No processo contra JHC, um novo personagem: Ildo Rafael

 

O radialista Ildo Rafael é o novo personagem exposto na “briga judicial” que se abre na busca pela cadeira do deputado estadual João Henrique Caldas, o JHC, (PTN). O parlamentar – que é o criador da Comissão das Enchentes, cujo balanço de atividades foi publicado na semana passada – vem enfrentando artilharia pesada.

Do PTN, o suplente Linaldo Araújo entrou com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AL), que acusa o deputado de abuso de poder econômico e de utilizar de mega-eventos religiosos para promover sua candidatura, juntamente com o pai: o ex-deputado federal João Caldas (PSDB), que tentava o retorno à Câmara Federal.

Nos bastidores se fala de uma ação orquestrada beneficiando o deputado estadual Arnon Amélio (PRTB). Este permanece em silêncio aguardando o desenrolar dos fatos. É Amélio que tem a cadeira ameaçada pelo retorno de João Beltrão (PRTB) à Casa de Tavares Bastos. Ele só continuaria em plenário caso JHC perdesse o mandato.

Se há uma orquestra ou não, se alguém detém a baqueta desta orquestra ou não, bem...

O fato é que agora Ildo Rafael engrossa o caldo contra João Henrique Caldas e faz “coro” com as denúncias contra JHC que aguardam a decisão da Justiça. O jovem deputado – por sua vez – em entrevista à jornalista Vanessa Alencar (no site Alagoas24Horas) faz a leitura de que tudo surge em função de “manobra”, mas sem atribuir a ninguém os últimos acontecimentos.

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Disputa sindical na Câmara Municipal de Maceió

Depois de duas décadas – conforme um novo grupo que surge para disputar o sindicato dos servidores da Câmara Municipal de Maceió – deve haver “confronto” pela representatividade da categoria, desta vez. Ao menos é o que o promete uma nova frente liderada pelo servidor Luiz Hamilton dos Santos Júnior.

O grupo destaca que grande parte dos servidores não mais se sente representado pela atual direção sindical, que se reversa no poder. Além de Luiz Hamilton, entram na frente José Macário Araújo dos Santos, Pedro de Melo Mota Filho, João Alberto Correa Ribeiro, Antônio Ferreira Pessoa Neto e Maria Marta Luz Barbosa.

A nova frente já conversou com pelo menos quatro vereadores, expondo os pontos de vista em relação às políticas para os servidores da Câmara Municipal. Insatisfação maior: depois de duas greves e de um acordo para que o reajuste salarial ocorresse em abril, os servidores continuam esperando. “Passou abril, passou maio, estamos em junho e ainda nada foi feito”, colocou.

O reajuste não foi aplicado pela atual Mesa Diretora, mesmo este sendo um dos pontos de argumento para o aumento do duodécimo da Casa de Mário Guimarães. Se o atual grupo é melhor do que o que se insurge, quem deve julgar isto é a categoria que tem direito a voto. Porém, um fato chama a atenção na oposição ao atual sindicato: eles pretendem registrar em cartório o compromisso de que a direção sindical – caso eleita – não terá noras, filhos, sobrinhos, tios, irmãos e demais parentes sendo nomeados em cargos comissionados.

Bom, se isto surge como proposta em uma eleição sindical que visa representar os interesses dos trabalhadores diante dos interesses patronais (neste caso o próprio Poder Legislativo) é de se estranhar! Ainda mais tendo que registrar em cartório?! As eleições ainda estão previstas para fevereiro de 2012 e ainda deve passar muita água por baixo da ponte. Aproximadamente 300 servidores poderão participar do pleito.

O número não é exato porque – segundo Luiz Hamilton – não se sabe a quantidade exata de sindicalizados. “Já mandamos um ofício para atual direção para tomarmos conhecimento”. Pontos a serem discutidos nas próximas eleições: implantação de Plano de Cargos e Carreiras, Cartão Alimentação, vale transporte, plano de saúde, dentre outros. O Blog do Vilar tentou contato com a atual diretoria do sindicato dos servidores da Câmara Municipal de Maceió, mas não obteve êxito: o espaço está aberto, para considerações!
 

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Prefeitura prepara passos para nova licitação da coleta do lixo

A Superintendência Municipal de Limpeza Urbana de Maceió realizará uma audiência pública dentro do processo que resultará na contratação – por meio de licitação – de prestadoras de serviços para a coleta de lixo e serviços de limpeza na capital alagoana. A contratação de serviços de coleta e transporte de resíduos sólidos urbanos e demais serviços correlatos a sistemas de limpeza está prevista para este ano.

A minuta do contrato a qual este blogueiro teve acesso apresenta uma cifra que ultrapassa os R$ 470 milhões. Na audiência pública, os detalhes do processo licitatório devem ser apresentados para a população maceioense. Na manhã de hoje, dia 09, os vereadores de Maceió foram convidados para participarem da audiência. Afinal, ao menos em tese, a função deles é de fiscalizadores dos procedimentos do Executivo.

É válido lembrar, que em relação ao tema, vale colocar uma lupa, uma vez que recentemente a contratação para a coleta de lixo em Maceió foi denunciada pelo Ministério Público em uma ação – já encaminhada à Justiça – que fala em “máfia”, inclusive com a suposta participação direta do prefeito Cícero Almeida (PP). O alcaide da capital alagoana alega inocência. Almeida sabe que o assunto – indigesto – foi o início de um “inferno astral” que aguçou adversários políticos.

Mas, a ação do MP nada tem de política. O trabalho de Marcos Rômulo é consistente e detalha em milhares de páginas supostas irregularidades cometidas pela administração municipal. Agora, é com a Justiça decidir se Cícero Almeida é culpado ou inocente no esquema da suposta “máfia do lixo”. O prefeito sempre foi enfático: quem fez algo errado que pague. É o pensamento de qualquer um que queira Justiça: quem fez errado, que pague. Inclusive o próprio Almeida, se errado fez no passado.

Com o novo processo licitatório, cuidado total para não haver novos vícios que possam causar danos aos cofres públicos. Olhos atentos a todos os passos deste processo, como deve ocorrer – diga-se de passagem - em todo processo licitatório, seja na esfera municipal, estadual e federal. O caso em si, só demonstra cuidados especiais, por conta daquela velha história do “gato escaldado”...

Sílvio Camelo (PV) – o líder do prefeito na Casa de Mário Guimarães – fez a leitura do convite para os colegas vereadores. Tereza Nelma (PSB) destacou a necessidade de que a Câmara nomeasse uma comissão de vereadores para acompanhar a audiência. Ficará a cargo do presidente Galba Novaes (PRB). Camelo destacou – em conversa com este blogueiro – que os nomes ainda não foram definidos.

Ele ressalta que é importante a criação da comissão, mas lembra que qualquer vereador pode se fazer presente, assim como qualquer cidadão, uma vez que a audiência é – como ressalta o próprio nome - pública. De acordo com o superintendente municipal de Limpeza Urbana, José Roque da Silva, a audiência será na próxima segunda-feira, dia 13, às 9h. O processo está sendo conduzido pela Comissão de Licitação Permanente da Prefeitura Municipal de Maceió.
 

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Projeto de lei que regulamenta licitação de transporte entrará em pauta

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Depois de uma novela envolvendo o projeto de lei que regulamenta o processo de licitação do transporte público municipal em Maceió, que se encontra na Casa de Mário Guimarães desde novembro do ano passado, este entrará em pauta – conforme o presidente da Câmara Municipal, Galba Novaes (PRB) – na terça-feira, dia 14.

Por conta da demora para aprovação do projeto de lei na Câmara Municipal de Maceió, o Ministério Público Estadual chegou a se posicionar afirmando que não era necessária a aprovação da lei para a realização da licitação. O fato abriu uma polêmica sobre a essencialidade e a necessidade do projeto.

Por esta razão, a Prefeitura Municipal se antecipou e nomeou uma comissão de edital de licitação. O assunto do transporte público municipal – em função do “poder” das empresas – sempre foi vespeiro a ser tocado, seja na Câmara Municipal ou na Prefeitura de Maceió, nesta ou em qualquer outra legislatura ou gestão, diga-se de passagem, e para ser justo.

Porém, o projeto servirá como marco regulatório para que se evitem possíveis impugnações do processo licitatório. Assim, deve ser aprovado e publicado junto ao edital de licitação no Diário Oficial Municipal, caso terça-feira – como prometido – seja de fato o último capítulo da novela no Legislativo.

Dentro da Câmara Municipal, o projeto recebeu pareceres da Comissão de Constituição de Justiça e da Comissão de Serviços Públicos. Ao passar por esta última, criou até polêmica, já que a comissão se reuniu às pressas e sem comunicar a integrante Silvânia Barbosa (PTdoB), que – coincidentemente ou não – faz oposição ao prefeito Cícero Almeida (PP).

Segundo o presidente da Comissão de Serviços Públicos, Paulo Corintho (PDT), a pressa se deu devido à necessidade de celeridade para aprovação dos pareceres e consequente publicação destes no Diário Oficial.

Os dois pareceres – segundo Galba Novaes (PRB) – devem ser publicados no Diário Oficial desta sexta-feira, dia 10, ou até mesmo no sábado, 11, para que se possibilite a votação do projeto de lei na próxima sessão ordinária, dia 14.

 

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Reforma política preocupa UVEAL, que pede ajuda a OAB/AL

A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas, e a União dos Vereadores do Estado de Alagoas se reuniram – pela segunda vez, no dia de ontem – para debater o tema da reforma política, que anda ainda distante da sociedade. Esta distância tem incomodado os vereadores, que querem mecanismos para pressionar o Congresso Nacional a respeito de alguns pontos.

O motivo da mobilização dos edis alagoanos: o medo de que sejam usados como cobaias no processo de 2012, que já traz como novidade para estes o aumento do número de vereadores nas casas legislativas. Em Maceió, por exemplo, a Câmara Municipal tem até setembro para fixar um número de cadeiras que pode ser superior a 30.

O aumento no número de vereadores é extremamente impopular. Mas, no interior do Estado de Alagoas já vem se procedendo desta forma e são muitas as Câmaras Municipais que devem seguir este caminho. Na capital alagoana, ainda sem definição concreta. Mas, quanto aos pontos da reforma política, os vereadores buscam o fim das coligações, a derrubada da lista fechada, o fim da suplência de senador e a recusa do financiamento público de campanha, por temerem que o recurso não chegue ao interior do Estado.

Pela União dos Vereadores de Alagoas (UVEAL) quem lidera o grupo é o edil de Murici, Anízio Amorim (PMN). A comissão conta com vereadores de várias cidades, incluindo Maceió, com Paulo Corintho (PDT). A busca pelo apoio da OAB/AL – não para defender os mesmos pontos, pois há divergências com a Ordem – se dá pela ampliação do debate e trazer mais pessoas para o tema, inclusive uma discussão com os congressistas de Alagoas.

De acordo com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Omar Coelho, a OAB propôs a criação de um fórum aberto para a discussão de reforma política, com espaço para o público em geral. Amorim ressalta que a população como um todo está desinformada das possíveis mudanças de regras no jogo eleitoral, sobretudo a do interior.

“A população está mal informada. A reforma política só será justa se for feita com a participação da população. Precisamos caminhar paralelo à OAB para esclarecer a população sobre as propostas da reforma política e saber se elas realmente são admissíveis”, finalizou Anízio Amorim.
 

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O inesperado discurso de AA

O discurso do deputado estadual Antônio Albuquerque (PTdoB) na Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas – ao reclamar da rasteira que o tirou da Comissão de Constituição e Justiça – abusou da Literatura. Evocou espíritos de escritores e o próprio Espírito Santo. Foi calmo, ao contrário do que todos – inclusive a imprensa lá presente – esperava, no dia de ontem.

Esperava-se um Albuquerque ressentido e raivoso, que – em contida fúria – se apoiasse no Regimento Interno para atacar especialmente o presidente da Casa de Tavares Bastos, Fernando Toledo (PSDB). Pois foi este Albuquerque que atendeu ao telefone de um jornalista da Tribuna Independente, sem querer falar muito, reticente...

Albuquerque também falou com pelo menos um amigo sobre sua insatisfação. Confidenciou que Toledo sentiria o peso de sua decisão, ao permitir as trocas na Comissão de Constituição e Justiça. Antônio Albuquerque anunciou que vai atrás do que considera seu e que hoje está nas mãos do deputado petista Marquinhos Madeira.

Madeira – coincidentemente ou não! – não compareceu à reunião (a primeira sua) da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) se há algo atrás de sua ausência, ou se o deputado petista estava ocupado demais para assumir a cadeira alvo de tantas disputadas, eis que ninguém sabe. Oficialmente, está adoentado.

Se há mais coisas por “baixo dos panos” desta história, nem José de Alencar e nem Rui Barbosa – os mais novos conselheiros de Antônio Albuquerque – devem saber! Só mesmo Albuquerque e Toledo! O reflexivo Albuquerque não deve deixar de lado a briga, apesar do estranho discurso e do ressentimento – segundo bastidores – que tem sentido em relação a Fernando Toledo. Há quem diga que o deputado do PTdoB ache que está sendo vítima de uma perseguição pessoal.

Mas, para além de Toledo, também estão as declarações de Olavo Calheiros (PMDB) que assumiu a aliança entre peemedebistas e petistas pela cadeira da CCJ, a comissão mais importante da Casa de Tavares Bastos. Pelas entrelinhas, pode escapar – muito em breve – o que Albuquerque acha de Toledo.
 

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Barbosa reclama de ter ficado de fora da análise de projeto dos transportes

Foto: Internet 1306935289silvanabarbosa

A vereadora Silvânia Barbosa anda por demais insatisfeita com alguns dos colegas de plenário. O motivo: ela acredita que vem sendo “boicotada” por alguns vereadores em virtude de seus posicionamentos em relação ao prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP). Barbosa teve todos os seus requerimentos – quando os assuntos são questionamentos relacionados à Prefeitura Municipal de Maceió – reprovados.

Foi assim quando solicitou documentação do IPREV, foi assim quando pediu esclarecimentos a Secretaria de Assistência Social e foi da mesma forma quando questionou a falta de merenda escolar na rede municipal de ensino. Agora, Silvânia Barbosa – que seria a relatora do projeto que regula a licitação de transporte público na Comissão de Serviços Públicos – foi retirada às pressas da relatoria.

A reunião da Comissão de Serviços Públicos ocorreu em tempo recorde. O projeto de lei foi aprovado dentro da comissão com a relatoria de Oscar de Melo (PP), contando ainda com o voto de Paulo Corintho (PDT). Silvânia Barbosa – mesmo integrando a Serviços Públicos – alega que ficou de fora. “Fui informada da reunião por telefone, quando me questionaram se eu queria enviar alguma emenda por email”, colocou.

De acordo com a vereadora, ela tem sido desrespeitada dentro do plenário. “Não estou tendo minhas prerrogativas respeitadas. Só quero que respeitem o meu espaço”, detonou Silvânia Barbosa, no uso da tribuna. “Eu sempre estive presente no plenário, até porque é minha obrigação. No dia da reunião eu estava na Casa e não fui informada, não fui convidada para tomar conhecimento do projeto e apresentar emenda”, salientou ainda.

Silvânia Barbosa explicou que o projeto já havia saído da Constituição e Justiça. “Mandei um ofício para o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Ricardo Barbosa (PSOL), para que todos os membros da Comissão passassem a ter conhecimento dos projetos. Eu sou muito madura. Na hora que eu tenho que fazer um papel sério, faço um papel sério. Eu nunca puxei o tapete de ninguém. Quero apenas ter o meu voto respeitado, quer seja a favor, ou contrário”, colocou ainda.

Nada pessoal

O projeto que regula a licitação do transporte público municipal se encontra na Câmara de Maceió desde novembro do ano passado e virou ponto de polêmica, a ponto do posicionamento do Ministério Público Estadual de que tal projeto não é mais necessário para a realização da licitação. A Prefeitura Municipal já criou uma comissão para a elaboração do edital do processo licitatório.

Paulo Corintho informou que a reunião da Comissão Serviços Públicos ocorreu em regime de urgência para que fosse dada a celeridade ao projeto e que em momento algum houve desrespeito a vereadora Silvânia Barbosa. Era preciso – na visão de Corintho – dar celeridade ao projeto de lei para que não comprometesse o processo licitatório.

Corintho destaca ainda que serão publicados os pareceres das comissões em Diário Oficial e que o projeto de lei deve entrar em votação na sessão de amanhã, dia 08. “Há o entendimento de que não necessita da lei, para realizar a licitação. Mas, a aprovaremos para que seja juntada ao edital. Tudo foi feito em regime de urgência, para que quando o edital for publicado não corra o risco de ser impugnado por alguém, justamente pela ausência da aprovação do projeto de lei”, destacou Paulo Corintho.

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Rogério Teófilo: um nome para 2012

Luis Vilar 1307373273gedc0134 Rogério Teófilo: assume a Articulação Política

O nome do ex-secretário de Educação, Rogério Teófilo, foi citado – nos discursos de referência a ele, em sua saída da pasta – sempre em analogia com a cidade de Arapiraca. Como para bom entendedor, meia palavra basta, fica claro – de uma vez por todas! – que é o grande nome do PPS para a disputa da Prefeitura Municipal de Arapiraca e com possível apoio dos palacianos.

Teófilo não sai do governo de Teotonio Vilela Filho. Ele parte para o comando da pasta de Articulação Política com a função de ampliar a base de apoio do governo. Para Vilela, “Arapiraca tem que se orgulhar de Rogério Teófilo”. O chefe do Executivo rasgou elogios ao ex-secretário: compromissado, educador, apaixonado, competente e atento.

O definiu com o um “político sensível e habilidoso” e o agradeceu falando do novo desafio que terá no governo, mas sem esquecer que lá na frente seu desafio será em Arapiraca. Em política, não há ponto sem nó e o PPS – de Régis Cavalcante – trabalha e muito para eleger Teófilo em Arapiraca. O trabalho do PPS é mais voltado para as bandas do Agreste, que necessariamente na capital.

Mesmo assim, a sigla – que integra o bloco aliado do governo – pretende lançar candidato em 2012 em Maceió, independente da decisão palaciana de apoiar Givaldo Carimbão (PSB) ou partir para um nome tucano. Adriano Soares – o novo secretário – foi até mais explícito ao agradecer a seu antecessor: “Arapiraca ganhará muito com a saída de Rogério Teófilo”. Novamente: para bom entendedor...
 

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Defesa: João Caldas diz que filho é vítima de ‘manobra’

Agência Câmara 1281728026joaocaldas João Caldas

O ex-deputado federal João Caldas (PSDB) comentou a ação que é movida na Justiça Eleitoral na tentativa de tirar o deputado estadual João Henrique Caldas, o JHC, da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. JHC, que é filho do ex-parlamentar, assumiu a cadeira depois do falecimento de Almir Lira (PRTB). O outro deputado de sua coligação é Arnon Amélio (PRTB), que se encontra na cadeira em função do processo que João Beltrão (PRTB) respondia em virtude da Lei Ficha Limpa.

Com a queda da lei e o retorno de Beltrão ao parlamento alagoano, Arnon Amélio terá que deixar a Assembleia Legislativa. Porém, ele pode retornar, caso JHC perca o mandato em uma ação que o acusa de abuso de poder econômico. Para João Caldas, o filho está sendo vítima de “manobra”. “Não há outra palavra para ser usada que não esta: é uma manobra”.

João Caldas ainda colocou que JHC tem sido “vítima de todo tipo de especulação”. Ele se refere à discussão iniciada na época em que havia dúvidas sobre a suplência ser da coligação ou do partido. O deputado federal ainda arremata: “o trabalho dele deve está incomodando”. Este blog ouviu Caldas por ter citado a “história em andamento nos bastidores políticos” em post anterior.

Uma coisa é fato: a campanha de JHC – em 2010 - enfrentou acusações sérias e foi de “uma campanha de porte”. Algumas até de suposto ‘calote’, como noticiado no Cada Minuto na época. A acusação fala em “mega-eventos” realizados no interior do Estado. Porém, nesse jogo bruto da política, quem menos anda, voa! Melhor, dizendo: o poderio econômico de vários candidatos sempre desfilaram abertamente em épocas de eleições. Os próprios inquisidores podem ter usado das mesmas armas, caso estas tenham sido usadas. Mas, com a palavra a Justiça!

 

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Com a volta de Beltrão, querem o mandato do JHC

A volta do deputado estadual João Beltrão (PRTB) para a Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas tem incomodado algumas pessoas ligadas ao deputado Arnon Amélio (PRTB). Não é nada contra o Beltrão, muito pelo contrário. Mas, é que Amélio deixa a Casa de Tavares Bastos com a chegada do homem forte da cidade de Coruripe.

O deputado estadual João Henrique Caldas, o JHC, (PTN) que é da mesma coligação, permanece no mandato. Mas, se por ventura, ele deixar a cadeira, abre-se caminho novamente para Arnon Amélio. As apostas têm sido na Justiça Eleitoral. Um suplente da coligação – Linaldo Araújo (PTN) – move, conforme reportagem veiculada no jornal A Notícia, uma ação contra JHC por abuso de poder econômico nas eleições de 2010.

O jovem parlamentar deve enfrentar artilharia pesada. Se os passos que estão sendo arquitetados possuem consistência, ou não, é algo que só a Justiça poderá dizer, mas o que é espanta é “corrente” que se une agora – com os últimos acontecimentos – para cobrar uma degola de JHC. Muitos na ALE se elegem com base no poder econômico, político e no controle de algumas regiões do Estado. Chega a ser um fato histórico!

Se brincar, até os que estão por trás das ações que por aí caminham. É o jogo bruto da política, que quase sempre descamba para o “sujo falando do mal lavado”. Não sei bem se esse é o caso. Repito: o mérito está por conta da Justiça. As movimentações de bastidores é que são estranhas, ao tempo que oportunas.

Quanto a JHC, é um deputado estadual que iniciou o mandato de forma pirotécnica, fazendo convide ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Em seguida, tomou o comando de uma comissão – a das Enchentes – que pode sim fazer um trabalho positivo para Alagoas, caso foque seriedade e cobre resultados. Pois, a celeridade das obras é importante para todos e o parlamento pode ajudar se quiser.
 

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