Dos totalitarismos

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O nazismo só ganhou pecha de direitista por razões históricas. Hitler considerava os eslavos uma raça inferior e queria suas terras. Guerreou com os russos. Daí a aparente polarização.

No mais, foi Idêntico ao comunismo em quase tudo: partido único, culto à personalidade, economia planificada, preços estipulados pelo governo, mentalidade antiempresarial, ódio ao lucro e aos capitalistas, controle das artes e da cultura, campos de concentração, terror estatal. Numa palavra: TOTALITARISMO.

A única diferença importante é que o nazismo se batia pela supremacia de uma raça sobre as outras. O objeto de ódio dos comunistas era outro: a burguesia. Além disso, o nazismo era nacionalista, ao passo que o comunismo se pretendia internacionalista.

E, a propósito, Hitler detestava as "hordas asiáticas e bolcheviques" mas, era leitor devoto dele... Adivinhem quem. Sim, Karl Marx!

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Os EUA na primeira pessoal do plural versus o Brasil na terceira do singular

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Enquanto vivi nos Estados Unidos (2001-2005), uma coisa que me chamou muito a atenção e me comoveu foi o uso, por assim dizer, patriótico, do pronome pessoal "We". Ouvi “vezes sem conta” afirmações como

- We have three aircraft carriers in the Pacific.

- We could use our power more than we do.

- We don't need to understand these terrorists, we need to cut their throats

E, até mesmo, o enfático:

- I hear people say that we suck. We don't suck!

Isso me foi dito por um rapaz que me defendia energicamente a melhora da equipe americana de soccer.

"We", "We", sempre "We...

Os políticos também fizeram e fazem um uso extenso desse "We".

- "We choose to go to the moon" (Kennedy)

- "We shall pay any price..." (Kennedy, em defesa da missão americana no mundo)

- "We win, they lose" (Reagan, acerca do desfecho da Guerra

E nem o traste do Obama ousou destoar:

"Yes, we can"

"We", "We", sempre "We".

Ah, se não é "We", é "Our".

"Our Nation's Capital" - Forrest Gump e por aí vai...

O brasileiro sempre trata de seu país na terceira pessoa. (Abro aqui uma possível exceção para a Seleção Brasileira em tempos de Copa do Mundo).

Ora, por quê?

Minha conjectura pessoal é que os americanos se sentem literalmente DONOS do seu país. Seu exército, seus sucessos, seus planos ... até o seu soccer LHES pertence.

O brasileiro vê o seu governo, suas instituições etc, se não propriamente como um corpo estranho, no mínimo, como algo que lhes é externo, separado, alienado.

Há nos Estados Unidos um sentido de missão comum, de "Estamos todos juntos nessa", que NUNCA criou raízes no Brasil.

Seria essa outra das razões de sua grandeza? E o que a diferença revela sobre nossa estreiteza?

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