturais, registros de experiências e palestras, dentre elas “A política pós-Revolução de 1930, a Frente Negra Brasileira e Abdias Nascimento”, com Elisa Larkin Nascimento,doutora em psicologia pela USP e mestre em Direito e em Ciências Sociais pela Universidade do Estado de Nova Iorque. Co-fundadora e atual diretora-presidente do IPEAFRO – Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros idealizou e organizou o curso “Sankofa: Conscientização da Cultura Afro-Brasileira” na PUC-SP e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Autora de Cultura em Movimento, Guerreiras da Natureza, A Matriz Africana no Mundo, entre outros.
Elisa é esposa de Abdias Nascimento.
No sábado, 27 de agosto o dialogo em prosa dará lugar aos poemas no V Festival Alagoano das Palavras Pretas: Orikis: Axés do Sangue e da Esperança: Uma homenagem especialíssima para Abdias Nascimento. Durante o Festival haverá a leitura de poemas de Abdias Nascimento, ainda, desconhecido do grande público.
Contando com o apoio do Ministério de Educação, Fundação Cultural Palmares, Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Secretaria da Mulher da Cidadania e dos Direitos Humanos, Polícia Civil, Polícia Militar, Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, o II Ciclo será realizado das 08 às 18 horas na Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Av. Fernandes Lima, 385, Auditório Gilberto Mendes de Azevedo 1º andar – Farol.
Com certificação de 30 horas, as inscrições podem ser solicitadas pelo e-mail [email protected]

Mais informações: (82) 8827-3656/3231-4201
 

Investir na saúde da gente não tem preço, não é Excelência?

Era uma senhora de estatura grande e do mesmo tamanho era o seu gosto em conhecer pessoas, abrigá-las em interesses e afetos. Era uma criatura que compartilhava alegrias, dessas que traz o diferencial de valores para a nossa vida, às vezes oca do prazer de jogar conversa fora e recolhê-la n’alma.
Recebia- nos em sua casa com a oferta de um cafezinho,de sabor inigualável, saído do fogo na hora que aportávamos em sua vida. Amava conversar as muitas histórias da construção de Brasília como um museu de memórias da família. O marido trabalhou na fundação, da agora, Capital Federal.
Não direi seu nome, apenas afirmo que durante muitos anos trabalhou como servidora pública do estado de Alagoas.
Um dia aposentou-se e com a aposentadoria surgiu a doença. Um câncer abraçou o resto de sua vida. Foram quase 16 anos tentando combater a moléstia que insistia em secar-lhe as palavras dos lábios acostumados a exercitá-las, mas ela resistiu bravamente até os últimos três anos, quando a dor encolheu sua vontade de viver e o silêncio enterrou a magia do sorriso gratuito.
A doença na pobreza cobrava seu preço: a mercê do tratamento do deficitário serviço público prestado pelo estado (IPASEAL?!?), a dor da impotência tornava o sofrimento incomensurável, me dizia filha.
Atualmente o Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Alagoas- IPASEAL conta com um único oncologista para atender a demanda de dos credenciados.
Afinal, por que e para que essa carga monstruosa de impostos que pagamos aos cofres públicos?
A  cada dia  a doença degenerava a vida, a memória fazia-se traiçoeira. O mundo de lembranças da senhora estava morrendo junto com ela. Seu presente não tinha mais passado ou possibilidade de futuro.
Era uma vida que definhava a olhos vistos diante da dor  da única filha que mesmo sentindo-se impotente, foi seu sustento em vida.
A ausência de um sistema de saúde estatal abreviou, consideravelmente, suas perspectivas de cura. Nas Alagoas das diferenças: ser pobre, morador de periferia, de pele preta ou parda é candidatura nata para mendigar nas portas do único Hospital Geral do Estado de Alagoas.
Humilhação diária imposta a [email protected] e [email protected]
Essa senhora Excelência, morreu faz pouquinho e depois de 16 anos sendo a única cuidadora da mãe, a alma da filha ( servidora pública) também adoeceu.
Excelência, investir na saúde da gente não tem preço!
E, como agora mais do que nunca, Vossa Excelência sabe disso, a gente pergunta: Já não é hora de valorizar a vida dos viventes de Alagoas?
Esses viventes que não têm nem heranças vitalícias ou portentosos recursos salariais (o aumento de 7% é irrisório ou risível) para desembolsar em torno de três mil reais e adquirir um plano de saúde padrão A, aquele que paga todos os procedimentos médicos nos melhores hospitais do país ou exterior?
A saúde em Alagoas, Excelência vive a relação desrespeitosa entre a pouquíssima oferta e um mundo de procura. E qualidade abaixo da média.
Qual é mesmo a média?
É hora de tratar a saúde da população tutelada como política estruturante, um dos princípios de cidadania.
Essa mesma população que durante as campanhas eleitorais recebe inúmeros tapinhas nas costas , abraços esfuziantes e promessa mirabolantes de erradicação dos problemas sociais, dentre eles o da ausência de saúde.
A saúde do povo alagoano, Excelência, merece tratamento Vip, padrão A.
Ou não?

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