A Globo e a família Marinho já abriram mão de seus seguranças armados?

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O jornal O Globo já é velho conhecido nosso com sua defesa do desarmamento e hoje isso se repete em mais um editorial que, em tom de fim do mundo, fala sobre o crescimento dos homicídios em algumas grandes cidades americanas... Pois bem, lá vamos nós.

No dito panfleto travestido de jornalismo, afirmam que grandes cidades americanas apresentam um enorme crescimento nos homicídios e, claro, acusam a facilidade para posse e porte de armas como o causador disso, mas não explicam – pois explicação não há! – por qual motivo outras cidades de grande e pequeno porte, que possuem as mesmas leis para compra e porte de armas não tiveram aumento, muito pelo contrário tiveram redução em seus homicídios. Também não explicam como em um país que vende milhões de armas todos os anos, os índices gerais de homicídios estão diminuindo desde a década de 80. Outro ponto importante é o uso dos homicídios em números absolutos e não as taxas por 100 mil habitantes que seria o correto, a intenção é óbvia: causar choque... Vindo de um jornalista que mora em um país com rígido controle de armas e... taxa que ultrapassa os 30 homicídios por 100 mil habitantes – nada menos que 6 vezes maior que a americana - e perfazendo a inacreditável cifra de 60.000 homicídios por ano! 

O último parágrafo é a expressão máxima do termo criado por George Orwell em seu imorrível 1984: o duplipensar. Trata-se da capacidade de ter na cachola duas ideias absolutamente antagônicas e conviver plenamente com ambas, um verdadeiro desafio a qualquer pensamento minimamente lógico. Vejam:

“No Brasil, onde o Estatuto do Desarmamento impõe restrições, a violência com armas de fogo tem índices de zonas de guerra. Por isso, é importante ficar vigilante às iniciativas da chamada “bancada da bala”, composta por parlamentares ligados à indústria de armas, que vêm tentando criar brechas na legislação”.

Ou seja, o jornalista que escreveu essa pérola afirma o fracasso do desarmamento no Brasil ao mesmo tempo que defende o desarmamento no Brasil! Seria até engraçado se isso não estivesse publicado no editorial de um dos maiores jornais do país.

Mas longe de mim ser um radical que não acredita na boa vontade dos desarmamentistas! Sim eu posso crer! E para isso acontecer é fácil: basta que todas as empresas das organizações Globo, bem como todos seus diretores, incluindo a família Marinho, e artistas pró-desarmamento como o casal Angélica e Luciano Huck abram mão do uso de seguranças particulares armados para se protegerem! Enquanto isso não acontecer vou continuar afirmando o óbvio: vocês não passam de um bando de hipócritas!

 

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Japão: desarmamento, opressão, dominação e a incapacidade de defesa de uma nação

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Não raramente o Japão é utilizado, por aqueles que professam da crença de que armas trazem violência e insegurança, como exemplo de uma nação pacífica, onde os homicídios são raros e isso se deve ao desarmamento. Nada raro porém é o desconhecimento total de quando, como e o porquê o Japão foi desarmado e, mais importante ainda, quais foram, as consequências nefastas disso.

Tanegashima é uma ilha do sul do Japão, situada no arquipélago Ōsumi sendo a segunda maior do arquipélago. Foi nesta ilha que desembarcaram os primeiros portugueses com suas missões Jesuítas em 1543. Logo depois vieram os franciscanos e dominicanos. Junto aos Europeus vieram as armas de fogo que causaram enorme impacto nos moradores da ilha, que em pouquíssimo tempo puderam constatar sua utilidade para caça e defesa quando comparadas aos arcos e flechas e espadas. A ilha era e é conhecida pela sua produção de ferro e pelos mestres artesãos/ferreiros. Dentro desse contexto, não demorou muito que esses ferreiros passassem a produzir seu próprio armamento, com grande qualidade e quantidades relativamente altas para padrões de produção da época. O Japão entrava oficialmente na Era da Pólvora e Tanegashima se tornava sinônimo de arma de fogo e assim são designadas até hoje.

O Japão feudal era politicamente caótico. No início do século XVI, os conflitos internos tinham saído do controle ameaçando a ordem social e o poder dos senhores feudais. Esse cenário só seria revertido pela sucessão de três guerreiros notáveis: Oda Nodunaga, Toyotomi Hideyoshi e Tokugawa Ieysu. Como explica John Keegan em seu livro “Uma História da Guerra”:

“A excelência do comando não foi a única explicação para a restauração do poder central. Os três generais eram também expoentes de uma nova arma (as armas de fogo)”.

Da mesma forma que souberam utilizar as armas de fogo para impor um governo central, entenderam que o controle absoluto das mesmas era essencial para a manutenção do Status Quo. Hideyoshi então, determina que todos aqueles que não eram militares deveriam entregar suas armas de fogo e espadas na promessa da construção de uma gigantesca imagem de Buda. Promessa que nunca se concretizou. Ao que parece as promessas dos desarmamentistas do passado chegaram incólumes aos desarmamentistas modernos. Ao final do século XVII as armas de fogo e canhões já eram raríssimas, pouquíssimos japoneses ainda tinham o conhecimento no fabrico de armas e canhões.

Keegan aponta três motivadores para a imposição do desarmamento no arquipélago japonês. Primeiramente havia uma verdadeira ojeriza ao que era estrangeiro e as armas de fogo era um grande símbolo disso, associadas ainda mesmo que ilogicamente ao cristianismo que era visto como uma ameaça à ordem estabelecida pelos governantes. Junto com as armas, todos os religiosos estrangeiros foram banidos. O segundo, e para mim o de maior peso, foi a “instabilidade social” que a posse de armas trazia uma vez que qualquer camponês, sem qualquer tradição nas artes do combate, munido de uma arma de fogo poderia abater sem muitas dificuldades um fidalgo ou um samurai altamente treinado. O terceiro ponto é que simplesmente era possível! Não haviam ameaças externas, as ameaças internas (após o desarmamento das classes inferiores) podiam ser facilmente esmagadas pela força das espadas samurais e, culturalmente, a pólvora era irreconciliável com o ethos do guerreiro japonês. Na prática, para as classes dominantes, as armas não fariam qualquer falta.

O Japão se tornava a nação que implantara o desarmamento com o maior e mais profundo grau de sucesso possível. A Era da Pólvora simplesmente foi varrida daquele país, mas isso não significou mais civilidade ou paz. Muito pelo contrário. Ao desarmar sua população, camponeses e não fidalgos, os governantes levaram a opressão ao patamar poucas vezes alcançado. Como define John Keegan, “ao assegurar o monopólio das espadas aos guerreiros, os Tokugawa estavam garantindo o lugar dos samurais no pináculo da sociedade japonesa”.

A própria ideia rousseauniana de que em sociedades primitivas e/ou antigas as guerras eram insípidas e pouco sangrentas e que a arma de fogo trouxe mais letalidade e, portanto, mais mortes, não se sustenta. Lawrence H. Keely em seu livro “A Guerra Antes da Civilização – o mito do bom selvagem – destrói essa falsa afirmação trazendo alguns dados interessantes, entre eles de que “em uma comparação recente de taxas de baixas das guerras antigas e modernas, foi calculado que em média setenta por cento dos homens engajados nas batalhas antigas foram mortos ou feridos, ao passo que somente sessenta por cento dos combatentes nas batalhas modernas mais sangrentas se tornaram baixas”.

O historiador Stephan Turnbull corrobora com essa visão ao resumir os efeitos do desarmamento:

“As ordens do ditador Hideyoshi foram executadas com exatidão. A crescente mobilidade social dos camponeses foi subitamente revertida. Os Ikki, os monges-guerreiros, se tornaram figuras do passado... Hideyoshi forçou os camponeses a abandonarem suas armas. Ieyasu [o regente seguinte] então começou a privá-los de seu respeito próprio. Se um camponês ofendesse um samurai, ele poderia ser executado imediatamente pela espada do samurai. [The Samurai: A Military History (New York: Macmillan, 1977).

Se nos mais de 200 anos o desarmamento trouxe enormes vantagens aos governantes autoritários e tão somente a eles, isso se reverteu quando o Comodoro americano Mathew Perry e sua frota de “navios negros” abriram fogo com seus 22 canhões na baia de Edo. Quando desembarcaram houve um misto de medo e reverência por parte de uma população que em dois séculos vira poucos estrangeiros e nenhuma arma de fogo. Não se tratava apenas de exibicionismo, tratava-se de um ultimato à abertura dos portos japoneses aos americanos e às outras nações ocidentais. Ao governo japonês, que abandonara as armas de fogo e canhões, não houve alternativa senão aceitar os “acordos” comerciais.

Outros estudiosos, entre eles David Kopel, Paul Gallant e Joanne Eisen do Independence Institute, apontam ainda, com base no livro, “Giving up the Gun: Japan’s Reversion to the Sword 1543-1879” de Noel Perrin, que as leis de desarmamento japonesas forjaram a cultura de submissão às autoridades, que por sua vez facilitaram o domínio por uma ditadura militar imperialista na década de 30 que levou a nação a uma desastrosa guerra mundial.

No final das contas, como afirmam os estudiosos acima, “o único país que criou uma sociedade verdadeiramente sem armas criou uma sociedade de dura opressão de classes, em que os homens fortes da classe mais alta poderiam matar integrantes das classes mais baixa com total impunidade. Quando um governo racista, imperialista e militarista tomou o poder, não havia nenhum meio de resistência eficiente. A sociedade sem armas do Japão se tornou exatamente o oposto da utopia igualitária da canção Imagine de John Lennon”.

Livros recomendados:

John Keegan – Uma História da Guerra - http://livraria.mvb.org.br/uma-historia-da-guerra

Lawrence H. Keely - A Guerra antes da civilização - http://livraria.mvb.org.br/a-guerra-antes-da-civilizacao-o-mito-do-bom-selvagem

Noel Perrin - Giving up the Gun: Japan’s Reversion to the Sword 1543-1879 - https://www.amazon.com/Giving-Up-Gun-Reversion-1543-1879/dp/0879237732

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Pesquisa Gallup confirma: americanos NÃO querem mais controle de armas

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Sabe quando aquele jornalista engajadinho ou aquele “especialista” global que diz que cada vez mais americanos querem mais controle sobre armas e a proibição da venda de fuzis? Oh! Que surpresa! É mentira!

Como eu já afirmei e comprovei no artigo “Como os democratas derrotaram o desarmamentismo de Obama” publicado no jornal Gazeta do Povo no início deste ano, cada vez mais americanos se opõem às restrições desejadas por alguns e uma pesquisa feita pelo Instituto Gallup e recém divulgada confirma exatamente isso. Vale lembrar que em 2013, fiz uma análise dessa questão para a CBN, logo após o Massacre no Cinema de Aurora e afirmei que não haveria mais restrições e, pelo contrário, os americanos entenderiam que ataques daquele tipo não podem ser impedidos com maiores controles, muito pelo contrário, só uma pessoa armada pode impedir massacres assim. Dito e feito!

Realizada entre os dias 5 e 9 de outubro a pesquisa traz uma série de dados para lá de interessante e que, mais uma vez, desmontam aquilo que boa parte da imprensa brasileira vende para nós como verdade absoluta. Vamos lá:

- Apenas 36% da população americana é favorável ao banimento dos chamados fuzis de assalto. Quatro anos atrás esse número era de 44%;

- Nos últimos 20 anos, o apoio a uma proibição de armas de assalto caiu entre todos os grupos partidários, incluindo os Democratas, onde apenas a metade apoia esse tipo de controle, em 1996 a porcentagem favorável era de 63%;

- Mesmos nas casas onde não há armas, a maioria das pessoas também respondeu contrariamente às proibições;

Tenho a absoluta certeza que não leremos uma só linha sobre essa pesquisa nas páginas dos grandes jornais e revistas nacionais, agora fico imaginando se o resultado fosse o inverso... Ainda mais na iminência de aprovação do PL 3722 que retornará ao Brasileiro a liberdade de autodefesa. Dias ruins para os torcedores travestidos de analistas...

Artigo Gazeta do Povo - http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/como-os-democratas-derrotaram-o-desarmamentismo-de-obama-3dpsmcs6fvzn6uap460c7a1wn


Entrevista para CBN - http://cbn.globoradio.globo.com/programas/cbn-noite-total/2013/01/15/FACILIDADE-EM-COMPRAR-ARMAS-NOS-EUA-NAO-TEM-RELACAO-DIRETA-COM-VIOLENCIA.htm


Íntegra da pesquisa Gallup - http://www.gallup.com/poll/196658/support-assault-weapons-ban-record-low.aspx?utm_source=alert&utm_medium=email&utm_content=morelink&utm_campaign=syndication

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ALAGOAS: No estado mais violento do país o inimigo agora são as armas de brinquedo

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Criada em 2009 no governo de Teotônio Vilela (PSDB) como Secretaria Especial de Promoção da Paz, a atual SEPREV – Secretaria de Estado de Prevenção à Violência - tinha por objetivo “articular e promover ações que permitissem a promoção da cultura de paz e não violência em Alagoas”. Nem preciso dizer qual o resultado depois de sete anos de existência...

A verdade é que no estado mais violento do país, com 56,1 homicídios por 100 mil habitantes, chega parecer brincadeira uma campanha desse tipo. Essa secretaria custará, só esse ano, 35 milhões saídos diretamente do bolso dos contribuintes, valor equivalente ao salário de mil soldados da polícia militar desse estado, o que equivale a 1/7 do efetivo da PM atual. 

O desperdício de verbas não acaba aqui. Vejamos o tal “ônibus do desarmamento” que de acordo com a SEPREV recolheu em quatro anos a ninharia de 450 armas. São cerca de 100 armas por ano. Um fiasco ao custo de milhões! E ainda fico imaginando o tipo de armamento que foi entregue e quem o entregou. Com certeza não foram os fuzis e metralhadoras que estão nas mãos das quadrilhas do “Novo Cangaço” ou dos traficantes que dominam até mesmo as pequenas cidades que outrora eram um mar de tranquilidade e paz.

 A verdade é que o objetivo dessa e de outras secretarias congêneres não é combater a criminalidade ou reduzir verdadeiramente a violência. Nunca foi e nunca será. Por trás de campanhas aparentemente inócuas ou inúteis que jogam no lixo o dinheiro do contribuinte, há um mal muito maior.

A ideia de “paz social” através de uma “cultura de paz” é caminho obrigatório para a implantação do socialismo. A tal “paz social” só pode ser alcançada pela chamada “justiça social”, que nada mais é que a destruição do capitalismo e de todos os valores que o sustentam e é exatamente isso que estão fazendo quando tentam impor até mesmo o tipo de brinquedo que nossos filhos podem ou não brincar.

Não é sem motivo que a maior e mais organizada facção criminosa do Brasil, o PCC, tem em seu lema a palavra “paz”, sendo assim devemos imaginar então que eles também estão combatendo a violência e a criminalidade? Não é coincidência que a palavra também está, por exemplo, nas ONGs Sou da Paz de São Paulo ou na Pazeando do Paraná e - vejam só que “surpresa”! - estava no nome inicial da Secretaria em questão.

O objetivo real, conhecido ou não pelos que atuam na “Secretaria da Paz” - e tenho certeza que há muita gente que acredita que está trilhando um caminho correto - não é e nunca será o combate e redução da criminalidade, pois para os ideólogos por trás de tudo isso, o crime é instrumento para induzir a sociedade para um estado de aparente anomia onde poderão, muitas vezes sem que se perceba, conduzir o seu processo revolucionário e criar uma sociedade à sua imagem e semelhança, criar um ”mundo melhor” e acreditem, nada é mais mortal e destrutivo que pessoas que resolvem “mudar o mundo”. Fuja delas, pois já deixaram um macabro rastro de milhões de mortos pelo mundo.

Deixando de lado toda questão ideológica e focando no combate e redução da criminalidade, está na hora de falar sério sobre a nossa calamitosa segurança pública que, ao que parece, trata os criminosos como inocentes crianças e os brinquedos com a toda a seriedade do mundo. Que rasgam dinheiro em Secretarias e projetos que simplesmente não deveriam sequer existir.  Impedir que crianças brinquem para se diminuir a criminalidade e violência faz tanto sentido quanto proibir o uso de colheres e garfos para se combater a obesidade.

Em tempo: o amigo e editor deste portal, Luis Vilar, convidou o Secretário Jardel Aderico, que sorridente e saindo do Ônibus do Desarmamento, ilustra essa matéria, para um debate comigo, mas até este momento não houve resposta.

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Lembranças de uma infância feliz e politicamente incorreta

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Em sua autobiografia, G. K. Chesterton afirma que, para decepção de muitos, teve uma infância plenamente feliz. Referia-se o pensador à “moda” de outros pensadores em cantar suas infelicidades e traumas infantis. Tal qual Chesterton, também tive uma infância feliz. Não que não houvessem problemas e dramas familiares que somente já adulto pude entender a gravidade, mas nada disso foi capaz de apagar a alegria presente.

Bons tempos onde o politicamente correto ainda não existia ou, no máximo, começada ainda à florescer no Ocidente, passei incólume por ele e pude “fumar” cigarrinhos de chocolate da PAN, comer muitos Danoninhos que valiam por um bifinho, deixei bilhete de “não esqueça minha Caloi” sem que ninguém se preocupasse se vinha com capacete e joelheira, fiz guerra de mamona com o estilingue feito pelo meu avô, fustiguei os “inimigos” com grãos de milho lançados por armamento feito de bob e bexiga, soltei bombinhas que se comprava em qualquer boteco, fiz fogueira, queimei coisas com a lente de aumento de uma luta, brinquei na lama, tomei chuva e água diretamente da torneira.

Na escola sofri zoações (a horrenda e chata palavra bullying não existia, nem micro-agressões e palavras não machucavam...). A solução veio do meu pai: desce o braço e manda me chamar. Funcionou... E por falar em pai, lembrei da vez que minha mãe, toda preocupada, perguntou para ele se não achava um problema eu só pedir armas de brinquedo de presente. O velho Bene, com a sutiliza de alguém que nasceu em 1919 e cresceu na roça, sentenciou: “vou me preocupar o dia que ele pedir uma boneca!”.

Cresci assistindo filmes de bang-bang onde bandido era bandido e mocinho era mocinho que, aliás, sempre vencia. De lá a paixão pelas armas do Velho Oeste americano, traduzidas em brinquedos que as imitavam. A Estrela com seus revólveres de espoleta fez parte mais do que ativa nos tiroteios, duelos, guerras, prisões de bandidos e monstros mortos durante as quentes tardes de verão no litoral de São Paulo onde morava. Para ser exato, na Rua Pereque, nº 200. A casa ainda está lá e dá para ver no Google Maps. Não havia asfalto e o esgoto era a céu aberto. Nem ligava, gostava. 

Eram por essas ruas que desfilava com minha espingarda de chumbinho que ganhei aos 8 anos.  No quintal da velha casa ainda deve haver alguns quilos de chumbinho disparados da minha Rossi e do INA .32 da minha mãe. Sim, treinávamos tiro no quintal, ninguém se importava, era absolutamente normal. Revólver esse que foi responsável por uma bronca, presenciada por mim, de um policial rodoviário ao meu pai que havia esquecido a arma em cima do teto do carro depois de abastecer. Imaginem o que aconteceria hoje...

Lembro bem de dois carros que meu pai teve e da lembrança de que andei naquele buraco atrás do banco traseiro do Fusca e no porta-malas do Corcel I. Cinto? Nem nas calças! Sobrevivi. Como sobrevivi às terríveis balas Soft, embora confesse que por pelo menos duas vezes a maledetta teve que ser arrancada da minha garganta pela minha mãe.  

Busquei cerveja no armazém para meu pai muitas vezes e o “pagamento” era gastar o troco naqueles maravilhosos doces de vitrine. Maria-mole, suspiro colorido e aquelas bananadas que vinham em um potinho de casquinha comestível. Em tempos atuais acho que prenderiam até o gato que desfilava em cima do balcão de lá.

Cresci, a infância ficou para trás e é isso que deve acontecer. Hoje, homem feito, tento ao menos preservar algumas coisas dessas em meus três filhos, dois deles ainda crianças, para que também tenham em suas memórias aromas, gostos, lembranças e em seus joelhos e cotovelos, cicatrizes. Não é fácil com a ditadura do politicamente correto que infestou, tal qual um destrutivo vírus, a nossa sociedade

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FBI: mãos e pés foram usados o dobro de vezes em homicídios em comparação aos fuzis!

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O relatório preliminar do FBI sobre os homicídios ocorridos em 2015 foi um balde de água fria nos defensores da proibição da venda das chamadas – erroneamente! – de fuzis de assalto nos EUA. Obama, Hillary e outros tantos democratas terão que, como sempre, continuar mentindo ou apelando para o sensacionalismo para tentarem rasurar a Segunda Emenda. Sobre a liberdade da posse e do uso de armas pelo povo americano, meu amigo e parceiro no Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento, Flavio Quintela, tem um excepcional artigo publicado sobre o assunto chamado “A Força da Segunda Emenda” (1) . Vale a atenta leitura!

De acordo com o FBI, cerca de 252 pessoas foram assassinadas com fuzis (e aqui estão os que não são considerados todos os tipos de fuzis, portanto o número é bem mais baixo) em 2015, enquanto isso, 595 foram mortas com mãos, punhos ou pés! Hoje, nos EUA, há aproximadamente 10 milhões de fuzis nas mãos de civis. Para se ter uma ideia do que representa isso, se somarmos todos os fuzis das forças de segurança brasileiras, incluindo as Forças Armadas e Polícia Federal, além das polícias estaduais, não temos nem um milhão de unidades! Não, eu não contabilizei os fuzis nas mãos dos criminosos...

E por falar em Brasil, o país onde os fuzis são restritos basicamente às forças de segurança e sua compra depende da anuência do Exército, – legislação que nasceu pelas mãos do ditador Getúlio Vargas e que perdura até hoje (2) – segue com seus milhares de homicídios anuais, incluindo parcela significativa cometida com esse tipo de armamento, especialmente na cidade do Rio de Janeiro, berço da mais atuante ONG pró-desarmamento que foi responsável por exportar nosso modelo desarmamentista para a Venezuela que amarga nas mãos de uma ditadura implacável que levou o país à miséria e os homicídios à taxa absurda, olhem só, de acordo com a Polícia Civil de São Paulo os fuzis Kalashnikov apreendidos com criminosos responsáveis pelo milionário roubo à uma empresa de transporte de valores vieram exatamente desse país...

Enquanto isso, na pacata e armada Suíça, que possui 3,4 milhões de armas de fogo para uma população de menos de 9 milhões de habitantes, sendo dessas, aproximadamente um milhão de fuzis, houve em 2015 apenas 57 homicídios com o uso de armas de fogo e nenhum com a utilização desse tipo de armamento. Já sei que tem gente torcendo o nariz e dizendo “não dá para comparar o Brasil e a Suíça ou mesmo os EUA...”. Oras, deixe de ser um vira-latas de Pavlov (3)!

Chego à conclusão que só os fuzis brasileiros ou naturalizados desenvolvem esse instinto assassino e saem por ai matando as pessoas... Ocorre-me neste momento uma tese absurda de que talvez o problema não seja um objeto inanimado e sim os criminosos. Será?


1) A Força da Segunda Emenda de Flavio Quintela
http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/colunistas/flavio-quintela/a-forca-da-segunda-emenda-7bqzx52ol9h9sjntl2ltf97ds


2) O Tiro Esportivo e o entulho autoritário de Vargas
http://www.cadaminuto.com.br/noticia/288068/2016/06/07/o-tiro-esportivo-e-o-entulho-autoritario-de-vargas

3) Os Vira-latas de Pavlov
http://www.cadaminuto.com.br/noticia/287029/2016/05/16/violencia-armas-e-os-vira-latas-de-pavlov

 

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Deputado quer restringir venda de arcos e flechas. Não, não é piada!

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O deputado estadual por São Paulo, Orlando Bolçone (PSB), propôs um projeto de lei para restringir a venda de armas, flechas e balestras. Não, querido leitor, não é brincadeira. De acordo com deputado para se comprar esses equipamentos a pessoa deve ter 18 anos ou mais, apresentar comprovante de residência e documento de identificação. Esses dados serão arquivados pelo lojista que poderá ser multado no caso do não cumprimento.

Pois, pois... O político baseou esse genial projeto no caso onde um homem assassinou um catador com uma flechada no pescoço. O caso ocorreu em São Paulo e teve grande repercussão. Perceberam a primeira genialidade do projeto? Oras, o assassino Denis Young Kim, de 33 anos, poderia ter comprado a balestra mesmo se a lei apresentada já vigorasse, ou simplesmente poderia ter usado uma faca, um taco de baseball ou uma chave de rodas... Muito útil mais essa lei, muito útil....

Se a inutilidade não basta temos ainda questão da constitucionalidade essa lei é inconstitucional! O deputado sabe disso e fez um risível malabarismo para justifica-la ao dizer ao invocar o inciso XII do artigo 24 da Carta Magna quer dá competência estadual a legislação sobre a proteção e defesa da saúde! Para esse legislador, ao restringir arcos e flechas estamos falando de saúde pública!

O grande problema desse tipo de legislação restritiva é que não é nada difícil que outros deputados embarquem no discurso fácil do “pelo menos estamos fazendo alguma coisa” e acabem por aprova-la. Perigo maior ainda é que isso se espalhe por outros estados e, acreditem, as piores e mais inúteis ideias legislativas são as que mais encontram terreno fértil e, ainda, em algum momento, alguém dirá: há poucas restrições, precisamos de mais! E mais! E mais!

Já houve repercussão na imprensa – e políticos adoram isso, vivem disso! – no portal da Globo, o G1. A repercussão foi positiva? Aos olhos do jornalista sim, agora, aos olhos dos leitores: nem um pouco! Um massacre nos comentários. Vejam aqui: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/10/projeto-de-lei-quer-controlar-venda-de-armas-que-disparam-flechas-em-sp.html

E por falar em massacre, como será então que foi a repercussão entre os eleitores do dito deputado? Bom, o massacre foi mais massacrante ainda! Um rolo compressor desenfreado passou pela Time Line do Facebook do autor expondo toda a satisfação com o genial projeto! Vale a pena dar uma conferida enquanto a postagem estiver lá... https://www.facebook.com/orlandobolcone/posts/1039900152774130

Infelizmente boa parte do nosso legislativo é assim: pseudodemagogo (afinal demagogia consiste em dizer o que o eleitor quer ouvir), ansiosos em conseguir algumas linhas na imprensa e, principalmente, se lascando para o erário dos pagadores de impostos com projetos que custam uma fortuna em tramitação mesmo não valendo nada.

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O atentado de Itumbiara, o sangue inocente e a desonestidade desarmamentista

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Sabem qual o maior desejo daqueles que advogam pelo legítimo direito à posse e ao porte de armas? Que nenhum inocente seja vítima do uso criminal dessas armas. Nosso maior sonho, nossa utopia de estimação, é que as armas sejam sempre usadas de forma defensiva, única e exclusivamente utilizadas pelos mocinhos da história.

Do outro lado, daqueles que pregam o desarmamento, mesmo que inconscientemente, há uma torcida para que inocentes morram, há júbilo quando alguém armado faz o mal e mata. A utopia destes é que as armas estejam tão e somente nas mãos do Estado. Utopia perigosa e que na história deixou o rastro de sangue e milhões de mortos na Alemanha nazista, na Rússia comunista, em Cuba, no Camboja e em vários outros países.

Não tardou para que o atentado ocorrido em Itumbiara fosse usado pelas hostes dos desonestos intelectuais. Destaque para postagem feita por Daniel Cerqueira, um pesquisador do IPEA. A desonestidade foi escancarada em uma excelente postagem do amigo Rodrigo Constantino em seu blog e pode ser lida aqui.

Para quem não conhece, Michael Moore, esquerdista americano, é uma das principais vozes em favor da restrição de armas nos EUA e ficou conhecido no Brasil pelo “documentário” traduzido no Brasil como “Tiros em Columbine”, uma verdadeira obra de ficção, que antes de ser um filme antiarmas e muito mais um filme antiamericano. Mesmo ele, ao se deparar com o ataque às Torres Gêmeas por terroristas islâmicos, teve um arroubo de honestidade intelectual e desabafou em seu blog:

"Isto começou como um documentário sobre a violência com armas na América, mas o maior assassinato em massa de nossa história acabou de ser cometido - sem o uso de uma única arma! Nem um único projétil disparado! Nenhuma bomba foi explodida, nenhum míssil disparado, nenhuma arma (ou seja, um dispositivo fabricado especificamente e com o propósito único de matar humanos) foi usada. Um estilete! - Eu não consigo parar de pensar nisso. Mil leis de controle de armas não teriam prevenido esse massacre. O que estou fazendo?"

Moore, um ideólogo desarmamentista dos mais ferrenhos foi honesto o suficiente para assumir que aqueles que desejam e premeditam homicídios não são impedidos por leis restritivas.

O Jornal Opção – aliás, um jornal diferenciado - desmentiu vários outros veículos e estampou a matéria: “Polícia diz que autor de atentado não era atirador profissional e arma era clandestina” e além disso, o carro que o assassino usou tinha placas frias, o que indica a premeditação do ato insano. A arma, ilegal, era em calibre .40, portanto, de calibre restrito.

Ao apelar para um caso trágico e impossível de impedir, Daniel Cerqueira, que por ser um dos mais renomados pesquisadores do país, assume que lhe faltam argumentos lógicos e numéricos para embasar sua ideologia. Mais do que isso, tentou sensibilizar o público... Foi um tiro no pé, basta que se veja a quantidade de comentários e o teor do mesmo em sua página, inclusive deste modesto escriba que no momento tem 5 vezes mais curtidas que a postagem original.

P.S.: No momento do fechamento deste artigo, o pesquisador afirmou que o Facebook apagou a sua postagem e ele precisou refazê-la. Será?  https://www.facebook.com/daniel.cerqueira.58323

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Vem aí o desarmamento das empresas de segurança e nós avisamos!

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Hoje, durante o jornal Bom Dia, Brasil, que sempre se posicionou institucionalmente em favor do desarmamento, uma reportagem sobre a origem das armas dos criminosos, acusando, mais uma vez, a venda legal de armas como responsável pelo armamento da criminalidade. Até aqui nada de novo no front ideológico de Chico Pinheiro. Tal acusação, mentirosa e infundada, foi alvo em todo o capítulo IV do nosso livro Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento e pode ser resumido em: “Tem horas em que o cidadão é chamado sutilmente de idiota pelo governo e pela mídia, e tem horas em que o xingamento é bem mais explícito. Esta mentira é um caso desse último tipo, pois as evidências são tão flagrantemente contrárias, que alguém que ouse falar uma besteira dessas só o pode fazer se for mau caráter e ao mesmo tempo considerar seu interlocutor um completo imbecil.”

A novidade, que nem novidade é, como vocês verão mais à frente, está na acusação de que grande parte das armas nas mãos dos criminosos vêm das empresas de segurança privada e que a arma eleita pelos criminosos ainda é o vetusto revolver calibre .38SPL... Pois, pois... Comecemos pela última afirmação. Fico imaginando um criminoso se dirigindo a um vendedor de armas no mercado negro para comprar uma arma e então segue-se o diálogo:

- Ai, parça, que ferros você tem ai, mano?
- Tenho muita coisa boa! Tudo de primeira! Fuzil AK-47, AR-15 igual dos gringos, pistola 9mm israelense, fuzil de precisão suíço e algumas granadas do exército boliviano. O que vai?
- Mano, não tem um revolver .38 nacional? Não vou querer nada, fica na paz.

Só sendo sarcástico para aguentar essa turma mesmo.

Voltemos às empresas de segurança. Lá pelos ido de 2000 procurei um amigo diretor de uma grande empresa de segurança privada aqui de São Paulo para falar sobre o Estatuto do Desarmamento que começava a ser desenhado. Falei por quase uma hora sobre os malefícios da legislação em projeto e como resposta tive: “Bene, concordo plenamente com você, mas tenho que olhar o lado comercial da coisa e, aqui entre nós, cada dono de padaria que não puder ter um revolver na gaveta vai ter que optar por contratar segurança privada”.

Saí de lá arrasado, mas não sem antes citar ao ex-amigo um ditado muito comum nos Estados Unidos: “Quem ataca uma arma, ataca todas as armas”. O tempo passou e descobri que muitos outros, quase todos empresários deste ramo, pensavam assim. Ao ponto de termos em 2013 um vídeo (https://youtu.be/0bEfkrxHyKk) feito pela ONG Sou da Paz com o uso do estande, de armas, munições e vigilantes do Grupo Protege!


O objetivo de desarmar as empresas de segurança não é teoria da conspiração. É política de governo! Duvida? Então vejamos o Programa Nacional de Direitos Humanos, diretriz 13:

“Prevenção da violência e da criminalidade e profissionalização da investigação de atos criminosos
I - Ampliação do controle de armas de fogo em circulação no país
A - Realizar ações permanentes de estímulo ao desarmamento da população.
B - Propor reforma da legislação para AMPLIAR RESTRIÇÕES e os requisitos para aquisição de armas de fogo por particulares e EMPRESAS DE SEGURANÇA PRIVADA (grifo meu).

Bom, é isso! Pau que bate em Chico, bate em Francisco e ao que parece esse pessoal não vai sossegar enquanto não garantir que apenas os criminosos tenham armas no Brasil. Dá vontade de dizer bem feito? Dá! Não o farei por dois motivos: primeiramente por saber que quem vai pagar o pato é o vigilante e; minha capacidade de entendimento do problema de forma ampla e global vai muito dos que acham que estão livres da sanha desarmamentista.

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Cidadão armado mata terrorista e evita massacre nos EUA

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O título acima seria uma manchete honesta sobre o ataque de um terrorista muçulmano em Minnesota, EUA, que deixou 8 feridos, incluindo um garoto de 15 anos, mas a grande imprensa não passou nem perto disso, claro!

No último sábado, dia 17, um homem vestindo um uniforme de uma empresa de segurança particular, sacou uma faca e atacou sistematicamente 9 pessoas em um centro comercial, para uma de suas vítimas ele chegou a perguntar se a mesma era muçulmana. O ataque só cessou quando Jason Falconer, sacou sua pistola e matou o terrorista, impedindo, sem a menor dúvida, que pessoas morressem. Em todos os noticiários no Brasil e no exterior o herói foi qualificado como “um policial de folga”... O que a imprensa fez questão de NÃO dizer é que:

1)    Ele foi – passado, friso aqui - chefe de polícia e hoje atua apenas como oficial part-time ministrando cursos de tiro para a instituição policial de lá, portanto, ele não era um “policial de folga”;

2)     É instrutor credenciado pela NRA - National Rifle Association, a maior e mais poderosa entidade pró-armas do mundo;

3)    Falconer é um ativista de destaque pelo direito do cidadão de portar e possuir armas para sua defesa;

4)    Ele é dono de uma empresa de treinamento de tiro que prepara e incentiva cidadãos comuns para usar e portar armas de fogo;

5)    É um atirador esportivo na modalidade chamada IPSC.

Como vocês podem ver, velhacamente, varreram para baixo do tapete o currículo “politicamente incorreto” do homem que matou o facínora e salvou sabe-se lá quantas vidas. Não interessa aos desarmamentista mais essa prova cabal de que um cidadão treinado, consciente e disposto não é uma ameaça à sociedade e sim um agente de pacificação e proteção em uma realidade inconteste de que os agentes de segurança nunca estarão em todos os locais, em todos os momentos.

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