Texas ultrapassa um milhão de portes de armas; 270 mil são de mulheres.

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O Departamento de Segurança Pública do Texas informou, dias atrás, que 1.017.618 texanos agora dispõem de permissão para andar armados. Flórida e Pensilvânia, com 1.743.954 e 1.064.360, são os únicos estados que superam o Texas em números totais. Destaque para o fato de que esses números são apenas dos portes emitidos e que as armas que os texanos possuem em suas casas supera a marca de muitas milhões de unidades. E a criminalidade? Cada vez mais baixa!

Oras, se a velha lengalenga que mais armas significam mais crimes fosse verdadeira, o Texas e outros estados americanos já teriam tido suas populações dizimadas. Não acontece, não é assim. Hoje o Texas tem 4,4 homicídios por 100 mil habitantes, a menor taxa desde 1960. Em 1996, antes da liberação do porte, a taxa era de 7,7. Até 2012 a redução dos crimes violentos em geral foi de 49%. Os estupros tiveram a maior redução de todas, com uma queda de 59%. Mais armas, menos crimes.

Como disse acima, o crime de estupro que teve a maior redução comparado todos os outros e a explicação pode estar no fato de que deste mais de um milhão dos requerentes ao porte, 26% são mulheres, perfazendo um total de quase 270 mil mães, estudantes, donas de casa, empresárias e garçonetes que agora andam armadas pelas ruas do estado da estrela solitária. Vida difícil para os tarados e abusadores...

E por qual motivo leis que permitem o porte de armas tem efeito significantemente maior em favor das mulheres? A resposta foi dada pelo John Lott, professor de criminalística da universidade de Chicago e autor do mais amplo e profundo estudo sobre o efeito da liberação das armas na sociedade. Tal estudo se transformou no livro “Mais Armas, Menos Crimes – entendendo o crime e as leis de controle de armas de fogo” traduzido e publicado no Brasil pela Makron Books em 1999. Afirma Lott: “Os resultados precedentes mostram que os estupradores são, em particular, desmotivados por armas de fogo. Conforme mencionado anteriormente, os dados da National Crime Victimization Survey mostram que, ao fornecermos uma arma de fogo a uma mulher, isso possui um efeito muito maior em sua capacidade de defender-se contra um crime que fornecer uma arma a um homem”.

Tal conclusão é reforçada por um dado incontestável  levantado pelo estudo “Law Enforcement Assistance Administration, Rape Victimization in 26 American Cities”, do Departamento de Justiça norte-americano, onde se demostra que apenas 3% dos estupros se concretizam quando a mulher está armada e reage. Arthur Kellerman, um pesquisador cujo trabalho é frequentemente citado pelos grupos de controle de armas, disse: “Se você tem de resistir, suas chances de ser ferido são menores se você tiver uma arma. Se fosse minha mulher, se eu quero que ela tenha um 38 em sua mão? Sim!”.

Ouso aqui complementar o Professor Lott com a triste realidade brasileira. Uma vez que sabemos que a maioria dos estupros contra mulheres é cometido sem o uso de armas de fogo, muitas vezes, no máximo, com o uso de armas brancas (facas, canivetes, tesouras, etc), gerar no predador sexual a dúvida se sua vítima está armada ou não já seria um gigantesco ganho.  Hoje, o Brasil com seus mais de 50 mil estupros registrados por ano – e também sabemos que há uma enorme subnotificação desse tipo de crime – mostra exatamente qual o efeito devastador de se dar ao bandido a certeza de impossibilidade de reação armada.

 

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Direitos humanos? Flávia Piovesan não é mais do mesmo. É muito pior!

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Maria do Rosário, ex-ministra dos direitos humanos, era uma desarmamentista ferrenha, aborticionista, defensora das políticas afirmativas raciais, lutava pela punição dos – e apenas dos - militares acusados pela tal “Comissão da Verdade”, repetia o mantra de que cadeia não resolve, foi radicalmente contra a aprovação do Estatuto da Família e do Projeto de Lei 3772 que devolve ao cidadão a sua liberdade de defesa.

A questão é que a ex-ministra tinha alma histriônica, seus bate-bocas, sua falta de intelectualidade, o fato de ter recebido doação de uma fabricante de armas para sua campanha, entre outras coisas mais, a transformaram em um espantalho. Acabou não sendo levada a sério nem mesmo por quem compartilhava de sua ideologia. Em suas últimas semanas de mandado, teria a própria Dilma dito “Cale sua boca. Você não entende disso. Só fala besteira”. Virou uma fonte inesgotável de “memes” nas redes sociais.

Flávia Piovesan é ideologicamente idêntica à Maria do Rosário, mas as semelhanças param aqui. Tida como referência mundial no que a esquerda padronizou como sendo “direitos humanos”, suas teses globalistas foram adotadas em vários tratados da União Europeia. De acordo com um amigo italiano, essas mesmas teses, foram consideradas radicais até mesmo pelo partido de extrema-esquerda Rifondazione Comunista, uma espécie de PSOL da Itália.

Assim que seu nome foi anunciado, pipocaram e-mails e mensagens. Todas alarmantes. Depois de sua entrevista para Rádio CBN, com a duração de apenas oito minutos, tudo foi confirmado pelas palavras da própria Secretária. Vai lutar contra o Estatuto da Família, em favor das políticas afirmativas, contra a aprovação do PL 3722 que chamou de retrocesso, afirmou que vai perseguir a punição dos “indiciados” pela Comissão da Verdade, afirmou que Jair Bolsonaro quebrou o decoro parlamentar por citar o coronel Ustra e, portanto, merece ser cassado. É a Maria do Rosário na versão “com mestrado”!

No perfil da Rádio CBN, deixei o seguinte comentário, que acredito ser um bom resumo de tudo isso: “Flávia Piovesan não é mais do mesmo... É muito pior. É uma espécie de Maria do Rosário com mestrado, com incontestável capacidade intelectual. Suas teses contra a liberdade de autodefesa, em favor do aborto e sua luta de vida para gerir o mundo sob a égide de uma lei universal criada sua imagem e semelhança, são tudo, são qualquer coisa, menos direitos e muito menos ainda humanos.”

Se estes são os tais direitos humanos, por favor, me tratem como bicho.

Link da entrevista.

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Legítima defesa não é linchamento, não é fazer justiça, não é barbárie

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Fabiane Maria de Jesus tinha 33 anos, era casada e mãe de duas crianças. Evangélica, carregava sua bíblia quando foi espancada e morta por mais de cem pessoas que a confundiram com uma suposta criminosa. O caso, ocorrido no Guarujá, litoral de São Paulo, teve repercussão nacional e depois, como sempre, caiu no esquecimento. Mesmo que não se tratasse de um terrível engano, como confundir isso com legítima defesa? Só com muita velhacaria mesmo. E é isso que muitos defensores do desarmamento fazem, de forma canalha, ao tentarem fundir – e confundir - a figura da legítima defesa, constante em nosso direito pátrio, ao linchamento, à barbárie.

Via de regra, os defensores das atuais severas restrições às armas possuem profunda empatia por aqueles que eles acreditam serem as “vítimas da sociedade”, os “excluídos sociais”, que com uma frequência preocupante acabam sim sendo linchados pela população revoltada. O que eles se negam em enxergar é que sua constante defesa de seus mantras “cadeia não resolve”, “criminosos são frutos da desigualdade social” e todo esse blá, blá, blá ideológico é a verdadeira fonte da incivilidade contida nos frequentes atos de “Justiça com as próprias mãos”. Atos esses que possuem sentimento punitivo, que são em seu âmago uma resposta ao fracasso do Estado em vigiar e punir. Uma tentativa desesperada de restabelecer alguma ordem social. Idem para o surgimento dos grupos de extermínios criados por agentes públicos que já não mais acreditam – com boas razões - na própria justiça que deveriam representar. É a impunidade gerando monstros.

E neste momento alguém deve estar se perguntado: e colocar o fator armas nessa equação explosiva não seria agravar o quadro? Não há qualquer indício real que a possibilidade do cidadão adquirir armas legalmente possa agravar o sentimento de impunidade, muito pelo contrário. Tenho para mim - e aqui serei absolutamente honesto ao afirmar que isso ainda carece de um estudo mais aprofundado de minha parte – que um dos responsáveis por esse sentimento de impotência contra os criminosos parte exatamente da negativa do governo em dar ao cidadão treinado, consciente e responsável a possibilidade de autodefesa. Assim, sabendo-se indefeso, sabendo que não pode contar com uma justiça certa e punitiva, vê na eliminação daquele criminoso uma espécie de proteção futura. Independente desta tese se confirmar ou não, temos que, mais uma vez olhar para um passado recente, onde milhões de brasileiros possuíam armas legalmente, outros milhares às portavam diariamente e a ocorrências deste tipo não eram mais frequentes que hoje.

Ainda neste escopo, o escritor Marko Kloos possui um magistral artigo intitulado “A arma de fogo é a civilização” onde discorre como a posse e o porte de armas, ao contrário do que muitos afirmam, é uma atitude civilizatória. Cito aqui um trecho: “A arma de fogo é o único objeto de uso pessoal capaz de fazer com que uma mulher de 50 kg esteja em pé de igualdade com um agressor de 100 kg; com que um aposentado de 75 anos esteja em pé de igualdade com um marginal de 19 anos; e com que um cidadão sozinho esteja em pé de igualdade com 5 homens carregando porretes. Quando estou portando uma arma, eu não o faço porque estou procurando confusão, mas sim porque quero ser deixado em paz.  A arma em minha cintura significa que não posso ser coagido e nem violentado; posso apenas ser persuadido por meio de argumentos racionais.  Eu não porto uma arma porque tenho medo, mas sim porque ela me permite não ter medo.  A arma não limita em nada as ações daqueles que querem interagir comigo por meio de argumentos; ela limita apenas as ações daqueles que querem interagir comigo por meio da força. A arma remove a força da equação”. Este artigo se encontra na íntegra no site do Instituto Mises Brasil e merece ser lido. (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2146)

Como excepcionalmente bem resumiu Olavo de Carvalho, é monstruoso confundir a legítima defesa com "fazer justiça pelas próprias mãos". Aquele que se defende armado contra um agressor armado não está em busca de "justiça", mas de sobrevivência. Ponto final, é isso! Essa “confusão” busca tão somente, de forma desesperada e, repito, canalha, jogar a opinião pública contra aqueles que, como eu, lutam por garantir o acesso ao único instrumento realmente eficaz para se exercer a autodefesa: a arma de fogo! E aqui mais uma incongruência dos defensores do desarmamento que aceitam a existência da legítima defesa, mas esperam que a vítima se defenda de agressores armados ou em maior número ou ainda de força física muito superior com, sei lá, unhas, dentes ou lhe jogando flores.

 

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Violência, armas e os vira-latas de Pavlov

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O Brasil tem um grave problema de violência! O brasileiro não tem cultura para possuir armas! Armas Matam! Quem nunca leu, ouviu e até mesmo repetiu essas afirmações? Duvido que haja alguém que tenha escapado disso, exceção feita se essa pessoa tenha morado em uma caverna nos últimos 20 anos.

Cabe inicialmente a conceituação, mui superficial, da violência que é, de acordo com o dicionário Michaelis, qualquer força empregada contra a vontade, liberdade ou resistência de pessoa ou coisa. Em assim sendo, age com violência um bombeiro que arromba uma porta para salvar pessoas em um incêndio. Age de forma violenta o policial que algema um procurado. Age com violência um juiz que joga em uma cadeia superlotada um réu condenado. Age com violência o carcereiro que impede uma fuga de presos. Age com violência um cidadão que atira em quem lhe invade a casa com intenção criminal. Entenderam a coisa toda? Ao afirmar que violência é o problema estamos equiparando aquele que reage para salvar sua vida ao que tentou mata-lo para roubar seu celular, com isso, vítima e agressor, ambos são culpados, são parte do problema e não da solução. Oras, a verdade é que tentar, seja lá com que instrumentos, extirpar a capacidade para violência dos seres humanos não é obra de benevolência, não é uma linda utopia, é engenharia social! É caminho para a servidão. É arrancar traço humano responsável pela sobrevivência da nossa – e de tantas outras! – espécie!

Nelson Rodrigues, dramaturgo e escritor brasileiro, definiu como complexo de vira-latas “a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo. O brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem”. Daí nasce, e nisso se apoia, a ideia que o brasileiro não tem “cultura” para possuir armas. Uma ideia estapafúrdia, preconceituosa e destituída de qualquer embasamento fatídico que indique sua veracidade. Quem afirma tal inverdade desconhecem um Brasil de apenas duas décadas atrás, onde comprar e portar armas era algo absolutamente banal e nem por isso víamos tiroteios pelas ruas ou maiores índices de criminalidade, muito pelo contrário. Teria a sociedade brasileira regredido? Claro que não! Vejamos exemplos de países vizinhos como a Argentina, Uruguai e, em especial, o Paraguai que possuem legislações muito mais liberais no diz respeito à posse e ao porte de armas e taxas exponencialmente mais baixas de criminalidade violenta. O Uruguai, país mais armado da América Latina, tem a taxa de 7,81 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto o desarmado Brasil já passou 30 homicídios por 100 mil habitantes.

E onde entra Pavlov nisso? Bom, para quem não sabe, o russo Ivan Pavlov foi um fisiólogo russo que usando cães estudou o chamado reflexo condicionado. O experimento consistia em tocar uma campainha sempre que o alimento era servido a um cão. Em determinado momento, o simples som da campainha fazia com que o cão salivasse, mesmo não existindo comida disponível. E como isso vem sendo usado até hoje? Já repararam nas manchetes “armas matam x pessoas todos os anos”? Repararam que nas novelas apenas os bandidos usam arma? Já viu as insistentes matérias envolvendo acidentes entre armas e criança? Repararam que todas matérias jornalísticas veiculadas nos telejornais cujo tema seja criminalidade tem como imagem de fundo uma arma de fogo?  Pois bem, ai está você sendo tratado como um cão do Pavlov! O objetivo é condicionar a imagem da arma de fogo sempre a algo ruim, catastrófico, dolorido e triste. “Au! Au! Armas matam”, repetiu o feliz o inocente útil do desarmamento.

O tema é extenso, complexo e merecerá complementos futuros, mas vou terminando por aqui. Para resumir: juntem a ideia de que violência é o problema em si, incentive o complexo de vira-latas e demonizem as armas como objetos que só trazem desgraça e dor. O resultado não poderia ser outro: um bando de vira-latas de Pavlov salivando e abanando alegremente o rabo para aqueles que lhe metem em uma coleira para dar uma volta no quarteirão ou para leva-los ao sacrifício enquanto repetem o mantra “arma é ruim, arma é ruim, o estado é bom, o estado sabe o que é melhor para mim”.

P.S.: ao terminar este texto, dou de cara com uma reportagem “Pavloviana” no perfil do Facebook da BBC Brasil (matéria traduzida da BBC inglesa). Ótimo exemplo dessa estratégia ao vincular crianças e armas de forma trágica, desconsiderando que muito mais crianças morrem em acidentes automobilísticos, afogadas em piscinas, baldes e privadas, envenenadas com produtos de limpeza, intoxicadas com remédios, vítimas de traumas provocados por quedas, eletrocutadas e vítimas de incêndios. Desconsideram, propositadamente, quantas crianças foram salvas exatamente por seus pais tinham armas. Aqui não BBC!

 

 

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Novos ministros da Defesa e da Justiça: flores ou espinhos?

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Vi - e não fui só eu! - com bons olhos a reforma ministerial do presidente interino Michel Temer. A extinção dos Ministérios da Cultura e das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, pastas tão ideológicas quanto desnecessárias, foi um forte indício do caminho que será trilhado.

Confesso que meu otimismo em um possível governo Temer começou lá em novembro do ano passado quando soube que o filósofo gaúcho Denis Rosenfield, uma das principais expressões da nova direita, teria se tornando uma espécie de conselheiro intelectual do então vice-presidente, fato esse noticiado meses depois pela imprensa. O Professor Rosenfield é um ferrenho crítico do desarmamentismo e em um de seus artigos afirmou: “O direito à autodefesa é um pilar de uma sociedade livre e democrática. No Brasil, os bandidos continuam a ter acesso livre às armas de fogo e o cidadão fica à mercê dos criminosos".

Mas nem tudo são flores... A nomeação de Raul Jungmann para Ministro da Defesa foi uma enorme decepção e deve ser visto com muita preocupação pelos chamados CAC (Colecionadores, Atiradores e Caçadores) que dependem diretamente das portarias emitidas pelo Exército. Não me agrada nem um pouco ter à frente desta estratégica pasta, que envolverá diretamente a indústria bélica nacional, alguém que em 2005, pouco antes do referendo realizado onde 64% da população disse NÃO ao desarmamento, alguém que propôs como alternativa ESTATIZAR as indústrias de armas e munições pátrias e fazê-las produzir implementos agrícolas! E por falar em agricultura, não podemos esquecer que Jungmann foi Ministro do Desenvolvimento Agrário, de 1996 a 2002, no governo de Fernando Henrique Cardoso e foi justamente nessa época que o MST se tornou esse mostro que conhecemos hoje. No perfil do novo Ministro - onde estou “democraticamente” bloqueado – já pululam manifestações em favor do direito de defesa do cidadão. A posição dele, neste aspecto é inequívoca e ele não mudará. Fato.

Flor ou espinho? Alexandre Morais, ex-secretário de segurança de São Paulo e agora Ministro da Justiça de Temer, é para mim uma incógnita. Em recente entrevista para o Programa Pânico, da rádio Jovem Pan, o então secretário falou sobre a questão do desarmamento e, embora tenha erroneamente elogiado a legislação atual, afirmou que é sim um direito do cidadão ter uma arma para sua defesa. O vídeo foi postado em seu perfil e recebeu dezenas de comentários em favor da posse e do porte de armas pelo cidadão. Inclusive foi essa entrevista que indiretamente causou minha posterior participação no mesmo programa. Hoje, na Folha de São Paulo, a manchete “Ministro da Justiça combaterá ação violenta de movimentos de esquerda” também pode ser considerado um forte indicativo do que podemos esperar do novo ministro. Em São Paulo, Alexandre Morais, foi duramente criticado pelo aumento da “letalidade policial”, ou seja, mais bandidos morreram em confronto com a polícia paulista e por ter dado tratamento “desigual” às manifestações de esquerda e de direita. Deixo ao leitor que julgue se isso é crítica ou elogio.

Seja como for, para quem sobreviveu aos ministros da justiça dos últimos 20 anos, entre eles Renan Calheiros, José Carlos Dias, José Gregori, Aloysio Nunes Ferreira Filho, Márcio Thomaz Basto, Tarso Genro, Luiz Paulo Barreto, José Eduardo Cardozo e Eugênio Aragão, Alexandre Morais tem tudo para ser um enorme alento. O tempo dirá e nós estaremos aqui para cobrar.

Para concluir não posso de me esquivar de responder uma indagação recorrente que recebi às dezenas nestes últimos dias: O PL 3722 do Deputado Rogério Peninha (PMDB/SC) que modifica, moderniza e adequa a legislação sobre armas e munições no Brasil terá mais ou menos chances de aprovação?

Não tenho a menor dúvida que estaremos em uma posição muita mais confortável no que diz respeito ao Executivo, mas não podemos esquecer que nossa luta é no legislativo, na Câmara e no Senado, e denotará de todos nós grande empenho. Empenho esse que demonstrou o deputado autor do Projeto de Lei que, mesmo sendo, na época, deputado de primeiro mandato, sabendo que enfrentaria a fúria do Governo Federal e enorme pressão, não recuou um só milímetro em sua posição e é exatamente isso que pode esperar o novo presidente de nós. Lutaremos! 

Veja:

Perfil de Raul Jungmann

Entrevista do ministro Alexandre Moraes no Programa Pânico 

Entrevista do Prof. Bene Barbosa no programa Pânico:

 

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Bandidos com fuzil calibre .50 e policial morre por não ter arma

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Nesta madrugada, dia 10, a polícia de São Paulo apreendeu 8 fuzis em poder de uma quadrilha. O armamento era composto de quatro AK-47, dois AR-15, um FAL e um poderoso Barret calibre .50BMG. Esse arsenal foi utilizado ao ataque à uma empresa de transporte de valores no litoral paulista onde dois policiais militares acabaram mortos no confronto desigual. Detalhe assustador é que ambos morreram com apenas um disparo que teve poder para transfixar ambos policiais e seus coletes balísticos. Os policiais tinham ao seu dispor apenas armas em calibre .40S&W.

Para se ter uma ideia mais clara da diferença do poder de fogo entre os criminosos, o cidadão e as forças policiais, farei uma breve comparação entre os calibres, levando em conta a energia cinética desenvolvida pelos mesmos. Então vejamos o armamento dos criminosos: fuzil AR-15 em calibre 5,56mm com 1.800 joules; fuzil AK-47 em calibre 7.62x39 com 2.100; fuzil FAL em calibre 7.62x51 com 3.800 e finalmente o fuzil Barret em calibre .50BMG com estratosféricos 15.000 joules! Enquanto isso uma pistola em calibre .380 ACP - calibre máximo disponível ao cidadão e que, por conta da burocracia e legislação, acaba sendo a única opção de muitos policiais quando de folga) tem energia de apenas 270 joules. O calibre .40S&W, usado pela maioria das polícias no Brasil, desenvolve 576 joules.

Se isso não basta para se ter uma ideia do disparate entre o armamento empregado contra as forças de segurança e cidadãos, informo que, enquanto os policiais terão que chegar a no mínimo 50 metros para efetuar disparos com alguma chance de acerto, poderão ser atingidos em até mil metros de distância e para completar a realidade, os coletes dos criminosos são capazes de parar projéteis dos calibres normalmente usados pelos policiais, já o inverso não é verdadeiro uma vez que estamos falando de disparos de fuzil. O que acontecerá com esse armamento? Será destruído, pois é isso que determina o malfadado Estatuto do Desarmamento. Como é bom viver em um país rico que pode destruir milhares de dólares em armamento! E por falar em Estatuto...

Temos uma legislação que trava, dificulta e muitas vezes impede que até mesmo policiais adquiram armas e munições para sua defesa e treinamento. Máximo – e trágico - exemplo disso foi o caso do 35º policial morto no Rio de Janeiro este ano. Evaldo César Silva de Moraes Filho, de 27 anos, foi atingido por um tiro na cabeça por volta das 19h, dentro de seu carro, quando chegava para trabalhar na UPP do Complexo do Alemão. O soldado estava DESARMADO pois a documentação da sua arma particular, o CRAF – Certificado de Registro de Arma de Fogo – não foi emitido por... FALTA DE PAPEL! Gravidade maior ainda quando soube, por denúncia de outros policiais fluminenses, que tal situação se arrastava desde 2014 e que há turmas inteiras igualmente desarmadas quando estão fora de serviço!

Esse é o retrato da nossa segurança pública. Um retrato sombrio, assustador e imutável mesmo depois de anos de fracassos consecutivos com as políticas de desarmamento, com a ideia que cadeia não resolve, com a polícia enxugando gelo ao apreender armas que serão rapidamente repostas e prendendo bandidos que serão colocados em liberdade em pouco tempo. Os bandidos agradecem.

 

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Eu quero acariciar os cabelos dos meus filhos enquanto EU estiver vivo

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Ontem troquei algumas mensagens com o cineasta Daniel Moreno e prometi que hoje falaria sobre o documentário Silenciados, coisa que eu deveria ter feito faz tempo e que, sei lá o motivo, acabei protelando. Fui assistir o trailer... Encontrei então, talvez, a razão subconsciente de não tê-lo feito antes.

Na abertura, uma voz em off diz melancolicamente: “Imagine o seguinte: você nunca mais vai acariciar os cabelos do seu filho enquanto você estiver vivo.” Cai no choro, ao ponto de, mesmo agora, escrevendo este texto, ter que parar algumas vezes. A voz é do meu amigo Jorge Damus, pai do Rodrigo, assassinado por um “menor” durante um assalto. O “menor” estava comemorando seu aniversário de 18 aninhos...

Um pouco antes, vi estampada em vários jornais a manchete que os acusados por atropelarem e matarem o filho da atriz Cissa Guimarães foram condenados à prestação de serviços e só. Entendo perfeitamente a dor da mãe, a dor de quem “nunca mais vai acariciar os cabelos do seu filho”. O que me causou repulsa foi a revolta seletiva da imprensa roussoniana que acredita que cadeia não resolve, que todo homem nasce bom e é a sociedade que o corrompe e que a solução para nosso caótico sistema penitenciário são exatamente as penas alternativas a não ser, claro, quando o crime lhe arromba a porta da frente e atinge alguém próximo e querido. Aí a coisa muda de figura, falam em impunidade, em como os assassinos deveriam ser trancafiados por dezenas de anos, como a lei é fraca.

Muito anos atrás, lá no começo dos anos 2000, um repórter me perguntou quem eu havia perdido e eu respondi que não havia perdido ninguém. Diante do seu espanto complementei: faço o que faço porque não quero perder ninguém. Hoje eu diria: eu faço o que faço pois quero acariciar os cabelos dos meus filhos enquanto eu estiver vivo.

Escrever este pequeno texto foi difícil, dolorido mesmo, tive que confrontar o que sei ser o maior pesadelo de qualquer pai e mãe, sendo assim vou parando por aqui, deixando o convite para que conheçam e apoiem o documentário Silenciados que, óbvio, não conta com a ANCINE, com as benesses da lei Rouanet, nem com ONGs “da paz”.

O trailer do documentário está neste link: https://youtu.be/Ooa0HPRdouk

 

 

E a página do perfil no Facebook é: https://www.facebook.com/silenciadosdoc

 

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O ex-deputado Genoíno foi assaltado: ladrão que rouba ladrão merece perdão?

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O ex-deputado José Genoíno sofreu uma tentativa de assalto ao chegar em sua residência. Dois assaltantes armados – ué? E o Estatuto do Desarmamento que o ex-deputado ajudou a aprovar? – invadiram sua garagem e anunciaram o assalto. Genoíno, que recentemente cumpriu pena por corrupção, fez o que o próprio pessoal dele prega que não deve se fazer: reagiu. A reação foi um tanto quanto atabalhoada, pois tudo que o petista pode fazer foi jogar uma sacola de livros nos criminosos que revidaram dando-lhe uma coronhada, mas acabaram fugindo. Imediatamente após o ocorrido recorreu à polícia “opressora” para perseguir e prender as “vítimas da sociedade capitalista” e, tenho certeza, acabarão presos e condenados. Eu acho justo que os bandidos sejam presos? Juntíssimo! Mesmo a vítima sendo um egresso? Sim! Mas calma... Eu não virei à esquerda...

Providencialmente, enquanto matutava aqui sobre o ocorrido, recebi do amigo Filipe Bezerra uma citação do filósofo Mário Ferreira dos Santos: “Para o bárbaro, o criminoso é visualizado duplicemente: segundo o seu crime atinja a tribo ou alguém da tribo, ou se atinge quem não é da tribo ou se além disso é um inimigo. No primeiro caso, há crime pleno; no segundo, atenua-se, no terceiro, anula-se. O crime não é concebido enquanto em si mesmo, ou em relação à coletividade, mas apenas em relação ao objeto da lesão criminosa, a vítima. O mesmo ato lesivo pode ser considerado infame ou nobre, tudo dependendo de quem ou do que sofre”.

É isso! O crime deve ser definido pelo ato criminoso e não por sua vítima ou cairemos na mesma armadilha da esquerda onde alguns merecem ser vítimas dos criminosos por serem ricos, por morarem em mansões, por possuírem um relógio que aquele “coitadinho” sem opção, vítima do sistema capitalista malvadão nunca lhe dará oportunidade de adquirir.

E que fique clara toda a ojeriza que me impregna a alma no que diz respeito à essa vítima em questão. Genoíno é aquele esquerdista que acredita que os fins justificam os meios. Que defendeu ferozmente a aprovação do Estatuto do desarmamento enquanto no passado pegou em armas para impor sua ideologia, que enquanto dizia que “armas não protegem” requisitou à Polícia Federal porte de arma para seu motorista e segurança. E da turma do ex-senador Eduardo Suplicy – como paulista peço perdão ao Brasil por isso – que chegou a dormir em uma cadeia rebelada para garantir a integridade física dos presos e que ao ter seu celular roubado negociou com o bandido a devolução do mesmo e ainda impediu que os policiais que atenderam a ocorrência prendessem o criminoso. Pelo menos Suplicy fez o que prega ideologicamente. Já Genoíno agiu como o bárbaro descrito por Mário Ferreira e, sendo ele a vítima, considerou pleno o crime pois, sabemos muito bem, quando os crimes foram contra o erário público e em favor do seu partido, de punho estendido, defendeu veementemente a nobreza dos atos praticados pela quadrilha que se instalou no poder.

Dito tudo isso, que fique clara minha posição de que torço para que os criminosos sejam presos e que não acredito que ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão. O que não me impede, e não há nenhuma contradição nisso, que eu diga em alto e bom som: BEM FEITO, GENOÍNO!

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Dilma quer liberar 34 mil presas: Brasil é Gotham sem Batman e com muitos Banes no poder.

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Dilma Rousseff planeja dar no próximo domingo, dias antes de deixar o poder, um inédito indulto de Dia das Mães para todas as presas do Brasil. Hoje, aproximadamente 34 mil mulheres estão encarceradas. Assim informou Lauro Jardim em sua coluna no jornal O Globo. Deixando de lado o absurdo de se liberar, sem qualquer critério, milhares de criminosas, falemos da assustadora simbologia contida nessa aparentemente tresloucada ação.

Não é de hoje que a esquerda nutre forte simpatia pelos encarcerados, pelos criminosos, pelos facínoras de toda espécie. Aliás, não se trata de simpatia, mas sim de empatia e isso já foi retratado em diversos artigos, falo disso em minhas palestras sobre como o Brasil chegou aos 60 mil assassinatos por ano e até no cinema. E após ler essa notícia sobre a liberação de milhares de presos, inevitável não lembrar do discurso de bane em Batman: o Cavaleiro Das Trevas de Christopher Nolan que é uma das melhores trilogias produzidas em Hollywood e, Nolan, é um dos poucos conservadores sobreviventes por lá. No excepcional Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, o discurso revolucionário do vilão que ocorre justamente em frente à prisão de Blackgate e é um resumo do Corolário esquerdista a que estamos tão acostumados. Vejam:

"Vocês foram presenteados com um falso ídolo para impedi-los de destroçar esta cidade corrupta. Deixe-me contar-lhes a verdade sobre Harvey Dent, nas palavras do comissário de polícia de Gotham, James Gordon: 'O Batman não assassinou Harvey Dent; ele salvou meu filho e depois assumiu a culpa dos terríveis crimes do Harvey para que eu pudesse, para minha vergonha, construir uma mentira em torno deste falso ídolo. Eu louvei o homem que tentou matar meu próprio filho, mas não posso mais viver com minha mentira. É hora de confiar ao povo de Gotham a verdade e é hora pedir minha exoneração.' E vocês aceitam a demissão deste homem? Aceitam a demissão de todos esses mentirosos? De todos os corruptos? Nós tomaremos Gotham dos corruptos! Dos ricos! Dos repressores de gerações, que as oprimiram com mitos de oportunidade, e a devolveremos a vocês... o povo. Gotham é sua! Ninguém irá interferir. Façam como quiserem. Comecem invadindo Blackgate e libertando os oprimidos! Apresentem-se, aqueles que desejam servir. Pois um exército será formado. Os poderosos serão arrancados de seus ninhos decadentes e lançados no frio mundo que nós conhecemos e suportamos. Tribunais serão convocados. Despojos serão repartidos. Sangue será derramado. A polícia irá sobreviver, aprendendo a servir à verdadeira justiça. Esta grande cidade... ela perdurará. Gotham sobreviverá!".

Não, não sobreviverá, pelo menos se depender dele. Bane nutre pela cidade um profundo desprezo pelo que ela representa, é uma alma ressentida, um invejoso, alguém que, como tantos por aqui, mesmo no poder, mesmo conseguindo sua revolução proletária, deseja que Gotham pereça. Ele sabe que o povo não é e nunca será o que ele deseja. Ele entende, mesmo não assumindo isso, que o povo nunca será espelho de sua alma retorcida e é daí surge seu incontido ódio.

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Quem abastece os criminosos?

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Durante décadas tivemos que ouvir a balela que o cidadão comum, que compra uma arma para sua defesa, era o responsável por abastecer o arsenal dos criminosos ao ter sua arma roubada ou furtada. Como eu sempre afirmo, mesmo que isso fosse verdade – e como veremos não é! – tal problemática nunca poderia ser usada para restringir a liberdade de autodefesa e, ao afirmar isso, governo, secretários de segurança pública, autoridades policiais, estariam assumindo sua incapacidade em combater a criminalidade e jogando, como sempre, a responsabilidade nas constas das vítimas e, ao final da narrativa, justificando os criminosos.

Pois bem, eis que me deparo com a seguinte matéria da EBC de autoria da jornalista Nana Pôssa publicada no último dia 26 e que não repercutiu em lugar nenhum:

“Oitenta e seis por cento das armas de fogo apreendidas pela polícia do Rio de Janeiro no ano passado não foram identificadas. O dado foi apresentado nesta terça-feira (26) pela Secretaria Estadual de Segurança do Rio a deputados na Comissão Parlamentar de Inquérito das Armas na Assembleia Legislativa do estado.

 De acordo com o secretário de Segurança Pública do estado, José Mariano Beltrame, a polícia apreendeu quase 9 mil armas em 2015. Metade tinha número de série, porém cerca 1.200 eram registradas no Sistema Nacional de Armas, instituído no Ministério da Justiça, no âmbito da Polícia Federal.”

Cai por terra mais uma mentira desarmamentista! É necessário ainda destacar que das tais armas “com registro” a maior parte foi furtada, roubada ou desviada de instituições policiais, fóruns (armas apreendidas), empresas de segurança e até mesmo das Forças Armadas.

Do grosso da coisa toda, o contrabando, por nossas frágeis fronteiras e portos, continua sendo o grande abastecedor da criminalidade violenta, colocando nas mãos de criminosos armamento que muitas vezes nem mesmo a polícia possui.  Vejam o caso do fuzil em calibre .50 BMG que citei no artigo “Legislação sobre armas e munições no Brasil: um conto de fadas cruel” publicado aqui mesmo nessa coluna.

Enquanto as políticas de segurança continuarem focando no objeto e não em seus criminosos usuários não sairemos do lugar, a polícia continuará enxugando gelo apreendendo armas e vendo criminosos saindo rapidamente da prisão para então comprar armamento melhor, mais poderoso e mais moderno. No final das contas a segurança pública no Brasil é um cachorro correndo atrás do rabo sem nunca alcança-lo e a prova disso é mais essa CPI, que como outras tantas, não trará nenhum benefício real a não ser, claro, aos criminosos, os únicos grandes beneficiários dessa Ideologização da (in) Segurança Pública Brasileira

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