Raízes da África

A vítima do tiroteio do Colégio Rosalvo Lobo/AL precisa de sangue.

Socializamos a nota abaixo  que recebemos na rede.

 

Olá colegas e amigos!
Todos estão sabendo do acontecido na Escola Rosalvo Lôbo, por meio das mídias... Porém, a principal VÍTIMA, Janilson de Ângelo, encontra-se em um hospital público, extremamente precário, sem qualquer mobilização do poder público, precisando URGENTEMENTE de SANGUE para sobreviver. Ele já passou por duas cirurgias no HGE de Maceió, mas seu quadro de saúde não teve avanços até o momento.
Desta forma, venho pedir, encarecidamente aos meus contatos para que doem, QUALQUER tipo de SANGUE ao Hemoal de Maceió. Vale lembrar que no momento da doação é necessário informar o nome de JANILSON DE ÂNGELO PINTO, para que a doação seja encaminhada até o hospital.
Portanto, saliento que ele só foi baleado, porque tentou impedir que o atirador entrasse na escola e vitimasse os alunos e professores.
Conto com a ajuda e doação de todos!
Orem por ele!

Atenciosamente,
Juliana
 

Em Alagoas, a Serra da Barriga desperta a vocação dos políticos sem cargo e equipe sem emprego

Nos anos 70 o surgimento do MNU redimensionou a militância política nos anos de ditadura militar e contribuiu para uma maior organização da militância e para convencer os grupos de esquerda que a desigualdade e o preconceito raciais iam bem mais além do que a exploração da classe dominante no sistema capitalista.
Para a contemporânea militância negra brasileira filiar-se a partidos políticos é ser um elo contínuo da maturação ativista. É afiançar a participação do povo negro na vida pública do país. É, a partir da nossa pertença elencar valores e politizar as bases internas do partido, tendo como princípios a igualdade de direitos, baseado nas diferenças humanas e o combate ao apartheid sócio-étnico instalado no território miscigenado, desde os tempos de Cabral.
É estimular o lobby, como movimento crítico para a criação de pontes que permitam o debate democrático, no estatuto partidário, sobre o holocausto do racismo no Brasil e suas conseqüências contemporâneas, como também influenciar nas ações dos governos a implementação da ação política compromissada com a excelência do contributo que africanos e afrodescendência legaram à democracia brasileira.
Em Palmares tivemos a grande epopéia negra das “Américas”: a autêntica “República Negra de Palmares!
Valeu Ganga Zumba?
Assumir cargos no poder é o ritmo natural da politização e a conquista dos espaços, mas é natural vendermos nossas lutas em nome desse falso e ilusório poder?
O poder tem escravizado a consciência das muitas gentes de pele preta ou parda que “filiadas” e “nomeadas” se engalfinham na disputa do “poder pelo poder”, nas utópicas secretarias, departamentos, ministérios, núcleos, seja lá a nomenclatura que tenham, na Capital Federal ou em interiores remotos das terras de Cabral,
E apesar desses muitos espaços de poder instituídos e exercidos na sua grande maioria pelo povo de pele preta ou parda, a política de promoção para igualdade racial ocupa espaços exíguos na plataforma política brasileira e as comunidades negras, pobres, periféricas e quilombolas dos muitos e diversos territórios do país miscigenado, ainda, não experimentam transformações importantes.
Por quê?
No Ano Internacional dos Afrodescendentes nas terras miscigenadas de Cabral, o orçamento dos órgãos que lidam com a implementação de políticas para a população negra que já era exíguo, em 2011 está sequinho, sequinho...
Em Alagoas a Serra da Barriga, despida de gestão política, abandonada há séculos a sua própria sorte, despertou a vocação dos políticos sem cargo e equipe sem emprego, no loteamento do e para poder.
Tem cargo em disputa!
Ô Zumbi abre asas sobre nós!
A questão racial virou massa de manobra dos partidos políticos, que não nos aceitam legalmente, apenas de maneira informal e clandestina. Vivemos sob a sujeição a grupos e as organizações de forças partidárias, ou fomos nós que vestimos o terno e o discurso hierarquizado, mecanizado, pasteurizado dos nossos pares?
É preciso que a militância negra brasileira alojada em partidos retome a paixão das ruas, abrindo a escuta para quem está nela, ou para quem acaba de chegar.
Estamos trilhando um caminho perigoso: a  causa é quem deveria estabelecer espaços dentro dos partidos políticos e não por eles, ser violentada.
Novamente, nos colocam a forquilha nas palavras liberdade, consciência, emancipação étnica.
A disputa por cargos a ferro e fogo tem nos deixado despido da consciência do outro, da essência militante. Estamos nos equivocado em ações e propósitos por conta de “alguns tostões”.
Nas terras vastas de Cabral, do país chamado Brasil, extremamente racista, homofóbico e sexista e ,quase laico, bancadas religiosas ditam normas de conduta e a presidenta acata. Sem nem ao menos dizer amém.
Enquanto isso, a militância negra brasileira vive hoje, dentro dos partidos políticos, um exílio ideológico.
E no governo, então...
“Emancipem-se da escravidão mental”, já dizia Bob Marley
 

Em Alagoas, a pobreza é a privação panfletária da dignidade humana.


As barracas de lona erguidas para abrigar, provisoriamente, as gentes das cidades afogadas pelas águas,no interior do estado de Alagoas, é hoje, 365 dias após, uma comporta de corpos, milhares de pessoas encurraladas por entre a podridão de esgotos correndo a céu aberto e a lâmina afiada do descaso estatal.
O descaso dos organismos promotores da vida do estado de Alagoas em relação ao seu povo, sujeito histórico e invisível as políticas públicas é determinante para transformar a pobreza de maré-maré deci em miséria absoluta.
O povo subjugado pela inoperacionalidade do sistema regido, na sua grande maioria pelos homens e mulheres, quase [email protected],ideologicamente brancos e habitantes da miscigenada terra de Cabral, vive prisioneiro nos porões do simbólico navio negreiro- as barracas de lona.
No interior das barracas  a temperatura chega a alcançar 42°C, às 11h a impressionantes 60°C e na sombra 55 graus centígrados. Um calor “acima do limite suportável” e em uma situação de “extremo perigo”, conclui um estudo realizado pelo Instituto de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Alagoas.
É um novo modelo do extermínio da pobreza contemporânea!
Gentes descartáveis jogadas em terras de ninguém, uma população empalidecida pela despolitização e sufocada pelas tapinhas nas costas e o discurso patriarcal, hierárquico, mecanicista e partidarizado do estado, de que em 2012, tudo vai dar certo.
Ainda segundo Instituto de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Alagoas.
 “A alta taxa de temperatura [é] responsável pela freqüência de problemas, tais como dores de cabeça, má circulação sanguínea, dores de barriga, desidratação, queda de cabelos, inquietação, dificuldades de concentração, enjôos, problemas respiratórios, entre outros”.
E o mais desalentador é que faz tempo que os recursos para a construção das moradias estão na conta do estado.
O povo, em Alagoas, é uma mercadoria de pouco valia.
Em Alagoas, a pobreza é a privação panfletária da dignidade humana.
Alagoas tem pressa de quê?
 

O nosso racismo é um crime perfeito.

"Pesquei" essa conversa no facebook entre a Destemida Yara e a Denise Chagas,condensei, e olha que aula de História!
É, facebook também é cultura. E das boas!

O Kabengele Munanga, numa entrevista em 2009, disse que o nosso racismo é um crime perfeito.
Ah, e cá no Brasil temos o nosso sistema de castas também, só que não oficial para dificultar seu banimento ou reconhecimento... Veja que quanto mais pigmentado, mais dificuldade de ascensão terá este indivíduo. Em qualquer meio observado.
E que você diria da Índia?
O sistema de castas indiano nada mais é do que segregação pela tonalidade da pele. Veja que quanto mais escura pele, menor é casta do indivíduo.
Citei a índia porque é necessário entender o racismo de forma global. Não é um fenômeno recente, não começou a partir da chegada dos europeus à África, não é uma particularidade brasileira, embora eu reconheça o racismo a brasileira como o mais eficaz porque embota-se de sutileza e cordialidade e negação de sua existência, ancorado pela mitológica democracia racial e mistura étnica que impossibilita identificar negro e ou não-negro no Brasil.
Logo , se negros não se pode identificar, o racismo também não poderá ser identificado. E assim, qualquer ato racista que se insurgir contra um negro, não é racismo, porque ele não é negro (como diria Neymar) ou porque o agressor tem bisavó negro... Entende a engenharia?
E Arísia Barros disse em artigo que o racismo é um camaleão poliglota.
 

De onde surgiu a palavra negro?

Como o conhecimento é o instrumento mais competente  contra o preconceito nosso de todo dia vale  a pena saber:

 

A palavra negro surgiu no séc. XIX com a necessidade encontrada por alguns estudiosos de classificar as pessoas. Esses teóricos "inventaram" que os humanos deveriam ser divididos em raças segundo suas características físicas e determinaram que as raças humanas são: caucasóide (brancas), Mongolóides(Mongóis) Negroide (negros). A raça negra é a única que foi determinada sem associação entre o nome (negro) e o lugar de origem ( África).
A palavra negro foi diretamente associada a cor da pele.

Para saber sobre a informação completa, leiam: O ESPETÁCULO DAS RAÇAS - Cientistas, instituições e questão racial no Brasil do século XIX. Lilia Moritz Schwarcz
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ra%C3%A7as_humanas
 

Com informações do http://servicodepreta.blogspot.com

O II Ciclo Nacional de Conversas Negras quer provocar o silêncio agressivo do racismo.

O II Ciclo Nacional de Conversas Negras “Agosto Negro ou O Que a História Oficial Ainda Não Conta”, que acontece de 25 a 27 de agosto, em Alagoas, é um espaço de múltiplas possibilidades e se propõe a discutir e despertar estratégias, com a participação de diversos segmentos sociais , que contribuam para dar cor e gênero a política nacional de desenvolvimento sustentável do país , dito miscigenado , chamado Brasil.
O II Ciclo Nacional de Conversas Negras “Agosto Negro ou O Que a História Oficial Ainda Não Conta”, como investimento gradativo na política de formação continuada , quer provocar o silêncio agressivo do racismo, aquele que se veste da institucionalidade do sistema para fazer-se invisível.
É preciso enfatizar que o Brasil já apresenta significativos avanços , em algumas áreas, na política de promoção da igualdade racial, entretanto , contraditoriamente, ainda vivemos um cotidiano de navio negreiro. Ainda vivemos sob o estigma dos espaços delimitados.
Espaços delimitados que experimentam as secretarias, ministérios, departamentos, fundações, núcleos, gerências ao exercitar a transformação de paradigmas racistas ,nas muitas instâncias brasileiras.
Vivem com o orçamento abaixo da linha da pobreza.
Como estabelecer políticas de reparação e igualdade sem estrutura orçamentária?
Que no Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes que daqui a pouco é ontem, nos traga no presente , um ciclo de conquistas.
A maior delas é que possamos ser verdadeiramente iguais.
Em sonhos, oportunidades e direitos!
 

SENAI Nacional apresenta experiências no II Ciclo Nacional, em Alagoas.

O II Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta”  uma iniciativa do movimento social negro alagoano , Projeto Raízes de Áfricas, em parceria com a Federação das Indústrias do estado de Alagoas, iniciativa privada e dos governo estadual e federal, acontece nos dias 25, 26 e 27 de agosto,no Auditório Gilberto Mendes de Azevedo 1º andar, Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Av. Fernandes Lima, 385, Farol, das 08 às 18 horas e terá duração de três dias. Nesse período, serão desenvolvidos círculos de palestras, apresentação de experiências exitosas, mesas redondas, o V Festival Alagoano das Palavras Pretas: Orikis: Axés do Sangue e da Esperança: Uma homenagem especialíssima para Abdias Nascimento e lançamento de livros .
Visando socializar as experiências e mecanismos de interlocução institucional/social  com os programas e políticas inclusivas em etnia e gênero , o SENAI, Departamento Nacional participará em Alagoas do Diálogo Expositivo:”Ações Universais e Ações Inclusivas: Caminhos para o aprimoramento de Políticas de Formação Profissional em Etnia.- Uma ação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial”.
Compõe a mesa da exposição, que acontece dia 26 de agosto, às15h00, representante do SENAI Nacional, a Sra Simone de Araújo- Gerência de Unidade de Negócios em Projetos Especiais/SENAI-Rio Grande do Sul e Nívia Maria Carvalho de Andrade - Assessora de Educação-Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial/Alagoas.
No dia 27 de agosto acontecerá o V Festival Alagoano das Palavras Pretas: Orikis: Axés do Sangue e da Esperança: Uma homenagem especialíssima para Abdias Nascimento, grande estadista negro,falecido em maio do ano em curso, afirmando assim a memória e história do líder ativista, considerado um dos grandes expoentes das ações afirmativas da cultura negra no mundo.
O II Ciclo conta ainda com o apoio da Secretaria da Mulher da Cidadania e dos Direitos Humanos, Polícia Civil, Instituto Magna Mater, tem certificação de 30 horas e as inscrições podem ser solicitadas pelo e-mail [email protected]
Mais informações: (82) 8827-3656/3231-4201
 

Agora estou no twitter @ArisiaSa

O jornalista e presidente da Executiva Municipal do PT do B em Uberlândia, José Amaral Neto, me liga lá de Uberlândia, Minas Gerais e põe laço no questionamento: Arísia Barros porque você ainda não está no twitter? E eu, pega na saia justa , meio que constrangida falo mansa: não sei lidar com o twitter!
Como, mulher, esbraveja ele do outro lado da linha  é tudo muito simples vai à máquina e busca a acesso. Não tem dificuldade é só um passo-a-passo. E eu que temendo o julgamento alheio fiz o cadastro. Agora estou no twitter @ArisiaSa
Olha aí Amaral às vezes uma boa pressão dá frutos instantâneos.
Afroabraços

O heterossexual não precisa de dia para se afirmar.

É importante que no país racista, por natureza, chamado Brasil tenhamos políticos que batem o martelo em relação ao apartheid social que alguns insistem em instalar, com argumentos frágeis de defesa de espaços.
Penso que Kassab fez a sua parte.

Kassab veta a criação do Dia do Orgulho Heterossexual
 

São Paulo não terá o Dia do Orgulho Heterossexual. Em entrevista exclusiva ao Agora, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) revela que vetou o projeto de lei aprovado na Câmara por considerar a idéia despropositada. Segundo ele, o heterossexual não precisa de dia para se afirmar.
Agora - O senhor vai sancionar o projeto que cria o Dia do Orgulho Heterossexual?
Gilberto Kassab - Vetarei o projeto do orgulho heterossexual porque é despropositado. O heterossexual é maioria, não é vítima de violência, não sofre discriminação, preconceito, ameaças ou constrangimentos. Não precisa de dia para se afirmar. Em determinados momentos históricos, as mulheres, os negros, minorias raciais e outros sofreram brutalidades, ofensas e hoje têm os seus dias no calendário. Essas datas, sim, têm sentido, pois estimulam a tolerância, a paz e a solidariedade entre as pessoas.(...)
 

II Ciclo Nacional de Conversas Negras, em Alagoas marca o lançamento do Mapa da Intolerância Religiosa – Violação ao Direito de Culto no Brasil.

O Mapa da Intolerância Religiosa – Violação ao Direito de Culto no Brasil é um documento inédito de autoria do pesquisador Marcio Alexandre Gualberto, que também é jornalista profissional, Coordenador Geral do Coletivo de Entidades Negras,
Secretário Executivo da Aamap (Associação Afro-Brasileira Movimento de Amor ao Próximo), editor do blog Palavra Sinistra, colunista de Afropress e Conselheiro da CNIPIR/SEPPIR, será lançado no II Ciclo Nacional de Conversas Negras que acontece em Alagoas, de 25 a 27 de agosto, no auditório da Federação das Indústrias do estado de Alagoas, localizado no bairro do Farol.
Segundo Márcio Alexandre, o “Mapa da Intolerância Religiosa – Violação ao Direito de Culto no Brasil’ organiza em nível nacional os casos de desacato à liberdade de culto cometidos contra religiosos da matriz africana, muçulmanos, judeus, católicos, entre outros grupos religiosos, com ênfase nos praticantes das religiões de matriz africana que continuam a ser a vítima preferencial.
A proposta do trabalho-frisa Márcio, não é apresentar apenas denúncias, mas mostrar o quanto se tem avançado no combate à intolerância religiosa e à importância do esforço de organizações e de movimentos sociais e religiosos que se mobilizam, se articulam e pressionam o poder público para pôr um fim à intolerância religiosa.
A intenção é de que a publicação não seja uma ação pontual e dê início a um projeto permanente com a criação de um site que receba denúncias de todo o país, aponte os estados onde ocorrem mais casos e encaminhe as denúncias aos órgãos respectivos de cada estado ou município para que possam dar solução às intolerâncias sofridas.
O lançamento do Mapa acontece às 8h30, do dia 26 de agosto na mesa temática “Uma Longa Conversa sobre Igualdade Racial é para Valer?”: Enfrentamento do Racismo Institucional, Defesa e Liberdade Religiosa.

Serviço: II Ciclo Nacional de Conversas Negras: ‘Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta”
Dias: 25, 26 e 27 de agosto
Horário: 08 às 18 horas
Local: Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Av. Fernandes Lima, 385, Auditório Gilberto Mendes de Azevedo 1º andar – Farol
Inscrições gratuitas.
Certificação de 30 horas.
As inscrições podem ser solicitadas pelo e-mail [email protected]
Mais informações: (82) 8827-3656/3231-4201


 

Comercial (82) 3313.6040 (82) 99812.2189 [email protected]
Redação (82) 3313.2162 (82) 99664.2221 [email protected]