Blog do Vilar

'O PRB e o PT estiveram irmanados por oito anos. Sigo no meu partido', diz Galba

Assessoria 1314810257galba Vereador Galba Novaes de Castro (PRB)

Apesar das especulações que indicam uma possível ida para o PT, como forma de alçar o voo para a disputa da Prefeitura Municipal de Maceió, em 2012, o presidente da Câmara Municipal, Galba Novaes (PRB), disse – em entrevista a este blogueiro – que, ao menos por enquanto, “permanece no PRB de número 10, que me acolheu muito bem nestes anos”.

Novaes salienta que há conversas com o Partido dos Trabalhadores, como quando esteve reunido com o presidente da legenda Rui Falcão, no momento em que ele visitou Maceió; mas muito mais pelos discursos de alinhamento político para projetos que englobem a capital alagoana; e a tentativa de construir um grupo sólido para disputar a Prefeitura no próximo pleito. Porém, Galba Novaes afirma – de forma cautelosa – que neste projeto há vários “bons nomes” que podem encabeçar uma chapa, não sendo este necessariamente o seu.

“As discussões que tenho com os nomes do PT, como o próprio Paulão, Joaquim Brito e até mesmo o Rui Falcão dizem respeito à construção de um grupo político. O período agora é de discussões. Então, quando se vê alguém conversando com outra pessoa de outro partido, surgem logo estas informações”, colocou o presidente.

De acordo com Galba Novaes, é motivo de orgulho o PT e o PRB estarem “irmanados” por oito anos. Ele faz referência ao período em que Luis Inácio Lula da Silva e José Alencar estiveram no comando do país. “Jantei com o Rui Falcão quando ele esteve em Maceió e foram boas as conversações. Afinal, sempre estive junto com o PT. Fui candidato ao Senado com apoio do PT e na eleição para governador estivemos juntos no segundo turno, quando apoiei o ex-governador Ronaldo Lessa”, colocou ainda.

Indaguei mais uma vez sobre a mudança de partido, ele respondeu: “nada definido. Sigo no PRB”. E complementou, o presidente da Câmara: “estou satisfeito com o PRB. A gente discute grupo. Fui o candidato mais votado do partido quando eleito vereador. Estive em Brasília recentemente com as lideranças do meu partido e tenho muitas afinidades com a legenda, onde estou há quatro anos. É um partido que tem cinco anos de existência”, destacou ainda Galba Novaes.

Eleições 2012

O presidente da Câmara Municipal confirmou o desejo de disputar a Prefeitura de Maceió, em 2012. “Eu não gosto de demagogia. Não uso disto. Se surgir a oportunidade e se juntarem forças em torno do meu nome, eu quero sim ser candidato e disputar a Prefeitura. Mas, ninguém é candidato sozinho. É preciso que haja um grupo e neste há outros bons nomes. É preciso – na verdade – ter duas coisas para ser candidato: densidade eleitoral e grupo político. Este momento de agora é de conversas”, finalizou o presidente da Casa de Mário Guimarães.

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Galba Novaes pode mudar de "casa" para 2012?!

Assessoria 1314810257galba Vereador Galba Novaes de Castro (PRB)

Quem diria? Circula pelos bastidores políticos a informação de que o presidente da Câmara Municipal de Maceió, o vereador Galba Novaes (PRB), pode mudar de partido. Deixar as fileiras da legenda que abrigou o ex-vice-presidente José Alencar (falecido) e ingressar na legenda da presidenta Dilma Rousseff (PT), em quem Novaes votou nas eleições passadas.

Aliás, nas últimas eleições estaduais – ao menos! – Galba Novaes sempre fez parte de projetos alinhados com o PT local. Até mesmo quando foi candidato ao Senado Federal. Recentemente, ao lado de Fernando Collor de Mello (PTB), disputou o Governo do Estado na condição de vice. No segundo turno, apoio a Ronaldo Lessa (PDT) que – ao menos teoricamente – era o candidato do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.

Agora, Galba Novaes – ao menos conforme as informações que circulam pelos bastidores políticos – pode ser um “neopetista” a ingressar na agremiação já com o cacife de quem quer ser candidato à Prefeitura Municipal de Maceió. Não é pouca coisa. É chegar, caso se confirme o fato, já disputando espaço com o petista histórico Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT) – ex-deputado estadual – que briga para encabeçar a chapa do partido.

Novaes costura – ainda que seja cauteloso nas declarações públicas – sua candidatura a prefeito de Maceió. Os passos dado dentro da Câmara Municipal de Maceió, inclusive na forma como tem lidado com a opinião pública, permite bem esta leitura. Há algum tempo, lideranças nacionais do PRB já estiveram em Maceió e discutiram o futuro do partido nas próximas eleições, que tem Novaes como grande nome no Estado.

Caso vá para o PT, o PRB fica apenas com Marcelo Gouveia ocupando uma das cadeiras. Já os petistas seriam dois no “parlamento-mirim”: Ricardo Barbosa e Galba Novaes. Será? Este blogueiro tentou falar com Novaes, na tarde de ontem, dia 08, quando soube das informações aqui publicadas, mas seu celular estava fora de área. É interessante ouvir o próprio Novaes sobre o assunto. Mas, quando há fumaça demais...

E os petistas, como se manifestam em relação às informações que por aí circulam?
 

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As eleições para os conselhos tutelares? Almeida com a resposta...

Como já esperado, o Ministério Público Estadual – por meio das promotoras Alexandra Beurlen e Marluce Caldas – não concorda com a prorrogação dos mandatos de conselheiros tutelares até dezembro de 2012, em quatro regiões da capital alagoana.

As eleições para os Conselhos Tutelares foi um dos pontos questionados em passado recente, inclusive com um pedido – por parte do ex-secretário da extinta pasta de Direitos Humanos, Pedro Montenegro – para que o pleito fosse acompanhado de perto pelo MP, evitando assim irregularidades que podem estar ocorrendo no processo.

Os Conselhos podem servir de trampolim, ou até mesmo de “currais” para lideranças ligadas a determinados políticos com mandato, abrindo assim espaço para o abuso de poder econômico e político, semelhante às eleições municipais e estaduais.

O MP recomenda que a Prefeitura Municipal de Maceió – ao invés da prorrogação dos mandatos – faça as eleições devidas, cumprindo a lei. É, quando o assunto é conselhos tutelares – conforme informações de bastidores – parece que se “cutuca” um vespeiro. O ex-secretário Pedro Montenegro sabe bem disto.

Que postura adotará o prefeito? Seria interessante que, além de realizar as eleições, se pedisse o acompanhamento rígido destas por parte dos órgãos fiscalizadores, dentre os quais o próprio MP. Afinal, fumaça há, resta saber se tem fogo...e quem é que o acende...
 

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Câmara Municipal: consulta de Marco Toledo pode servir de mote para aumentar vereadores?

A polêmica sobre o número de vereadores da Câmara Municipal de Maceió para o ano de 2013 pode ser resolvido pela Justiça Eleitoral diante dos questionamentos em relação ao Parecer da Procuradoria da Casa de Mário Guimarães, que – no entendimento do “grupo dos seis” – não é conclusivo.

O grupo dos seis – lembrando! – é formado por Heloísa Helena (PSOL), Silvânia Barbosa (PTdoB), Oscar de Melo (PP), Tereza Nelma (PSB), João Luiz (Democratas) e Fátima Santiago (PP). Eles já se manifestaram e falam em dar entrada com uma ação judicial, questionando a decisão do aumento de vereadores com base no parecer e na emenda aprovada em 2009.

Não se questiona a legalidade destes documentos, mas sim o fato deles não concluírem o número de vereadores. Porém, do outro lado, existe uma consulta feita pelo presidente do PTdoB e advogado eleitoral, Marco Toledo, ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que pede que a Justiça se pronuncie colocando qual a composição mínima do plenário do Legislativo municipal.

Para Toledo, especialista em Direito Eleitoral, o “parlamento-mirim” não pode ficar com 21 vereadores, pois iria ferir a Constituição Federal. A Câmara Municipal – diz o advogado – é obrigada a decidir o número de vereadores; que deve ter com base nas alíneas da emenda de número 58. Maceió (pela quantidade de habitantes) estaria situada entre as alíneas que – no entendimento de Toledo – mostra um mínimo de 30 e um máximo de 31.

Toledo espera ouvir da consulta que fez justamente esta resposta, assim sendo jogaria uma pá de cal na questão. O PTdoB tem dois vereadores. O interessante é que estão em campos opostos. Théo Fortes defende o aumento da representatividade e cita a si mesmo, colocando que sempre teve mais voto do que muitos dos vereadores que não foram eleitos e ficou de fora do “parlamento-mirim” justamente pelo número ser de 21. Do outro lado está Silvânia Barbosa que integra o “grupo dos seis”.

E assim, parece que até juridicamente falando, as 31 cadeiras vão prevalecer. Será?

 

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Violência: quando a sensação é de impunidade

Os números da violência em Alagoas – especialmente em Maceió – não são novidades e têm sido o principal desafio do poder público no Estado. Recentemente, reportagem internacional compara a Terra dos Marechais ao Afeganistão, levando em consideração as frias estatísticas vivenciadas pelos alagoanos.

Os números – entretanto – tomam proporções bem mais drásticas e alarmantes quando associados com a sensação de impunidade, em virtude do surgimento de vítimas do crime de mando, cujos mandantes são muitas vezes protegidos pelas corruptelas de autoridades. Assim, alimenta-se a sensação de impunidade, de terra sem lei, de paraíso sem dono...e por aí vai...

Os crimes políticos deixam isto bem mais evidente. A solução tem que ser rápida e enérgica. Não se pode ficar apenas nos discursos que seguem paralelos aos 30 dias do inquérito policial e vão arrefecendo conforme o tempo vai passando; aproveitando-se da amnésia seletiva da opinião pública.

O caso do vereador por Anadia, Luiz Ferreira, provocou esta revolta mais uma vez. Como provocou os demais casos de repercussão envolvendo política: chacina de Roteiro, caso Fernando Aldo, outro vereador morto em Roteiro, enfim...casos recentes de uma Alagoas que se mostra combalida e ainda presa as velhas estruturas, apesar dos sinais expostos de avanços e desenvolvimentos.

Será que são mais casos que somarão ao de Sílvio Viana, dentre tantos que ajudaram a construir uma história difícil de ser contada pelos alagoanos de bem? E como se não bastassem não são apenas os crimes políticos, mas também os de mando que envolvam – em maior ou menor grau – como suspeitos os ilustres colunáveis de nossa sociedade.

Estes são os crimes que nos dão a sensação de impunidade! São os que evidenciam a fragilidade de um sistema que parece não ter coragem para punir quem de fato merece ser punido. Em muitos casos, o algoz é inclusive agraciado. Como diria Jean Paul Sartre, ainda é inserido em um contexto, onde as vítimas são quase obrigadas a respeitar o carrasco.

Do outro lado da moeda, os crimes que já fazem parte de uma violência urbana, que tem como pano de fundo a imensa desigualdade social, o tráfico de drogas, a ausência de oportunidades, dentre outros fatores históricos de Alagoas. Os diagnósticos para o que vivenciamos são muitos, saltam aos nossos olhos...

 

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Silvânia Barbosa propõe redução de cargos da Mesa Diretora

A vereadora Silvânia Barbosa (PTdoB) – aproveitando a discussão dos projetos de lei do presidente Galba Novaes (PRB), que reduz o número de assessorias de gabinetes, as verbas indenizatórias e congela os salários – propôs que também se reduzisse o número de cargos ligados à Mesa Diretora.

De acordo com ela, há casos em que os vereadores podem reduzir os números de cargos no gabinete, jogando estas nomeações para a Mesa Diretora. Ela cita o caso do vereador Paulo Corintho (PDT), que teria exonerado três assessores ligados ao seu gabinete e foram nomeados – no mesmo Diário Oficial do dia 03 de setembro – pela Mesa.

Paulo Corintho salienta que há vereadores que são contrários ao aumento do número de edis por conta das reduções de recursos e cargos dos gabinetes (“passariam a ter menos recursos em seus bolsos”, chegou a dizer o pedetista) e salienta que na Mesa Diretora passada – presidida por Dudu Holanda (PMN) – tinha até funcionários fantasmas. Corintho diz que defende cortes na própria carne para que se aumente o número de edis na Casa de Mário Guimarães.

O vereador do PDT concorda com o presidente Galba Novaes pela redução de cargos nos gabinetes, congelamento de salários e redução de verbas indenizatórias. Outros vereadores também já se posicionaram favoráveis ao projeto de redução de custos. Dentre eles, Heloísa Helena (PSOL). “Eu sou favorável a todo tipo de redução de custos”, destacou, mesmo se posicionando contrária ao aumento do número de edis em plenário.

Com os projetos de Galba Novaes (caso sejam aprovados), a Câmara terá 10 cargos por gabinete, ao invés dos atuais 17; os salários ficam congelados em R$ 9 mil (valor bruto) e as verbas indenizatórias vão para aproximadamente R$ 6 mil. O presidente ainda tenta encerrar dentro da própria Casa a discussão sobre o aumento do número de edis. De acordo com ele, é uma questão vencida e que os insatisfeitos procurem as vias judiciais, como fará o grupo dos seis.

“Parece que há o interesse de desgastar o Poder. Eu faço o pedido de não fazer este debate aqui. Procurem à Justiça”, colocou. O presidente ainda ressalta – como antecipou o Blog do Vilar – ser legítimo o direito do questionamento.

Quanto às declarações de Silvânia Barbosa, houve um mal-estar entre ela e o vereador Paulo Corintho, justamente pela vereadora ter tocado nas nomeações dos cargos que saíram do gabinete do pedetista para a Mesa Diretora.

“Em dezembro de 2009, foram três cargos nomeados por vereador. Nenhum vereador foi contra. Todos nomearam com o presentinho de natal”, colocou Paulo Corintho ao rebater Silvânia Barbosa. Sobre os cargos exonerados de seu gabinete e ter ido para a Mesa, Corinho ressalta: “isto é atribuição da Mesa. Eu não nomeio nem exonero ninguém”.
 

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Galba diz que BB quer cobrar R$ 100 mil para devolver dinheiro dos concursandos

Assessoria 1314810257galba Vereador Galba Novaes de Castro (PRB)

O presidente da Câmara Municipal de Maceió, Galba Novaes (PRB), relembrou – no uso da tribuna da Casa de Mário Guimarães – só faltam poucos itens de seu plano de gestão. Um deles é justamente a devolução do dinheiro dos candidatos que se inscreveram no concurso que seria realizado para o “parlamento-mirim”, mas que não houve!

O dinheiro dos que se inscreveram com o sonho de ser funcionário público do Poder Legislativo municipal (um somatório de R$ 700 mil) se encontra, conforme Galba Novaes, em uma conta do Banco do Brasil. O presidente do Legislativo afirma já ter tido reuniões sobre o assunto com a promotora Fernanda Moreira.

Porém, Galba Novaes diz esbarrar justamente no Banco do Brasil, segundo ele (é bom frisar!). O presidente da Casa de Mário Guimarães diz que o banco está cobrando R$ 100 mil para devolver os R$ 700 mil.

Segundo ele, a Câmara Municipal vai brigar para não precisar pagar este valor. O vereador não explicou os motivos desta cobrança. Não entrou em detalhes! Mas, é a mais recente novidade sobre o ressarcimento que os candidatos do concurso que não houve esperam...esperam, inclusive, sentados, como se diz no popular!
 

Leia a Nota à Imprensa do “grupo dos seis”

O Blog do Vilar publica na íntegra a nota distribuída à imprensa pelo grupo dos seis, que quer derrubar a decisão de que a Câmara Municipal vai ser composta por 31 vereadores em 2013. Leia abaixo:

A ilegalidade da votação que tentou impor o número de 31 vereadores para a próxima legislatura da Câmara de Vereadores de Maceió foi claramente exposta pelo parecer firmado pelos procuradores Diógenes Tenório de Albuquerque Júnior e Marcelo Henrique Brabo Magalhães. Entre as irregularidades que determinaram a anulação da votação está o seu caráter secreto, que violou o Regimento Interno da Câmara. Assim, diz o parecer:

“Impõe-se a anulação da aludida votação, determinando que seja a mesma repetida, desta feita por meio de votação aberta de forma, assim, a se evitar discussões quanto à legalidade e constitucionalidade do dispositivo aprovado”.

No parecer, os procuradores citam, repetidamente, com base nas decisões dos Tribunais Superiores, que compete à Câmara fixar o número de seus vereadores, como estabelece a Constituição Federal, de acordo com a população do município.

Os procuradores dizem que não cabe à Procuradoria estabelecer esse número “não obstante exista o firme pensamento e posicionamento de que o número de 21 vereadores permite, de maneira razoável e suficiente o atendimento aos trabalhos e atividades desempenhadas nesta Casa de Mário Guimarães”.

Alerta, ainda, a Procuradoria sua preocupação com “o aumento de despesas, as quais, certamente, irão impor que algumas das atividades salutares e vanguardistas hoje existentes sejam diminuídas, ou, ao menos, redimensionadas”.

Mas, indiferente ao que afirma o parecer, um grupo de vereadores quer desrespeitar o parecer que manda realizar nova votação, tentando restabelecer como definitiva uma emenda à Lei Orgânica, aprovada em 2009, como se ela determinasse o número de 31 vereadores – o que é mais uma falsidade nesse lamentável processo da tentativa de aumentar, sem justificativa o número de vereadores, contrariando a opinião da imensa maioria da população de Maceió, exposta nas mídias, até mesmo em outdoor.

A Constituição Federal diz no inciso IV do seu arti. 29 que para a “composição da Câmara será observado o limite máximo de (...)” até 31 vereadores, no caso de Maceió (que já atingiu 900 mil habitantes). Fica claro que esse é o limite máximo, cabendo à Câmara Municipal decidir por um quantitativo. Nada impede que continue 21, como recomenda a Procuradoria.

A emenda de número 29 só “descoberta agora”, após anulação, foi aprovada pela Câmara em setembro de 2009, e altera a redação do art. 17 da Lei Orgânica, que passaria a ter a seguinte redação:

“A Câmara Municipal de Maceió compor-se-á até o limite e critérios determinados no inciso IV do artigo 29 da Constituição Federal”.

Portanto, fica claro que essa emenda não estabelece o número de 31 vereadores, nem qualquer quantitativo. Até exclui que seja o “limite máximo”, ao eliminar de seu texto indicação de máximo contida na Constituição.

Em virtude dessa série de irregularidades, os vereadores que subscrevem essa nota decidem:

a) Reiterar a necessidade de abertura de Procedimento Investigatório para identificação e punição dos envolvidos na fraude do processo de votação da Emenda à Lei Orgânica:
b) Ingressar com uma ação judicial para que seja determinado à Câmara de Maceió cumprir a Constituição Federal, votando aberta e democraticamente e definindo o número de vereadores para a próxima legislatura. Reafirmam que o quantitativo de 21 atende muito bem às necessidades de Maceió, além de evitar o aumento de despesas, nesse momento de crise, no qual se deve privilegiar outras necessidades como a saúde, a segurança, a educação e a assistência social.

A nota é assinada por Oscar de Melo (PP), Tereza Nelma (PSB), Fátima Santiago (PP), Silvânia Barbosa (PTdoB), Heloísa Helena (PSOL) e João Luiz (Democratas).

 

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Heloísa retorna ao Legislativo ao estilo Heloísa: “é malandragem política”

Arquivo - Cadaminuto 1302178521heloasa helena 01 Vereadora Heloísa Helena

A vereadora Heloísa Helena (PSOL) confirmou o que foi adiantado pelo Blog do Vilar na manhã de hoje, dia 06. O grupo dos seis vereadores que votaram contra ao aumento de número de edis pretende ir à Justiça para cobrar que a Câmara regulamente a situação, devido às brechas deixadas pela emenda de 2009 e o parecer da Procuradoria.

Ela destacou que se pretende questionar a decisão tomada pela Mesa com base apenas no parecer da Procuradoria da Câmara, que na visão do grupo apenas tem valor opinativo e não é conclusivo.

Para Heloísa Helena, os favoráveis ao aumento usaram da “malandragem política”. “O que foi acordado, em 2009, é similar à emenda de número 58 do Congresso Nacional e não define o número. Vamos buscar os meios judiciais cabíveis para questionar esta malandragem. Para que a Câmara Municipal tenha que decidir. Não acho justo aumentar o número de vereadores, pois há déficit de políticas públicas em Maceió”, colocou Heloísa Helena.

O vereador Oscar de Melo (PP) – que também esteve presente na reunião de ontem – usou a tribuna para cobrar que a Casa determine de forma clara o número de vereadores. “Não se discute a legalidade do parecer, nem a emenda que foi aprovada de forma correta em 2009. O que se discute é que Maceió hoje não tem um número de edis definido justamente por conta da aprovação destes textos. Cabe a Casa definir, seja por meio de outra Lei Orgânica Municipal, que substitua este artigo de número 17, que antes da emenda de 2009 deixava claro que eram 21 vereadores”, sentenciou Oscar de Melo na tribuna.

Para o vereador, com os atuais textos – o parecer da Procuradoria e a emenda de 2009 – a Câmara Municipal de Maceió não tem como saber o número de vereadores. Oscar de Melo ainda colocou uma nota à imprensa e pede para que mais vereadores possam assinar o documento destinado a jornalistas e a opinião pública. A nota cobra – evidentemente – que a Câmara Municipal vote de forma clara a quantidade de edis que terá em plenário no ano de 2013.

Oscar de Melo ainda coloca: “Não se discute a legalidade do que foi aprovado em 2009, nem se quer anular o parecer da Procuradoria. A emenda é legal, está em vigência e substituiu a que dizia que o número era de 21. O parecer também não precisa ser anulado. Ele apenas não define o número de 31. É preciso que a Câmara Municipal defina. O parecer é bem elaborado, mas não é conclusivo”, colocou. Melo ainda elogia os procuradores da Câmara e destaca a responsabilidades destes quando – em seu entendimento – afirma ainda a possibilidade da manutenção da atual composição do “parlamento-mirim”.

O pastor João Luiz (Democratas) acompanha o entendimento de Oscar de Melo e ainda ressalta que o grupo só não apresenta uma emenda para 21 vereadores porque esta será derrubada por 14 votos a 6. “Seria inútil. Estamos mostrando a necessidade da emenda e que se tenha duas, três, quatro propostas se for o caso. Achamos que o número de 21 é suficiente, até por conta dos espaços físicos. Estou aqui por três legislaturas e não tenho sequer gabinete. A maioria não tem gabinete. Não há espaço físico”, colocou.

A estratégia de ir à Justiça – segundo João Luiz – é pela discussão do número de vereadores depender da Câmara Municipal e não de um parecer da procuradoria, que tem apenas o valor opinativo. “Queremos que a Câmara vote e regulamente”. Heloísa Helena ainda ressalta: “eles fazem isso (aprovar os 31 vereadores sem a discussão no parlamento e as votações abertas que eram previstas) por contar com a amnésia seletiva que o eleitor tem na época de eleição”.

 

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Novaes considera ‘salutar’ questionamento do parecer que aumenta vereadores

Assessoria 1314810257galba Vereador Galba Novaes de Castro (PRB)

O presidente da Câmara Municipal de Maceió, Galba Novaes (PRB), falou com este blogueiro sobre a estratégia do “grupo dos seis” – Oscar de Melo (PP), Tereza Nelma (PSB), Heloísa Helena (PSOL), pastor João Luiz (Democratas), Silvânia Barbosa (PTdoB) e Fátima Santiago (PP) – de questionar o parecer da Procuradoria da Casa de Mário Guimarães na Justiça, por acreditar que este não define o número de vereadores do “parlamento-mirim”.

“O questionamento é normal de qualquer casa legislativa. Se acham que há mecanismos para questionarem a decisão que foi tomada pela Procuradoria e acatada por esta Mesa é um direito legítimo e salutar que se busque. A única coisa que não acho salutar é atentar contra o parlamento”, colocou ainda o presidente Galba Novaes, salientando ainda que sempre seguirá as determinações da procuradoria.

De acordo com Novaes, a Procuradoria opinou – em relação à emenda já aprovada em 2009 - e a Mesa Diretora seguiu a orientação jurídica. “Acatamos o posicionamento da Procuradoria, não só por pelo parecer em si, mas por ser esta formada por reconhecidos nomes do campo jurídico, reconhecidos em Alagoas e fora do Estado”, colocou ainda, elogiando Diógenes Tenório e Marcelo Brabo.

Para Galba Novaes, o aumento de vereadores já é uma realidade, apesar de ser contrário. “Eu particularmente sou contrário ao aumento de vereadores pelas dificuldades orçamentárias da Casa, mas como legalista não poderia deixar de acatar o parecer. Agora, vamos buscar redimensionar a Câmara Municipal, congelando os salários, reduzindo as verbas e diminuindo o número de assessorias. São propostas que vou discutir com os meus pares. Já era pontos de minha gestão desde o inicio e agora é o momento oportuno”, frisou o presidente da Casa de Mário Guimarães.

O presidente ainda revelou que os cofres do Legislativo municipal possuem R$ 3,5 milhões para a construção ou compra de um novo prédio, o que deve ser feito na região do Tabuleiro do Martins. Galba Novaes coloca que o atual prédio não tem estrutura para os atuais 21 vereadores, quiçá os 10 novos que virão, caso permaneça o parecer da Procuradoria. “Até o fim do ano decidimos se compramos ou construímos o novo prédio. Tomada esta decisão, faremos a mudança no tempo mais rápido possível”, colocou.

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