Blog do Vilar

Ricardo Barbosa: "Eu vou para o PT. Só aguardo segurança jurídica"

CM/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Ricardo Barbosa

O vereador Ricardo Barbosa – que teve o pedido de expulsão do PSOL aprovado pelo Conselho de Ética da agremiação – confirmou – em entrevista a este blogueiro – que de fato vai integrar as fileiras do Partido dos Trabalhadores (PT), na Casa de Mário Guimarães. Será o único vereador petista.

De acordo com Barbosa, a filiação no PT depende apenas da “segurança jurídica” para que ele não perca o mandato, já que existem movimentos dentro do PSOL para pedir a cadeira do edil, logo após a sua expulsão. Ricardo Barbosa já fez consulta ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AL) e espera a resposta para oficializar o “novo lar”.

Na próxima sexta-feira, dia 15, o vereador participa de um ato do PT, mas que não corresponde a sua filiação oficialmente. Porém, já é uma mostra do caminho que foi traçado para Ricardo Barbosa.

“Eu ainda aguardo a decisão do ponto de vista legal. Vou comparecer ao ato do PT, mas hoje eu ainda sou filiado ao PSOL. O PT vai filiar novos membros e foi feito o convite a mim e sim, eu vou para o PT, mas ainda espero resolver algumas questões jurídicas”, colocou Ricardo Barbosa.

A filiação ao PT – em outras palavras – só com a segurança de que permanecerá no mandato. “O PSOL já deu mostras de que não me quer mais. Então, dependo apenas da questão jurídica, pois se trata de grave discriminação contra a minha pessoa, que não provoquei minha saída e sempre segui dentro do que determina o partido”, disse ainda.

Com a ida para o PT, Ricardo Barbosa passará a fazer parte da bancada governista do prefeito Cícero Almeida (PP). No PSOL, ele integrava o bloco de oposição. “Tive uma conversa com o PT sobre este assunto, quanto a minha posição na Câmara. Sempre fui um membro de partido de seguir as posições da agremiação. Fui oposição no PSOL e o PT deixa claro que é do bloco da bancada. Devo me comportar respeitando as posições partidárias, mas isto pouco muda, pois tenho total liberdade – como foi garantido em conversa – para tomar minhas decisões individuais, quando tiver que fazer as críticas necessárias”, explicou Ricardo Barbosa.

Segundo o vereador, sua postura de oposição sempre foi responsável, inclusive reconhecendo acertos e apontando erros. Esta conduta – segundo Barbosa – se manterá quando ele estiver fazendo parte da bancada almeidista. “Não vou defender o indefensável. Tenho sido responsável e minha independência está garantida”, finalizou.

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Fernando Toledo: alvo da insatisfação de alguns 'colegas' e conversas de bastidores

Arquivo CadaMinuto Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Fernando Toledo, presidente da ALE

É dito pelos bastidores políticos que o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas, Fernando Toledo (PSDB), vem se indispondo com os pares dentro da Casa de Tavares Bastos, por conta de algumas posições.

Reflexos das brigas pelas comissões? Não só! O presidente do parlamento já é inclusive questionado por setores palacianos. Diz uma fonte, que Fernando Toledo tenta convencer “forças políticas” a o ajudarem para ocupar uma vaga de conselheiro (a próxima que aparecer), para que ele continue na briga por uma das cadeiras do Tribunal de Contas do Estado, em virtude da derrota jurídica sofrida.

Fernando Toledo ainda acalenta o sonho de ir ao Palácio de Vidro da Avenida Fernandes Lima. Para acalmar ânimos, foi escalado um interlocutor – ainda segundo informações de bastidores: o deputado estadual Gilvan Barros (PSDB), que já foi cogitado para disputar a presidência da Assembleia Legislativa, no início da legislatura, e também apontado como possível líder do governo.

Por enquanto, os únicos que já demonstraram insatisfação com o jeito Toledo de conduzir a Mesa Diretora foi o deputado João Henrique Caldas (PTN) e Antônio Albuquerque (PTdoB). A Assembleia – como sempre – um território disputadíssimo.
 

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A cruzada de Dudu Holanda e o PSD

Dias depois do PSD ter sido questionado no Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina pelo PTB de Roberto Jefferson, do senador Fernando Collor e do parlamentar federal João Lyra – um dos que querem ir para o PSD para ser presidente em Alagoas – o deputado estadual Dudu Holanda retoma sua cruzada pela – ele mesmo denomina – “construção do Partido Social Democrático (PSD) na Terra dos Marechais.

O inodoro e incolor partido surge como a única opção fisiológica de mudança de casa, para os que possuem seus planos eleitorais para 2012 e para aqueles que pretendem se firmar caciques e se sentem incomodados com agremiações que possuem muitos chefes. Este último, parece ser o caso de João Lyra, diga-se de passagem. Dudu Holanda faz leitura diferente da deste blogueiro. Segundo ele, é um partido que já nasce forte também em Alagoas.

O partido que nasce forte, corre o risco de nem nascer, caso assim entenda a Justiça Eleitoral. Por outro lado, é tão forte que ressuscitou até gente morta – lá em Santa Catarina – para que estes assinassem a lista de filiação. Em recente entrevista, Dudu Holanda convida toda a classe política – detentora ou não de mandato eletivo – para o ingresso no partido, que pretende se tornar a quarta maior sigla partidária na Câmara Federal.

No dia 29, foram definidos – em Brasília – os detalhes acerca do processo da criação da legenda que nem é de esquerda, nem de direita, nem de centro, nem oposição, nem situação, e segue numa perfeita antítese de interesses.

Quanto aos problemas para a criação da legenda, Dudu Holanda “garante que tudo transcorre na mais absoluta tranquilidade”. Ele declara: “ainda teremos agosto e setembro para filiar possíveis candidatos a vice-prefeito e vereador para as eleições de outubro do próximo ano”.


Dudu Holanda conclama os insatisfeitos. Na lista de convidados Vips, está Ricardo Nezinho, que é do PTdoB.
 

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Novaes e a confiança em um chapão para 2012

Este blogueiro conversou com o presidente da Câmara Municipal de Maceió, Galba Novaes (PRB), sobre o diálogo – que varou a madrugada – como deputado federal Maurício Quintella (PR). Na mesma mesa, dois possíveis candidatos à Prefeitura de Maceió, em 2012. Na mesma mesa, dois aliados do prefeito Cícero Almeida (PP), que busca participar do processo da escolha do candidato para lhe suceder dentro de um chapão que reúna o maior número de partidos o possível.

O mesmo projeto do qual Almeida foi “porta-voz” em 2010, mas que faliu antes mesmo de sair do papel. Agora, mais uma vez (diga-se de passagem) os membros da reedição do chapão não acreditam em naufrágio. Cícero Almeida segue crente de sua influência no grupo e os diálogos vão acontecendo. Na conversa que tive com Novaes, ele avaliou o encontro com Quintella como um “papo de amigos”.

“Foi natural. Recebi o convite e fui. Maurício é meu amigo, já fomos vereador juntos e já votei nele para deputado federal”, colocou Galba Novaes. Indagado sobre o assunto “eleições 2012” ter entrado na roda, Galba Novaes confirmou. “É um encontro de dois políticos, não é Vilar? Então, é natural que o assunto entre na roda. Não tem como não discutir o processo político”, colocou ainda.

O presidente da Câmara Municipal de Maceió externou – inclusive – sua vontade de ser prefeito da capital alagoana. “Vontade? Quem não tem vontade? Se eu penso? Sim, eu penso. Hoje estamos no quarto mandato, então eu acho que é natural querer participar das discussões. Já fui o vereador mais votado e nas eleições passadas fui o segundo, perdendo apenas para Heloísa Helena (PSOL). Tive 70 mil votos, quando fui candidato a Senador. Então, tudo isto nos faz pensar”.

Porém, apesar da vontade, Galba Novaes fala que a candidatura majoritária passa pelas discussões de um grupo e faz questão de citar o prefeito Cícero Almeida como parte deste processo, do qual ele (Novaes) e Maurício Quintella fazem parte. “A conversa foi boa. O PR cresceu muito. O PRB é um partido que também cresceu. Eu estou com o prefeito Cícero Almeida, o deputado Maurício Quintella também, então vejo como natural a formação destas alianças”, destacou o presidente da Câmara, que se diz confiante na formação de um chapão

O problema é que nesta formação há mais pretensos candidatos e caciques do que se imagina. E quando falta índio, pode-se ter o mesmo processo que ocorreu em 2010, quando a imensa aliança anunciada pelo prefeito Cícero Almeida se desfez. Esperar para assistir às cenas dos próximos capítulos!


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O que há de tão atrativo no pote dos vereadores?

A Câmara Municipal de Maceió se prepara para um segundo semestre “tenso”. Além do projeto de lei do aumento do número de vereadores, outra decisão – já tomada - dos nobres edis em evidência, soará polêmica, porque se assemelha às atitudes dos que estão acostumados e acomodados em legislar por causa própria.

O assunto é antigo e já foi tratado aqui neste blog, passou à surdina, mas pode ser questionado pelo Ministério Público Estadual (MPE). Trata-se de permitir que alguém se candidate ao cargo de vereador, sem necessariamente ter domicílio em Maceió.

O BlogdoVilar já havia dito que um vereador, interessado por demais na cidade de Piaçabuçu – sonhando – inclusive – ser prefeito do município, foi um dos principais beneficiados pela lei. O nome já apareceu na imprensa: Carlos Ronalsa (PP). O edil tem inclusive o apoio de parte da família Beltrão.

O fato foi bem exposto pelo blogueiro Ricardo Mota. Com a palavra, Ronalsa e suas preocupações, enquanto vereador de Maceió, pelos destinos de Piaçabuçu. A emenda – por sinal – deixou um monte de gente, no interior do Estado, com a orelha de pé, sobretudo se aumentar o número de vagas para 31 vereadores.

A Câmara Municipal de Maceió se mostra mais atrativa do que a casa legislativa de muito município alagoano, que o diga o peemedebista Cícero Cavalcante, o homem que fez da filha – Flávia Cavalcante (PMDB) – deputada estadual. Mas, há outros nomes que dormem e acordam fazendo contas: se 21 cadeiras a estratégia é uma; se 31, o plano é outro. Deve ter algo de muito doce o pote dos vereadores maceioenses...
 

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JHC versus Toledo: uma briga que pode ter desdobramentos

As relações entre o deputado estadual João Henrique Caldas, o JHC (PTN), e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas, Fernando Toledo (PSDB), estão em vias de “azedar” de vez.

Não bastasse a ação na Justiça – por parte de JHC – contestando a formação das comissões na Casa de Tavares Bastos, o deputado do PTN tem sido incisivo em suas colocações. Ele afirma – categoricamente – que o atual presidente age de forma “antidemocrática” e rasgando o Regimento Interno ao sabor de suas vontades, como foi o caso das indicações para as comissões que não levou em conta os partidos.

Os líderes dos partidos – na visão do deputado – não são ouvidos por Fernando Toledo, que já acumula rusgas também com o deputado estadual Antônio Albuquerque (PTdoB), líder de partido (diga-se de passagem). As comissões teriam sido compostas – como já dito aqui neste blog – de acordo com o grau de afinidade dos parlamentares com a Mesa Diretora.

Assim, se forma na ALE o alto clero e o baixo clero. Um com muita decisão, o outro com alguns insatisfeitos, mas com poucas vozes. Circula nos bastidores a informação de que JHC não é o único insatisfeito com a presidência de Fernando Toledo, mas – os demais – vivem de cautela e evitam a exposição. Claro que nem tudo é comissão, há outros assuntos.
 

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No campo nacional, PMDB não descarta encabeçar disputa em Maceió

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O presidente nacional do PMDB, Valdir Raupp, citou a cidade de Maceió dentre as capitais que o partido pode lançar candidato para disputar pela majoritária em 2012. A declaração de Raupp foi dada ao jornal “Valor”. O mandatário peemedebista fala em 24 candidaturas majoritárias – entre as 27 capitais.

Para o presidente nacional, uma necessidade, já que em 2008 (última disputa para prefeito), apenas 11 capitais tiveram candidaturas encabeçadas pelo PMDB. Maceió ficou de fora. Naquela época, o partido do senador Renan Calheiros (PMDB) apoiou a candidatura tucana de Solange Jurema, em um contexto onde qualquer adversário seria esmagado pela aprovação popular do prefeito Cícero Almeida (PP), que – obviamente – foi reeleito.

Agora, a situação é outra. Valdir Raupp enxerga possibilidades do PMDB conquistar o maior número de capitais possíveis. As únicas que não são alvo de peemedebistas : Porto Alegre e Goiânia, segundo Raupp.

Mas, é preciso ter calma com as declarações de Valdir Raupp. É que aqui em Alagoas, o PMDB segue as decisões do senador Renan Calheiros, que tem um compromisso firmado com Ronaldo Lessa (PDT).

Alguns peemedebistas locais afirmam que não há o mentor interesse – por parte de Calheiros – de romper este compromisso político, a não ser que os fatos para isto caminhem com o próprio apoio de Lessa.

No campo de alianças possíveis de Calheiros ainda está o prefeito Cícero Almeida, seu mais fiel amigo na atual conjuntura. O deputado federal Renan Filho (PDMB) – um dos nomes que chegou a ser cogitado para a prefeitura – também nega o interesse na disputa pela majoritária, desfalcando os sonhos de Raupp.

Raupp – talvez ciente disso; e apesar das afirmações sobre candidatura em Maceió - manda uma saída pela tangente: “onde o PMDB tem aliança sólida, vamos respeitar. Onde não tiver, vamos lançar candidato”. É isso...

 

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JHC vai à Justiça por conta das comissões da Assembleia Legislativa

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O deputado estadual João Henrique Caldas, o JHC (PTN), foi à Justiça contra o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas, Fernando Toledo (PSDB), por conta do desrespeito – conforme o próprio JHC – das regras da proporcionalidade na composição das comissões da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas.

De acordo com o deputado do PTN, há um desrespeito às minorias. Este blogueiro conversou com JHC por telefone. Ele diz que o presidente – em outras palavras – decidiu a composição das principais comissões da Casa de Tavares Bastos ferindo o Regimento Interno da própria Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas, impedindo a ocupação de espaços por deputados estaduais que fazem parte do bloco das minorias.

João Henrique Caldas já entrou com um mandado de segurança contra a Mesa Diretora da Casa de Tavares Bastos, agora, uma sequência do fato. JHC já reclamou também das atitudes da presidência em relação às indicações dos deputados estaduais que eram engavetadas. Assunto tratado por este blog.

O deputado do PTN confirma que na época da formação das composições solicitou fazer parte da Comissão de Meio Ambiente, ou Constituição e Justiça, ou Orçamento e Finanças. JHC é suplente na Comissão de Direitos Humanos. “É uma comissão importante, mas – por regimento – deveriam ser respeitadas as regras de proporcionalidades e o partido havia feito indicações. Fui preterido”, destaca.

Esta é a segunda confusão envolvendo a Mesa Diretora e a composição das comissões da Casa. A primeira colocou em campos opostos o deputado Fernando Toledo e Antônio Albuquerque (PTdoB) na briga pela Constituição e Justiça. Levou a melhor um terceiro personagem: Marquinhos Madeira (PT).

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Provedores participam de ‘máfia’ de links dedicados de internet em Alagoas

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Uma suposta máfia envolvendo uma operadora de celular e a venda de links dedicados para banda larga em Alagoas pode estar em andamento – sobretudo – no interior do Estado. Ainda é difícil, pelas gravações que chegaram até este Blog do Vilar, comprovar a participação direta da própria operadora. Por esta razão, seu nome é poupado, apesar de ser citado nos arquivos de áudio que se encontram em poder deste blogueiro.

De acordo com a gravação três personagens são fundamentais para o esquema: um funcionário de dentro da própria operadora, um empregado de uma empresa terceirizada que realiza habilitações para banda larga e um provedor com foco de atuação (na maioria das vezes) no interior de Alagoas e nas regiões aonde a operadora não chega.

Como se dá o esquema? Bem, como determinadas operadoras não chegam ao interior de Alagoas, elas revendem pacotes gigantescos de velocidade de internet – 100 megas ou mais, por exemplo – para determinados provedores. Estes pagam por esta internet (uma quantia altíssima) e rateia o pacote entre clientes, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas. Os valores pagos ultrapassam R$ 50 mil, por exemplo. Até aí, tudo dentro da legalidade.

O problema se faz presente quando um destes provedores é cooptado por um funcionário da empresa que faz a instalação. Ele traz uma proposta indecorosa de reduzir a conta paga pela banda larga (por meio do link delicado) de R$ 50 mil – por exemplo – para R$ 1 mil, desde que seja repassado, por fora, R$ 5 mil (ou quantia similar; é negociável) para este funcionário e para outro personagem da trama que tem acesso ao sistema da operadora. A velocidade do provedor continua a mesma, mas a conta vai lá para baixo. E assim, ele consegue ampliar sua rede de clientes, “matando” a concorrência que trabalha de forma séria!

Os empresários que agem da forma correta reclamam da concorrência desleal, pois são severamente prejudicados, pelo que agem aplicando estes golpes - para garantir um link dedicado reduzindo custos em mais de 90% - o que gera também uma queda nos impostos, para conseguir cobrar valores impraticáveis pelos provedores legais.

Como frisei: é interessante para a empresa contratante, pois aumenta e muito sua margem de lucro. Onde isto prejudica o Estado? De acordo com uma fonte – dono de um provedor que se sente prejudicado – a questão é a evasão fiscal. Como são muitos os pacotes adquiridos pelos servidores, é muito dinheiro que se deixa de arrecadar. Oficialmente se paga um valor bem menor do que o devido, consequentemente menos impostos.

Em uma das conversas gravadas, o funcionário da operadora de telefonia (responsável pela venda da banda larga) é identificado como “Maurício”. Ele supostamente autorizaria a mudança do valor da fatura de Salvador, na Bahia. A fonte diz que a queixa já foi levada à operadora. O Blog do Vilar tentou contato com a operadora, mas sem êxito. Este espaço revelará o nome assim que tiver maiores informações sobre o esquema que tem causado evasão fiscal e prejuízos para empresários sérios.

De acordo com um dos empresários, o esquema chega a todo Estado e não só nos locais aonde as operadoras não chegam. “Há também esquemas destes na capital. Na verdade quando se realiza um crime desse, as proporções que se tomam são enormes. Por exemplo, comprar um produto de 50 mil reais por 1 mil reais. Primeiro: o Estado deixa de arrecadar de ICMS cerca de R$13500,00. Esse dinheiro poderia estar sendo usado para erradicar a fome no estado, construção estradas, educação, saúde, turismo, ...”

“Os empresários que trabalham sem fazer parte do esquema tem a saúde de suas empresas ameaçadas por essa quadrilha e com isso levantam-se duas questões: ou fecham as portas ou tem o crescimento de sua empresa desacelerado acarretando um impacto brutal na sociedade: menos empregos, menos renda, mais desigualdade social, devido ao enriquecimento ilícito da quadrilha”, coloca ainda o empresário ouvido pelo blogueiro.

O texto não cita o nome da operadora por não ter falado com ela, mas é possível encontrar alguns links de pessoas que se expõem fácil na venda de determinados serviços, lá tem até o nome, mas que se ressalte, não há como saber se há consentimento desta ou não. Aqui vai apenas um link: http://www.orkut.com/CommMsgs?tid=5542952847092015587&cmm=1294657&hl=pt-BR
 

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Conselho de Ética do PSOL opina por expulsão de Ricardo Barbosa

CM/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Ricardo Barbosa

O Conselho de Ética do PSOL – que esteve em Maceió para ouvir todos os envolvidos na crise que vivenciou recentemente o partido por conta de divergências internas – seguiu o rito que a direção do diretório municipal da agremiação esperava: pedir a expulsão de Ricardo Barbosa. Parece ser a única alternativa.

Porém, ainda há turbulências vindouras dentro do partido, como a discussão sobre o pedido (na Justiça) ou não do mandato, caso do diretório nacional acate a decisão do Conselho de Ético; o que deve ocorrer - conforme os dirigentes psolistas alagoanos – até o final de julho, início de agosto. Em todo caso, antes de setembro.

Justo que a decisão seja rápida, para propiciar a Ricardo Barbosa – caso se confirme o entendimento do Conselho de Ética - o direito de buscar novo partido para enfrentar o processo eleitoral de 2012. Há diálogos com o Partido dos Trabalhadores. Em recente entrevista a este blogueiro, o próprio Barbosa já revelou ter recebido vários convites.

Natural que os convites surjam, em função do discurso combativo adotado na Câmara Municipal de Maceió. O Conselho de Ética avaliou um processo que teve início em colocações do próprio Barbosa, quando questionou – em um documento, assinado por 100 filiados (que já deixaram o partido) – o comportamento do PSOL nas eleições passadas, com atos como a filiação do Padre Eraldo, setores que teriam recebido apoio do PMDB, além das concentrações em torno do nome de Heloísa Helena (PSOL).

Com o decorrer do processo, Barbosa passou a ser questionado por fazer uso das verbas indenizatórias da Câmara Municipal de Maceió, além do voto em Galba Novaes (PRB) para a presidência da Casa de Mário Guimarães.

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