Encontro discute Participação Feminina nos Espaços de Poder

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Agosto terminando com muitos debates, nos alertando para o empoderamento e a sororidade como ferramentas para o enfrentamento à violência doméstica e luta pela garantia dos direitos de todas as mulheres.

Pois é, enquanto finda-se o mês que nasceu a Lei Maria da Penha, por ironia, encerram-se também de forma banal, prematura e impiedosa, em São Paulo, as vidas de 05 mulheres assassinadas pelos companheiros e ex-companheiros.

Em contrapartida às estatísticas mundiais que colocam o Brasil em 5º lugar no ranking do feminicídio, concluímos as atividades alusivas aos 11 anos da Lei Maria da Penha com resultados positivos de importantes ações voltadas às causas femininas em nosso estado.

O mês está indo embora, mas está deixando ideias e lutas a serem seguidas de iniciativas de sucesso como o ‘Agosto Lilás’ da Semudh (Secretaria da Mulher e Direitos Humanos) que alcançou 72 dos nossos 102 municípios alagoanos, bem como os eventos “Seminário de Enfrentamento à Violência contra Mulheres com Deficiência’ e ‘Mulheres no Poder – Diálogos sobre empoderamento político, institucional, social e enfrentamento à violência.

Neste encontro que ocorreu na sede da OAB, nesta quarta-feira (30), realizado pela Semudh, OAB e outras instituições parceiras, vieram para o debate, mulheres que nos representam em várias esferas de nossa sociedade para as discussões sobre a importância da participação feminina nos cargos eletivos e nas profissões de preponderância masculina, bem como os desafios das mulheres de carreira jurídica e a situação feminina diante das modificações das leis trabalhistas.

Na oportunidade, tivemos relatos de vida, experiências e contribuições profissionais, políticas e sociais importantes para todas nós face ao enfrentamento à violência doméstica.

Entre as mulheres presentes e debatedoras, referenciamos a presidente da OAB/AL, Fernanda Marinela; deputada federal Rosinha da Adefal; presidente do Tribunal de Contas de Alagoas, Rosa Albuquerque; deputada estadual Jó Pereira; desembargadora do Tribunal de Justiça, Elizabeth Carvalho; a primeira-secretária da Mulher de Alagoas, Vanda Menezes e a secretária atual da mulher e direitos humanos, Claudia Simões.

 É isto, agosto terminando e meu texto também.

Só quero lembrar que da mesma forma que os dados da violência contra a mulher nos entristece, também nos inquieta a falta de união de nossas mulheres para mudar nossas próprias realidades.

Por que é tão difícil a sororidade entre nós, mulheres?

Baseada no relato da vereadora Tereza Nelma, quando participou da plenária do seminário de ontem, quando narrou que as nossas representantes, as vereadoras da Casa Legislativa de Maceió, travam suas lutas separadas, não seria exagero meu, repetir sua frase: “Somos cinco no parlamento, mas cada uma na sua ilha, não temos uma agenda comum”.

Mulheres, nosso empoderamento também depende de nossa união!

 

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Seminário discute vulnerabilidade feminina

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O evento destacou pautas específicas sobre a mulher, visando garantir seus direitos

 

A mulher já é discriminada pelo simples fato de ser mulher nessa sociedade sexista em que vivemos, imagina quando ela ainda carrega consigo algum tipo de deficiência.

Quantas Marias e Penhas quiseram gritar, correr, pedir socorro e não puderam?

Não puderam porque suas deficiências as impossibilitaram, tornando-as mais vulneráveis ainda.

Quantas foram estupradas, queimadas, feridas, abafadas pelos travesseiros e caladas pela violência de seus companheiros, parentes ou cuidadores por serem mais frágeis?

Apesar da Lei Maria da Penha ter completado 11 anos, ainda não temos uma estatística da violência contra as mulheres com deficiência, mas sabemos que a cada hora, uma mulher é violentada no Brasil.

Por aquelas que não podem correr, falar, ouvir e gritar, chega o debate das que aprenderam a denunciar e, mesmo com suas limitações, continuam no pódio da esperança para garantir os direitos de todas.

Assim destaco este “Seminário de Enfrentamento à Violência contra Mulheres com Deficiência: violência contra uma é violência contra todas”, promovido pela Semudh (Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos), nesta segunda-feira (28), como uma pauta especial que não obedece ao cotidiano dos movimentos, saindo do contexto universal das discussões, passando para as especificidades, para onde devem ser direcionadas as políticas públicas, pensando no empoderamento da Mulher com Deficiência.

Além de mulheres e homens que lotaram o auditório da Fapeal (Fundo de Amparo à Pesquisa), participaram do evento, representantes do Tribunal de Justiça de Alagoas, Secretaria de Estado da Segurança Pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e dos Conselhos Estaduais de Defesa dos Direitos da Mulher (Cedim) e da Pessoa com Deficiência, Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher, Associação de Surdos de Alagoas, Associação dos Cadeirantes de Maceió, entre outras instituições.  

Com a solenidade de abertura marcada pela apresentação do Coral Carlos Gomes, do Centro Estadual de Cegos Cyro Accioly, que envolveu o público com seu maravilhoso repertório musical, o evento contou ainda com a presença da secretária da Mulher, Claudia Simões e suas superintendentes, as expositoras dos conteúdos, responsável pela implantação do Projeto “Cidade Acessível é Direitos Humanos”, em Campinas, São Paulo, Flávia Maria Paiva Vital e a deputada federal Roseane Cavalcante de Freitas (Rosinha da Adefal), bem como a presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher, Ana Pereira, entre outras representantes de mulheres.

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Ana Luiza Marcolino - uma profissional humanista

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Do teatro para o rádio, do rádio para a televisão e os passeios pelos artigos, crônicas impressas, livro ‘Codependência-10 atitudes básicas’ e pelas assessorias de governo.

A jornalista e radialista Ana Luiza Marcolino fez de tudo um pouco nestes mais de trinta anos que atua no mercado de comunicação.

Sua história profissional faz parte de uma trajetória ímpar de sucesso como produtora e apresentadora de programas de rádio e televisão, mestre de cerimônia em eventos públicos e privados, assessora de comunicação das secretarias de estado da Mulher, de Minorias e Prefeituras de Maceió e de Messias, atualmente.

Foi a primeira repórter esportiva do Rádio alagoano, na Difusora; também pioneira em levar para a televisão local, o programa feminino ‘Para Você Mulher’, na TV Pajuçara.

Na década de 80, passou pelas rádios Educativa e Maceió FM, enquanto nos anos 90, como locutora operadora da Rádio Gazeta FM, da Organização Arnon de Melo, Ana Luiza garantiu picos de audiência de programas como ‘Emoções’ e ‘As Maiores da Gazeta’.

Em 1999 ganhou o troféu imprensa da Paraíba, trabalhando no Sistema Correio de Comunicação, em João Pessoa por 03 anos, onde desenvolveu os mais variados trabalhos de comunicação e publicidade para rádio e tv.

No ano de 2002, pela segunda vez, Ana Luiza volta ao ar da Rádio Difusora de Alagoas, onde estreia o Programa ‘Para Você Ana Luiza’, inovando a radiofonia alagoana com sua dinâmica de vida e de profissão.

E uma referência a ser feita: Ana Luiza terceirizava os espaços de mídia e negociava os patrocínios de seus programas que eram espaços únicos e exclusivos dedicados à mulher no rádio e na televisão alagoanos.

          Pós-graduanda em Comunicação Empresarial no CESMAC e graduada pela Universidade Federal de Alagoas, em Comunicação Social em Jornalismo, Ana Luiza continua escrevendo, produzindo suas crônicas, fazendo assessoria de comunicação e com muitos projetos de vida e de profissão, portanto seja bem vindo (a) ao seu Blog Mulher Pública no Portal de Notícias Cada Minuto.

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