Bene Barbosa
Bene Barbosa

Bene Barbosa é advogado, presidente do Movimento Viva Brasil e autor no livro Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento.

Postado em 11/05/2016 às 08:41 0

Bandidos com fuzil calibre .50 e policial morre por não ter arma

Policia apreende até fuzil calibre 50BMG enquanto policial morre por não ter uma arma para sua defesa.


Por Bene Barbosa

Nesta madrugada, dia 10, a polícia de São Paulo apreendeu 8 fuzis em poder de uma quadrilha. O armamento era composto de quatro AK-47, dois AR-15, um FAL e um poderoso Barret calibre .50BMG. Esse arsenal foi utilizado ao ataque à uma empresa de transporte de valores no litoral paulista onde dois policiais militares acabaram mortos no confronto desigual. Detalhe assustador é que ambos morreram com apenas um disparo que teve poder para transfixar ambos policiais e seus coletes balísticos. Os policiais tinham ao seu dispor apenas armas em calibre .40S&W.

Para se ter uma ideia mais clara da diferença do poder de fogo entre os criminosos, o cidadão e as forças policiais, farei uma breve comparação entre os calibres, levando em conta a energia cinética desenvolvida pelos mesmos. Então vejamos o armamento dos criminosos: fuzil AR-15 em calibre 5,56mm com 1.800 joules; fuzil AK-47 em calibre 7.62x39 com 2.100; fuzil FAL em calibre 7.62x51 com 3.800 e finalmente o fuzil Barret em calibre .50BMG com estratosféricos 15.000 joules! Enquanto isso uma pistola em calibre .380 ACP - calibre máximo disponível ao cidadão e que, por conta da burocracia e legislação, acaba sendo a única opção de muitos policiais quando de folga) tem energia de apenas 270 joules. O calibre .40S&W, usado pela maioria das polícias no Brasil, desenvolve 576 joules.

Se isso não basta para se ter uma ideia do disparate entre o armamento empregado contra as forças de segurança e cidadãos, informo que, enquanto os policiais terão que chegar a no mínimo 50 metros para efetuar disparos com alguma chance de acerto, poderão ser atingidos em até mil metros de distância e para completar a realidade, os coletes dos criminosos são capazes de parar projéteis dos calibres normalmente usados pelos policiais, já o inverso não é verdadeiro uma vez que estamos falando de disparos de fuzil. O que acontecerá com esse armamento? Será destruído, pois é isso que determina o malfadado Estatuto do Desarmamento. Como é bom viver em um país rico que pode destruir milhares de dólares em armamento! E por falar em Estatuto...

Temos uma legislação que trava, dificulta e muitas vezes impede que até mesmo policiais adquiram armas e munições para sua defesa e treinamento. Máximo – e trágico - exemplo disso foi o caso do 35º policial morto no Rio de Janeiro este ano. Evaldo César Silva de Moraes Filho, de 27 anos, foi atingido por um tiro na cabeça por volta das 19h, dentro de seu carro, quando chegava para trabalhar na UPP do Complexo do Alemão. O soldado estava DESARMADO pois a documentação da sua arma particular, o CRAF – Certificado de Registro de Arma de Fogo – não foi emitido por... FALTA DE PAPEL! Gravidade maior ainda quando soube, por denúncia de outros policiais fluminenses, que tal situação se arrastava desde 2014 e que há turmas inteiras igualmente desarmadas quando estão fora de serviço!

Esse é o retrato da nossa segurança pública. Um retrato sombrio, assustador e imutável mesmo depois de anos de fracassos consecutivos com as políticas de desarmamento, com a ideia que cadeia não resolve, com a polícia enxugando gelo ao apreender armas que serão rapidamente repostas e prendendo bandidos que serão colocados em liberdade em pouco tempo. Os bandidos agradecem.

 


Postado em 05/05/2016 às 09:33 0

Eu quero acariciar os cabelos dos meus filhos enquanto EU estiver vivo



Ontem troquei algumas mensagens com o cineasta Daniel Moreno e prometi que hoje falaria sobre o documentário Silenciados, coisa que eu deveria ter feito faz tempo e que, sei lá o motivo, acabei protelando. Fui assistir o trailer... Encontrei então, talvez, a razão subconsciente de não tê-lo feito antes.

Na abertura, uma voz em off diz melancolicamente: “Imagine o seguinte: você nunca mais vai acariciar os cabelos do seu filho enquanto você estiver vivo.” Cai no choro, ao ponto de, mesmo agora, escrevendo este texto, ter que parar algumas vezes. A voz é do meu amigo Jorge Damus, pai do Rodrigo, assassinado por um “menor” durante um assalto. O “menor” estava comemorando seu aniversário de 18 aninhos...

Um pouco antes, vi estampada em vários jornais a manchete que os acusados por atropelarem e matarem o filho da atriz Cissa Guimarães foram condenados à prestação de serviços e só. Entendo perfeitamente a dor da mãe, a dor de quem “nunca mais vai acariciar os cabelos do seu filho”. O que me causou repulsa foi a revolta seletiva da imprensa roussoniana que acredita que cadeia não resolve, que todo homem nasce bom e é a sociedade que o corrompe e que a solução para nosso caótico sistema penitenciário são exatamente as penas alternativas a não ser, claro, quando o crime lhe arromba a porta da frente e atinge alguém próximo e querido. Aí a coisa muda de figura, falam em impunidade, em como os assassinos deveriam ser trancafiados por dezenas de anos, como a lei é fraca.

Muito anos atrás, lá no começo dos anos 2000, um repórter me perguntou quem eu havia perdido e eu respondi que não havia perdido ninguém. Diante do seu espanto complementei: faço o que faço porque não quero perder ninguém. Hoje eu diria: eu faço o que faço pois quero acariciar os cabelos dos meus filhos enquanto eu estiver vivo.

Escrever este pequeno texto foi difícil, dolorido mesmo, tive que confrontar o que sei ser o maior pesadelo de qualquer pai e mãe, sendo assim vou parando por aqui, deixando o convite para que conheçam e apoiem o documentário Silenciados que, óbvio, não conta com a ANCINE, com as benesses da lei Rouanet, nem com ONGs “da paz”.

O trailer do documentário está neste link: https://youtu.be/Ooa0HPRdouk

 

 

E a página do perfil no Facebook é: https://www.facebook.com/silenciadosdoc

 


Postado em 04/05/2016 às 11:15 0

O ex-deputado Genoíno foi assaltado: ladrão que rouba ladrão merece perdão?


Por Bene Barbosa

Genoíno

O ex-deputado José Genoíno sofreu uma tentativa de assalto ao chegar em sua residência. Dois assaltantes armados – ué? E o Estatuto do Desarmamento que o ex-deputado ajudou a aprovar? – invadiram sua garagem e anunciaram o assalto. Genoíno, que recentemente cumpriu pena por corrupção, fez o que o próprio pessoal dele prega que não deve se fazer: reagiu. A reação foi um tanto quanto atabalhoada, pois tudo que o petista pode fazer foi jogar uma sacola de livros nos criminosos que revidaram dando-lhe uma coronhada, mas acabaram fugindo. Imediatamente após o ocorrido recorreu à polícia “opressora” para perseguir e prender as “vítimas da sociedade capitalista” e, tenho certeza, acabarão presos e condenados. Eu acho justo que os bandidos sejam presos? Juntíssimo! Mesmo a vítima sendo um egresso? Sim! Mas calma... Eu não virei à esquerda...

Providencialmente, enquanto matutava aqui sobre o ocorrido, recebi do amigo Filipe Bezerra uma citação do filósofo Mário Ferreira dos Santos: “Para o bárbaro, o criminoso é visualizado duplicemente: segundo o seu crime atinja a tribo ou alguém da tribo, ou se atinge quem não é da tribo ou se além disso é um inimigo. No primeiro caso, há crime pleno; no segundo, atenua-se, no terceiro, anula-se. O crime não é concebido enquanto em si mesmo, ou em relação à coletividade, mas apenas em relação ao objeto da lesão criminosa, a vítima. O mesmo ato lesivo pode ser considerado infame ou nobre, tudo dependendo de quem ou do que sofre”.

É isso! O crime deve ser definido pelo ato criminoso e não por sua vítima ou cairemos na mesma armadilha da esquerda onde alguns merecem ser vítimas dos criminosos por serem ricos, por morarem em mansões, por possuírem um relógio que aquele “coitadinho” sem opção, vítima do sistema capitalista malvadão nunca lhe dará oportunidade de adquirir.

E que fique clara toda a ojeriza que me impregna a alma no que diz respeito à essa vítima em questão. Genoíno é aquele esquerdista que acredita que os fins justificam os meios. Que defendeu ferozmente a aprovação do Estatuto do desarmamento enquanto no passado pegou em armas para impor sua ideologia, que enquanto dizia que “armas não protegem” requisitou à Polícia Federal porte de arma para seu motorista e segurança. E da turma do ex-senador Eduardo Suplicy – como paulista peço perdão ao Brasil por isso – que chegou a dormir em uma cadeia rebelada para garantir a integridade física dos presos e que ao ter seu celular roubado negociou com o bandido a devolução do mesmo e ainda impediu que os policiais que atenderam a ocorrência prendessem o criminoso. Pelo menos Suplicy fez o que prega ideologicamente. Já Genoíno agiu como o bárbaro descrito por Mário Ferreira e, sendo ele a vítima, considerou pleno o crime pois, sabemos muito bem, quando os crimes foram contra o erário público e em favor do seu partido, de punho estendido, defendeu veementemente a nobreza dos atos praticados pela quadrilha que se instalou no poder.

Dito tudo isso, que fique clara minha posição de que torço para que os criminosos sejam presos e que não acredito que ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão. O que não me impede, e não há nenhuma contradição nisso, que eu diga em alto e bom som: BEM FEITO, GENOÍNO!


Postado em 03/05/2016 às 08:21 0

Dilma quer liberar 34 mil presas: Brasil é Gotham sem Batman e com muitos Banes no poder.


Por Bene Barbosa

Dilma Rousseff planeja dar no próximo domingo, dias antes de deixar o poder, um inédito indulto de Dia das Mães para todas as presas do Brasil. Hoje, aproximadamente 34 mil mulheres estão encarceradas. Assim informou Lauro Jardim em sua coluna no jornal O Globo. Deixando de lado o absurdo de se liberar, sem qualquer critério, milhares de criminosas, falemos da assustadora simbologia contida nessa aparentemente tresloucada ação.

Não é de hoje que a esquerda nutre forte simpatia pelos encarcerados, pelos criminosos, pelos facínoras de toda espécie. Aliás, não se trata de simpatia, mas sim de empatia e isso já foi retratado em diversos artigos, falo disso em minhas palestras sobre como o Brasil chegou aos 60 mil assassinatos por ano e até no cinema. E após ler essa notícia sobre a liberação de milhares de presos, inevitável não lembrar do discurso de bane em Batman: o Cavaleiro Das Trevas de Christopher Nolan que é uma das melhores trilogias produzidas em Hollywood e, Nolan, é um dos poucos conservadores sobreviventes por lá. No excepcional Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, o discurso revolucionário do vilão que ocorre justamente em frente à prisão de Blackgate e é um resumo do Corolário esquerdista a que estamos tão acostumados. Vejam:

"Vocês foram presenteados com um falso ídolo para impedi-los de destroçar esta cidade corrupta. Deixe-me contar-lhes a verdade sobre Harvey Dent, nas palavras do comissário de polícia de Gotham, James Gordon: 'O Batman não assassinou Harvey Dent; ele salvou meu filho e depois assumiu a culpa dos terríveis crimes do Harvey para que eu pudesse, para minha vergonha, construir uma mentira em torno deste falso ídolo. Eu louvei o homem que tentou matar meu próprio filho, mas não posso mais viver com minha mentira. É hora de confiar ao povo de Gotham a verdade e é hora pedir minha exoneração.' E vocês aceitam a demissão deste homem? Aceitam a demissão de todos esses mentirosos? De todos os corruptos? Nós tomaremos Gotham dos corruptos! Dos ricos! Dos repressores de gerações, que as oprimiram com mitos de oportunidade, e a devolveremos a vocês... o povo. Gotham é sua! Ninguém irá interferir. Façam como quiserem. Comecem invadindo Blackgate e libertando os oprimidos! Apresentem-se, aqueles que desejam servir. Pois um exército será formado. Os poderosos serão arrancados de seus ninhos decadentes e lançados no frio mundo que nós conhecemos e suportamos. Tribunais serão convocados. Despojos serão repartidos. Sangue será derramado. A polícia irá sobreviver, aprendendo a servir à verdadeira justiça. Esta grande cidade... ela perdurará. Gotham sobreviverá!".

Não, não sobreviverá, pelo menos se depender dele. Bane nutre pela cidade um profundo desprezo pelo que ela representa, é uma alma ressentida, um invejoso, alguém que, como tantos por aqui, mesmo no poder, mesmo conseguindo sua revolução proletária, deseja que Gotham pereça. Ele sabe que o povo não é e nunca será o que ele deseja. Ele entende, mesmo não assumindo isso, que o povo nunca será espelho de sua alma retorcida e é daí surge seu incontido ódio.


Postado em 29/04/2016 às 11:38 0

Quem abastece os criminosos?


Por Bene Barbosa

Durante décadas tivemos que ouvir a balela que o cidadão comum, que compra uma arma para sua defesa, era o responsável por abastecer o arsenal dos criminosos ao ter sua arma roubada ou furtada. Como eu sempre afirmo, mesmo que isso fosse verdade – e como veremos não é! – tal problemática nunca poderia ser usada para restringir a liberdade de autodefesa e, ao afirmar isso, governo, secretários de segurança pública, autoridades policiais, estariam assumindo sua incapacidade em combater a criminalidade e jogando, como sempre, a responsabilidade nas constas das vítimas e, ao final da narrativa, justificando os criminosos.

Pois bem, eis que me deparo com a seguinte matéria da EBC de autoria da jornalista Nana Pôssa publicada no último dia 26 e que não repercutiu em lugar nenhum:

“Oitenta e seis por cento das armas de fogo apreendidas pela polícia do Rio de Janeiro no ano passado não foram identificadas. O dado foi apresentado nesta terça-feira (26) pela Secretaria Estadual de Segurança do Rio a deputados na Comissão Parlamentar de Inquérito das Armas na Assembleia Legislativa do estado.

 De acordo com o secretário de Segurança Pública do estado, José Mariano Beltrame, a polícia apreendeu quase 9 mil armas em 2015. Metade tinha número de série, porém cerca 1.200 eram registradas no Sistema Nacional de Armas, instituído no Ministério da Justiça, no âmbito da Polícia Federal.”

Cai por terra mais uma mentira desarmamentista! É necessário ainda destacar que das tais armas “com registro” a maior parte foi furtada, roubada ou desviada de instituições policiais, fóruns (armas apreendidas), empresas de segurança e até mesmo das Forças Armadas.

Do grosso da coisa toda, o contrabando, por nossas frágeis fronteiras e portos, continua sendo o grande abastecedor da criminalidade violenta, colocando nas mãos de criminosos armamento que muitas vezes nem mesmo a polícia possui.  Vejam o caso do fuzil em calibre .50 BMG que citei no artigo “Legislação sobre armas e munições no Brasil: um conto de fadas cruel” publicado aqui mesmo nessa coluna.

Enquanto as políticas de segurança continuarem focando no objeto e não em seus criminosos usuários não sairemos do lugar, a polícia continuará enxugando gelo apreendendo armas e vendo criminosos saindo rapidamente da prisão para então comprar armamento melhor, mais poderoso e mais moderno. No final das contas a segurança pública no Brasil é um cachorro correndo atrás do rabo sem nunca alcança-lo e a prova disso é mais essa CPI, que como outras tantas, não trará nenhum benefício real a não ser, claro, aos criminosos, os únicos grandes beneficiários dessa Ideologização da (in) Segurança Pública Brasileira


Postado em 25/04/2016 às 11:55 0

Harriet Tubman e algumas verdades inconvenientes.


Por Bene Barbosa

A última, e única, vez que uma mulher estampou uma nota de dólar aconteceu há 200 anos quando lá pelos idos de 1800, Martha Washington, esposa de George Washington, primeiro presidente americano, estampou a nota de um dólar. A próxima será Harriet Tubman, conforme foi anunciado pelo Tesouro Americano, no último dia 20.

Tal escolha arrancou elogios da direita americana, enquanto os próprios democratas torceram seus narizinhos. A explicação é simples: Harriet Tubman foge dos conceitos apreciados pela esquerda americana. Não, ela não queimava sutiãs, não mostrava os peitos em manifestações e não pichava igrejas.

Tubman era uma guerreira na mais pura concepção da palavra, combateu na Guerra Civil, resgatou escravos, lutou pelo direito de voto das mulheres. Seu “empoderamento” vinha do cano de sua pistola e do fio de seu sabre, armas que encontram-se expostas na Florida Agricultural And Mechanical University. Companheiras inseparáveis que aquela determinada mulher negra, nascida escrava, não titubeava em usar. 

A ideia inicial era substituir o conservador Alexander Hamilton, primeiro Secretário do Tesouro dos Estados Unidos e criador da base do capitalismo americano. Hamilton foi morto em um duelo com o então vice-presidente Aaron Burr. Uma época em que políticos, em defesa de sua honra, trocavam tiros e não cuspidas... Mas houve enorme pressão popular e, então, sem outra saída, optou-se por substituir Andrew Jackson, sétimo presidente daquele país, pertencente ao partido Democrata. Nada mais justo, uma vez que ele era, entre outras coisas, um escravocrata. E é aqui que a porca torce o rabo...

Essa substituição, a escolha de Jackson, reaviva lembranças que o atual partido Democrata faz tudo para esquecer ou não saber... Seu passado em defesa da escravidão! Sim, isso mesmo! O Partido Democrata, em sua fundação era escravagista, enquanto os republicanos eram abolicionistas. Foi em berço Democrata, pelas mãos do general Nathan Bedford Forrest, que nasceu a temida e repugnante Ku Klux Klan com o objetivo de impedir que negros e outras minorias se integrassem à sociedade. Enquanto membros do Partido Republicano formavam milícias armadas para atacar o grupo racista, os Democratas aprovavam as famigeradas “Jim Crow Laws” com o único objetivo de segregar a sociedade. A Ku Klux Klan, a despeito de ter seu nome formado pela onomatopeia de um fuzil sendo municiado, também foi o primeiro grupo em defender o controle de armas. Para eles, e outro Democratas, a Segunda Emenda da Constituição Americana, que garante a posse e o uso de armas todos os cidadãos americanos, deveria ser relativizada. A verdade é que não é muito seguro queimar uma cruz no jardim de uma pessoa com um fuzil em mãos...

E assim, nos minutos finais de seu fraco governo, a administração Obama conseguiu arrancar elogios da direita por escolher uma republicana e pró-armas para figurar a próxima nota de US$ 20,00. Enquanto isso, claro, a esquerda tenta desesperadamente varrer para baixo do tapete o profundo significado dessa escolha e várias verdades bem inconvenientes.


Postado em 14/04/2016 às 11:34 0

The Walking Dead e o controle de armas



Ontem, dia 14, a querida comediante Cris Paiva fez uma piada com a série The Walking Dead. Disse ela que se a  série se passasse no Brasil, só haveria um capítulo pois devido ao Estatuto do Desarmamento todos morreriam. Teve gente que não entendeu a piada, mas isso não importa. O que importa é que isso me fez tomar fôlego e escrever este texto. Um texto que venho prometendo para mim mesmo já faz um bom tempo. Valeu Cris!

Já fica um aviso aqui: haverá Spoiler, portanto, siga na leitura se quiser. Estão avisados!

Bom vamos lá, para quem não sabe, o seriado trata de um apocalipse zumbi, onde os sobreviventes precisam enfrentar essas criaturas, encontrar comida, medicamentos e, principalmente, lutar contra outros sobreviventes. Na quinta temporada o grupo liderado por Rick Grimes chega em uma “zona-segura” chamada Alexandria. Essa comunidade, um condomínio fechado por altos muros comandada pela idealista Deanna Monroe, que acima de tudo acredita na bondade intrínseca do ser humano, mesmo que para isso tenha que fazer vista grossa para pequenas e grandes maldades de membros do seu grupo. Deanna é uma rousseneana clássica, pelo menos enquanto a realidade não lhe derruba a porta. 

O grupo de Rick, assim que é recebido na nova morada é desarmado. Não, issonão implicaria em submissão. Deanna acredita que ali ninguém, ou quase ninguém, precisa de armas.  Vige em Alexandria um severo controle de armas. Todas são guardadas em um arsenal controlado. Há exceções, entre elas quem estiver na torre de vigilância e aqueles que se aventuram para fora dos muros em busca de provisões e outros recursos. Tudo, claro, com máximo rigor no controle. Mesmo Rick e Michonne, levados ao cargo de policiais da comunidade, não podem andar com suas armas. Rick e outros do seu grupo, acostumados com as agruras fora dos muros, acabam desobedecendo a “lei” local e clandestinamente tentam permanecer armados. Sábia decisão.

A realidade não perdoa e não havendo proteção na negação, a comunidade quase sucumbe quando é atacada por um grupo de psicopatas chamado Wolves que tem como objetivo de vida, ou de sobrevida neste caso, matar! Interessante notar que os membros sádicos e assassinos dessa turminha de “excluídos sociais” ataca sem o uso de armas de fogo. Usam machados, facões, porretes. Os desarmados e pacatos cidadãos de Alexandria se tornam um alvo fácil e são abatidos pelas ruas. Alexandria só não sucumbe totalmente por conta daqueles que desobedecendo o “Estatuto do Desarmamento” em vigor, continuaram armados. A mensagem é clara: gente disposta a matar, só pode ser parada por outras pessoas, armadas, com a mesma disposição. É a eterna luta entre os lobos e os cães pastores. Ambos possuem dentes, ambos podem morder, machucar, matar. A diferença é que só um deles tem por alvo as inofensivas ovelhas. 

Bene Barbosa


Postado em 11/04/2016 às 16:21 0

Quando uma briga de trânsito é muito mais que uma briga de trânsito.


Por Bene Barbosa

Uma batida, uma discussão, um famoso ex-jogador de futebol americano morto com 8 tiros. Pronto! É tudo que a imprensa precisa para sentenciar que uma simples briga de transito se transformou em um assassinato e para que os palpiteiros, convidados ou não, saiam de suas tocas para desfilar suas verdades. "Racismo!" Disse um. "Viram, isso que dá pessoas armadas!" afirmaram outros....

Porém algo me chamou a atenção. Da mesma forma que a manchete ganhou espaço em boa parte da imprensa brasileira, sumiu! Um indicativo que algo não agradou no desenrolar do caso. Será que foi uma simples briga de trânsito? Tudo indica que não!

Horas depois do homicídio, Cardell Hayes, de 28 anos, foi preso e apresentado como o autor dos disparos. Ele também é negro, o que, óbvio, calou a boca dos caçadores de racismo. Ele também já teve problemas com a justiça e foi condenado no passado por posse ilegal de arma e drogas, o que inviabilizaria a compra e o porte legal de armas.

Um fato que chamou a atenção nas redes sociais americanas é o fato do ex-jogador Will Smith ter jantado, uma hora antes de ser assassinado, com o policial Billy Ceravolo. Esse policial foi um dos citados no processo que a família do assassino moveu contra o estado de New Orleans após o pai de Hayes, que tinha problemas mentais, ser morto pela polícia após empunhar uma faca durante uma discussão. O estado acabou condenado e pagou um valor não divulgado à família.

Hayes também tinha ligação com o futebol americano, tendo jogado na escola. Também foi figurante - fazia um jogador - no filme 22 Jump Street que no Brasil foi intitulado de "Anjos da Lei 2". Todos os indícios apontam para algo maior que uma simples briga de trânsito, mas são, porém enquanto, apenas suposições.

O que podemos afirmar é que não foi racismo, nenhuma lei restritiva impediu que o criminoso estivesse armado e, quem sabe, estivesse o jogador legalmente armado, poderia ter salvado sua vida. Sobre o acidente, pode ter sido realmente uma trágica coincidência ou então uma forma de escapar da acusação de homicídio em primeiro grau que poderia lhe valer a pena capital por injeção letal. Hayes responde nesse momento por homicídio em segundo grau, pois até prova em contrário, não houve premeditação. Veremos...

*Bene Barbosa é presidente do Movimento Viva Brasil e coautor do livro "Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento".


Postado em 08/04/2016 às 18:41 0

Legislação sobre armas e munições no Brasil: um conto de fadas cruel.



Bene Barbosa*

 

Na última segunda-feira, dia 4, uma quadrilha atacou e invadiu uma empresa de transporte de valores na cidade de Santos, litoral paulista. Milhões foram roubados e o mais trágico resultado da investida foram três mortos, entre eles dois policiais rodoviários da Polícia Militar de São Paulo que tentam enfrentar a quadrilha com a utilização de pistolas em calibre .40S&W. Armamento inferior, aliás muito inferior, ao arsenal disponível aos criminosos. As blindagens das guaritas, os coletes balísticos e o armamento disponível para vigilantes e policiais não fizeram frente ao arsenal dos criminosos composto, entre outros, de fuzis em calibre 5,56mm, 7,62mm e até mesmo no poderoso calibre .50BMG, que em tese, deveria ser um calibre de uso exclusivo das Forças Armadas nacionais.

Não é de hoje que alertamos para a corrida armamentistas promovida pelas quadrilhas que atuam no Brasil. O problema é que enquanto um dos lados só necessita de dinheiro e um canal de entrada em nossa vazadíssima e desprotegida fronteira, o outro lado, dos mocinhos da história, padecem nas mãos de uma legislação absurdamente restritiva iniciada lá nos idos de 1934 pelo então presidente Getúlio Vargas que após precisar enfrentar cidadãos e as forças policiais na Revolução Constitucionalista de 32, decidiu que não era inteligente para quem quer centralizar o poder, deixar que esses mesmos cidadãos, policiais e militares que se lançaram em combate, continuassem a ter acesso à armas e calibres que os colocassem em pé de igualdade com as tropos federais. Nascia o chamado R-105 que vige até hoje. Tal situação se agravou ainda mais depois do malfadado Estatuto do Desarmamento e das políticas de desincentivo à compra de armamento letal, em especial de fuzis, pelo Governo Federal.

Nos últimos anos as políticas de segurança pública foram dominadas pela ideologia do pacifismo, pelos sociólogos confortavelmente sentados em suas cadeiras dentro das academias, por Alices e Polianas que acham que os criminosos serão contidos em sua fúria com abraços carinhosos, com passeatas pela paz, com clipes musicais e pombinhas brancas. Os mesmos criminosos que, comovidos, correrão e entregarão suas armas nas campanhas voluntárias de desarmamento. Que se arrependerão e, da noite para o dia, se tornarão cidadãos produtivos e obedientes às leis. É isso! A gestão da Segurança Pública no Brasil se tornou um conto de fadas onde a bruxa, o dragão e toda sorte de vilões e malfeitores se beneficiam com as leis impostas pelo rei e o heroico cavaleiro fica sem cavalo, sem armadura reluzente e sem sua espada. Um conto de fadas muito cruel esse.

*Bene Barbosa é especialista em Segurança Pública, presidente do Movimento Viva Brasil e coautor do livro “Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento”.