O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse neste sábado (6), após a reeleição de Michel Temer (SP) para a presidência do PMDB, que a recondução “reforça a tese da aliança” com a possível candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
“Estou muito feliz com a recondução do Michel Temer como presidente do PMDB, porque reforça [dentro do partido] a tese da aliança com a ministra Dilma. Já temos um compromisso nacional de estarmos juntos no plano nacional e construirmos em cada estado que estejamos juntos também”, afirmou. Apesar disso, Padilha afirmou que “não interessa a ninguém” antecipar a questão do vice na chapa da possível candidata do PT.
Já Temer preferiu usar a cautela. Segundo ele, “qualquer posição do PMDB será de parceria.” Perguntado se a recondução fortalecia seu nome para vice, Temer desconversou. “Fortalece o próprio PMDB”, disse.
Reeleição
Temer, que ocupa o cargo desde 2001, foi o candidato da chapa única inscrita para o pleito.
De acordo com o PMDB, 570 filiados tinham direito a voto na escolha do diretório nacional. No entanto, como alguns membros têm direito a mais de um, o máximo de votos no pleito poderia ser de 797 votos. O diretório, composto por 119 pessoas, escolheu 24 membros da executiva nacional. Foi a executiva que aclamou Temer como presidente.
Um acordo interno definiu os outros cargos da executiva nacional. O senador Valdir Raupp (RO) será o primeiro vice-presidente; a deputada Íris de Araújo (GO), a segunda vice; e o senador Romero Jucá (RR), o terceiro vice. A primeira vice-presidência é um cargo estratégico, já que Temer está cotado para ser o candidato a vice-presidência da República na chapa da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). Assim, o vice poderá, em algum momento, assumir o cargo principal do partido.
O deputado paulista estava licenciado da presidência do partido, que era ocupada interinamente pela deputada Íris de Araújo, mas voltou ao cargo há duas semanas. A convenção nacional do partido estava marcada inicialmente para o dia 10 de março, mas foi antecipada por decisão do grupo que apoia Temer.
União
No início da convenção, Temer falou em “união” do PMDB. “Todos os estados brasileiros estão aqui. O Brasil inteiro está aqui numa tranquiliadade absoluta. Tranquilidade política e tranquilidade jurídica.”
Na noite desta sexta (5), o Tribunal de Justiça do DF havia cancelado a convenção, mas a decisão foi revertida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O governador Sérgio Cabral (RJ) esteve na convenção. “A delegação do Rio de Janeiro defende que o projeto continue com uma aliança com Dilma e com a indicação de um nome do PMDB. Particularmente, defendo o Temer para vice [presidente, na chapa de Dilma]”, disse.
Além dele, passaram pela convenção o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (GO) –também cotado para vice na chapa da ministra da Casa Civil-, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (MA), e o ministro das Cidades, Geddel Vieira Lima (BA). O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, chegou no final da convenção.