Raízes da África

E o movimento negro do Rio de Janeiro respondeu presente no II Ciclo Nacional de Conversas Negras.

E a Scheila Dias da ONG Aqualtune nos envia e-mail que socializamos.

 

Prezada Arísia!

É com imensa alegria que venho agradecer por esses maravilhosos dias em terras alagoanas.
Obrigada por sua força, carinho e pela vontade de ação que você tão bem materializa. Um beijo no coração e espero voltar em breve pra abraçar-te e trocar experiências. Dê um beijo em sua equipe e meus sinceros agradecimentos por tudo e mais um pouco.

Bjim no coração e um Axé todo especial.

Atenciosamente,
Sheila Dias
ONG Aqualtune/RJ
 

E o Rio Grande do Sul respondeu presente no II Ciclo Nacional de Conversas Negras

A Simone do SENAI/RS nos envia lá da terra dos pampas, o recadinho abaixo. Valeu Simone  foi um enorme prazer ter te conhecido. Te prepara que em 28 de outubro teremos o Seminário Afro-Internacional, dentro da Bienal Internacional do Livro.

 

Querida Arisia, bom dia

Quero cumprimentá-la pelo arrebatador encontro II Ciclo Nacional de Conversas Negras que proporcionaste a todos. Agradeço a oportunidade de poder aprender muito e muito junto a vocês.
Foram dias de reflexões e que trouxeram uma carga importantíssima de conhecimentos para meu trabalho e, principalmente, para minha vida pessoal.
Um grande abraço e continue com esta alegria contagiante.
Maisssssssss aplausossssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Simone de Araújo
Técnica em Educação
Interlocutora Regional do Programa SENAI
de Ações Inclusivas - PSAI
Gerência de Unidade de Negócios em Projetos Especiais/SENAI-RS

 

Fits integra programação do 2º Ciclo Nacional de Conversas Negras

Socializando matéria veiculada pela ASCOM-FITS.

Nesta sexta-feira, 26, a coordenadora de Serviço Social, professora Silmara Mendes, participará da exposição temática “Diversidade na Universidade: a política da inclusão curricular da disciplina Relações Étnico-raciais em todos os cursos da Faculdade Integrada Tiradentes”. Em sua explanação, ela falará a respeito da inserção da disciplina na grade de todos os cursos de graduação ofertados pela Fits.

“A inclusão da disciplina Relações Étnico-raciais propõe o reconhecimento e valorização da identidade, da cultura e da história dos(as) negros(as) brasileiros(as), o que requer uma pedagogia de combate ao racismo e a discriminações, o que significa fortalecer entre os(as) negros(as) e despertar entre os brancos a consciência negra, além de proporcionarmos a produção do conhecimento em diversas áreas. Não deixando de lembrar que além de darmos todas as respostas acima, vivemos na terra de “Zumbi dos Palmares”, o que reforça o compromisso de tratarmos a problemática negra no estado de Alagoas e no Brasil”, esclarece a professora Silmara.
Ela explica que mais do que atender a uma recomendação do Conselho Nacional de Educação, a postura adotada pela Fits é uma resposta na área da educação superior à demanda da população afrodescendente, “No sentido de reconhecimento e valorização da diversidade, a fim de superarmos a desigualdade étnico-racial presente na sociedade, respeitando às pessoas negras e à sua descendência africana, bem como reconhecermos a necessidade de programas de ações afirmativas dirigidas à reparação das desigualdades raciais”.

A apresentação, que acontecerá no auditório do SENAI (Bairro do Poço), está marcada para as 15h30 e faz parte da extensa programação do 2º Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda não Conta – do projeto Raízes da África. Mais informações sobre o evento no blog de Arísia Barros http://cadaminuto.com.br/blog/raizes-da-africa; através do e-mail [email protected] e pelo e-mail 8827-3656 e 3231-4201.

 

Eu irei comparecer amanhã.

Olá, boa noite.
Eu não pude ir ao II ciclo de Conversas Negras na quinta feira 25, pois faleceu um ente querido e não pude ir, mas compareci hoje 26, de agosto (gostei muito desse encontro, nunca tinha ido antes a um Ciclo de Conversas Negras é muito interessante. Vocês estão de parabéns, muito bom mesmo.O  bom seria se a sociedade toda tomasse conhecimento desse evento, pois ainda existem pessoas bastante desinformadas sobre esse assunto e até que se encaixam a eles.)
Eu irei comparecer amanhã 27.

Agradecida,

Wilma Silva
Comunicação Social - UFAL.
 

NOTA URGENTE AOS PARTICIPANTES DO II CICLO NACIONAL DE CONVERSAS NEGRAS

NOTA URGENTE AOS PARTICIPANTES DO II CICLO NACIONAL DE CONVERSAS NEGRAS

Comunicamos que devido a um ajuste necessário as atividades do II Ciclo Nacional de Conversas Negras, nos dias 25 e 26, das 08 às 18 horas, ocorrerão no Auditório do SENAI-POÇO,Rua Pedro Américo,18- Poço-Maceió-Alagoas.
No dia 27, sábado teremos o V Festival Alagoano das Palavras Pretas: Orikis: Axés do Sangue e da Esperança:”Uma homenagem especialíssima para Abdias Nascimento”, que ocorrerá Teatro Linda Mascarenhas/CEPA/Av. Fernandes Lima.Farol.
Com carga horária de 30 horas, é aberto a todos os públicos, a inscrição é gratuita e tem como objetivo discutir e avançar, com participação dos diversos segmentos sociais nas políticas públicas de promoção da igualdade racial.
Como é uma ação do movimento social negro alagoano não nos responsabilizamos com despesas, caso seja necessário, com transporte, hospedagem, e alimentação do participante.
Comunicamos, ainda que todos os certificados, inclusive dos encontros anteriores serão entregues no sábado.
Não enviaremos certificados pelos correios.


A ORGANIZAÇÃO

 

O Segundo Diálogo com @s palestrantes das Conversas no Agosto Negro.


[email protected],

Antes de qualquer palavra atropelada pela pressa de chegar, saúdo a [email protected] como uma velha prática geracional das bandas de cá, da terra de Palmares, da liberdade, ainda que numa fragmentada construção.
Saú[email protected] dessa forte região nordestina com uma logística recheada de calor humano, abraços e afro aconchegos.
Mais de quatro séculos nos separam do período escravocrata, entretanto as cenas explícitas do segregacionismo racial ainda imperam em espaços estratégicos do país cuja população negra é a segunda maior do planeta.
A realização do II Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o Que A História Oficial Ainda Não Conta, que ocorrerá em Maceió/AL de 25 a 27 de agosto de 2011 traduz as inquietações sócio-étnicas do movimento social negro, aqui representado pelo Projeto Raízes de Áfricas e seus parceiros nessa espreitada, com a perspectiva de promover o diálogo da partilha: a troca de experiências em um aprendizado comum: [email protected] palestrantes juntamente com a plenária trocam saberes adquiridos com a simplicidade e objetividade da sabedoria humana.
Até agora nossa plenária inscrita configura-se na sua grande maioria de universitá[email protected] de faculdades particulares, como também da Universidade Federal de Alagoas e Universidade estadual, NEAB,militantes negros, [email protected]
Um público diversificado e em sua maior parte, sem a intimidade com a temática negra.
Já temos inscritos representações dos seguintes estados/cidades: Pernambuco, São Bernardo dos Campos, Rio Grande do Sul, Sergipe, Piauí, Fortaleza, São Paulo, , Rio de Janeiro, São Paulo, e Distrito Federal.
Ao convidar @s senhores e senhoras, intelectuais, militantes, cientistas, quilombolas, pesquisa [email protected], atentamos não só para a seriedade do trabalho e competência, dentro do lugar que ocupam como também enxergando que cada um/uma de vocês possam criar as possibilidades de traduzir esse mesmo conhecimento como simbologia social de que as mudanças nascem dos 95% de transpiração, estudo e trabalho. É transparência da palavra-ação.
O II Ciclo é uma ação de formação continuada do alinhavo entre a vontade do fazer e a urgente necessidade da partilha do conhecimento como símbolo de redes que ser formam para o combate ao racismo, sobretudo o institucional.
Ao convidar os senhores e senhoras partimos da premissa de que a complexidade do racismo a là Brasil exige a exposição de diversificados panoramas de idéias, gentes, cores, lugares e saberes para doar ao público presente, a palavra como herança significativa para o possível surgimento de pequenas ou explosivas auto-revoluções das idéias.
Cada um/uma de vocês terão 20 minutos de exposição dos temas relacionados na programação (é importantíssimo atentar para o cumprimento do prazo estipulado, visando otimizar toda programação).
As hospedagens, preferencialmente, no Saint Patrick Praia Hotel, Av. Júlio Marques Luz n° 186, Bairro: Jatiúca,Cep: 57035-700,Maceió-AL e as conseqüentes diárias e hospedagens são fruto da parceria do Projeto Raízes de Áfricas com o Ministério de Educação/SECAD, Fundação Cultural Palmares,SEPPIR, Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos.
Em alguns casos são concedidos hospedagens e não diárias, como as de Elisa.
Atentamos que as diárias estão sendo liberadas para que os [email protected] assumam todas as despesas geradas em sua estadia. Caso as diárias, ainda não tenham caído, entre em contato com o órgão parceiro.
O Projeto Raízes de Áfricas não será responsável por despesas geradas.
Teremos um veículo saindo do hotel as 7h30 da manhã do hotel  para o Auditório Gilberto Mendes de Azevedo, que fica na Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Av. Fernandes Lima, 385 e no sábado para o Teatro Linda Mascarenhas, quando teremos o V Festival Alagoano das Palavras Pretas. Uma proposta cultural de estabelecer laços de conhecimento do público presente com poemas afros.
Haverá um varal de poemas expostos e gostaríamos de contar com a participação dos [email protected] na leitura dos mesmos.
Adiantamos que não nos responsabilizamos com deslocamentos fora dos propósitos da ação do II Ciclo.
Tivemos nos últimos meses uma árdua tarefa para conciliar e agregar gentes, em tempos espaços geográficos e horas, portanto mudanças de horários de palestras só em casos extremos. Alguns terão um duplo desafio de intercambiar papéis: serão [email protected] e [email protected] de outras mesas.
A equipe de recepção do II Ciclo é formada por seis jovens, entre 17 e 25 anos.
A Laura Antunes será a mestra de cerimônia e a interlocutora dos [email protected] com soluções para demandas referentes ao encontro. Com a Laura estarão o Daniel, Adjane, Thaís, Marta e como o II Ciclo estão na aprendizagem de caminhos, captando experiências.
Teremos no dia 26 a composição/aprovação do Documento Referência do II Ciclo, portanto precisamos contar com a participação dos [email protected] nas demais palestras.
No dia 25, às 14 horas está marcada uma agenda com o presidente da Federação das Indústrias do estado de Alagoas Dr. José Carlos Lyra que recepcionará os palestrantes do II Ciclo, em sua casa.
Outras reuniões acontecerão paralelas as palestras. Os [email protected] serão informando previamente.
É importante criar uma dinâmica de interação com o público, alguns leigos na acepção e concepção da temática, para o surgimento de uma conversa coletiva que possa reinterpretar o racismo como personagem que age “calculadamente” de improviso e que só podemos construir uma nova história se olharmos detidamente para o passado e seus fragmentos conceituais.
No mais gostaríamos de contar com cada um/uma de vocês como [email protected] desse projeto que surge como uma grande roda de conversa tendo como principio o afro-compromisso de cada pessoa para a construção de um país melhor. Aquilo de: “Sim, um mundo melhor é possível!
Sejam [email protected] a Alagoas!
 

Alagoas sedia o II Ciclo Nacional de Conversas Negras.


Durante três dias, 25, 26 e 27 de agosto, diversos segmentos sociais terão espaço, escuta e voz para discutir, problematizar e propor caminhos tendo como base temas relacionados à descriminação e desigualdades raciais.
Coordenado pelo Projeto Raízes de Áfricas,representação do movimento social negro alagoano, o II Ciclo se constitui em ação de formação continuada, com o objetivo de não só estabelecer espaços formativos, como também visibilizar mecanismos para o exercício do controle social relativo às políticas públicas para promoção da igualdade racial.
Dentro da programação dos dias 25 e 26 e 27 de agosto teremos conferências, atrações afro-culturais, registros de experiências, palestras e uma breve apresentação do Projeto 13 de novembro, quando as cinzas de Abdias Nascimento serão depositadas na Serra da Barriga.
Elisa Larkin Nascimento, esposa de Abdias ministra palestra no II Ciclo.
A Conferência das Múltiplas Diversidades “As Políticas Afirmativas no Brasil e a Democratização da Equidade Humana” abre as atividades do II Ciclo, com participação de representantes da Fundação Cultural Palmares e Secretaria de Políticas de Promoção de Igualdade Racial, da presidência da República.
A mesa será coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos.
Contando com o apoio do Ministério de Educação, Fundação Cultural Palmares, Secretaria de Políticas e Promoção da Igualdade Racial, Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Secretaria da Mulher da Cidadania e dos Direitos Humanos, Polícia Civil, Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, o II Ciclo será realizado,nos dias 25 e 26, das 08 às 18 horas na Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Av. Fernandes Lima, 385, Auditório Gilberto Mendes de Azevedo 1º andar – Farol.
O V Festival Alagoano das Palavras Pretas: Orikis: Axés do Sangue e da Esperança: Uma homenagem especialíssima para Abdias Nascimento, acontece no sábado, 27 de agosto, no Teatro Linda Mascarenhas, no Teatro Linda Mascarenhas,av. Fernandes Lima, no CEPA.
Com certificação de 30 horas, as inscrições podem ser solicitadas pelo e-mail [email protected]
Mais informações: (82) 8827-3656/3231-
 

A vítima do tiroteio do Colégio Rosalvo Lobo/AL precisa de sangue.

Socializamos a nota abaixo  que recebemos na rede.

 

Olá colegas e amigos!
Todos estão sabendo do acontecido na Escola Rosalvo Lôbo, por meio das mídias... Porém, a principal VÍTIMA, Janilson de Ângelo, encontra-se em um hospital público, extremamente precário, sem qualquer mobilização do poder público, precisando URGENTEMENTE de SANGUE para sobreviver. Ele já passou por duas cirurgias no HGE de Maceió, mas seu quadro de saúde não teve avanços até o momento.
Desta forma, venho pedir, encarecidamente aos meus contatos para que doem, QUALQUER tipo de SANGUE ao Hemoal de Maceió. Vale lembrar que no momento da doação é necessário informar o nome de JANILSON DE ÂNGELO PINTO, para que a doação seja encaminhada até o hospital.
Portanto, saliento que ele só foi baleado, porque tentou impedir que o atirador entrasse na escola e vitimasse os alunos e professores.
Conto com a ajuda e doação de todos!
Orem por ele!

Atenciosamente,
Juliana
 

Em Alagoas, a Serra da Barriga desperta a vocação dos políticos sem cargo e equipe sem emprego

Nos anos 70 o surgimento do MNU redimensionou a militância política nos anos de ditadura militar e contribuiu para uma maior organização da militância e para convencer os grupos de esquerda que a desigualdade e o preconceito raciais iam bem mais além do que a exploração da classe dominante no sistema capitalista.
Para a contemporânea militância negra brasileira filiar-se a partidos políticos é ser um elo contínuo da maturação ativista. É afiançar a participação do povo negro na vida pública do país. É, a partir da nossa pertença elencar valores e politizar as bases internas do partido, tendo como princípios a igualdade de direitos, baseado nas diferenças humanas e o combate ao apartheid sócio-étnico instalado no território miscigenado, desde os tempos de Cabral.
É estimular o lobby, como movimento crítico para a criação de pontes que permitam o debate democrático, no estatuto partidário, sobre o holocausto do racismo no Brasil e suas conseqüências contemporâneas, como também influenciar nas ações dos governos a implementação da ação política compromissada com a excelência do contributo que africanos e afrodescendência legaram à democracia brasileira.
Em Palmares tivemos a grande epopéia negra das “Américas”: a autêntica “República Negra de Palmares!
Valeu Ganga Zumba?
Assumir cargos no poder é o ritmo natural da politização e a conquista dos espaços, mas é natural vendermos nossas lutas em nome desse falso e ilusório poder?
O poder tem escravizado a consciência das muitas gentes de pele preta ou parda que “filiadas” e “nomeadas” se engalfinham na disputa do “poder pelo poder”, nas utópicas secretarias, departamentos, ministérios, núcleos, seja lá a nomenclatura que tenham, na Capital Federal ou em interiores remotos das terras de Cabral,
E apesar desses muitos espaços de poder instituídos e exercidos na sua grande maioria pelo povo de pele preta ou parda, a política de promoção para igualdade racial ocupa espaços exíguos na plataforma política brasileira e as comunidades negras, pobres, periféricas e quilombolas dos muitos e diversos territórios do país miscigenado, ainda, não experimentam transformações importantes.
Por quê?
No Ano Internacional dos Afrodescendentes nas terras miscigenadas de Cabral, o orçamento dos órgãos que lidam com a implementação de políticas para a população negra que já era exíguo, em 2011 está sequinho, sequinho...
Em Alagoas a Serra da Barriga, despida de gestão política, abandonada há séculos a sua própria sorte, despertou a vocação dos políticos sem cargo e equipe sem emprego, no loteamento do e para poder.
Tem cargo em disputa!
Ô Zumbi abre asas sobre nós!
A questão racial virou massa de manobra dos partidos políticos, que não nos aceitam legalmente, apenas de maneira informal e clandestina. Vivemos sob a sujeição a grupos e as organizações de forças partidárias, ou fomos nós que vestimos o terno e o discurso hierarquizado, mecanizado, pasteurizado dos nossos pares?
É preciso que a militância negra brasileira alojada em partidos retome a paixão das ruas, abrindo a escuta para quem está nela, ou para quem acaba de chegar.
Estamos trilhando um caminho perigoso: a  causa é quem deveria estabelecer espaços dentro dos partidos políticos e não por eles, ser violentada.
Novamente, nos colocam a forquilha nas palavras liberdade, consciência, emancipação étnica.
A disputa por cargos a ferro e fogo tem nos deixado despido da consciência do outro, da essência militante. Estamos nos equivocado em ações e propósitos por conta de “alguns tostões”.
Nas terras vastas de Cabral, do país chamado Brasil, extremamente racista, homofóbico e sexista e ,quase laico, bancadas religiosas ditam normas de conduta e a presidenta acata. Sem nem ao menos dizer amém.
Enquanto isso, a militância negra brasileira vive hoje, dentro dos partidos políticos, um exílio ideológico.
E no governo, então...
“Emancipem-se da escravidão mental”, já dizia Bob Marley
 

Em Alagoas, a pobreza é a privação panfletária da dignidade humana.


As barracas de lona erguidas para abrigar, provisoriamente, as gentes das cidades afogadas pelas águas,no interior do estado de Alagoas, é hoje, 365 dias após, uma comporta de corpos, milhares de pessoas encurraladas por entre a podridão de esgotos correndo a céu aberto e a lâmina afiada do descaso estatal.
O descaso dos organismos promotores da vida do estado de Alagoas em relação ao seu povo, sujeito histórico e invisível as políticas públicas é determinante para transformar a pobreza de maré-maré deci em miséria absoluta.
O povo subjugado pela inoperacionalidade do sistema regido, na sua grande maioria pelos homens e mulheres, quase [email protected],ideologicamente brancos e habitantes da miscigenada terra de Cabral, vive prisioneiro nos porões do simbólico navio negreiro- as barracas de lona.
No interior das barracas  a temperatura chega a alcançar 42°C, às 11h a impressionantes 60°C e na sombra 55 graus centígrados. Um calor “acima do limite suportável” e em uma situação de “extremo perigo”, conclui um estudo realizado pelo Instituto de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Alagoas.
É um novo modelo do extermínio da pobreza contemporânea!
Gentes descartáveis jogadas em terras de ninguém, uma população empalidecida pela despolitização e sufocada pelas tapinhas nas costas e o discurso patriarcal, hierárquico, mecanicista e partidarizado do estado, de que em 2012, tudo vai dar certo.
Ainda segundo Instituto de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Alagoas.
 “A alta taxa de temperatura [é] responsável pela freqüência de problemas, tais como dores de cabeça, má circulação sanguínea, dores de barriga, desidratação, queda de cabelos, inquietação, dificuldades de concentração, enjôos, problemas respiratórios, entre outros”.
E o mais desalentador é que faz tempo que os recursos para a construção das moradias estão na conta do estado.
O povo, em Alagoas, é uma mercadoria de pouco valia.
Em Alagoas, a pobreza é a privação panfletária da dignidade humana.
Alagoas tem pressa de quê?
 

Comercial (82) 3313.6040 (82) 99812.2189 [email protected]
Redação (82) 3313.2162 (82) 99664.2221 [email protected]