Falta um mês para que aconteça uma eleição considerada indefinida pelas pesquisas eleitorais e o tom dos discursos eleitorais que era considerado “aceitável” começou a mudar principalmente em relação aos correligionários e os próprios candidatos Fernando Collor e Téo Vilela.
Ao perceberem a possibilidade real do processo eleitoral ser definido no primeiro turno, caso o candidato ao governo Ronaldo Lessa tenha mesmo seu registro cassado, Collor e Téo prepararam ofensivas que seguem o estilo pessoal de cada um dos candidatos.
Collor chamou Téo de “bandido” em um comício na cidade de Teotônio Vilela, ele já havia se referido ao governador como “frouxo” em outro comício e vai intensificar o discurso, sempre acompanhado de outros candidatos que também tem “falas” contundentes como João Beltrão e Cicero Ferro.
Téo por sua vez vai esquecer Lessa e vestir a camisa do “anti-collor” fortalecendo o discurso do bem contra o mal e contando com o apoio ( que os colloridos ainda duvidam) de Cicero Almeida em Maceió.
Toda esta situação vem preocupando Policia Federal, Tribunal Regional Eleitoral e a cúpula da Policia Civil e Militar que já identificaram “pontos de tensão” em várias cidades do interior onde os candidatos passam, as vezes com o intervalo de apenas um dia.
“Os discursos inflados dos candidatos transmitem um clima de guerra que as vezes é assimilado da pior forma por um correligionário ou um cabo eleitoral, já identificamos duas situações na semana passada que por pouco não chegaram ao confronto violento” explicou um delegado.
Durante a reunião acontecida ontem na sede do TRE entre todos os juízes eleitorais era clara a preocupação com o tom dos discursos.
"Cada fala de um candidato pode ser o estopim para um ato violento, e a proximidade da eleiçãoptencializa o risco desta situação" explicou um magistrado.
Todos, TRE, PF, PC e a sociedade em geral torcem que os embates fiquem apenas no campo do discurso, mas o pavio está aceso e a explosão pode ocorrer a qualquer momento.
