Raízes da África

O estado de Alagoas está situado em uma zona morta de mobilização social.

Meu velho pai morreu no mês da primavera. Exatos  oito anos. Foi com ele um sujeito semi analfabeto que tomei gosto por essa coisa de leitura e letras.
Foi com ele que aprendi alguns princípios de ética e cidadania. Meu velho pai me dizia: Não é porque a gente é pobre que vai deixar de ser honesta! Honestidade era condição “sine qua non” para entrar no seleto grupo de amigos que podiam compartilhar do sorriso farto do meu pai.
Meu pai era semi-analfabeto e expressava sua visão de mundo de uma forma tão peculiar e profunda, sem palavras polidas ou meias verdades, que antes mesmo de mergulhar nas letras de livros  impressos, embriaguei-me com os conhecimentos, das conversas compridas, contadas pelo mestre funileiro.
Foi um mestre na vida!
Dos conhecimentos herdados, traço o caminho para educação da minha filha.
Nessa nova cartografia do mundo contemporâneo, nos tornamos pessoas cativas dos pensamentos de tendência hegemônica. E, nesse mundo em que a hierarquia do sistema impera, a honestidade deixou de ser virtude para ser um incômodo. Uma opção dos tolos!
Como mães e pais espalhamos,diariamente na cartilha de educação dos nossos filhos e filhas, infinitas migalhazinhas exemplares de valores e posturas, como a germinar a consciência ética e cidadã, para que o grande vazio das corrupções sociais não os façam reféns.
São emendas de conselhos, os elementos do cotidiano familiar: afetos e afetividades que possibilitam a abertura de espaços pessoais repletos de significados para o surgimento de outro universo somático e mais amplo. O universo da coletividade, de perceber os espaços e territórios da dignidade alheia. Não é fácil entender a gênese dessa relação, entretanto baseadas nos sábios conselhos que recebemos da nossa família e que traduzimos em nossos filhos e filhas, não se torna impossível fazê-lo.
Consciência cidadã é fomentar a partir de nossas ações diárias, minuciosas e persistentes um substancial inventário em que a coisa pública seja vista como sinônimo de patrimônio coletivo, para ir mais além do que a proposta de Estado Mínimo.
O estado de Alagoas tem se apresentando de uma forma persistente e imutável como uma sociedade repleta de fragilidades seculares em que a ausência de respeito à coisa pública tem feito homens e mais homens amealharem fortunas consideráveis, enquanto milhares de meninas, com menos de nove anos têm suas vaginas estupradas para pôr comida na mesa das famílias entorpecidas e prisioneiras do pátrio poder que joga migalhas. Um estado em que o analfabetismo criou o mercado das carnes humanas, mães de meninas, em idade do abecedário, as exploram na bolsa da sobrevivência animal. A ausência do conhecimento seqüestra realidades e consciência.
O movimento feminista não se mobiliza por essas meninas, na sua grande maioria pobre, preta e analfabeta, que talvez nem se transformem em mulheres.
O movimento negro não as vê. E a sociedade, em geral, simplesmente as ignora.
Carne negra não tem valor humano no mercado social!
Se o povo não tem pão que coma brioches! Era louca, a rainha, Antonieta?
Nossa loucura atual é bélica. É a loucura da omissão que explode guerras, tsunamis de fome, incongruências e intolerâncias, rebeldias etílicas e as drogas.
As drogas não é a causa em si é o sinônimo conseqüente da indiferença da tutela estatal com os preceitos supremos e constitucionais e da nossa omissão escravizada e secular aos homens, sempre homens, que comandam nossas vidas de frágeis mulheres.
A androcracia interpreta o repertório colonial e escravagista no império político do estado de Alagoas e das suas muitas gentes miseráveis e invisíveis.!
Geograficamente, o estado de Alagoas está situado em uma zona morta de mobilização social.
E nós, esse povo honesto cheio de brios e espectador desses eventos esporádicos em nome da paz, realizados pela máquina estatal, estamos agregados pacificamente a este cenário político, como meros coadjuvantes de enredo.
Vae victis! Disse Júlio Cesar, imperador romano,depois de instalado no poder, quando lhe foi solicitado a diminuição dos tributos cobrados.
Ai de nós, os vencidos!


 

Fundo de População das Nações Unidas contrata consultor@

Socializando a informação...

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) é uma agência de cooperação internacional para o desenvolvimento que promove o direito de cada mulher, homem, jovem e criança a viver uma vida saudável, com igualdade de oportunidades para todos. Apóia os países na utilização de dados sociodemográficos para a formulação de políticas e programas de redução da pobreza. E contribui para assegurar que todas as gestações sejam desejadas, todos os partos sejam seguros, todos os jovens fiquem livres do HIV e da aids e que todas as meninas e mulheres sejam tratadas com dignidade e respeito.

O Fundo de População das Nações Unidas, no âmbito do Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia contrata:
Consultor para elaborar sumário executivo, em linguagem jornalística do Seminário Integralidade dos Direitos Humanos - Equidade de Gênero e de Raça realizado em parceria com a Plataforma Brasileira de Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (Plataforma Dhesca Brasil) nos dias 12 e 13 de agosto, em Brasília.

Data limite para o envio das candidaturas:
01 de outubro de 2010
Endereço eletrônico para envio das candidaturas: selecao@unfpa.org.br
Tipo de contrato : SSA – consultoria por produto
Data de início:
(data em que se espera que a pessoa selecionada comece a trabalhar) 08 de outubro de 2010
Prazo de vigência do contrato: de 08 de outubro a 10 de dezembro de 2010

As informações estão também disponíveis no site www.unfpa.org.br.

Fernanda Lopes
Oficial de Programa em Saúde Reprodutiva e Direitos - Brasil
Fundo de População das Nações Unidas
Tel: 5561 3038 9266
Fax: 5561 3038 9269


 

Seminário Nacional “Territórios e Territorialidade da Educação Quilombola",

Potencializar o debate e assim contribuir para a superação do racismo e da discriminação racial, bem como  criar territórios para a igualdade racial nos sistemas de ensino das comunidades quilombolas, eis um dos objetivos do I Seminário Nacional de Educação Quilombola: “Territórios e Territorialidade da Educação Quilombola", que acontece em Brasília, no período de 09 a 11 de novembro próximo.
Uma realização do Ministério de Educação, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, Ministério da Igualdade Racial/SEPPIR, INCRA e Fundação Palmares, o I Seminário subsidiará o Conselho Nacional de Educação na produção das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Quilombola,com a construção dos alicerces para o Plano Nacional para a educação das comunidades remanescentes..
Tendo como público gestor@s estaduais e municipais indicados pela Coordenação Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombola, como também a participação de professor@s,coordenador@s pedagógic@s, diretor@s, pesquisador@s que trabalham diretamente com as comunidades quilombolas.
Professor@s das comunidades quilombolas poderão inscrever seus trabalhos e experiências através do site http://educacaoquilombola.mec.gov.br/

PROGRAMAÇÃO DO SEMINÁRIO

09 de Novembro de 2010
15h – 17h – Reunião com os coordenadores e relatores dos grupos de
trabalho
18h30min - Abertura do Seminário com a presença de autoridades
Premiação dos trabalhos dos professores/as, coordenadores/as
pedagógicos/as, orientadores/as educacionais classificados no Concurso
de Experiências exitosas em Educação Quilombola.
19h30min - Apresentação do Coral: Família Alcântara
20h - Conferência de abertura: Territórios e territorialidade da
Educação Quilombola

10 de Novembro de 2010
8h - Mesa 1: Panorama institucional sobre Educação Quilombola no
Brasil
10h30min - Intervalo
11h00min - Mesa 2: A Educação Quilombola no Brasil: Ações das Redes
Estaduais e Municipais
12h30min - Almoço
14h – 15h - Mesa 3: Políticas Públicas de Educação Quilombola: Um
olhar do Movimento Social Organizado
15h – Intervalo
15h30min – 18h30min -Grupos de trabalho

Grupo Tambor: Transferência Obrigatória e Políticas para Educação
Quilombola - Construção, alimentação e transporte escolar.
Grupo Sapé do Norte: Diretrizes Curriculares para Educação Quilombola
Grupo Kalunga: Formação continuada de professores e professoras
Grupo Saracura: Gestão democrática e educação quilombola
Grupo Alcântara: Marco Legal – (Institucionalidades / associações)
Grupo Família Santos: Material didático e praticas pedagógica
Grupo União de Palmares: Universidades e programas de educação
superior (Formação inicial, extensão e pesquisa)
19h –20h - Jantar
20h - atividades culturais (apresentação dos Estados e Municípios)
11 de novembro de 2010
08h30min – 10h30min - Sistematização dos trabalhos em grupo
08h30min – 10h30min - Apresentação dos trabalhos dos professores/as,
coordenadores/as pedagógicos/as, orientadores/as educacionais
classificados no Concurso de Experiências Exitosas em Educação
Quilombola
10h30min – 11h00min - Intervalo
11h - Plenária final e aprovação do plano
12h – 14h - Almoço
14h – 18h - Continuação da Plenária final e aprovação das diretrizes
19h- 20h - Jantar
20h - Atividade cultural de encerramento

 

 

Agregamos a vocação do apartheid para semear o caminho do bem.

El@s vêm sendo mortos. Sistematicamente. Gradativamente ao longo dos últimos sete meses.
Homens e mulheres sob o abrigo da imensidão das ruas maceioenses. Criança abrigada no ventre da mãe. Mortos a pedradas.
A identidade geralmente é desconhecida e quando é conhecida, a ela é incorporada elementos desabonadores. A rua não é mais do povo, pois agora tem a morte premeditada à espreita. Tod@s morador@s de rua. Todo@ invisíveis. São mortes com alvos direcionados, tais quais negr@s no escravismo brasileiro, que agora descansam em paz. Na paz dos cemitérios e do descaso estatal.
Segundo dados de pesquisa,já são em torno de 500, os moradores que habitam as ruas da Cidade Sorriso. Quase um terço da população de Pindoba, o menor município de Alagoas
Ao longo da construção dessa guerra civil, cujo alvo preferencial é a população periférica, pobre e preta, instalada nos muitos recantos das terras de Palmares, fomos agregando a lógica exclusivista da colônia, reduzindo a morte a uma necessária “limpeza” urbana.
Silenciamos diante da brutalidade pois recorremos ao nosso medo do desconhecido, de uma pseudo-segurança para justificar nossa cumplicidade social com a tortura , genocídio assassinato em série.
15 mortos. Serial Killer?
Já pensou se fosse o seu filho ou filha?
Segundo o jornalista Luís Mir, em seu livro “Guerra Civil: Estado e Trauma:” É função destrutiva que o poder exerce por meio da idealização e esta, como instrumento de poder, converte automaticamente seu oposto no antiideal,equivalente ao que deve ser destruído, pois sua existência é contestadora do poder estabelecido. Disto resulta a cultura da aniquilação e sua política de extermínio, que consiste numa formação social que alicerça sua própria coesão ( a identificação entre seus membros) na ideologia do ódio ao outro”
Somos, nós descendentes de Palmares, cúmplices sociais do extermínio das populações marginalizadas e assim, com a simbologia do silêncio social ,ajudamos a limpar a cidade dos “malfeitor@s”.
Quase tod@s pobres, periféricos e pret@s.
É uma limpeza étnica consentida.
Agregamos a vocação do apartheid para semear o caminho do bem.
 

São mortes em vida. Não é Severina?

Em 2003, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontava o território-sede dos Quilombos dos Palmares/Alagoas como a unidade da Federação com maior índice de analfabetismo entre a população negra. Segundo dados da matéria, publicada em 14 de novembro, no jornal Gazeta de Alagoas, do jornalista Fernando Coelho: “Enquanto 23,2% dos brancos alagoanos são analfabetos, entre os negros o percentual é de 50%. Considerando a parcela incluída nos índices de analfabetismo funcional, os números aumentam ainda mais. Em todo o Estado, apenas 1,2% dos negros adultos tiveram 12 anos ou mais de vida escolar, tempo mínimo necessário para ingressar na universidade”.
Em 2010 a pesquisa do IBGE aponta para o crescimento de uma consciência étnica: negros se auto-declaram negros. Segundo a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2010, atualmente o povo negro representa exatos 51,1% da população nacional, assim distribuídos 6,9% das pessoas se auto-declaram pretas e 44,2% de pardos, portanto somamos no aspecto quantitativo, entretanto, ainda representamos uma população abandonada e segregada em qualidade de vida.
Mesmo sendo o berço político de Zumbi dos Palmares, registrado honrosamente como herói nacional no livro de aço dos Heróis Nacionais, exposto no salão principal do Panteão da Pátria Tancredo Neves, em Brasília, o estado político das Alagoas seqüestra com uma miscigenada omissão pacifica o lugar da legitima participação e representação política e social dos descendentes de Palmares.
O estado alagoano adota, com a anuência de tantos e muitos partícipes, o discurso teórico e abstrato do atendimento aos mais pobres, estabelecendo o seqüestro das identidades étnicas, esquivando-se de perceber que a problemática do racismo vai bem mais além do que o conceito estigmatizante de pobreza.
Nas Alagoas de Jorge de Lima, de Palmares, o “pai” da escravizada e analfabeta Nega Fulô faltam letras inteiras no vocabulário de tantos meninos e meninas, quase todos pretos ou pardos, que sem a voz política do conhecimento são capturados pelo trabalho nas roças ou na venda dos corpos mirrados nas beiras das pistas locais: Tio, eu “faço” por um real!
São mortes em vida. Não é Severina?
O estado contemporâneo formado por uma casta de homens eurocentricamente versados na política universalista, adota sem mea-culpa a cartilha do apartheid consentido, e ao fazê-lo desestabiliza identidades e incita a população tutelada a perpetuação da segregação étnica e a aversão aos diferentes.
É o racismo institucional envolto com uma letal carga de burocracia e neutralidade estatal.
É a catástrofe da plataforma política exclusiva: “Se o povo não tem pão que coma brioches”, traduzindo Maria Antonieta, a rainha francesa.
Os fatos gritam, os números da pesquisa do IBGE corroboram, só falta, agora, encontrar legítimos representantes do povo, alfabetizados na cartilha da gestão responsável atrelada a adoção de políticas públicas distributivas e emancipatórias que possam conter e paulatinamente erradicar essa persistente subcidadania das muitas gentes,da negra cor, viventes das Alagoas.
Será que Zumbi, ainda, mora aqui?
 

O estado, ainda, não produz soluções políticas para conter o genocídio da infância e juventude.

Tinha exatos 16 anos, pequena, magra, semi-analfabeta, ainda uma menina, mas já cometera dois assassinatos. Era negra a menina que já cometera dois assassinatos e trazia preso no sorriso a inocência perdida entre o porto da fome e a ausência do afeto, como parentesco próximo. Negra,como quase todas as outras meninas em processo de “ressocialização”.
Era uma população de meninas segregadas e vitimizadas pela geografia das muitas violências: pobreza, tortura, abuso sexual, escravização e abandono. Eram reféns da indiferença social.
Armazenavam sonhos e revoltas. Quando a revolta entrava em combustão, incendiavam os colchões nos quartos insalubres em que viviam como a deportar a natureza atávica da ausência de afetos.
As sobreviventes continuam a percorrer os caminhos entre a tal “ ressocialização” patrocinada pelo estado, o pânico social e a retomada a criminalidade. Pão e circo. Todas náufragas, à deriva de medidas paliativas.
O estado, ainda, não produz soluções políticas para conter o genocídio da infância e juventude.
Segundo alerta o mais recente levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a cor dessa juventude que é riscada do mapa social é em sua maioria negra.
Ao não produzir soluções políticas o estado estabelece as fórmulas para a guerra civil e o extermínio de um grande percentual de jovens. Matam e morrem.
Durante toda sua infância, a menina fora brutalizada pela selvagem ejaculação do padrasto que memorizava em seu corpo os caminhos do total desprezo pelos sentimentos alheios.
O homem dizia que amava a menina e a espancava. A mãe desprezava essa menina por ter ser envolvido com seu homem e também a espancava. A mãe a queria morta. Chorava em vários colos femininos o amor materno que nunca tivera.
Na primeira possibilidade de liberdade a menina fugiu e efetuou seu primeiro crime. A menina cultivava em si o monstro da autodestruição. A menina tinha ódio do padrasto e “raiva” da mãe. Esse era o mundo da menina. A menina cultivava em si a identidade da violência como herança maldita da patologia social.
Pobre, pequena, semi-analfabeta e preta a menina era invisível para a sociedade e o mundo da criminalidade arrebanhou um novo cérebro.
A indiferença social impôs a essas meninas, quase mulheres, o exílio em um outro país: o da agressão como parâmetro para a sobrevida .
É incômodo falar dessa menina que caiu morta em um confronto, antes mesmo de completar 18 anos. Tinha nome de santa da igreja católica, mas morreu anônima e pagã da solidariedade humana.
Morreu no mesmo anonimato em que viveu. Anonimato como símbolo da miopia institucional que não “percebe” o genocídio generalizado que vem arrastando a população de jovens, em sua grande maioria pobres, semi-analfabetos e pretos, para vidas sem esperança de futuro.
São clandestinas, as meninas, no discurso político demagogo do estado que se exime da responsabilidade de salvaguardar os preceitos constitucionais da vida humana e possibilitar a cidadania de todas as pessoas.
Estamos tod@s nós assistindo, comodamente, a um novo holocausto: colonialismo, racismo e morte.
 

Em 2004,Alagoas era referência nacional na implementação da Lei nº 10.639/03. E hoje?

Segue notícia antiga ( 2004) trabalho do Núcleo Temático Identidade Negra na Escola construído em 1.825 dias que agregou pessoas, escolas, idéias, dúvidas, certezas e muitos passos adiante e hoje existe um sabor extremamente amargo de militante ao vê-lo sem continuidade... Até a Gerência de Educação Étnicorracial  foi embranquecida com anuência de tant@s e muit@s militantes e tornou-se algo bem  genérico chamado "Gerência de Diversidade".É essa a terra de Zumbi?


04.08.2004 | 09:55

A parceria firmada entre a Secretaria Executiva de Educação (SEE) e o Ministério da Educação (MEC) vem garantindo a Alagoas uma posição de destaque com relação à busca por uma educação igualitária e de respeito às diferenças.. Agora, trabalha na construção de um seminário para 300 professores, cuja formação está voltada para inserir pedagogicamente o assunto em sala de aula.
“A credibilidade do trabalho que vem sendo desenvolvido aqui no Estado garantiu que a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC) apresentasse no Chile experiências desenvolvidas em Alagoas”, conta o coordenador de Educação da SEE.
Na ocasião, foram apresentados aos chilenos os trabalhos realizados pelas escolas estaduais Jarsen Costa, do Jacintinho; Fernandina Malta, de Rio Largo; e Alberto Torres, localizada no Bebedouro.
Segundo o coordenador essas unidades de ensino buscam abordar o tema em sala de aula durante o ano todo, mas a culminância desse projeto ocorreu na Semana da Consciência Negra, realizada em novembro de 2003.
As atividades desenvolvidas foram desde caminhadas pelo bairro até dramaturgia teatral e pinturas, utilizando a arte como ferramenta pedagógica.
 

ARTE E POLÍTICA é o tema da próxima revista Continuum Itaú Cultural, edição outubro-novembro de 2010.

Em tempos de eleição vale a pena participar do concurso do Itaú. O tema é bem convidativo...

A revista Continuum Itaú Cultural (www.itaucultural.org.br/continuum) abre suas páginas, através das seções interativas Deadline e Área Livre, para receber trabalhos de reportagem ou trabalhos artísticos: poemas, fotos, contos, ilustrações, crônicas, textos reflexivos, outras formas de manifestação artística com o tema ARTE E POLÍTICA. Os trabalhos selecionados pela equipe da redação da revista serão publicados na edição impressa nº 28 de outubro-novembro de 2010 e/ou na revista eletrônica.

Veja abaixo como participar. Qualquer dúvida envie para o e-mail participecontinuum@itaucultural.org.br. Envios de trabalhos também para o mesmo e-mail.
- SEÇÃO DEADLINE...seja repórter da Continuum
Esta seção é exclusiva para estudantes de graduação, de todos os cursos e que desejam se exercitar no gênero reportagem. Trata-se de uma ação de incentivo: o estudante deverá enviar um projeto de reportagem de apenas 1400 caracteres (pauta de 01 lauda) com o tema ARTE E POLÍTICA. O estudante do projeto selecionado terá o acompanhamento da redação da revista para concluir a matéria jornalística.

Prêmio de incentivo: o estudante do projeto selecionado terá a sua reportagem editada nas páginas da Revista Continuum nº 28 de outubro-novembro e receberá R$300,00 (trezentos reais). Lembramos que a revista Continuum é de circulação nacional, distribuída gratuitamente pelo próprio Itaú Cultural e recebeu o Prêmio Antonio Bento, da ABCA - Associação Brasileira de Críticos de Arte na categoria Difusão das Artes Visuais na Mídia.

Prazos para a seção Deadline
. Prazo para envio do pojeto (pauta de até 1400 caracteres/01 lauda): até 17 de setembro de 2010.
. Período de seleção: de 17 a 20 de setembro.
. Divulgação do projeto selecionado: 21 de setembro de 2010.
. Período de envio de documentos do selecionado (conforme previsto no regulamento): de 21 a 24 de setembro.
. Data-limite de envio da matéria jornalística concluída: até 30 de setembro de 2010.

IMPORTANTE
- No mesmo e-mail em que o estudante enviar o projeto de até 1400 caracteres, deverá também anexar a ficha de inscrição em arquivos separados no formato .doc (Word).
- No campo assunto do e-mail deverá constar: Regulamento Ação Deadline - Pauta: Arte e Política.
- Antes de enviar o seu projeto acesse a página www.itaucultural.org.br/continuum e leia com atenção o regulamento da ação, a convocatória e ficha de inscrição e saiba mais detalhes sobre esta ação. Dúvidas? envie e-mail para: participecontinuuum@itaucultural.org.br .

Sobre o tema
A pauta geral da revista foi desenvolvida para aprofundar tanto aspectos históricos quanto contemporâneos. Trata-se de uma abordagem das várias expressões artísticas que manifestaram, por meio de obras emblemáticas, preocupações sociais, econômicas, ambientais, religiosas. Seus criadores se notabilizaram por ir além da arte pela arte e por tentar provocar a percepção do público para as várias formas de inserção do ser humano no mundo. Nesse sentido, cabe aos estudantes que desejarem participar da ação Deadline acrescentar à pauta geral contribuições originais, seja por meio de histórias focadas em personagens, seja por meio da apresentação de acontecimentos que ajudem a compreender o significado e a importância da arte com preocupações políticas.
- SEÇÃO ÁREA LIVRE [esta seção é aberta a todos, não precisa ser estudante]
Se você não quer saber de escrever matérias, mas deseja colaborar com a revista e mostrar o seu talento artístico com fotos, ilustrações, poemas, contos, outras manifestações artísticas ou mesmo artigos reflexivos, envie para a seção Área Livre. Basta seguir o tema proposto da próxima edição: Arte e Política e enviar para o e-mail participecontinuum@itaucultural.org.br . Após análise da redação, seu trabalho será publicado. Se você optar por enviar imagens, salve-as em formato jpg com no mínimo 300 dpi de resolução. Os textos devem ter no máximo 5 mil caracteres.
Prazos para envio de trabalho para a seção Área Livre: até 10 de setembro para a revista impressa e até 10 de novembro para a versão online da revista.
Mais informações no site www.itaucultural.org.br/continuum. Dúvidas? envie e-mail para participecontinuum@itaucultural.org.br.
Participe e boa sorte!
________________________________________
Contato: itaucultural@comunicacaodirigida.com.br | Tel 11 3881-1710

 

Câmara de Piracicaba divulga Carta de Maceió: Conversas Negras de 2011 a 2014

Um dia quem sabe, Alagoas, como estado político , valorize  o grito de independência vindo lá dos quilombos. Enquanto isso...

CARTA DE MACEIÓ GANHA DESTAQUE NA CÂMARA DE PIRACICABA

O cerimonialista da Câmara de Vereadores de Piracicaba, Marcelo de Oliveira, ocupou a Tribuna na reunião ordinária de hoje (2) para fazer a leitura do teor da Carta de Maceió, documento que marca a realização do I Ciclo Nacional de Conversas Negras, em evento realizado na cidade de Maceió, Estado de Alagoas, de 24 a 26 de agosto de 2010.
Na oportunidade, o jornalista da Câmara, Martim Vieira destacou as políticas de ações afirmativas locais, a exemplo da lei de cotas no serviço público, que reserva 20 por cento das vagas aos afrodescendentes; a instituição do feriado municipal no dia 20 de novembro, em alusão ao herói nacional Zumbi dos Palmares. Além de outros programas de ações sociais.

 

Um diálogo imprescindível: I Ciclo de Conversas Negras

Um diálogo imprescindível: I Ciclo de Conversas Negras
A experiência do diálogo é fundamental, ainda mais quando tratamos de questões como a insistente manutenção de tetos de vidros que impedem o empoderamento de parte expressiva da população do país. Um dos países mais pretos do mundo, fora do continente africano, mas que tem problemas com seu reflexo: vê o que não existe, uma cara que não a sua.
Lembrando a fala da professora Selma Maria da Silva, do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial e Coordenadora do Comitê Estadual Etnicorracial da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro, estamos visíveis, mas não somos percebidos. De fato.
Ao defendermos a primeira tese sobre invisibilidade às questões étnicorraciais no mundo das comunicações no 31º Congresso Nacional de Jornalistas da Fenaj, na Paraíba, em 2006, o caos parece ter se estabelecido: por que falar disso? Não há racismo no Brasil, ou melhor, Racista é o vizinho, não eu. Entretanto, muita água rolou por baixo desta ponte. Muitas discussões aconteceram, estratégias traçadas, corações conquistados, avanços expressivos ocorreram e continuam a acontecer.
E estar no I Ciclo Nacional de Conversas Negras foi um destes avanços. Com todas as dificuldades, que certamente existiram e ainda persistem, o processo foi desencadeado.
Não há como dizer, pare as máquinas, não vamos rodar o jornal. Agora não dá. A rotativa já rodou milhares de exemplares e caminhões partiram rumo às bancas.
As conversas se multiplicam e as palavras vão se avolumando em um vozerio interessante: o prenúncio do efetivar de propostas enunciadas e de mais marcos legais.
E, certamente, a nossa proposta é a convicção de que podemos lutar por um jornalismo comprometido com a justiça social e respeito à diversidade étnicorracial, conforme pensamento de nossa querida Valdice Gomes, presidente do sindicato dos jornalistas alagoanos, da Cojira-AL e Conajira/FENAJ.
A Carta de Maceió foi embasada nos documentos legais assinados pelo Estado Brasileiro. Ou seja, o que queremos é o cumprimento dos compromissos oficiais. Como disse Arísia Barros, se no início a impressão era limitante, a conversa tomou outros rumos: ampliou-se, deu eco. Piracicaba que nos aguarde.
Saúde e Luz
Sandra Martins – jornalista Cojira-Rio
 

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